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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

A rainha do sul se levantará no dia do juízo com esta geração, e a condenará; porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. E eis que está aqui quem é maior do que Salomão. Mateus 12:42


O texto de Mateus nos mostra que devemos pedir o discernimento do Espírito para entender as Palavras de Jesus, sabendo que a sabedoria vem de Deus e que Jesus é maior que o templo, conforme nos lembra o evangelista. E templo aqui tem o sentido de religião, pois naquele tempo o povo considerava o templo como algo grande para sua fé, porque era símbolo de sua religião. Foi olhando a grandeza do templo e a pequenez do legalismo dos fariseus, que Jesus afirmou ser maior que o templo, ou a religiosidade que dominava e ainda domina a Igreja. Nenhuma religião é capaz de conter a grandeza de Deus por si mesma e nenhuma teologia de explicar com exatidão quem é Deus porque Deus não cabe nas palavras e nenhum templo ou ritual é capaz de conter o significado infinito Dele. Quando congregamos, devemos ter a compreensão de nos reunimos para louvar e aprender mais sobre nosso Senhor, a quem reconhecemos toda honra, mas devemos estar cientes de que nenhum ritual nos torna dignos de contemplar a face de Deus. Devemos saber que Jesus maior que a religião, que os profetas, mas sobretudo foi humilde e obediente para que a vontade do Pai se cumprisse. Sabendo disso, e firmes na Rocha, não desanimemos quando o mundo quiser nos apresentar “algo grande”, pois temos a convicção de que Jesus ainda é maior e que nada supera a grandeza de Jesus! E assim faremos como nos exortou Salomão.

A minha boca falará de sabedoria, e a meditação do meu coração será de entendimento. Salmos 49:3

domingo, 15 de janeiro de 2017

Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. Mateus 11: 29-30


Jesus nos ensina que a sabedoria é confirmada pelas obras que a acompanham. Conhecemos a árvore pelo seu fruto, diz o Senhor. Mas muitos têm sido levados por discursos que convencem, mas não frutificam, por isso a humanidade tem carregado um fardo pesado e tem sido vítima de corruptos e corruptores, tem se deixado enganar porque não vigiam e não fazem o que a Bíblia ensina: examinar as Escrituras e se pautar pela verdade. Jesus nos convida a segui-Lo e a encontrar Nele o descanso que o mundo não é capaz de nos oferecer. Nessas palavras há um convite não para mudarmos de religião, mas para mudarmos de atitude: "Vinde a mim". Isso significa mudar a direção de nossas vidas, implica uma decisão para deixarmos o pecado e irmos até Jesus Cristo. Quando Ele diz que é manso e humilde podemos constatar que não é apenas um discurso ou um mantra religioso: Jesus viveu o que pregou, diferente das religiões que querem impor pela violência suas doutrinas. Quando aceitamos de coração e mente abertos esse convite, vemos que o fardo de Jesus é suave diante da liberdade que o mundo nos oferece e que nos aprisiona. O convite de Jesus é dirigido a todos os que lutam e estão sobrecarregados. Ele demonstrou que rejeita o pecado, mas é um amigo para os pecadores que buscam a mudança e isso não significa transigência ou fazer vista grossa para os erros. Jesus não se associa com os pecadores para encorajá-los no pecado, mas para ajudá-los e salvá-los. Ele  pecado e faz uma promessa "Eu vos darei descanso". Mas a decisão de aceitar esse convite é pessoal e é ensinada em quatro verbos imperativos: "Vinde, tomai, aprendei, e encontrai". Se obedecermos entenderemos o que Ele disse: "Meu jugo é suave, e o meu fardo é leve", assim como profetizou Naum 1:13:


Mas agora quebrarei o seu jugo de sobre ti, e romperei os teus laços. Naum 1:13 

sábado, 14 de janeiro de 2017

Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas. Mateus 10:16



Cristo nos ensina a desenvolver um caráter equilibrado ao buscar nesses animais de natureza tão distintas características que nos tornam capazes de enfrentar as circunstâncias adversas em nosso caminho. Jesus disse que nele seremos como ovelhas no meio de lobos, por isso nos exorta a sermos astutos como a serpente, mas também simples como as pombas. A serpente se esconde diante de um perigo eminente, por isso, quando percebemos que o perigo se aproxima deveremos nos afastar dele e de toda a aparência do mal. Sendo simples como a pomba, procuraremos morada em terra firme, buscando o auxílio de Deus. Demostraremos prudência quando, ao identificarmos o mal, fugimos dele e simplicidade ao exercer o bem em amor e humildade e se obedecermos à palavra de Deus com coração inteiro e sincero, submisso e disposto, mesmo em face de situações adversas. Assim, devemos ser prudentes evitando o mal para buscar o bem, e simples no opor-se ao mal para encontrar o bem. No meio de lobos, muitas vezes disfarçados de cordeiros, precisamos ter prudência, astúcia e moderação para lidar com eles. Mas conforme Jesus nos ensinou, precisamos aprender a escapar das ciladas deles, com discernimento e astúcia, agindo como as serpentes, sem macular nossa inocência. Por isso, devemos agir como nos aconselha o sábio em Provérbios 9:10


O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência. 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes. Mateus 9:12



Mateus relata que Jesus percorria todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo. Muitos foram os milagres realizados por Jesus nesse período, pois tinha grande compaixão pelas pessoas que andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor. Ele pediu aos seus discípulos que orassem a Deus para enviar pessoas dispostas a fazer a obra, pois via que a seara é realmente grande e eram poucos os ceifeiros. Em Seu ministério, Jesus foi criticado por aceitar como seguidores pessoas com um histórico de vida condenado pelos judeus. O próprio evangelista Mateus era um deles, pois sendo coletor de impostos era mal visto pelos judeus, uma vez que além de cobrar impostos, eles roubavam do povo parte do que era cobrado, pois pagavam para Roma o valor previamente estabelecido e cobravam acima deste valor para ficarem com a diferença. Durante Seu ministério, Jesus se cercou de pessoas tidas como escórias da sociedade, doentes do corpo e da alma, por essa razão usou a metáfora médica para explicar Sua missão. Todos nós somos doentes que precisam de cura. Temos enfermidades explícitas ou imperceptíveis que precisam ser curadas. Precisamos dos Médico dos médicos, para que nossas enfermidades físicas, emocionais ou espirituais sejam saradas e nos tornemos pessoas melhores. Jesus está disponível para os doentes. Ele
Sara os quebrantados de coração, e lhes ata as suas feridas. Salmos 147:3


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

E o centurião, respondendo, disse: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas dize somente uma palavra, e o meu criado há de sarar. Mateus 8:8


