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sexta-feira, 30 de junho de 2017

Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê. Romanos 10: 4



Paulo faz no texto em epígrafe uma importante declaração a respeito de Cristo e da Lei. E várias tem sido as interpretações sobre essa afirmação, gerando doutrinas diversas. O apóstolo nos mostra que os gentios alcançaram a justificação pela fé, enquanto Israel, nação eleita, falhou em atingir a lei de justiça porque se pautaram pelas obras e não pela fé. Quando Paulo diz que Israel tropeçou na pedra que é Jesus ele nos leva a refletir que o problema não era lei em si, mas a forma como Israel se relacionava com ela, uma vez que o próprio Jesus mostrou-nos guardar a Lei era desejável. Contudo, a nação Israelita, por desconhecer que a justiça é fruto da graça, buscava estabelecer pelas obras a sua própria justiça e não se sujeitaram a de Deus. Assim, Paulo nos convida a compreender que Cristo é o alvo para o qual a Lei foi intencionada e que a justiça não está na Lei, mas em seu alvo: Jesus. E todo aquele que crê Nele é justificado e pode se alegrar como faz o salmista.

Cantem e alegrem-se os que amam a minha justiça, e digam continuamente: O Senhor seja engrandecido, o qual ama a prosperidade do seu servo. Salmos 35:27




quinta-feira, 29 de junho de 2017

Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim? Romanos 9:20


Paulo pondera sobre a atitude da criatura humana de contestar o Criador. A ideia de que o homem possui livre-arbítrio pleno e que pode escolher livremente os seus caminhos, segundo os desígnios do seu coração, é uma heresia muito antiga chamada universalismo que ensinava que todos no fim seriam salvos.  Ao negar a existência do inferno, os universalistas, vão contra as Escrituras. Essas doutrinas colocam a criatura no centro e autor de seu destino, enquanto a Bíblia mostra claramente que o homem é escravo do pecado (João 8:34-35. Ignoram que Deus é Soberano e que nada em todo o universo foge do Seu controle. Enquanto os humanistas exaltam a vontade humana e, de forma exacerbada, atualmente, pregam que a criatura é soberana para decidir sobre o que ser e quem ser, Paulo nos lembra que


"O coração do homem planeja o seu caminho, mas o SENHOR lhe dirige os passos." (Provérbios 16:9)



quarta-feira, 28 de junho de 2017

Os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios? Os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios? Como também diz em Oséias: Chamarei meu povo ao que não era meu povo; E amada à que não era amada. E sucederá que no lugar em que lhes foi dito: Vós não sois meu povo; Aí serão chamados filhos do Deus vivo. Romanos 9:24-26



Desde os dias da Igreja Primitiva, com a missão do apóstolo Paulo até os dias atuais, Deus pelo Seu Espírito Santo tem feito tanto a judeus como a gentios o chamado a que se tornem Seus filhos. Paulo afirma que "Deus não faz acepção de pessoas" (Romanos 2:11) e ele mesmo se considerava devedor a gregos, a bárbaros e a judeus, ainda que, como estudioso das Escrituras Sagradas, estivesse consciente das vantagens que os judeus tinham sobre os outros povos, porque sabia que "as palavras de Deus lhe foram confiadas". (Romanos 3:2), primeiramente e que a um judeu foi feita a promessa. Contudo, esse apóstolo nunca se omitiu em anunciar que o Evangelho "é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé." Romanos 1:16-17. Paulo deixa claro em sua carta aos romanos que o Evangelho de Cristo é destinado e igualmente eficaz a judeus e gentios e ele o faz também fundamentado nas palavras dos profetas, como se pode verificar em Oséias 2:23b.

e eu direi àquele que não era meu povo: Tu és meu povo; e ele dirá: Tu és meu Deus! Oséias 2:23b

terça-feira, 27 de junho de 2017

Nem por serem descendência de Abraão são todos filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência. 8 Isto é, não são os filhos da carne que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa são contados como descendência. Romanos 9: 7-8



Paulo nos mostra que há uma grande diferença entre os filhos da carne e os filhos da promessa. Ainda que ambos tenham os mesmos pais, para Deus uns são filhos e os outros não. E ilustra com a referência aos três patriarcas, Abraão, Isaque e Jacó, e aos seus descendentes. A Bíblia relata que Abraão teve dois filhos: Ismael e Isaque. O primeiro segundo a carne, e outro segundo a promessa. Em Isaque é chamada a descendência de Abraão. E Isaque também teve dois filhos: um segundo a carne, Esaú, e um segundo a promessa, Jacó. De igual modo, Jacó teve filhos segundo a carne e filhos segundo a promessa, pois nem todos os que descendem de Israel são israelitas.
Desse argumento, podemos afirmar que os filhos de Deus não são os filhos segundo a carne, mas sim segundo a promessa. Os filhos gerados por Deus e não pela carne são os escolhidos. Isso significa que podemos ter muitos filhos, mas nem todos talvez sejam filhos de Deus. Os filhos da promessa chegam depois de uma espera, enquanto os filhos da carne não, pois a carne lança mão dos recursos próprios, e não espera em Deus, e então fracassa. Por isso Deus nos exorta por meio do Salmista:

"Aquietai-vos, e conheçam que eu sou Deus; serei exaltado entre as nações; engrandecido serei na terra" (Salmos 46:10).



segunda-feira, 26 de junho de 2017

Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. (Romanos 8: 20-21)



