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sábado, 30 de julho de 2016

Um morre na força da sua plenitude, estando inteiramente sossegado e tranquilo. Com seus baldes cheios de leite, e a medula dos seus ossos umedecida. E outro, ao contrário, morre na amargura do seu coração, não havendo provado do bem. Juntamente jazem no pó, e os vermes os cobrem. Jó 21:23-26


Essa afirmação é incontestável pois até mesmo os que não creem no Criador sabem que um dia irão morrer e que a morte não só é inevitável para os seres vivos como pode ser surpreendente. Não há dinheiro, tecnologia ou conhecimento que possa livrar o homem da morte. E, como afirma Jó ao contestar seus amigos, todos, independe de sua situação pessoal, financeira ou moral, irão perecer, quando Deus determinar a hora. Se o homem tivesse algum poder sobre a morte, se conhecimento ou riqueza pudessem mudar essa ordem, médicos, cientistas, milionários ou políticos poderosos e seus familiares não morreriam quando descobrissem alguma enfermidade. Mas o fato é que ninguém pode evitar de voltar ao pó. Essa constatação nos faz refletir sobre a forma como agimos em relação aos outros enquanto estamos respirando. Não há ninguém maior ou melhor do que outro, a única diferença reside naqueles que sabem onde e ao lado de quem irão passar a eternidade, por isso 

Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece. João 3:36

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Mesmo estando ele a encher a sua barriga, Deus mandará sobre ele o ardor da sua ira, e a fará chover sobre ele quando for comer. Jó 20:23


O livro de Jó é repleto de argumentos que enfatizam a perenidade da vida e o destino dos ímpios. A argumentação de Zofar, um dos amigos de Jó expressa a situação do governo moral do mundo por Deus, apesar de ser incoerente com a situação de Jó. Vemos nesse diálogo uma semelhança com o que acontece em tempos atuais com pessoas que estando erradas  estão convencidas de que estão certas e por essa razão provocam discussões acaloradas e que levam a inimizades. Muitas vezes ainda que a luz da Palavra mostre o erro, há quem insista em permanecer nas trevas afirmando estar vendo a luz. O amigo de Jó insiste na teologia das obras e do merecimento como aplicação da justiça. Sabemos que é justo recebermos aquilo que plantamos, pois quem pratica algo é responsável pelo que praticou. Todavia, a Bíblia afirma que que não há nenhum justo diante de Deus. Todos nós pecamos e fomos concebidos em pecado, portanto, incapazes de pagar pela salvação ou agradar a Deus de forma a sermos considerados justos diante dele. Somos salvos pela Graça, porque Jesus Cristo morreu por nós, pecadores. Ele é a nossa justiça. Ele não nos torna justos, mas nos justifica diante de Deus ao sofrer por nós a condenação que era nossa. Por isso, pela Graça, buscamos a santificação, agindo como eleitos do Senhor.


Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Romanos 8:33

quinta-feira, 28 de julho de 2016

E o justo seguirá o seu caminho firmemente, e o puro de mãos irá crescendo em força. Jó 17:9


Muitas vezes nos perguntamos por que razão o ímpio prospera mais do que o justo que faz a vontade de Deus. Quando observamos os ímpios ao nosso redor vemos as pessoas más, os homens violentos, os corruptos, os  dissimulados obterem vantagens, prosperarem, enriquecerem, enquanto aqueles que se esforçam para levar uma vida reta, ter uma conduta digna, o coração puro e a mente voltada para as coisas de Deus vivem enfrentando problemas, lidando com adversidades, suportando dores, conflitos familiares, dificuldades financeiras, perdas, perseguições, abandono e solidão.  A Bíblia relata que essa pergunta também foi feita por vários homens de Deus. Parece-nos injusto que os incrédulos que zombam das coisas de Deus, criticam a nossa fé, sem o menor respeito pela Palavra do Senhor estejam bem na vida enquanto aqueles que temem e honram ao Senhor passem por provações e adversidades. Somos informados diariamente sobre políticos e empresários que ignoram os princípios morais, menosprezam a Palavra de Deus, subornam policiais e juízes, e contam com os privilégios enquanto tiram direitos de muitos, desfrutando dos benefícios da impunidade. Se são essas pessoas que continuam enriquecendo, e nos perguntamos: por que Deus permite uma coisa dessas? E a primeira coisa que acontece diante das injustiças do mundo é o enfraquecimento da nossa fé e da nossa confiança em princípios, em valores, no poder de Deus e na justiça de Deus. Mas se lermos atentamente a mensagem da Bíblia, veremos que Deus nela enfatiza a importância de vivermos em retidão, assim como Jó e a vida nos mostras que a prosperidade sem Deus é vã.


Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, O teme e faz o que é justo. (Atos 10:35)

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Deveras estou cercado de zombadores, e os meus olhos contemplam as suas provocações. Jó 17:2


Jó, mesmo em circunstâncias adversas, mesmo cercado por amigos que desestimulavam a sua fé e persistência, jamais abriu mão de sua fé em um Deus soberano e que se levanta para fazer justiça e juízo na terra.  Despeito de tudo e de todos ele permaneceu fiel em toda a casa de Deus e resistiu a tudo somente pela sua fé. Jó é conhecido pela paciência, todavia a característica mais marcante deste homem é a persistência na fé, pois aparentemente nada tinha em que ancorar a sua fé, contudo, jamais esmoreceu e pode ser considerado um exemplo para todos nós.  Muitos são os casos relatados na Bíblia de pessoas que resistiram a zombarias para manter o espírito firme nos propósitos de Deus. O próprio Jesus foi alvo de escarnecedores e zombadores, mas isso não O afastou de Sua missão. Sabemos que o mundo está repleto daqueles que nada têm para mostrar como exemplo, mas zombam dos fiéis e escarnecem de quem procurar andar em retidão e honestidade. Ainda que pareçamos estranhos neste mundo, abençoados seremos se seguirmos o que nos recomenda o apóstolo Paulo em II Timóteo 3:1-5


Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Porque a congregação dos hipócritas se fará estéril, e o fogo consumirá as tendas do suborno. Concebem a malícia, e dão à luz a iniqüidade, e o seu ventre prepara enganos. Jó 15:34-35


Suborno e corrupção guardam afinidade entre si e andam juntos e infelizmente quer queiramos ou não todos somos de alguma forma afetados por estas atitudes ignóbeis e inescrupulosas feitas por algumas pessoas em prejuízo de outras. A Bíblia mostra que o suborno é um mal presente desde o princípio da humanidade e faz parte de um caráter defeituoso. Começou no Éden, quando Adão e Eva ao comerem do fruto aceitaram o suborno proposto por satanás, e em consequência conheceram o mal e a morte. Porque aceitaram esse suborno o pecado entrou no mundo e com ele a dor, o sofrimento, a doença, a morte...O suborno cega aqueles que se deixam comprar e distorce a verdade de acordo com o interesse de quem se verga à corrupção. Deus não se agrada de quem assim age, por isso o profeta afirma “Ai dos que...justificam o ímpio por suborno, e ao justo negam justiça”. (Isaías 5:22a-23). A Bíblia nos ensina a não andar segundo os critérios do mundo, todavia a nos guiarmos pela Palavra de Deus.


“Vos deveis revestir da nova personalidade, que foi criada segundo a vontade de Deus, em verdadeira justiça e lealdade.” — Efésios 4:24.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Não confie, pois, na vaidade, enganando-se a si mesmo, porque a vaidade será a sua recompensa. Jó 15:31