Mateus relata a passagem em que o centurião romano demonstra sua grande fé, digna de merecer de Jesus um elogio. Jesus reconheceu que a fé desse oficial romano a serviço de Herodes era maior do que a demonstrada por muitos judeus. Vemos que esse oficial, sendo um homem de autoridade, conseguiu discernir quem era Jesus. Ele tinha a convicção de seu pedido era direcionado ao próprio Senhor que tem todo poder, e a chave da vida e da morte em suas mãos. O centurião de Cafarnaum conhecia as prerrogativas do comando. Sabia o que era obedecer à autoridade de um rei ou comandante. E, se como oficial subalterno, tinha poder de com palavras produzir efeito de obediência em seus servos, quanto mais a palavra de Jesus, que ele reconhecia como verdadeira Autoridade. Outro aspecto importante do caráter desse oficial, além de sua fé, é a sua compaixão pelos eu servo. Vemos que isso também foi levado em conta por Jesus, que faz misericórdia aos milhares que o servem e que o amam. Jesus nos ensina a agir como o centurião: a termos a fé que crê que tudo é possível somente pela Palavra de Jesus e a termos compaixão pelo próximo. Mas a fé em Deus não pode vir por emoções, devoção, ou pela própria capacidade de alguém. Precisamos desenvolver uma fé sincera e sem artifícios, independente de demonstrações exteriores. O centurião nos ensina que a fé na Palavra nos faz mudar de uma vida de pecado para uma vida de salvação, e nos permite ser abençoados por toda a Palavra. E essa fé existe em nós pela Graça de Deus, para que creiamos que Sua Palavra tem sido e será cumprida exatamente como ela é. Essa é a fé que mais Deus aprova. Jesus espera que possamos agir como o centurião e declarar como o salmista


Em qualquer tempo em que eu temer, confiarei em ti. Salmos 56:3

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas. Mateus 7:12


Jesus nos ensina neste versículo o princípio da reciprocidade. Esta é a Regra de Ouro dos relacionamentos. Ao contrário do que pensamos, somos nós que definimos exatamente como nós gostaríamos de ser tratados. Se que queremos ser tratados com bondade, justiça, honestidade, respeito, consideração, lealdade, tolerância... É assim que devemos tratar as outras pessoas. Deus nos criou para a comunhão. Somos seres sociais por excelência e para que nossos relacionamentos sejam saudáveis e deem frutos antes precisamos agir conforme Jesus.  Precisamos ser humildes, pois pessoas arrogantes não conseguem conviver bem com as outras. Quem é humilde exercita o perdão, sempre necessário na convivência humana. E para isso é preciso aceitar as pessoas como elas são. Isso significa reconhecer a legitimidade dos seus sentimentos e de suas relações. Jesus aceitou as pessoas que a sociedade rejeitava. Conviveu com elas, transformou suas vidas e restaurou sua dignidade. Condenar as pessoas sem procurar entender as suas motivações é um entrave aos relacionamentos e nos distancia dos outros. Viver com honestidade e sinceridade é fundamental. A pessoa sincera não usa máscara. É transparente em suas atitudes, autêntica nas suas convicções e não tenta parecer aquilo que não é, por isso não surpreende a outra. Uma pessoa honesta não está dividida contra si mesmo. Ela é transparente em suas relações e não age diferente de seus princípios, ainda que esperem dela o contrário. Não adianta agir como se eu fosse uma pessoa afetuosa se, no momento, se sente hostil. A verdade amorosa é a chave das relações sinceras. A sinceridade aponta o caminho da vida plena e feliz, conforme nos lembra o sábio em Provérbios 20:7

O justo anda na sua sinceridade; bem-aventurados serão os seus filhos depois dele. 

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. Mateus 6:7


Jesus ensina aos discípulos a maneira correta de orar e sua explicação acaba virando uma oração conhecendo pela Oração do Pai Nosso. Nela temos o modelo, ou o padrão de uma oração que tem eficácia, porque agrada a Deus. Quando Jesus nos fala que não devemos usar de vãs repetições Ele está ensinando que não devemos orar de forma mecânica, apenas repetindo palavras ou modelos, sem sentimento, pois Deus ouve o nosso coração e não apenas o que dizemos. Nesse sentido, até mesmo o Pai Nosso é ineficaz, quando for dito em repetição mecânica como um rosário, sem que as pessoas se deem conta do que pronunciam e apenas repetem um texto prévio. O que Jesus condena é a oração pré-definida, usada como mantra, sem que venha do coração. Para Ele tem muito mais valor uma súplica pessoal do que orações clichês, repetidas e pré-definidas. Jesus nos ensina, assim como o modelo do Pai Nosso que devemos falar com Deus como se estivéssemos falando com nosso pai. E se o fazemos com sinceridade, em nome Dele, Deus nos ouvirá sem muita repetição. Mas precisamos também entender que que a oração não deve se resumir à petição. A essência da oração é o nosso relacionamento com Deus. Por isto Jesus nos ensinou a orar começando com o “Pai nosso”, e nos disse que o Pai sabia o que era necessário antes de pedirmos. Mas Jesus nos ensina a pedir como uma forma de fortalecimento entre o Pai e nós, seus filhos, pois pedir está ligado à filiação Divina por meio de Jesus Cristo. Contudo, como filhos temos que fazer orações de adoração e de gratidão também e não apenas da petição. Lembremo-nos, portanto, que só o sangue de Jesus nos dá a Deus. Não são os “esquemas” nas orações que garantem a resposta, mas sim a mediação de Cristo, nosso intercessor e advogado e assim como afirma o salmista.

Ele atenderá à oração do desamparado, e não desprezará a sua oração. Salmos 102:17



segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; Mateus 5:13-14


Jesus proferiu essas palavras, registradas por Mateus no célebre Sermão da Montanha, para que Seus discípulos compreendessem por meio da metáfora que o sal da terra e luz do mundo são aqueles que refletem o caráter de Cristo e por isso precisam se diferenciar dos demais. O sal é um elemento essencial para a conservação e o sabor dos alimentos, mas torna-se invisível ao cumprir suas funções. A luz faz desaparecer as trevas, e é uma radiação eletromagnética, que se propaga através de diferentes meios materiais, como o ar ou a água e também através do vazio. A Bíblia mostra-nos que os fariseus interpretavam de forma errada as Escrituras e buscavam se diferenciar dos demais homens pela forma como se vestiam, pelo modo de saudação que usavam, por orações longas em público, pela prática detalhada de rituais e elementos da tradição da religião judaica, mas jamais pela transformação do coração e pelo amor ao próximo. Entretanto, ser sal ou ser luz não é ter aparência e sim cumprir uma missão, pois a função do sal não é aparecer por si só, mas fazer aparecer o sabor dos outros alimentos e a luz é necessária para que se possa ver o mundo e os objetos ao redor. A função da luz é clarear e revelar o caminho, Mas a luz que ofusca os olhos, perde seu valor, assim como uma camada extensa de sal, altamente visível, para nada mais serve do que ser pisada. Portanto, ser sal ou ser luz do mundo, de acordo com Jesus, não é ter aparência, mas uma função necessária e discreta nesse mundo que carece de luz e de tempero. Os fariseus não compreenderam que a luz dos verdadeiros discípulos, não vinha deles mesmos, mas era uma reflexão da luz do Pai. A ciência explica que existem alguns tipos de sólidos, chamados de opacos, que não se deixam atravessar pela luz. São aquelas pessoas que vivem em si mesmas, e não se deixam atravessar pela Luz de Jesus. Mas aqueles que seguem a verdadeira Luz são capazes de compreender e de refleti-la ao seu redor, conforme afirma o salmista