Paulo já dizia em seu tempo que a criação foi corrompida pela vaidade herdada da natureza daquele que desde o início tem sujeitado a humanidade ao pecado. Ainda hoje se pode perceber as consequências dessa sujeição ao pecado, por isso o tempo presente na citação do apóstolo continua oportuno. Paulo afirma que “(...) que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora”. E por extensão também nós, feitos filhos por adoção, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos. Mas a diferença exposta por esse homem de Deus que viveu de uma maneira profunda a transformação em sua vida é que, diferentemente das criaturas, os filhos em esperança são salvos. E esperamos com paciência, cientes de que o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis, pois Aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito e intercede pelos santos. Ainda que passemos por circunstâncias adversas, sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. (Romanos 8:28), por isso podemos afirmar como o salmista:

Porque em ti, Senhor, espero; tu, Senhor meu Deus, me ouvirás. Salmos 38:15


domingo, 25 de junho de 2017

Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Romanos 8:15-16



A adoção pode ser entendida como a outorga da posição de direitos, privilégios, honras de filho de Deus. Assim, outorgar filiação é colocar alguém na posição de Filho de Deus. Nesse prisma, o apóstolo Paulo afirma que se recebemos o Espírito de adoção somos inseridos na família de Deus, pois fomos feitos filhos de Deus. Desse modo, temos nossa natureza regenerada de criatura para recebermos a posição de filho de Deus. Essa mudança de natureza vem com a justificação, com nossa mudança de situação perante a lei. Nossa regeneração pressupõe a santificação, com nossa mudança de caráter, porque somos separados para viver segundo o Espírito e não segundo a carne. Pela adoção, nossa posição de rejeitados é alterada para sermos aceitos e amados como filho. Pela regeneração de nossa natureza pecaminosa recebemos uma nova vida. Pela adoção, recebemos a natureza do Pai e temos intimidade com Ele. E o Espírito confirma em nós que somos filhos de Deus. Sendo filhos estamos libertos da escravidão da lei. E recebemos o penhor da herança pelo próprio Espírito Santo, temos o testemunho do Espírito que nos garante a segurança e a comunhão com o Pai. Antes mesmo da fundação do mundo o Senhor já havia decidido adotar como Seus filhos algumas criaturas. Mas para sermos adotados a condição fundamental é atitude de fé. Pela fé recebemos o poder de nos tornarmos filho de Deus. Por isso, não podemos jamais nos esquecer de que Deus não abandona Seus filhos e mesmo em face das piores circunstâncias não somos abandonados, pois temos  um Pai e podemos dizer: Aba, Pai.


Abençoará os que temem ao Senhor, tanto pequenos como grandes. Salmos 115:13



sábado, 24 de junho de 2017

Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. Romanos 8:6




O apóstolo Paulo nos mostra que quando pautamos nossa vida pelo Espírito Santo, que nos convence do pecado, e nos mostra qual o caminho podemos seguir. O caminho que trilhamos seguindo os passos do Senhor Jesus nos leva à paz, apesar das turbulências dessa vida, e à salvação que nos leva à vida eterna na Glória, ao passo que os caminhos deste mundo somente nos oferecem a angústia, a incompletude nesta vida e o tormento n a morte eterna. Portanto, ao nos inclinarmos para o Espírito, podemos ter a confiança de recebermos a nossa recompensa garantida pelo sacrifício de Cristo Jesus para todo aquele que Nele crer. Embora na Graça não somos cobrados a nenhum pagamento, é necessário crescermos pela inspiração do Espírito, pois temos uma dívida de amor para com o Senhor e de sujeição para com o Espírito por causa da obra consumada. Assim, quando deixamos todo embaraço e o pecado que nos rodeia, somos instados pelo Espírito a sermos perseverantes na missão que nos está proposta, olhando firmemente para Jesus, autor e consumador da nossa fé. E, despojando das coisas do velho homem, revestidos do novo, podemos viver na inclinação do Espírito, sendo renovados a cada dia, como nos diz o profeta Jeremias 42:3

Para que o Senhor teu Deus nos ensine o caminho por onde havemos de andar e aquilo que havemos de fazer. Jeremias 42:3


sexta-feira, 23 de junho de 2017

Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. (Romanos 8:1)



O apóstolo Paulo nos lembra que embora nem todos os homens são justificados, para aqueles que estão em Cristo Jesus não há condenação. Porque pertencemos a Cristo, Ele intercede por nós como nosso advogado lá. Cristo é a nossa justiça. Ele é justo e chamou sobre si as nossas dores e pecados, quando venceu a morte. Jesus é o nosso advogado no céu. É o nosso intercessor e nos abençoa. Aqueles que não andam segundo a carne, que escolhe viver de acordo com o Espírito encontra a paz e a libertação. Viver segundo o Espírito significa aceitar a disciplina e o senhorio de Jesus. Ser cristão é estar em Cristo e, portanto, viver segundo o espírito, com a orientação do Espírito, enquanto viver segundo a carne é o oposto de ser cristão. Paulo afirma que fomos chamados para a liberdade. E Cristo é a verdade que liberta. E aquele que busca a Verdade é livre, como afirma o salmista

