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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Eis que Deus não rejeitará ao reto; nem toma pela mão aos malfeitores; Jó 8:20


Um dos grandes dilemas do cristão, em especial do novo convertido, é compreender que a conversão não nos blinda dos problemas. E isso não pode ser razão para duvidar das promessas de Deus de que estará do lado daqueles que O seguem. Os cristãos não estão imunes ao sofrimento, a diferença é a forma como lidamos com ele. Os questionamentos feitos pelos amigos de Jó, quando o viram em sofrimento nos servem como reflexão sobre as circunstâncias que nos colocam à prova. Não podemos atribuir o mal que nos sobrevém ao cometimento de algum pecado como fizeram o “Amigos de Jó”.  Se analisarmos toda a história de Jó, veremos que os discursos dos seus amigos demonstram claramente que a teoria que eles tinham sobre o sofrimento estava equivocada. O texto em epígrafe demonstra claramente que eles acreditavam que as pessoas boas prosperam e os maus sofrem; portanto, o sofrimento é o resultado de algum pecado secreto. É certo que há sofrimentos que têm origem no pecado de uma pessoa, mas sabemos que Jó era inocente, portanto essa teoria não se aplica a todos os casos. Saiba que nem tudo de errado que possa estar acontecendo em sua vida é resultado de algum pecado que você cometeu. Não nos compete encontrar a causa dos sofrimentos de uma pessoa. Deus reserva tais conhecimentos para si mesmo. A lição que Deus espera que aprendamos é que não devemos agir como os amigos de Jó, quando nos depararmos com o sofrimento alheio. Deus é misericordioso e compassivo e como tal devemos agir. Diante de um momento de dor, o que mais a pessoa precisa é ouvir uma palavra de conforto, um conselho sensato, um abraço amigo, uma mão estendida para ajudar ou, um ouvido atento para o desabafo. A compaixão e a solidariedade é o remédio muitas vezes difícil de encontrar nesse mundo em que muitas pessoas preferem se colocar na posição de “amigos de Jó“. Mas nesse momento o sofrimento serve para nos mostrar a qualidade das pessoas que nos rodeiam, e separar quem são os verdadeiros amigos daqueles que preferem apontar o dedo, julgar e condenar, em vez ajudar, acolher, solidarizar, como nos exorta o apóstolo Paulo em Colossenses 3:12


Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade.

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