Porque em ti está o manancial da vida; na tua luz veremos a luz. Salmos 36:9


domingo, 8 de janeiro de 2017

E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Mateus 4:19


O início do ministério do Senhor Jesus foi marcado por três situações: o batismo por João que demonstrou Sua obediência ao Plano de Deus  e anunciou profeticamente Sua morte e ressurreição para a salvação daqueles que Nele creem; a tentação vivida no deserto mostrando que a vitória vem pela submissão a Deus e uso racional das Escrituras; a prisão de João Batista que marcou o início do ministério da reconciliação com Deus em Cristo, ao fim do ministério profético daquele que veio para preparar a vinda do Messias. Jesus saiu de Nazaré, Na Galileia, onde viveu aproximadamente trinta anos, de maneira humilde, como carpinteiro assim como o pai terreno e se dirigiu ao sul na Judéia. A Bíblia não detalha sua vida entre o nascimento e o início de Seu ministério, mas é evidente que cresceu como um ser humano comum, mas cujo caráter guardava os atributos divinos vindo de Deus e cuja humanidade trazia a influência de José e Maria. Foi com os pais que aprendeu a ser temente a Deus, humilde, discreto, determinado e fiel aos compromissos divino-humanos. No Evangelho de Mateus, vemos que Jesus não desejou estar sozinho no anúncio do Evangelho. Ele chamou outros homens comuns e os capacitou para a obra cujos resultados são eternos. E ainda nos convida a segui-Lo, a anunciar as Boas Novas. Mas seguir Jesus implica abrir mão da condução de nossa vida, sabendo que somos chamados para sair entre os ímpios, sem nos deixar contaminar com as coisas do mundo. Não podemos ser pescadores de homens se permanecermos entre os homens, sendo como eles, pois o pecador não converterá ao pecador. O ímpio não converterá o ímpio, tampouco o cristão mundano converterá o mundo. O verdadeiro cristão sabe que o senhorio de Jesus é suave, embora as lutas sejam constantes e difíceis e que não há como seguir Jesus sem Jesus. E seguir Jesus implica estar no mundo sem se envolver com o mundo

Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Salmos 1:1

sábado, 7 de janeiro de 2017

Quando Jesus ouviu que João estava preso, voltou para a Galileia. Deixando Nazaré, foi morar em Cafarnaum, cidade situada a beira do mar, na região de Zebulom e Naftali; para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: Terra de Zebulom, terra de Naftali, caminho do mar, além do Jordão, Galileia dos gentios – o povo que estava em trevas viu grande luz e aos que estavam na região da sombra da morte, raiou-lhes a luz. (Mateus 4:12-16)


O evangelista Mateus se refere a duas regiões de Israel, designadas pelos nomes de duas tribos as quais estavam entre as dez que renunciaram à fé em Deus e se voltaram para as coisas do mundo. Apesar de todo alerta dos profetas contra o pecado e a contaminação pelo mundo essas tribos não se arrependeram e como consequências foram derrotadas pelos assírios. Desde então, os gentios se estabeleceram em Israel, e a Galileia passou a ser um local com população mista e na maioria sem temor de Deus. Contudo, havia uma profecia em Isaías em relação a essa terra, firmando que os que viviam em trevas veriam a luz. Ali as pessoas viviam em situação miserável, por causa do pecado, e Jesus escolheu viver e trabalhar entre elas, porque era ali que Dele precisavam. Assim como hoje, quando muitos se deixam contaminar pelo mundanismo e dão ouvidos a doutrinas contrárias aos princípios de Deus, Jesus é luz que retira das trevas os miseráveis, cumprindo o que profetizou Isaias 9:1-2:

Mas para os que estavam aflitos não haverá mais obscuridade. No passado ele envileceu a terra de Zebulom e a terra de Naftali, mas nos últimos a enobreceu junto ao caminho do mar, além do Jordão, a Galiléia das nações. O povo que andava em trevas viu uma grande luz; sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz.



sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. Mateus 4:4

 O evangelista Mateus registra que depois de ser conduzido ao deserto por Deus, para jejuar por 40 dias e 40 noites, o diabo tentou Jesus, sugerindo que Ele transformasse pedras em pães, uma vez que estava com fome. Jesus, ao mencionar essas palavras se referia ao que Deus falara a Moisés no Antigo Testamento cumprindo-se a profecia destacada em Mateus. Vemos que o diabo não mudou sua estratégia para nos fazer cair em tentação. Ele espera que estejamos em um deserto pessoal para nos ofertar algo que aparentemente precisamos ou algo que desejamos. Vendo que Jesus tinha fome, fez uma proposta sugestiva, que resolveria uma necessidade imediata, mas Jesus ponderou que se transformasse as pedras em pães e as comesse logo teria fome novamente, assim usaria o poder de Deus para algo passageiro, mas sabia que se resistisse teria algo muito mais duradouro. Por não aceitar a tentação, desmontou a estratégia de satanás. E essa é a grande lição que precisamos aprender. Quando o diabo quiser se aproveitar de nossa fraqueza, devemos pedir forças a Deus para resistirmos. Se nos apegar à Palavra seremos vitoriosos! É com a Palavra que teremos a vitória contra a tentação.

"E te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram; para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas de tudo o que sai da boca do SENHOR viverá o homem." (Deuteronômio 8.3)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

E, naqueles dias, apareceu João o Batista pregando no deserto da Judéia, E dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus. Porque este é o anunciado pelo profeta Isaías, que disse: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, Endireitai as suas veredas. Mateus 3:1-3


A Bíblia afirma que João Batista aparece unicamente no deserto, e o simbolismos dessa revelação nos diz muito sobre como devemos compreender o que o deserto representa em nossas vidas. Há também uma analogia preciosa e significativa a ser feita: antes de conhecer a terra prometida, os israelitas tiveram que atravessar o deserto. Antes de conhecermos o novo nascimento, por intermédio de Jesus, passamos pelo deserto com João Batista. O deserto representa o ambiente, a solidão, o recomeço, a transição e a chance. O ambiente é o espaço sem edificação, o terreno seco e árido que há nosso interior. Mas quando nos aparece João Batista reconhecemos onde estamos e reconhecemos que ali não há como sobreviver e que precisamos buscar a Fonte Viva para tudo ao nosso redor frutifique. Na solidão do deserto podemos despertar a consciência de que precisamos buscar algo além do que enxergamos. Vislumbramos um recomeço, quando saímos da aparente zona de conforto que antes pensávamos existir. Nesse conflito entre desconforto e solidão do deserto onde tudo é novo, pois para além do ambiente familiar tudo é deserto, e nesse espaço é preciso construir. O deserto é o ponto da transição e da tentação, e o nosso desafio é olhar em frente. Ali está a chance de mudança, quando olhamos para Cristo e deixamos de lado as areias que nos cegam os olhos. Aqueles que nos apresentam Jesus e nos faz enxergar o deserto que vivemos é para nós um Joao Batista como profetiza Isaias 40:3:

Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus. 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

E chegou, e habitou numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito pelos profetas: Ele será chamado Nazareno. Mateus 2:23

       
Jesus nasceu circunstancialmente em Belém, cidade próxima de Nazaré, terra natal de José.  A Bíblia narra que por causa de um censo, José se encontrava com Maria, em Belém, quando chegou o momento de Jesus nascer. Por falta de uma hospedaria, Jesus veio ao mundo com simplicidade, nascendo em uma estrebaria. Mas sabemos que nada disso foi por acaso. Tudo isso fazia parte do Plano de Deus e foi previsto pelos profetas. Jesus veio ao mundo e experimentou todas as condições naturais da mortalidade; nasceu tão dependente e frágil como qualquer outra criança. Sua infância foi, sob todos os aspectos, uma infância normal, como a de qualquer criança. O mesmo aconteceu com sua juventude. Sendo rei, Jesus poderia ocupar os melhores lugares, mas Ele veio ao mundo de forma simples, em uma pequena cidade, sendo criado na Galileia, em um lugar desprezado pelos judeus à época, por isso Disse-lhe Natanael: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? Mas Ele veio para cumprir o foi predito. Veio sem nenhuma pompa para nos dar o maior exemplo, por isso o profeta Miqueias 5:2 sentenciou

 E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Então se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias, que diz: Em Ramá se ouviu uma voz, Lamentação, choro e grande pranto: Raquel chorando os seus filhos, E não querendo ser consolada, porque já não existem. Mateus 2:17-18

O evangelista Mateus se refere a Ramá, registrado na Bíblia como o lugar da morte de todas as crianças com idade menor que dois anos, a mando de Herodes, que intencionava matar Jesus recém-nascido. O choro de Raquel, representa o pranto de todas as mães pela morte dos filhos. Rama significa um lugar de dor, de lamentação, de angústia e de clamor, mas também um lugar de renascimento e de esperança, pois enquanto se cumpria a Profecia de Ramá, nascia Jesus, o Salvador de toda humanidade! Isso nos faz refletir sobre o fato de que do desespero pode renascer a esperança, da tristeza a alegria, da morte pode surgir a vida. Quando nossa vida é assolada por angústia determinada pelos poderosos deste mundo, pelos que perseguem o Salvador, quando “vivemos em Ramá”, vivenciamos a vitória plena, sabendo que de nossas forças nada somos ou podemos. A nossa força virá do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Em Ramá, quando pranteamos, Deus nos ouve. Quando nossas palavras não conseguem sair elas se tornam ainda mais audíveis aos Senhor, assim como nos lembra o profeta Jeremias 31:15 

Assim diz o Senhor: Uma voz se ouviu em Ramá, lamentação, choro amargo; Raquel chora seus filhos; não quer ser consolada quanto a seus filhos, porque já não existem.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

E esteve lá, até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: Do Egito chamei o meu Filho. Mateus 2:15


Mateus conta-nos que José e Maria seguiram para o Egito onde permaneceram até a morte do rei, para fugirem do rei Herodes que, conhecendo a profecia, queria matar Jesus ao ser informado de seu nascimento. Herodes fica muito irado quando descobre que foi enganado pelos magos, e manda matar todos os meninos de até dois anos de Belém e arredores, conforme predisse o profeta Jeremias “Ouviu-se um clamor em Ramá, pranto, choro e grande lamento; era Raquel chorando por seus filhos e inconsolável porque não mais existem”. (Mateus 2:17-18). Depois da morte de Herodes, José pode retornar com tranquilidade, pois Jesus não corria mais risco de ser morto pelo rei. Os relatos do Novo Testamento, cotejados com os textos do Antigo vêm reforçar nossa fé e confiança de que Jesus é o nosso Salvador e não há na terra outro nome maior do que Ele. Lembremo-nos, pois do que que profetizou Oseias 11:1
Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei a meu filho.

domingo, 1 de janeiro de 2017

Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco. Mateus 1:23

O evangelho de Mateus conta como foi o nascimento de Jesus, iniciando pela Sua genealogia. De acordo com as Escrituras Maria concebeu pelo Espírito Santo. E José, seu futuro marido, sendo justo, não queria difamá-la. Pensava em deixá-la secretamente, até que lhe apareceu um anjo do Senhor em sonho, e lhe disse para recebe-la como mulher, porque o que nela seria gerado é do Espírito Santo. A Bíblia diz que tudo isso aconteceu para que se cumprisse as escrituras, no que foi dito pelo profeta da parte do Senhor. Entretanto, ainda há os que não reconhecem em Jesus, o Emanuel anunciado pelos profetas ignorando sinais e indicações de quem, quando e onde viria o Messias, prenunciados em toda a Bíblia. Para alguns, Jesus foi somente um homem exemplar e há os que negam sua divindade, sob alegação de não foi chamado literalmente por Emanuel. Mas ao examinarmos a vida Desse homem e cotejarmos com as Escrituras encontramos um cumprimento completo de todas as profecias. Não foi por acaso que Mateus mencionou a genealogia de Jesus, indicando que viria da casa de Davi. Jesus nasceu em Belém, foi ferido por causa de nossas transgressões, morreu e ressuscitou ao terceiro dia. O próprio Senhor cita uma passagem de Jonas para referir-se a si mesmo e à sua ressurreição, ensinando-nos a interpretar as escrituras proféticas que chegaram até nós na forma de forma simbólica. "Pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra" (Mateus 12:40). Lembremo-nos, pois do que que profetizou Isaias 7:14


Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel.

sábado, 31 de dezembro de 2016

“Vede, eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o dia grande e terrível do Senhor. Ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos aos pais, para que não venha e fira a terra com maldição”. Malaquias 4:5-6


Com estes versículos, o Antigo Testamento é encerrado e também um tempo de profecias. Malaquias foi o último dos profetas até a vinda de Joao Batista anunciado por ele e por Isaías. Se procurarmos informações veremos que houve um silêncio profético por cerca de quatrocentos anos. Mas sabemos que Deus é fiel e cumpre Sua Palavra. O silêncio entre Malaquias e João Batista equivale ao tempo ou espaço entre o dia e a noite, entre uma geração e outra, resguardadas as devidas proporções. Malaquias nos fala sobre o encontro de gerações, analogamente, podemos entender que há um abismo que separa uma geração de outra e que também equivale ao escuro da noite. Mas à noite, enquanto descansamos, Deus prepara a luz do dia. Entre as revelações do Antigo Testamento, encerradas com o Livro de Malaquias que anuncia a Boa Nova e O Novo Testamento ou Nova Aliança há um período em que Deus parece ter se esquecido dos homens. Mas na verdade esse tempo equivale à noite que precede o dia, o abismo em trevas que precede o dia em que viria à luz o Desejado das Nações. Aquele anunciado pelos profetas, cujo caminho foi mostrado por João Batista. Em geral, ao final do ano, estamos propensos a fazer um balanço de nossas vidas e a fazer planos para novas perspectivas no próximo ano. Para colhermos bênçãos e não maldição, e para eliminarmos o abismo que há entre nossos desejos e a vontade de Deus, devemos compreender a mensagem de esperança entregue por Malaquias: ela está materializada Naquele de quem João Batista foi precursor. Com Ele está o poder de transformar as trevas em luz, pois Ele é a própria Luz. Só Ele pode converter os corações dos filhos aos pais, ensinando-nos o caminho a seguir, sem o conflito das gerações, eliminando o abismo que nos separa do Pai.