E andarei em liberdade; pois busco os teus preceitos. Salmos 119:45


quinta-feira, 22 de junho de 2017

Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Romanos 7:19



A reflexão feita pelo apóstolo Paulo é também a nossa constatação quando erramos. Queremos fazer o bem, andar no caminho certo, ser mais pacientes e tolerantes com as pessoas, mas nem sempre conseguimos domar o velho homem que habita em nós, apesar de conhecermos a novidade de vida, pela graça do Evangelho de Jesus Cristo. Mas o fato é que, se temos o Espírito Santo, Ele nos constrange a fazer o bem e nos faz sentir incomodados quando não o fazemos. Muitas vezes achamos mais fácil criticar, responder com rispidez e intolerância do que agir com amorosidade e paciência com aqueles que nos incomodam. Se fizemos ao outro como Deus faz conosco seria diferente. Apesar de sermos maus, Deus nos ama e nos perdoa. Falta-nos domínio próprio para vivermos conforme o Senhor nos ensina. Mas domínio próprio é um dom do Espírito Santo. E se buscarmos esse dom, o Espírito nos guiará. E assim seremos capazes de resistir ao que nos faz vítimas das próprias fraquezas pois, conforme nos ensina Salomão em Provérbios 25:28

Como a cidade derrubada, sem muro, assim é o homem que não pode conter o seu espírito.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor. Romanos 6:23


O apóstolo Paulo nos mostra como é a vida sem Cristo e a vida com Cristo. Sem Cristo, somos dominados pelo pecado e recebemos, por isso, o pagamento por termos uma vida que desagrada a Deus. Esse salário do pecado é a morte, a condenação eterna para quem permanece distante de Deus, insistindo em uma vida de pecado. Todavia, há uma forma de não recebermos esse pagamento: recebendo a salvação por meio de Jesus Cristo, a graça de Deus derramada sobre aqueles que creem. O dom gratuito de Deus nos é ofertado para que nos libertemos da escravidão do pecado e nos tornemos filhos de Deus. Pela graça e misericórdia do Senhor derramada sobre todos aqueles que receberam Jesus Cristo em suas vidas e creram de fato e de verdade temos a oportunidade de escapar da morte espiritual e do sofrimento eterno, pois Deus nos deu a possibilidade de trocar o sofrimento eterno pela vida eterna, como nos lembra o profeta Daniel 12:2


E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno.



terça-feira, 20 de junho de 2017

Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado. Romanos 6:6


O apóstolo Paulo nos exorta a vivermos a novidade de vida que nos foi dada de graça pelo sacrifício de Jesus na Cruz. Entretanto, temos visto que a grande tragédia que assola a humanidade, desde sempre, tem sido a submissão ao pecado. Somos livres para escolher nossos caminhos, mas essa liberdade traz as suas consequências, das quais não podemos nos eximir. Mas sabendo que nossa natureza pecaminosa foi crucificada com Jesus, precisamos abandonar o velho homem e aceitar a libertação que o Senhor nos oferece.  No texto em epígrafe, o apóstolo enfatiza veementemente que o corpo do pecado, com o qual já nascemos, foi desfeito. Então cumpre a nós tomarmos posse dessa graça, pois estamos livres do cativeiro para sempre, e não precisamos viver no erro, tampouco aceitar os constrangimentos de satanás, que já não tem nenhum poder sobre nós. Aquele que aceita Jesus como seu Senhor e Salvador, com Ele crucificou o velho homem e agora é livre para servir ao Pai e não ao pecado. Livre para declarar como o salmista

Porquanto tão encarecidamente me amou, também eu o livrarei; pô-lo-ei em retiro alto, porque conheceu o meu nome. Salmos 91:14


segunda-feira, 19 de junho de 2017

Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos. Romanos 5:19



O apóstolo Paulo nos faz ver que o sacrifício de Jesus supera a Lei e as obras e nos mostra a condição essencial para alcançarmos a salvação. Se Adão imputou aos homens a consequência de seu pecado de desobedecer ao Criador, trazendo-nos a morte, Jesus, pela obediência ao Pai, trouxe-nos vida e reconciliação, pela Sua morte na Cruz. O que pode nos parecer loucura é a sabedoria de Deus que nos reconcilia com Ele e nos garante a vitória. Não por merecimento, mas por misericórdia. Se julgamos que a consequência da desobediência de um único homem, Adão, não pode ser imputada a nós, devemos entender que o resultado da obediência de um Único Homem, Jesus, serviu para nos reconciliar com Deus. Se com Adão veio a lei e com ela a ofensa abundasse, onde o pecado abundou, superabundou a graça. E se com o pecado reinou na morte, pela graça reina a justiça para a vida eterna. Essa é a grande mensagem da Cruz, relembrada por Paulo. Somente o sangue de Jesus pode nos lavar e nos reconciliar com o Pai, por isso o salmista suplica

Lava-me completamente da minha iniquidade, e purifica-me do meu pecado. Salmos 51:2




domingo, 18 de junho de 2017

E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, E a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. (Romanos 5:3-5)


A paciência é uma das mais maiores virtudes cristãs, e é formada pelas tribulações e pelas lutas que enfrentamos na vida. Por essa virtude, alcançamos a experiência e com ela a esperança que não traz confusão. Quando aproveitamos as tribulações da vida, para amadurecermos nossa experiência cristã, aprimoramos nossa vida em Cristo. Perseverança é manutenção de uma atitude. É manter-se firme em uma postura e acreditar em um objetivo, mantendo-se no caminho que nos faz alcançar esse objetivo. O apóstolo Paulo reconhece a dificuldade que temos em perseverar, por isso nos encoraja a isso, ensinando-nos que é pela tribulação que chegamos à perseverança. Sabemos que perseverar não é fácil, mas lembremo-nos da experiência de Jó para que também nós possamos colher os frutos como nos foi prometido