A Bíblia, em especial neste trecho do livro de Jó, nos orienta a fugir da vaidade, pois longe de ser uma virtude, ela carrega a característica daquilo que é vão; que não apresenta conteúdo e se baseia apenas na aparência. Vaidade significa o que é vão, ilusório, instável ou pouco duradouro, desejo imoderado de atrair admiração ou homenagens. Todas essas características vão de encontro às virtudes e características que a Bíblia apresenta como agradável a Deus. Deus não vê a aparência e sim o coração do homem e ainda que seja importante cuidar do corpo, por ser o templo do Espírito, o homem não deve priorizar a sua aparência em detrimento dos valores espirituais. O desejo mundano é baseado na aparência, contudo, a aparência deste mundo é passageira. O cristão deve saber que a aparência física é diferente da aparência da alma. Quando uma pessoa dá muita importância a sua aparência, de forma obcecada, isso significa que ela esconde o orgulho, a jactância, a ostentação, a vanglória e a presunção e essas coisas levam à cobiça. São muitos os tipos de vaidades capaz de atingir o homem, vaidade do poder, do dinheiro, do cargo, do excesso de atenção para si. Sabemos que o excesso de vaidade que algumas pessoas demonstram por si mesmo estão longe de representar o bem estar do próprio corpo, mas revela uma percepção grandiosa de si mesmo o que é prejudicial não só o corpo, mais também a alma. A Bíblia  ensina ao cristão a ter uma vida moderada em tudo, principalmente no que diz respeito à vaidade, atendendo ao que nos diz o apóstolo em Efésios 4:17

E digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade do seu sentido.  

domingo, 24 de julho de 2016

Quanto mais abominável e corrupto é o homem que bebe a iniquidade como a água? Jó 15:16


A corrupção é um mal que age como um vírus altamente contagioso e que atinge diversos setores da sociedade e não só as instituições políticas. Infelizmente, a corrupção é um mal generalizado e tem feito muito mais vítimas do que as grandes guerras que assolaram o mundo. A corrupção tem sido a responsável direta pela fome que mata, pela insegurança social, pelo desemprego, pela concentração de renda e por tantas injustiças sociais. Deus sempre se preocupou com a questão dos padrões fundamentais da conduta moral e deixa claro em Sua Palavra que não aceita a corrupção, a qual não permanecerá oculta. O Senhor está atento às ações daqueles que roubam o Seu povo e engana-se quem pensa que passará impune, pois Ele sonda os corações e conhece as intenções dos homens. Precisamos nos afastar do mal e daqueles que o praticam. O corrupto, mesmo disfarçado em benfeitor não pode ter o nosso aval, por isso Paulo nos diz em 1 Timóteo 6:5


Perversas contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais. 

sábado, 23 de julho de 2016

O homem, nascido da mulher, é de poucos dias e farto de inquietação. Jó 14:1



A Bíblia contém muitas advertências sobre a brevidade da vida. Por isso é que ela considera o dia de hoje como o principal dia de nossas vidas, enquanto satanás tem o amanhã como o dia especial. Ele não se preocupa com as boas resoluções que tomamos para agirmos conforme a vontade de Deus desde que deixemos para adotá-las amanhã. Tradicionalmente, amanhã tem sido o dia oficial das realizações de quem não está convicto de que deve sair da inércia e mudar de atitude em relação a qualquer área de sua vida: é o dia de iniciar a dieta, de começar a poupar, de fazer aquela faxina sempre adiada, de pedir perdão e de entregar a vida a Jesus. A experiência de Jó é um alerta de Deus sobre a efemeridade de nossas vidas principalmente para aqueles que continuam postergando as suas intenções de abandonar o erro, seja em que área for, para o amanhã que é inatingível. Jesus deixa muito claro que essa não é uma atitude sensata:


Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece.” Tiago 4:14

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Quantas culpas e pecados tenho eu? Notifica-me a minha transgressão e o meu pecado. Jó 13:23