“E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus. Irá adiante dele no espírito e poder de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, converter os rebeldes à prudência dos justos, e preparar ao Senhor um povo bem disposto”. Lucas 1:16-17

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Não temos nós todos um mesmo Pai? Não nos criou um mesmo Deus? Por que agimos aleivosamente cada um contra seu irmão, profanando a aliança de nossos pais? Malaquias 2:10


O Livro de Malaquias é o último do Antigo Testamento.  Esse profeta, cujo nome quer dizer “meu mensageiro”, recebeu a missão de comunicar as últimas mensagens do Senhor ao seu povo antes do nascimento de Jesus. Assim como outros profetas, Malaquias exortou o povo ao arrependimento, combateu a negligência com a Casa de Deus e a hipocrisia dos líderes religiosos. Mas, diferentemente de Esdras e Neemias, seus contemporâneos, Malaquias trouxe ao povo uma mensagem de esperança, pois nos fala sobre a vinda do Messias, preparada por outro profeta: João Batista. No texto em epígrafe, esse profeta condena a negligência dos sacerdotes e mostra a necessidade de buscarmos a santidade diante do Senhor. Malaquias nos faz refletir sobre a grandeza de Deus e de como somos fracos quando não retribuímos o Seu amor de Pai, sendo filhos obedientes e que, sobretudo, honram ao Pai. O profeta nos exorta a sermos fieis e a não abandonarmos a aliança estabelecida com o Senhor. Ele nos mostra que nenhuma aliança deve ser quebrada, e isso inclui a aliança matrimonial que não deve ser rompida pela infidelidade, condenada por Deus de todas as formas. A Bíblia nos ensina a buscar a santificação e a não violarmos as Leis do Senhor, por isso Paulo nos exorta em Romanos 12:2
E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.
Romanos 12:2

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

E farei passar esta terceira parte pelo fogo, e a purificarei, como se purifica a prata, e a provarei, como se prova o ouro. Ela invocará o meu nome, e eu a ouvirei; direi: É meu povo; e ela dirá: O Senhor é o meu Deus. Zacarias 13:9


O profeta Zacarias nos fala sobre limpeza e purificação, e isso inclui a extinção dos ídolos e falsos profetas que tomaram o lugar Daquele que deve habitar em nós. Ele nos fala sobre o fim dos tempos e nos mostra que seremos provados por Deus, por isso usa a analogia com a purificação do ouro e da prata. E só depois de sermos purificados, passando pelo fogo, se invocarmos o Nome do Senhor seremos ouvidos. Mas, lembrando o que registrou Moisés em Números 31, vemos que Deus só prova no fogo o que resiste ao fogo. Por isso, entendemos que se passamos pelo fogo é porque Deus nos tem como filhos e a provação do Senhor em nossa vida vem para nos edificar e nos aproximar Dele! Se o Senhor permite que passemos pelo fogo, que incêndios assolem nossas vidas, precisamos reconhecer que isso significa a expressão de Seu amor em fazer com que sejamos provados e aprovados na era da graça, pois temos o Espírito como consolador. Que possamos aceitar as provas do Senhor para ser purificados, compreendendo a mensagem de 1 Pedro 4:12-13


“Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois coparticipantes dos sofrimentos de Cristo, para que também na revelação de sua glória vos alegreis exultando” .

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis que o teu rei virá a ti, justo e Salvador, pobre, e montado sobre um jumento, e sobre um jumentinho, filho de jumenta. Zacarias 9:9


Quinhentos anos antes do nascimento de Cristo, o profeta Zacarias predisse a vinda do Rei de Israel, quando escreveu para os judeus após o exilio que estavam seguindo os mesmos passos de seus antepassados, por isso Deus usou o profeta para que os exortassem a converter dos vossos maus caminhos e das más obras. Suas palavras são para exortação, repreensão e incentivo nos tempos difíceis que enfrentavam. Zacarias invoca a consciência coletiva para a justiça social e ensina ao povo a praticar a justiça para com as viúvas, com os pobres, os órfãos e os estrangeiros. Ao anunciar o júbilo com a vinda do Messias, Zacarias coloca os gentios no plano de salvação e nos ensina sobre como fazer um verdadeiro culto ao Senhor e como buscar o Reino de Deus em primeiro lugar. Em tempos de frustração com os desmandos e corrupção generalizada, o profeta Zacarias nos traz consolo e esperança na construção de um mundo melhor, ao mesmo tempo em que nos incentiva a aguardar a construção de uma cidade justa onde reinará o Verdadeiro Governante. A profecia de Zacarias, cujo nome significa “o Senhor se lembra” é mencionada em Mateus 21, quando Jesus fez Sua entrada triunfal em Jerusalém, montado em uma jumenta e seu jumentinho emprestados, tal qual foi a manjedoura onde nasceu. Jesus serviu-se do jumentinho no qual nenhum homem jamais montara para ser apresentado como Rei e trazer esperança de vida aos que ansiavam pela verdadeira liberdade. Apesar das falhas daqueles que retornaram do exílio, Deus não falharia em cumprir as suas promessas e por isso se lembra da Aliança que fez com aqueles que escolhem obedecê-Lo.
O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. 2 Pedro 3:9

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

E farei tremer todas as nações, e virão coisas preciosas de todas as nações, e encherei esta casa de glória, diz o Senhor dos Exércitos. Ageu 2:7


O livro de Ageu é um dos menores na Bíblia e foi escrito quando os judeus já haviam retornado do cativeiro na Babilônia, mas, esquecidos da razão do seu regresso, deixaram que o templo de Deus ficasse em ruínas enquanto se preocupavam em edificar as suas próprias casas. Por isso o profeta chamou a atenção do povo para que não se esquecessem de que deveriam colocar Deus acima de todas as coisas. Hoje em dia, vemos situação semelhante quando nos deixamos envolver na luta pela existência e nos esquecermos de qual deve ser a nossa primeira prioridade. Deus, por meio de Ageu, anunciou um grande abalo das nações no dia do Senhor, quando o templo fosse cheio da Sua presença e prometeu que o esplendor do presente templo seria mais grandioso do que a glória do anterior. Ele mesmo providenciaria o que fosse necessário para o esplendor do templo para que fosse digno de Sua Presença. O profeta Ageu nos ensina que Deus não precisa de nós, mas nos criou para a Sua honra e glória. Fomos escolhidos pelo Senhor para sermos vasos de bênçãos e uma fonte de luz, basta, para tal, que sejamos fiéis e que façamos o que nos exorta Jesus em Mateus 6:33

 “Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33).