E terás confiança, porque haverá esperança; olharás em volta e repousarás seguro. Jó 11:18




sábado, 17 de junho de 2017

O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação. Romanos 4:25




Um dos assuntos favoritos do apóstolo Paulo é a ressurreição de Jesus. Talvez pelo fato de ter sido um fariseu dedicado que teve a oportunidade de se encontrar com o Cristo ressuscitado no caminho para Damasco. Paulo fundamenta sua doutrina com a afirmação de que o Salvador morreu por nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação. Justificar significa "declarar justo". E a morte de Cristo nos revestiu da Sua justiça para que pudéssemos permanecer na Sua Santa presença. Ao pagar a dívida com Sua morte, Jesus nos declara justificados com a Sua ressurreição. E se estamos justificados, ninguém pode nos atribuir culpa ou nos separar do amor de Cristo. Nem a morte, nem a tribulação, nem a angústia, nem a fome, nem a nudez, nem o perigo, nem a espada poderão nos separar desse amor, por isso o profeta Isaías declarou


Toda a ferramenta preparada contra ti não prosperará, e toda a língua que se levantar contra ti em juízo tu a condenarás; esta é a herança dos servos do Senhor, e a sua justiça que de mim procede, diz o Senhor. Isaías 54:17




sexta-feira, 16 de junho de 2017

Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa o pecado. Romanos 4:8


O Apóstolo afirma que a pessoa nascida de novo não pode pecar habitualmente. Quem é nascido de Deus não pode se conformar ou se deleitar com o pecado. O homem que tem seus pecados perdoados é bem-aventurado, afirma o apóstolo Paulo, pois ele sabe que o pecado em sua vida deve ser um acidente e não uma regra, ou hábito na vida. Obter o perdão dos pecados é uma maravilha da graça. Não imputar descreve o perdão do ponto de vista da culpa. Somos livres da culpa não por mérito ou por obras, mas pela maravilhosa graça e misericórdia do Senhor. Ter o perdão dos pecados é a maior das bênçãos, a bênção chave de todas as bênçãos.  O perdão é a chave que fecha a porta da maldição eterna e abre a porta para o céu, para a eterna glória e comunhão com Deus. Bem aventurado aquele que se liberta da escravidão do pecado e deixa a impiedade, conforme nos diz o profeta Isaías 55:7


Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar.



quinta-feira, 15 de junho de 2017

Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. Romanos 3:20


Muitos cristãos não avançam em seu relacionamento com Deus porque, movidos de auto- condenação e culpa acreditam que não podem ser perdoados, ainda que a Bíblia deixa isso claro que se o nosso coração não nos condena, temos confiança para com Deus (em 1 João 3:21-22). Embora o entendimento de algumas religiões seja o de que somente conquistamos a graça pelas boas obras, a Bíblia diz o contrário, conforme registrado no texto em epígrafe. O homem é justificado pela fé e não pelas obras, dizem as Escrituras. Se fosse pelas obras, não haveria sentido no sacrifício de Jesus, tampouco teria razão Jesus em Suas palavras ao ladrão na Cruz. As más obras o condenariam e não haveria redenção para aquele que fez o mal. Mas o Evangelho nos traz as Boas Novas e nos diz que seremos salvos pela fé e não pelas obras. Entretanto, é preciso ponderar que aquele cuja fé está no Senhor não comete obras da carne, mas age pelo Espírito. Não é o cumprimento da Lei que nos justifica. Aqueles que estão em Deus agem como filhos e como tal também não transgridem a lei, pois

O caminho de Deus é perfeito, e a palavra do Senhor refinada; e é o escudo de todos os que nele confiam. 2 Samuel 22:31



quarta-feira, 14 de junho de 2017

Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. (Romanos 3:10-11)


Paulo pondera em sua Carta aos Romanos que, embora os judeus tenham muitas vantagens em relação aos outros povos, porque Deus confiou-lhes suas leis, ainda alguns tivessem quebrado suas promessas, isso não significa que Deus quebrará suas promessas àqueles que O amam, pois Ele sempre permanece fiel. Entretanto, as vantagens atribuídas aos judeus não os livram da condenação. Paulo deixa claro que todos os homens são igualmente pecadores, quer sejam judeus ou não e ninguém pode ser justificado pelas suas próprias obras, pois nada há que possamos fazer para merecer a salvação.

Na verdade, não há homem justo sobre a terra, que faça o bem, e nunca peque. Eclesiastes 7:20



terça-feira, 13 de junho de 2017

Porque, para com Deus, não há acepção de pessoas. Romanos 2:11

Nós julgamos pelo que nossa limitada visão e compreensão do mundo nos permite, mas o Senhor enxerga além da aparência. É isso que nos diz o apóstolo Paulo nesse texto em epígrafe. Deus não escolhe pessoas para fazer a Sua Obra conforme a nossa compreensão. Ele sempre escolhe pelo coração, nunca pela aparência, não vê como nós vemos e por isso nos surpreende. O próprio Senhor Jesus nos mostrou como as Suas escolhas nada têm a ver com as nossas, pois não olhou a posição, o nível de instrução, a moral, ou a aparência daqueles com quem comia ou andava. Essa foi a crítica dos fariseus contra Jesus. A Bíblia relata que Ele se hospedou na casa de Zaqueu, um coletor de impostos odiado em Jericó. Mas isso não significa que Ele compactuava com as atitudes daquele homem. Entretanto, vemos que a vida dele e seus caminhos mudaram quando se encontrou com Jesus, porque soube aproveitar sua oportunidade de salvação, se levantou e declarou sua fé. Ao contrário do que fez Jesus, fazemos acepção de pessoas, quando nos recusamos a mostrar ao próximo o verdadeiro Evangelho. Afastamo-nos daqueles que precisam conhecer a Palavra de Salvação, porque colocamos uma barreira entre nós, o Evangelho e as pessoas que precisam da misericórdia do Altíssimo. 