Vemos na história de Jó que o seu dilema era abrir mão da sua integridade ou acusar Deus de injustiça. Mas, mesmo acuado e instigado pelas críticas de seus amigos, ele reconhece que Deus é Justo e atribuiu as aflições a razões que ele desconhecia. Jó amaldiçoa tudo, menos a Deus, enquanto seus amigos tentaram confortá-lo aumentando a sua aflição. Eles acusaram Jó, falsamente, de esconder um terrível pecador, por isso recebia castigo divino merecido. Sendo fiel, Jó não podia mentir e admitir pecados que não havia cometido e apesar de discutir com os amigos e negar as suas acusações pesadas, ele não compreendia os motivos do seu sofrimento, mas depois de vários debates com seus amigos ele ouviu as palavras de Deus que relembrou Jó e seus amigos que ele é o Soberano e Onisciente, Criador e Sustentador do Universo. Muita coisa também não sabemos, pois há mistérios ainda não revelados, mas sabemos quem é Deus e que Nele podemos confiar e esperar, certos de que Ele dará a recompensa da vida eterna aos fiéis, porque é o reto juiz. Paulo disse: em 2 Timóteo 4:8:


“Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda” 

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Também ele será a minha salvação; porém o hipócrita não virá perante ele. Jó 13:16


Se examinarmos a história de Jó e lermos atentamente os Evangelhos confirmaremos que a justificação pela fé não é uma invenção moderna. Ela foi estabelecida desde o princípio e está clara no pensamento de Jó. O evangelho explicitado nas palavras de Jó é o evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. A história de Jó nos mostra duas percepções diferentes sobre a salvação. Para os amigos de Jó, a exemplo da doutrina espírita, a salvação é alcançada pelas obras. Se alguém faz o que é certo, demonstra caridade e solidariedade alcança justiça pelas obras. Mas Jó crê em um Deus que ama o pecador e vem em seu socorro para salvá-lo e que mesmo diante da nossa miséria espiritual e da insuficiência de nossas obras podemos confiar em nossa salvação, porque ela é baseada na graça de Deus. Vemos a confirmação disso também na história de um apóstolo que experimentou o poder do evangelho sendo transformado de perseguidor da igreja (Saulo) em ministro de Jesus Cristo (Paulo), fazendo dele o modelo de todos os quais creem no evangelho. Vemos que Paulo, depois de cair literalmente do cavalo diante de Cristo, transformado em apóstolo dos gentios, rejeitou todo seu histórico religioso e justiça própria para ser encontrado em Cristo e comunicar a justiça de Deus pela fé. Por isso escreveu em Filipenses 3:9:


“E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé”.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Porém os olhos dos ímpios desfalecerão, e perecerá o seu refúgio; e a sua esperança será o expirar da alma. Jó 11:20


A Bíblia nos mostra que o ímpio por causa do seu orgulho não busca e não teme a Deus, então, sem o amor natural ele pratica a iniquidade e é um transgressor da Lei de Deus dada no monte Sinai e escrita pelo próprio dedo de Deus. O ímpio não se preocupa com os pobres, rouba-lhes os bens e a dignidade; o ímpio toma emprestado e não paga e deseja o mal daqueles que lhe fizeram bem. A palavra de Deus diz que eles não herdarão o reino de Deus, também porque são murmuradores, queixosos, andam segundo as suas concupiscências, são homicidas, adúlteros, feiticeiros, idólatras e mentirosos. O ímpio adula pessoas por interesse e procede de forma egoísta em suas relações. Nesse mundo dominado pelo maligno é inevitável não convivermos com um ímpio em nosso meio e muitas vezes temos a impressão de que eles são exaltados e premiados, enquanto os que andam segundo a justiça são negligenciados. Mas sabemos que, por mais que pareçam bem e que sairão impunes, ao contrário do justo, para eles não há esperança. Eles perecerão, conforme nos diz Jesus em Jo 3:36


“Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece”.

terça-feira, 19 de julho de 2016

E a tua vida mais clara se levantará do que o meio-dia; ainda que haja trevas, será como a manhã. Jó 11:17