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Semeais muito, e recolheis pouco; comeis, porém não vos fartais; bebeis, porém não vos saciais; vestis-vos, porém ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o num saco furado. Ageu 1:6


A situação de muitas pessoas nos dias de hoje é muito semelhante à da época do profeta Ageu, usado para exortar o povo depois do exílio a seguir a Palavra do Senhor. Assim como os israelitas, as pessoas semeiam muito, mas colhem pouco; comem, e não se fartam; bebem, mas não se saciam; se vestem, mas não se aquecem e veem seu salário desaparecendo sem uma justificativa plausível. Sem saberem explicar onde foi parar o dinheiro, que parece simplesmente ter sido devorado. Essa é a sensação de muitas pessoas. Em tempos de balanço de final de anos, em geral, as pessoas fazem planos para uma mudança de postura para o próximo ano, então é o momento ideal para levar essa reflexão e considerar o que nos ensina o profeta Ageu. O profeta nos convida a aplicarmos os nossos corações aos nossos caminhos e analisarmos o que fizemos durante o ano para encontrarmos as respostas sobre por que nosso dinheiro parece sumir de nossos bolsos, como um saco furado. Ele nos convida a refletir sobre como estamos trabalhando, com que fim e objetivos, e com que sinceridade. Aplicando os nossos corações aos nossos caminhos, encontraremos muitas respostas às questões colocadas a Deus. Precisamos nos perguntar qual o lugar que estamos dando a Deus nas nossas vidas, quanto tempo Lhe consagramos, que bens Lhe devolvemos, do muito que nos dá. Será que usamos os bens que Ele nos permite administrar como mordomos a serviço de Sua Obra, devolvendo-Lhe as primícias do que nos dá, inclusive de nosso tempo, ou dedicamo-Lhes apenas as migalhas do nos sobra? Se analisarmos nossa vida com sinceridade e verdade,  veremos que a grande parte dos problemas que temos de enfrentar provém da  má mordomia que fazemos das nossas vidas. Entretanto, não podemos nos esquecer de que o princípio da mordomia não deve aplicado somente aos nossos bens materiais, mas ao nosso tempo, nosso corpo, coração e mente como nos ensina Paulo em 1 Coríntios 6:19
“Acaso não sabeis que o vosso corpo é Santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?.”
Igreja Cristã Manancial de Vida http://icmv.com.br/site/  

domingo, 25 de dezembro de 2016

Eis que naquele tempo procederei contra todos os que te afligem, e salvarei a que coxeia, e recolherei a que foi expulsa; e deles farei um louvor e um nome em toda a terra em que foram envergonhados. Sofonias 3:19


O texto em epígrafe, parte do livro de Sofonias, traz o anúncio do final dos tempos e a definitiva vigência da eternidade com Deus. O profeta nos faz refletir sobre o fato de que, enquanto estivermos vivendo no tempo secular, certamente, não compreenderemos a eternidade. Mas Jesus, quando nos diz em João que a vida eterna é conhecer ao Criador como único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, por Ele enviado para a remissão dos nossos pecados nos ajuda a compreender a vida eterna de uma forma que pode ser vivenciada aqui mesmo na Terra. Podemos compreender a mensagem de Sofonias no contexto do nascimento de Jesus como a manifestação do amor e da justiça de Deus, como esperança de uma grande restauração após o tempo de destruição e exílio. Jesus se fez carne, independentemente da época em que se comemora o advento, para que a justiça e a graça de Deus se materialize e se processe em vida eterna. Nós cristãos devemos compreender o significado do Natal como um tempo de reconhecimento dessa graça divina sem nos esquecer da mensagem profética de Sofonias que nos fala sobre a maneira como Deus age conosco. Ele nos fala por Sua Palavra, ou por outros meios, e nos mostra a Sua vontade para obedecermos. Em relação à festa de Natal, cientes de que estamos em um contexto cultural diferente do contexto judaico, entendemos que a melhor forma de obedecermos à Palavra do Senhor não é nos isolando das comemorações, mas mostrarmos com amor que, mesmo assumindo os atributos do Senhor, Papai Noel não existe. Mas Jesus existe e veio ao mundo para nos salvar. Este é o verdadeiro espírito do natal: mostrar que o Espírito Santo que veio dar testemunho de Cristo. Assim, ainda que reconheçamos que 25 de dezembro muito provavelmente não seja a data precisa do nascimento de Cristo, compreendemos que o mais importante é que Cristo nasceu realmente. Portanto, essa é também uma data oportuna para pregarmos a Cristo para todo o mundo, como nos exorta o apóstolo em II Timoteo 4:2


A tempo e a fora de tempo. Prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda longanimidade e ensino. 

sábado, 24 de dezembro de 2016

O Senhor afastou os teus juízos, exterminou o teu inimigo; o Senhor, o rei de Israel, está no meio de ti; tu não verás mais mal algum. Sofonias 3:15


Deus  sempre teve um extremo cuidado com Seu povo e mesmo quando este lhe volta as costas o Senhor o chama de volta e oferece o perdão. A vontade de Deus é que todos sintam o Seu amor e a sua misericórdia, por isso enviou-nos Seu Filho para a nossa redenção. Antes, enviou vários profetas para chamar o povo à razão e para que voltassem ao caminho. Porque não ouviram e preferiram seguir seus próprios rumos, muitos se perderam, mas a Bíblia nos mostra que Deus deseja que o homem retome seu propósito e a aliança feita com Ele, por isso falou por meio do profeta Sofonias 2:3: “Buscai o SENHOR, vós todos os mansos da terra, que cumpris o seu juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão; porventura, lograreis esconder-vos no dia da ira do SENHOR” e aqueles que aceitam este convite divino recebem sua graça salvadora, manifesta pela presença do Messias que se fez  homem e nos reconciliou com o Criador. Quando estamos em situação de angústia, diante do inimigo que nos constrange, lembremo-nos sempre de que o Senhor não habitou entre os homens em vão. Ele afastou o inimigo de nossas almas e continua no meio de nós e em momentos de queda e de agonia Ele nos estende os braços e nos diz

Levantai-vos, e não tenhais medo. Mateus 17:7 b

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Buscai ao Senhor, vós todos os mansos da terra, que tendes posto por obra o seu juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão; pode ser que sejais escondidos no dia da ira do Senhor. Sofonias 2:3


O profeta Sofonias proclama o julgamento contra as nações além de Judá, como parte de um programa de Deus para punir os crimes contra a humanidade que essas nações cometiam. Ele chama à atenção para o “Dia do Senhor”, quando a humanidade será julgada por seus pecados e pela aceitação dos valores éticos, morais e espirituais dos pagãos. Em sua mensagem vemos a exortação para que busquemos ao Senhor enquanto há tempo, compreendendo os sinais da natureza que antecedem ao dia do juízo. Ele nos ensina que devemos nos manter no caminho do Senhor, firmados na Sua justiça e nos Seus preceitos, pois o exemplo de orgulho e arrogância das nações que desprezaram Israel nos mostra que isso precede à queda. A intenção do Senhor é a mesma nos dias de hoje. Ele deseja restaurar a Aliança, livrando-nos da corrupção político-espiritual que nos traz consequências permanentes., por isso Sofonias insiste para que os justos busquem ao Senhor, a fim de que sejam poupados pela misericórdia no dia da ira de Deus.

Sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis. Colossenses 3:24

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação. Habacuque 3:17-18


Habacuque faz uma declaração de entrega e de confiança em Deus e nos ensina que há determinados momentos em que temos que colocar em prática a fé desse profeta. Habacuque nos mostra que verdadeiramente tinha intimidade com Deus e por isso não importava o momento nem a situação que ele estava vivendo, tinha a certeza que o Senhor supriria todas as suas necessidades. Habacuque nos ensina a ter um coração voltado para Deus e a exercitar a nossa fé a cada dia, para que coloquemos Deus no controle de todas as situações, mesmo aqueles que sob o olhar humano possam parecer impossíveis de serem resolvidas. Quando o profeta diz que mesmo que não pudesse extrair o remédio da flor da figueira, ainda que não houvesse o vinho, simbolizando alegria, ainda que faltasse o azeite e o alimento, e nos currais não houvesse gado, para extrair a carne e o pelo para que pudesse se vestir ainda assim ele se alegraria no Senhor e exultaria no Deus da sua salvação. Habacuque no ensina a confiar e a nos alegrar no Senhor apesar das circunstâncias adversas, assim como recomenda Paulo em Filipenses 4:4

Alegrai-vos no Senhor. Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Que aproveita a imagem de escultura, depois que a esculpiu o seu artífice? Ela é imagem de fundição que ensina mentira, para que quem a formou confie na sua obra, fazendo ídolos mudos? Habacuque 2:18



Deus condena a idolatria e a uso de esculturas e imagens para adoração e culto. Isso é claro em várias passagens bíblicas, desde o livro de Êxodo 20:3, quando passou a Moisés o mandamento “Não terás outros deuses diante de mim” o Senhor deixou claro reiteradas vezes que não devemos ter, fazer, cultuar, temer, venerar, carregar em procissão ou nos ajoelhar diante de uma imagem ou escultura. São vários os versículos que contêm essa orientação. Em Números 33:52 Moisés orienta-nos a destruir as imagens, pinturas e altares; em Levítico 26:1 a não fazermos e não nos inclinarmos diante da obra humana; em Êxodo 20:4 reitera essa ordem; em Deuteronômio 27:15 chama de maldito o homem que fizer imagem de escultura, e induzir o povo à adoração. O profeta Isaías 42:8 ensina que o Senhor não aceita o louvor às imagens de escultura, pois sendo único não divide a Sua glória e Seu nome. E destaca que nada sabem os que conduzem imagens em procissões e rogam a um deus que não pode salvar. (Isaías 45:20). O profeta Jeremias 10:3-5-ensina-nos a não temermos essas criaturas feitas pelas mãos e vaidade humanas, porque nada podem fazem de bom nem de mal. O profeta Habacuque reitera a Palavra de Deus levando-nos à reflexão de que somente devemos adorar ao Deus vivo, sem a necessidade de imagens, considerando o que nos ensina o apóstolo João


Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém. (1 João 5:21)

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Não há cura para a tua ferida, a tua chaga é dolorosa. Todos os que ouvirem a tua fama baterão as palmas sobre ti; porque, sobre quem não passou continuamente a tua malícia? Naum 3:19


O profeta Naum nos mostra que Deus é paciente e tardio para se irar, contudo, Ele não muda e não contemporiza com o pecado. Ele dá a cada pessoa, ou nação o tempo para que Sua Palavra seja conhecida e manifesta, mas não é condescende ou procrastina para fazer cumprir a Sua vontade. Deus não se deixa escarnecer e a Bíblia nos mostra que toda vez que um país se afasta dEle para servir aos seus próprios interesses, Ele avança com julgamento. E isso continua acontecendo até os dias atuais. Vemos países outrora guiados pelos princípios bíblicos mudarem a direção e por isso Deus determina o castigo. Vemos que desde sua criação o homem vem se rebelando contra as ordens, os preceitos e os mandamentos divinos. Desde o primeiro casal, severamente punido com a perda dos dons sobrenaturais e com a convivência com o Criador, depois disso a humanidade conheceu a morte, como consequência do  pecado. Com o assassinato de Abel, por irmão Caim, a humanidade se vê caminhando nas vias do mal, e muitos têm escolhido o caminho da perdição, da desobediência e da revolta contra Deus. por causa desse comportamento do homem e do mau uso do livre arbítrio, Deus passou a usar de sua justiça para punir o pecador com penas temporais nesta Terra e também com a condenação às penas eternas do inferno. Mas Deus também usa de misericórdia e não retém o perdão àqueles que se arrependem


Porque Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, para com todos usar de misericórdia. Romanos 11:32

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Mas agora quebrarei o seu jugo de sobre ti, e romperei os teus laços. Naum 1:13



Assim como o profeta Jonas, Naum teve a missão de pregar ao povo de Nínive, trazendo-lhe a sentença divina em razão de sua depravação e desprezo pela Palavra de Deus. Se com a palavra levada por Jonas houve arrependimento e perdão pela misericórdia de Deus, passados os anos o Senhor enviou outro profeta porque Nínive voltou ao pecado, desta vez sem perdão. O profeta Naum nos faz refletir sobre o limite da tolerância de Deus. Naum não foi comissionado a chamar o povo ao arrependimento, como fez Jonas, mas a levar a sentença condenatória a um povo cruel e sanguinário. Deus usou esse profeta para pronunciar a destruição iminente de Nínive e isso nos mostra que nenhuma nação tão ímpia, como os assírios, está livre do juízo divino. Mas vemos também que o profeta entrega uma mensagem de consolo ao povo de Deus. Segundo os padrões do mundo, para se conquistar algo não importam os meios, por isso ainda hoje vemos tanta crueldade, tanta violência, ainda que travestida de bondade. Os poderosos desse mundo, assim como os assírios, não se importam com o mal que causam, desde que satisfaçam o seu desejo de poder. Mas para eles a lição de Naum, e a condenação divina virá, com certeza, pois Deus não muda e preserva a aliança com aqueles que Nele esperam


Porque ele completará a obra e abreviá-la-á em justiça; porque o Senhor fará breve a obra sobre a terra. Romanos 9:28

domingo, 18 de dezembro de 2016

Eu, porém, olharei para o Senhor; esperarei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá. Miquéias 7:7