O caminho de Deus é perfeito, e a palavra do Senhor refinada; e é o escudo de todos os que nele confiam. 2 Samuel 22:31




segunda-feira, 12 de junho de 2017

Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Romanos 1:21


Na Carta aos Romanos, Paulo trata das questões sociais ao falar do Evangelho, e assim mostra de forma análoga ao médico que aborda uma doença, um mal que contagia a sociedade. O apóstolo diagnostica a doença que assola a sociedade e apresenta o Evangelho Este como um remédio. Paulo nos mostra que a idolatria e a depravação dos homens são motivos ou causas dos grandes males sociais e mostra que a “Ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão das pessoas que transformam a verdade de Deus em injustiça”. Em nome de uma sociedade livre, desde os tempos do apóstolo e, de forma bastante acentuada, hoje, as pessoas agem como se não tivessem um Criador e dão vazão à sua natureza ímpia e perversa e não conseguem ver a prova da existência de Deus manifesta na natureza. O homem fica entregue aos seus próprios desejos carnais e manifestam tudo o que o pecado dita, por isso vigora a idolatria, a prática homossexual e outros pecados condenados pelo Senhor. Embora a sociedade insista em afirmar que o homem tem o direito de escolher o quiser e de buscar a sua felicidade, a Bíblia nos diz que somos criaturas e que devemos ouvir o Criador. E se Deus nos criou a Sua imagem e semelhança não podemos usurpar o poder de decidir se queremos ser homem ou mulher, quando fomos formados segundo a vontade de Deus. Quando homens e mulheres, criaturas, se colocam no lugar do Criador e decidem mudar a natureza humana, Deus, conforme relata Paulo, os abandona às paixões infames, para se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros. Contudo, recebem em si mesmos a recompensa que convém ao seu erro. São as consequências do pecado. E o pecado nos impede de conhecer e de glorificar o Todo-Poderoso. Por essa razão é necessário o conhecimento da Palavra de Deus é necessário, porque Ele quer que todos se salvem.


Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado. Salmos 51:2



domingo, 11 de junho de 2017

E assim, quanto está em mim, estou pronto para também vos anunciar o evangelho, a vós que estais em Roma. Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Romanos 1:15-16

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O apóstolo Paulo é conhecido pelas diversas cartas que escreveu para anunciar o Evangelho da salvação. Na Carta aos Romanos, iniciou com a apresentação pessoal e saudação e já de início abordou o problema humano da idolatria e da depravação, registrando que isso desagrada ao Criador, por isso Deus entrega os homens aos seus próprios sentimentos reprováveis, tendo em vista nossa natureza depravada e caída. Paulo deixa claro que somos carne, mas criados à semelhança de Deus e por isso estamos debaixo da justiça de Deus e vivemos pela fé. O justo vive segundo a justiça de Deus sabendo que do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça. Paulo nos mostra que não podemos ter vergonha de pregar o Evangelho de Cristo, “pois ele é o poder de Deus para salvar todos os que creem”. E se cremos nesse poder, então não podemos ter vergonha de anunciar o Evangelho, porque só podemos ser salvos por meio da fé e não pelas obras, conforme nos lembra o profeta Habacuque 2:4

Eis que a sua alma está orgulhosa, não é reta nele; mas o justo pela sua fé viverá.

sábado, 10 de junho de 2017

E Paulo ficou dois anos inteiros na sua própria habitação que alugara, e recebia todos quantos vinham vê-lo; Pregando o reino de Deus, e ensinando com toda a liberdade as coisas pertencentes ao Senhor Jesus Cristo, sem impedimento algum. (Atos 28:30-31)



O texto em epígrafe corresponde aos dois versículos finais do Livro de Atos, escrito por Lucas, todavia, percebemos que ele não sinaliza o final de um livro, como de praxe. Isso nos faz refletir sobre a incompletude deste livro e nos mostra que ele ainda está sendo escrito por todos aqueles que fazem parte da Igreja iniciada pelos apóstolos. Paulo ficou ali um tempo ensinando com liberdade as coisas do Reino e ainda hoje temos essa liberdade para levar adiante as Boas Novas. Embora tenha sido perseguido e preso várias vezes, o apóstolo jamais se deteve em sua determinação de pregar a Palavra do Senhor. Pregava nas ruas, nas praças e sinagogas. Pregava nas prisões e pregava enquanto esperava ser ouvido por César em Roma. Somos nós que continuamos a escrever a história da Igreja do Senhor Jesus. Não podemos mais usar desculpas ou subterfúgios para negligenciarmos a nossa missão de anunciarmos o Reino de Deus. O Trabalho, a Família, o tempo, as condições físicas, financeiras ou Intelectuais, tampouco as inevitáveis lutas do dia a dia podem ser justificativas para nossa omissão. Nada pode ser pretexto para cumprirmos com a nossa missão. Precisamos nos espelhar no apóstolo Paulo que mesmo sem poder sair de casa ou da prisão não deixou de cumprir a sua missão. Ele nos lembra de que a cada um Deus deu pelo menos um dom a ser usado em prol do Reino. Mesmo se estivermos presos de alguma forma, o Espírito Sando nos capacitará e nos orientará sobre como podemos agir. Lembremo-nos, pois, do que Deus nos diz por meio de Moisés em Deiteronômio 31:8