A esperança é o que nos impulsiona a agir e nada nos envelhece mais rápido que a falta dela. De nada nos adianta fazer projetos se o nosso espírito estiver envelhecido pelas angústias, mágoas, ressentimentos e, principalmente, pela falta de esperança. Quando há esperança, não existe desespero, não existe frustração tristeza, angústia ou derrota. É a esperança que nos traz confiança e nos aproxima do Senhor. O livro de Jó nos fala de esperança mais do que em qualquer outro livro da Bíblia. É interessante observar que Jó era um homem arrasado por várias catástrofes. De repente, um homem próspero se depara com a morte dos filhos, com perda dos bens e da saúde. Vem-lhe a solidão e a dor, mas Jó fora consolado por sua esperança, uma expectativa que só poderia vir de sua fé em Deus. Ele tinha plena convicção de que apesar de tudo, a despeito dos dias de luto, e da incompreensão do sofrimento que lhe sobreveio, Deus poderia mudar sua sorte. Arrasado encontra forças para se manter na esperança da misericórdia Divina. A persistência de Jó tem lastro na esperança, apesar de seus amigos procurarem a causa do sofrimento de seu sofrimento, acusando-o de pecador, sua esperança falou mais alto. A exemplo de Jó, devemos depositar nossa confiança não nas coisas terrenas, mas no Senhor, pois quando temos Jesus no coração, temos confiança. Lembremo-nos sempre do que nos ensina o autor de Hebreus

Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu. Hebreus 10:23

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Eis que Deus não rejeitará ao reto; nem toma pela mão aos malfeitores; Jó 8:20


Um dos grandes dilemas do cristão, em especial do novo convertido, é compreender que a conversão não nos blinda dos problemas. E isso não pode ser razão para duvidar das promessas de Deus de que estará do lado daqueles que O seguem. Os cristãos não estão imunes ao sofrimento, a diferença é a forma como lidamos com ele. Os questionamentos feitos pelos amigos de Jó, quando o viram em sofrimento nos servem como reflexão sobre as circunstâncias que nos colocam à prova. Não podemos atribuir o mal que nos sobrevém ao cometimento de algum pecado como fizeram o “Amigos de Jó”.  Se analisarmos toda a história de Jó, veremos que os discursos dos seus amigos demonstram claramente que a teoria que eles tinham sobre o sofrimento estava equivocada. O texto em epígrafe demonstra claramente que eles acreditavam que as pessoas boas prosperam e os maus sofrem; portanto, o sofrimento é o resultado de algum pecado secreto. É certo que há sofrimentos que têm origem no pecado de uma pessoa, mas sabemos que Jó era inocente, portanto essa teoria não se aplica a todos os casos. Saiba que nem tudo de errado que possa estar acontecendo em sua vida é resultado de algum pecado que você cometeu. Não nos compete encontrar a causa dos sofrimentos de uma pessoa. Deus reserva tais conhecimentos para si mesmo. A lição que Deus espera que aprendamos é que não devemos agir como os amigos de Jó, quando nos depararmos com o sofrimento alheio. Deus é misericordioso e compassivo e como tal devemos agir. Diante de um momento de dor, o que mais a pessoa precisa é ouvir uma palavra de conforto, um conselho sensato, um abraço amigo, uma mão estendida para ajudar ou, um ouvido atento para o desabafo. A compaixão e a solidariedade é o remédio muitas vezes difícil de encontrar nesse mundo em que muitas pessoas preferem se colocar na posição de “amigos de Jó“. Mas nesse momento o sofrimento serve para nos mostrar a qualidade das pessoas que nos rodeiam, e separar quem são os verdadeiros amigos daqueles que preferem apontar o dedo, julgar e condenar, em vez ajudar, acolher, solidarizar, como nos exorta o apóstolo Paulo em Colossenses 3:12


Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade.

domingo, 17 de julho de 2016

Porque nós somos de ontem, e nada sabemos; porquanto nossos dias sobre a terra são como a sombra. Jó 8:9