Há três verbos importantes nesse texto, os quais devem ser observados com atenção. Esperar é uma ação que, nos tempos modernos, causa incômodo e insatisfação, pois para a correria do dia a dia significa atraso, perda de tempo e de dinheiro. Mas esperar no sentido empregado pelo profeta deriva da palavra esperança e nos remete ao verbo esperançar. Mas atentemos para o fato de que esse verbo vem após o verbo olhar acompanhado de um complemento: olhar para Deus. Isso já nos dá a medida de nossa esperança e a confiança de que Ele exercerá a ação do próximo verbo: Ele nos ouvirá por certo. Esperar não tem o sentido de ficar quieto, inerte, aguardando as coisas acontecerem, como fazemos quando estamos na sala de espera do médico, do dentista ou com a senha de um atendimento ao público. Esperamos do verbo esperançar com nossos olhos voltados para o Senhor que tem o carimbo de liberação daquilo que esperamos: a cura de uma enfermidade, a libertação das drogas, a conversão alguém, a aprovação em um vestibular ou concurso, a promoção no trabalho, o cônjuge abençoado, a volta de um ente querido, o fim da crise moral e financeira por que passa o país... Essa espera é de todos, mas a diferença está em Quem colocamos nossa esperança. Quando depositando a nossa confiança e esperança em nosso próprio mérito ou mesmo em homens como nós, certamente nos frustraremos. Quando esperamos olhando para Deus Ele nos ouve e nos atende, garante o profeta. Mas esperar requer disposição, disciplina, fé, dependência de Deus, humildade e quebrantamento. A mensagem de Miqueias nos leva a refletir sobre o objeto de nossa esperança, certos de que em Deus não esperamos no vazio, sem perspectiva, mas com a convicção de que todas as coisas serão realizadas da melhor forma nas mãos de Deus, pois como afirma 2 Pedro 3:9:



O Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Ao contrário, ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento. 

sábado, 17 de dezembro de 2016

Porque todos os povos andam, cada um em nome do seu deus; mas nós andaremos em nome do Senhor nosso Deus, para todo o sempre. Miqueias 4:5



Estamos vivendo tempos em que as pessoas seguem suas vidas conforme seus interesses, fazendo o que bem querem, segundos os desejos do coração, sem considerar a vontade do Criador. Como diz o profeta no texto em epígrafe, a criatura se esquece de dar honras ao Seu Criador e se coloca no centro, criando para sua adoração outros deuses. Deuses de barro, de personalidade humana, criaturas ou objetos de veneração egoísta e consumista. E assim as pessoas prosseguem, o mundo  caminha em seu ritmo, países e pessoas se sobressaem ou caem em desgraça e, em meio a essas mudanças, deuses humanos são construídos e entronizados a cada dia:  o deus-dinheiro, o deus-vaidade, o deus-egocêntrico, o deus-maldade, o deus-mal caráter, o deus-soberbo, o deus-hipócrita, o deus-estatus, o deus-sensualidade, dentre tantos outros criados pela prepotência humana e alimentados pelas obras da carne descritas em Gálatas 5:19-21: adultério, fornicação, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus. Mas o profeta faz uma distinção entre os que criam e seguem seus deuses e aqueles que escolhem servir e honrar ao Deus Altíssimo. Se escolhemos estar deste lado, então devemos testemunhar o fruto do Espírito como nos ensina o apóstolo Paulo em Gálatas 5:22: 

Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

E disse eu: Ouvi, peço-vos, ó chefes de Jacó, e vós, príncipes da casa de Israel; não é a vós que pertence saber o juízo? Miquéias 3:1


A mensagem de Miquéias é a mais atual possível, pois assim como no tempo do profeta era endereçada àqueles que ocupavam posições administrativas e judiciais no estado e chamava à razão os governantes e magistrados para que servissem ao povo e dispensassem justiça a cada indivíduo, pois a função dessas pessoas era o serviço. Contudo, assim como nos dias de hoje, vemos que que as pessoas investidas nas mais altas posições de autoridade, com o fim de servir, abusam de seus cargos, furtando o próprio povo a quem supostamente deveriam estar protegendo. Quem deveria defender o direito do povo, usando seus cargos e do discurso democrático desfruta de fartura e de luxo enquanto os outros morrem de fome, padecem nos hospitais e nas ruas, sucumbem com a violência, e são vítimas do próprio governo. Miqueias tem a missão de denunciar os líderes desonestos da nação que a pretexto de edificar uma cidade próspera e uma nação progressista, espoliavam os mais pobres. Assim como muitos nos dias atuais, os chefes, líderes políticos, e até mesmo os eclesiásticos e religiosos eram corruptos, e só se preocupavam em ajuntar riquezas. Não diferente do momento atual, as injustiças sociais no período de Miquéias eram muito grandes e por isso foram duramente atacadas por Miqueias, a mando do Senhor. Por isso, devemos atentar para a mensagem desse profeta e considerar que ele clama por justiça, misericórdia e fidelidade. Não podemos nos esquecer de que Deus é o mesmo e que não deixará impune aqueles que transgridem. Como povo devemos reavivar a esperança de que, os que estão investidos de poder e agem como os denunciados por Miqueias haverão de prestar contas, se não ouvem os profetas e se não praticam a justiça. Como líderes somos servidores, então, precisamos atentar para a nossa obrigação de garantir os direitos do povo e não de nos garantir privilégios, lembrando-nos do que nos disse Tiago 1:27

A religião pura e imaculada para com Deus e Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Subirá diante deles o que abrirá o caminho; eles romperão, e entrarão pela porta, e sairão por ela; e o rei irá adiante deles, e o Senhor à testa deles. Miqueias 2:13


O profeta Miqueias chama o povo à obediência e em especial, no texto em epígrafe, compara o rei que vai adiante do povo e o Senhor. Ele nos apresenta o Rei que trará ao povo a liberdade e a salvação do cativeiro. Mas também trata com o povo sobre quebra da Aliança que se traduziu na injustiça social e apostasia religiosa. Ainda hoje o Senhor quer restabelecer essa Aliança e nos chama, por intermédio de Sua Palavra e de Seus profetas, ao arrependimento e à obediência aos Seus princípios. Vemos que nada na Bíblia, ou nenhum episódio ali relatado é por acaso. Deus preparou a salvação durante toda a história. O profeta Miquéias descreve uma época de grande corrupção em todos os níveis da sociedade e nos mostra que aqueles que estavam no poder eram corruptos, desonestos e comprometidos com o pecado, pois os fundamentos da moral haviam sido destruídos. Hoje, semelhantemente àquele tempo em que viveu o profeta, vemos que os homens de autoridade vendem a justiça, e sem nenhum remorso ou arrependimento aceitam suborno. Os governantes se esquecem do povo, os legisladores legislam em causa própria e a fé e o temor do Senhor desaparecem da sociedade onde a corrupção toma conta das instituições desde a família. Por essa razão o apóstolo Paulo nos ensina a viver no temor do Senhor e nos afastar de homens que se corrompem na busca do que é efêmero e se esquecem dos princípios de Deus.



Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. (2 Timóteo 3:1-5)