O Senhor, pois, é aquele que vai adiante de ti; ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará; não temas, nem te espantes. 

sexta-feira, 9 de junho de 2017

E, não aparecendo, havia já muitos dias, nem sol nem estrelas, e caindo sobre nós uma não pequena tempestade, fugiu-nos toda a esperança de nos salvarmos. Atos 27:20


Neste trecho do Livro de Atos, Lucas relata como ele, Paulo, e a tripulação do navio no qual embarcaram, apesar de todos incidentes e acidentes de viagem, chegaram a Roma. Essa passagem nos mostra que podemos enfrentar tribulações e adversidades, mas se estamos com Deus, Ele nos dá o livramento e nos faz chegar ao nosso destino como prometeu. As tempestades que enfrentamos têm o propósito de nos preparar para uma missão que demanda força, coragem e determinação. Ela nos leva a resistir e a crescer para que possamos também testemunhar sobre a nossa experiência e impactar a vida daqueles que que estão a nossa volta. A Bíblia mostra que durante a tempestade e nos desvios do caminho a Roma Paulo teve a oportunidade de manifestar as maravilhas de Deus. Alguns preferiram ignorar as orientações de Paulo. Ele não pode acalmar os ventos, mas pelo seu testemunho, foi a direção na angústia, porque colocou em prática a Palavra de Deus. Enquanto os outros se desesperavam com a tempestade, Paulo e Lucas descansavam em Deus, e puderam acalmar aqueles que intentavam agir de forma intempestiva. Porque estavam em constante oração e tinham paz interior, o testemunho dos apóstolos naquela embarcação prestes a afundar, certamente alcançou alguns da tripulação. No meio da tempestade, o mundo vê a segurança daqueles que estão em Cristo,

E será aquele homem como um esconderijo contra o vento, e um refúgio contra a tempestade, como ribeiros de águas em lugares secos, e como a sombra de uma grande rocha em terra sedenta. Isaías 32:2


quinta-feira, 8 de junho de 2017

Mas, alcançando socorro de Deus, ainda até ao dia de hoje permaneço dando testemunho tanto a pequenos como a grandes, não dizendo nada mais do que o que os profetas e Moisés disseram que devia acontecer, Atos 26:22




Paulo deu testemunho de fé por onde andou, cumprindo a missão determinada por Jesus desde que caiu em si e compreendeu que em vez de perseguir os cristãos deveria ser um propagador do Evangelho, demonstrando que a Lei foi cumprida por Jesus na Cruz do Calvário. Paulo não negligenciou a Palavra, tampouco lhe acrescentou nada por conta própria. Entretanto, vemos que na Igreja atual não são poucos os que se enveredam por caminhos os quais Deus não iluminou. Muitos são os que aceitam ou defendem doutrinas baseadas em argumentos que não encontram respaldo na Palavra do Senhor. A Palavra é uma só, mas o entendimento pode ser diverso se não estivermos em sintonia com o Espírito Santo que nos capacita a entender o que nos diz o Senhor, por meio de Seus profetas. Aquele que acrescentar, retirar ou adulterar o que Deus revelou terá que prestar contas ao próprio Deus e não aos homens. Por isso, antes de nos aventurarmos a aceitar sem a devida criticidade as inovações e doutrinas de homens, devemos refletir como fez Jó 38:2-4


Quem é este que escurece o conselho com palavras sem conhecimento? Agora cinge os teus lombos, como homem; e perguntar-te-ei, e tu me ensinarás. Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Porque me parece contra a razão enviar um preso, e não notificar contra ele as acusações. Atos 25: 27


Lucas relata a saga do apóstolo Paulo em suas viagens missionárias e como Deus o livrou das prisões e das perseguições, fazendo com que suas desventuras fossem motivos para a conversão de muitos e impulsionassem o crescimento da Igreja. Vemos que até mesmo aqueles que se mostravam de seu lado o faziam para lhe armar ciladas. Mas Deus era com Paulo e não o abandonou em nenhum momento. A Bíblia registra que Festo salvou a vida de Paulo, recusando os pedidos de transferência feitos pelos judeus, não porque tivesse alguma simpatia pelo apóstolo, mas porque Deus tinha um plano na vida de Paulo e da Igreja. Quantas vezes somos levados por caminhos os quais não planejamos e nem sempre conseguimos enxergar a mão de Deus se movendo ao nosso favor. A vida e a trajetória de Paulo nos fazem compreender como Deus age e nos faz refletir sobre o quão desnecessário é a nossa preocupação com os entraves que se interpõem em nossos planos. Se Deus é conosco ninguém pode nos enfrentar.