A Bíblia nos traz várias advertências a respeito da brevidade da vida, lembrando-nos de que hoje é o memento oportuno para a busca da salvação e para servir ao Senhor. Não só a Religião, mas a História, as Ciências, a Filosofia nos mostram que tudo na vida é transitório, pois cada ser aqui tem um tempo de duração limitado, e tudo na Terra é efêmero. A Palavra de Deus nos compara à erva e as nossas obras como a flor da erva. E o livro de Jó, especificamente, mostra quão transitória é a nossa vida. Jó nos lembra de que  “Tal como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce à sepultura nunca tornará a subir.” Somos como navios velozes, como águia que se lança à comida.”. Como a flor que seca e como a sombra que que não permanece. E o salmista nos recorda de que nossos dias são como um conto ligeiro (Salmo 90:9), como a erva e a flor do campo que logo se vai com o vento (Salmo 103:15-16). Como a sombra que passa, porque o homem é semelhante à vaidade (Salmo 144:4). Portanto, se a nossa vida é tão efêmera como a erva e se quisermos que o amanhã seja abençoado devemos nos lembrar de que hoje é o dia sobremodo excelente para vivermos a plenitude que o Senhor nos oferece. Certos de que as atitudes tomadas hoje influenciarão no amanhã, todavia, hoje é o dia perfeito para estabelecermos as bases de nossa vida.  


“Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque que é a vossa vida? É um VAPOR que aparece por um pouco e depois se desvanece.” (Tiago 4:14)

sábado, 16 de julho de 2016

Então respondeu Satanás ao Senhor, e disse: Porventura teme Jó a Deus debalde? Jó 1:9


A Bíblia nos mostra que Jó era um homem de muitas qualidades, como sinceridade, retidão, santidade e temor a Deus. Vemos que ele se expressa de modo direto, sem disfarce e discursa de modo verdadeiro, sem esconder seus pensamentos, sentimentos ou intenções, quando indagado pelo inimigo e sua vida é testemunho de justiça, integridade e honestidade. Jó, conhecido pela sua probidade também era um homem que buscava a santidade e se afastava do pecado. Mas vemos que satanás se detém apenas em acusar Jó em relação ao temor a Deus e questiona se isso não seria em vão, e se apega ao ponto de que Jó  somente temia a Deus como forma de retribuição ao benefício que Deus fazia a ele. Podemos perceber que Jó era um homem bom e íntegro, porém, sabemos que há muitos homens que têm as mesmas qualidades de Jó e são retos diante dos homens, mas não temem a Deus. O homem pode ser sincero, e se desviar do mal, mas pode ser pecador, pois é o temor de Deus que faz com que o homem deixe de pecar. E temer a Deus não significa ser crente, ou obediente por medo de que Deus o castigue. Temor ao Senhor é o conjunto consciente de fidelidade e responsabilidade, por convicção, e desejo de fazer algo que agrade a Deus. O temor  não é fruto do medo e sim de uma alma que anseia pelo Seu Criador e que busca o amor, a fé, a adoração, a obediência e na oferta de seus talentos ao  serviço da Obra de Deus. Temer a Deus é reconhece-Lo como único Senhor. É não ter medo e sim o verdadeiro amor que vem da fonte inesgotável que é Deus.


“No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor.” (1Jo 4. 18)

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Então o Senhor disse a Satanás: Donde vens? E Satanás respondeu ao Senhor, e disse: De rodear a terra, e passear por ela. Jó 1:7


A Bíblia nos conta que satanás, depois de sua rebelião, quando quis ser maior que Deus, foi expulso do terceiro Céu e se instalou entre o segundo céu, ou regiões celestes e a terra, e passou a travar uma guerra espiritual contra os homens, os anjos e Deus. Desde então sua tarefa tem sido a tentativa de destruir a criação de Deus. E tudo que ele faz é matar, roubar e destruir. Essa é a razão de tantas guerras, violência e morte. Contudo, precisamos saber que ele tem permissão de Deus para agir até um dado momento, quando acontecerá o que está previsto em Apocalipse 12:7-9 e ele perderá o direito de se apresentar diante do trono de Deus para pedir direito legal para agir. A história de Jó nos mostra a legalidade que ele tem, mas nos faz refletir sobre quais são os limites dessa permissão. Vemos que ele não atacou Jó sem antes ter uma permissão de Deus.  Não houve legalidade porque Jó era reto diante de Deus, todavia Deus permitiu para que soubéssemos como cancelar quaisquer brechas que deem legalidade a ele. A legalidade a satanás é propiciada pelas brechas que abrimos em nossas vidas nos desviando da vontade de Deus. Assim, ele age, não pela permissão de Deus, mas pela legalidade, ou permissão que lhe damos para nos atacar. E isso ocorre quando não estamos debaixo da cobertura de Deus e nos colocamos fora do centro da vontade de Deus, ficando suscetíveis aos ataques de satanás e seus demônios. Se não buscarmos a Deus, ele encontra a legitimidade para nos atacar e assim  passamos a não mais lhe oferecer resistência. Por isso é muito importante fazermos o que nos exorta Tiago 4:7:


"Sujeitai-vos, pois, a Deus; mas resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós."

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Porque o judeu Mardoqueu foi o segundo depois do rei Assuero, e grande entre os judeus, e estimado pela multidão de seus irmãos, procurando o bem do seu povo, e proclamando a prosperidade de toda a sua descendência. Ester 10:3


O livro de Ester nos mostra que Deus combinou caráter e circunstâncias  na vida de um homem, Mardoqueu, para realizar grandes coisas em favor do Seu povo. A vida dele foi repleta de desafios, os quais ele transformou em oportunidades e se transformou em um exemplo para os cristãos de hoje. Pela sua sabedoria e capacidade pessoal, Madoqueu desempenhou um importante cargo político, mas ao contrário do que temos visto entre muitos homens que são impulsionados à vida política, inicialmente movidos pelo ideal cristão de representar o povo de Deus, e que acabam se corrompendo, ele não que a fama e o poder ofuscassem sua postura de servo de Deus. Mardoqueu sempre foi consciente do seu papel no Reino de Deus e por essa razão também recebeu as honras na vida social, econômica e política e chegou a ser o maior conselheiro do rei Assueiro. Sabemos que não podemos atribuir à coincidência cada um dos fatos relatados nessa história. Temos certeza de é a Poderosa mão de DEUS dirigindo a história e a vida dos Seus eleitos. Daqueles que seguem a orientação de Jesus


Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Mateus 6:33

quarta-feira, 13 de julho de 2016

E mandaram cartas a todos os judeus, às cento e vinte e sete províncias do reino de Assuero, com palavras de paz e verdade. Ester 9:30





Esse trecho do Livro de Ester nos remete à origem do que ainda hoje  conhecemos como festa de Purim, celebrada em Israel e nas casas dos judeus em todo o mundo. Essa festa é a celebração da vitória da rainha Ester sobre Hamã, o inimigo dos judeus. Diz respeito às cartas que Mardoqueu escreveu e enviou a todos os judeus que se achavam nas províncias do rei Assuero, ordenando-lhes que comemorassem o dia catorze e quinze do mês de adar, todos os anos, como os dias em que os judeus tiveram sossego dos seus inimigos, e o mês em que sua tristeza foi transformada em alegria, seu luto em festa para que os fizessem dias de banquetes e de alegria, e de mandarem porções dos banquetes uns aos outros, e dádivas aos pobres. Essa festa é um marco e um motivo de ação de graças, em lembrança e agradecimento a Deus por ter usado pessoas de fé para livrarem os judeus das ameaças do inimigo. O inimigo neste momento era Hamã, cuja intenção era exterminar todos os judeus e cujas cartas escritas para condenar o povo foram neutralizadas pelas cartas do rei, que ordenou que o mau intento, que assentara contra os judeus, recaísse contra a própria cabeça de Hamã. O sentido que hoje damos à Festa de Purim é relativo aos nossos inimigos espirituais, que cairão nas armadilhas armadas para nós, pois aquilo que preparou para nós será para ele mesmo, tal como correu com Hamã na tentativa de condenar os judeus. Em agradecimento constante a Deus que nos dá o livramento, guardemos na memória a vitória do Senhor em nossa vida.

Mas quero lembrar-vos, como a quem já uma vez soube isto, que, havendo o Senhor salvo um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu depois os que não creram; Judas 1:5