Pois o Senhor vosso Deus é o que vai convosco, a pelejar contra os vossos inimigos, para salvar-vos. Deuteronômio 20:4

terça-feira, 6 de junho de 2017

E na noite seguinte, apresentando-se-lhe o Senhor, disse: Paulo, tem ânimo; porque, como de mim testificaste em Jerusalém, assim importa que testifiques também em Roma. Atos 23:11


O Apóstolo Paulo é falsamente acusado pelos judeus, mas não desistiu de sua missão e compromisso com o Evangelho. Ele sabia que teria que ser determinado para que pudesse testemunhar não só entre os seus, mas também para que pudesse fazer chegar em Roma o Evangelho do Senhor Jesus. E tendo sido resgatado pelos soldados romanos do espancamento que quase o matou teve a oportunidade para falar com seus acusadores. Contudo, ele só foi ouvido até o momento em que ele começa a falar sobre o amor de Deus pelos gentios. A Bíblia relata que Paulo precisou se defender perante o povo, perante o sinédrio, perante os governadores romanos e até perante César. Na perspectiva do julgamento humano, ficamos surpresos e tentados a condenar sua atitude, com o prejulgamento de que ele era um perseguidor da Igreja. A inexplicável mudança de Saulo, era entendida pelos seus julgadores sob outro ponto de vista: de uma conduta correta e devota de um judeu rigoroso ele passou a seguir uma sociedade blasfema e infame de cristãos. Sem conhecer as circunstâncias de sua conversão o sumo sacerdote julgava que ele agia por mal. Ainda hoje vivemos situação semelhante e precisamos nos posicionar como nos ensina o apóstolo. A sociedade nos julga e nos tem por insanos, fanáticos ou ignorantes quando falamos do Evangelho de Cristo a quem só conhece rituais e dogmas. Mas nossa missão deve se espelhar na atitude de Paulo. Devemos agir, não em nossa própria força, mas pedindo a orientação de Deus, conforme nos ensina o salmista


Ensina-me a fazer a tua vontade, pois és o meu Deus. O teu Espírito é bom; guie-me por terra plana. Salmos 143:10

segunda-feira, 5 de junho de 2017

"Enquanto o amarravam a fim de açoitá-lo, Paulo disse ao centurião que ali estava: "Vocês têm o direito de açoitar um cidadão romano sem que ele tenha sido condenado? " (Atos 22:25)


Paulo conhecia os seus direitos e questionou com segurança e propriedade aqueles que o estavam prendendo, certo de que os abalaria. Quando conhecemos os nossos direitos, temos autoridade e segurança para nos posicionarmos diante de nossos inimigos. Quando conhecemos a Palavra de Deus e nela reconhecemos os nossos direitos de filhos de Deus, portanto, herdeiros da Sua promessa, apossamo-nos de uma arma poderosa. E isso abala o inimigo que quando percebe que está diante de um filho que vive em comunhão com o Senhor e que conhece seus direitos, bate em retirada. O diabo não enfrenta aqueles que sabem o seu lugar, que se posicionam como quem nada teme porque sabe em quem tem crido. O diabo sabe que será envergonhado. E a Palavra de Deus diz em Deuteronômio 28:7

"O Senhor concederá que sejam derrotados diante de vocês os inimigos que os atacarem. Virão a vocês por um caminho, e por sete fugirão"



domingo, 4 de junho de 2017

"Persegui os seguidores deste Caminho até a morte, prendendo tanto homens como mulheres e lançando-os na prisão, como o podem testemunhar o sumo sacerdote e todo o Conselho, de quem cheguei a obter cartas para seus irmãos em Damasco e fui até lá, a fim de trazer essas pessoas a Jerusalém como prisioneiras, para serem punidas." (Atos 22:4-5)



Lucas relata que quando Paulo estava sendo acusado ele pediu a palavra e contou aos que lhe ouviam como se deu a sua conversão. Sabendo com quem falava, explicou que fora instruído rigorosamente na Lei e por um tempo perseguia aqueles que viviam pela graça de Jesus. Ao fazer isso, mostrou que conhecia o viver pela Lei e a oportunidade de viver pela graça quando teve o encontro com o Senhor. Explicou aos legalistas que nada conseguimos quando insistimos em ser justificados pela Lei. Paulo também não deixou de reconhecer seus erros e seu testemunho, com isso, ganhou força entre os judeus e os gentios. Ao descrever a mudança que ocorreu em sua vida depois de enxergar a luz que o cegou temporariamente. Assim como Paulo, não podemos perder a oportunidade de testemunhar, pois há muitas pessoas que podem e espelhar em nossa experiência e terem a possibilidade de se converter. Muitas vezes o preconceito em relação à Palavra e à obra de Deus, o desespero e o desânimo fazem com que as pessoas pensem que não saída para a situação na qual se encontram. Mas o nosso testemunho pode estimular a pessoa a querer vivenciar isso também.

Os teus testemunhos tenho eu tomado por herança para sempre, pois são o gozo do meu coração. Salmos 119:111

sábado, 3 de junho de 2017

E já acerca de ti foram informados de que ensinas todos os judeus que estão entre os gentios a apartarem-se de Moisés, dizendo que não devem circuncidar seus filhos, nem andar segundo o costume da lei. Atos 21:21





Depois de conhecer Jesus, Paulo determinou-se a levar a mensagem de Cristo aos gentios e deixou de lado todo o conforto de ser um cidadão romano, fariseu, conhecedor da Lei e aceitou de bom grado viver pelo Evangelho. Paulo não acoitado, caluniado, mas não se deixou vencer pelo mal. Mesmo sendo caluniado reagiu às falsas acusações e  à difamação, não com vingança, mas mostrando com detalhes as coisas que Deus fizera por intermédio do ministério dele. É interessante observar que ele não chama a si o mérito e não diz as coisas que ele fez, mas, sim as que Deus fez através dele. Esse é um aspecto do caráter do apóstolo que devemos ter como exemplo. Precisamos reconhecer que nada somos ou nada temos, somos apenas mordomos daquilo que o Senhor nos entregou. Também vemos que Paulo, ao contrário do que diziam sobre ele, não estava ensinando os judeus a se afastarem de Moisés, pois tinha um profundo respeito pela Lei e pelos costumes judaicos, apesar de ter compreendido que Jesus cumpriu a Lei. Ao respeitar a tradição, ele não negava a Cristo, tampouco a colocava em maior nível de importância, mas a partir do Antigo Testamento, direcionava as pessoas para Jesus. Ele ensinou que a salvação não é pelas obras, ou por mérito pessoal, e tampouco afirmou que as pessoas deveriam abandonar sua herança e seus costumes para serem salvas, mas foi injustamente caluniado. Paulo não lutou para provar que estava certo. Ele se humilhou e prosseguiu na missão que o Senhor lhe havia confiado, confiando no que disse o Senhor a Davi e que é também uma promessa aos que fazem a Sua vontade

E estabelecerei o seu reino para sempre, se perseverar em cumprir os meus mandamentos e os meus juízos, como até ao dia de hoje. 1 Crônicas 28:7


sexta-feira, 2 de junho de 2017

Mas de nada faço questão, nem tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus. Atos 20:24




A reflexão à qual nos convida o apóstolo é para pensarmos com o que temos gasto nossa vida e nossos esforços. Sabendo que nessa vida tudo é passageiro, bens, poder, status, títulos e a nossa própria carne. A juventude e a saúde não nos garantem ignorar a brevidade da vida que nos foi dada a desfrutar uma única vez. Paulo faz essa reflexão, ao tempo em que usa sua vida em prol do Evangelho, pois fez essa escolha, depois de ter recebido do Senhor a oportunidade de fazer novas escolhas e assim mudar o curso de sua vida. O Livro de Atos não diz que Saulo morreu e se reencarnou em Paulo, mas registra que, vivendo como Saulo, teve um encontro com o Senhor que o fez cair em si e transformar sua vida, seus valores, seus posicionamentos e atitudes em relação a Cristo e aos cristãos. Essa mudança fez de Saulo, Paulo. Alguns dizem que Saulo caiu do cavalo, o que pode ter sido uma expressão literal ou figurada, mas ambas nos levam a crer que ele se decepcionou consigo mesmo e enxergou, depois de ficar temporariamente cego, a única Luz possível para fazê-lo mudar o curso de sua vida passageira. A história e a reflexão de Paulo nos fazem pensar que quando realmente entendermos a necessidade de valorizar a nossa vida, colocando-a a serviço de causas que edificam a nós e ao próximo veremos que não devemos ocupar nossas vidas com coisas supérfluas e que devemos ter tempo de qualidade dedicado ao Senhor de nossas almas. Assim, viveremos em sabedoria com nossas escolhas e estaremos sensíveis à forma como gastamos, onde passamos, e com quem passamos nosso tempo. Mas para isso precisamos pedir a Deus como fez o salmista a


“Faze com que saibamos como são poucos os dias da nossa vida para que tenhamos um coração sábio.” Salmo 90:12


quinta-feira, 1 de junho de 2017

E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas, e profetizavam. Atos 19:6


O livro de Atos descreve com riqueza de detalhes a experiência dos cristãos da Igreja Primitiva em relação ao batismo no Espírito Santo. Lucas relata que Paulo encontrou em Éfeso alguns cristãos não sabiam do batismo do Espírito e precisaram ser tocados pelo apóstolo para não só entendessem, mas recebessem o Espírito Santo de Deus pela imposição de mãos. A partir daí, tiveram a experiência pessoal do derramamento do Espírito Santo como no dia de Pentecoste e essa experiência passou a ser bastante comum na vida cristã, porque era algo real para os primeiros cristãos. A promessa do batismo é para todos, mas a busca deve ser pessoal e constante. Jesus anunciou o derramamento do Espírito na noite em que foi traído, e disse que iria para Deus, mas antes deixaria o Consolador, para que estivesse conosco até a consumação dos dias. Esse é o Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, mas está no nosso meio, conforme registrado em João 14. Esse é o que nos convence do pecado, da justiça e do juízo. Jesus, quarenta dias depois de ter ressuscitado, batizou os discípulos com o Espírito Santo. Sabemos que o batismo com o Espirito Santo é uma experiência que se segue ao novo nascimento, embora sejam duas experiências diferentes entre si. Quando se nasce de novo se é purificado dos pecados, e quando se é batizado com o Espírito Santo se recebe poder do alto. Quando recebemos o Espírito Santo somos imbuídos de poder para profetizar e para falar em outra língua. E como dom de Deus, o Espírito Santo é dado pelo Senhor quando e como Ele quer, portanto não se pode ganhar e não é dado por nenhum merecimento. Mas é o Espírito Santo do Senhor que nos faz expressar como o salmista:


A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus? Salmos 42:2