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sexta-feira, 24 de março de 2017

E fez-lhe Levi um grande banquete em sua casa; e havia ali uma multidão de publicanos e outros que estavam com eles à mesa. Lucas 5:29




Quantas pessoas estão morrendo sem conhecer a palavra de refrigério porque agimos como religiosos e não atendemos ao mandamento de Jesus! Não saímos de nossa zona de conforto e não “nos misturamos” aos pecadores e publicanos. Lucas nos mostra que Jesus, respondeu aos escribas e fariseus que “Não necessitam de médico os que estão sãos, mas, sim, os que estão enfermos”; porque veio não para chamar os justos, mas, sim, os pecadores, ao arrependimento”.(Lucas 5:31-32). Arrependimento é o ato de afastar-se do pecado, da desobediência e da rebeldia, voltando-se para Deus. Vem precedido pelo remorso por um comportamento passado, mas vai além desse sentimento, pois requer mudança de mentalidade e, consequentemente, de atitudes, tomando uma direção totalmente oposta. Diferentemente do remorso que impulsionou Judas ao suicídio e não à reconciliação, o arrependimento leva a uma mudança fundamental do relacionamento de uma pessoa com Deus. Levi, o coletor de impostos, odiado pelos próprios patrícios, ao se arrepender, mudou de atitudes e deixou de ser o usurpador do sacrifício de seus compatriotas e passou a ser um coletor de almas, convertendo-se em Mateus, o discípulo, apóstolo e evangelista. O anunciador da Boa Nova. O arrependimento é essencial à salvação, por isso o próprio Levi, convertido em Mateus anuncia a Palavra de Jesus:"...  Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus." (Mateus 3:2). A palavra arrependimento vem do grego (metanoeo) e significa “voltar-se ao contrário”; em outras palavras: abandonar os maus caminhos e voltar-se para Cristo. Mas o arrependimento é uma decisão livre, da parte do pecador. Não pode ser terceirizada. Levi decidiu se levantar e seguir Jesus. Ele não foi empurrado pela multidão, tampouco levado pela sua família. Ele agiu por fé e, arrependido, creu. Enquanto os fariseus encobriam seus pecados com a respeitabilidade social e se passavam por bons praticando boas ações em público e apontado os pecados dos outros, Jesus insistia em dedicar seu tempo às pessoas que reconheciam seus pecados e sabiam que precisavam se consertar diante de Deus. E Ele está pronto para acolher e perdoar o pecador que se arrepende e quer se converter, pois, conforme disse o salmista:


Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus. Salmos 51:17


quinta-feira, 23 de março de 2017

E, depois disto, saiu, e viu um publicano, chamado Levi, assentado na recebedoria, e disse-lhe: Segue-me. E ele, deixando tudo, levantou-se e o seguiu. Lucas 5:27-28


Deus sempre está chamando pessoas, porque Ele conta conosco para sermos cooperadores da Sua obra. Lucas narra o momento em que Jesus começou a chamar pessoas, iniciando pelos doze homens que se tornaram Seus primeiros discípulos. Nesse versículo vemos o chamado de Mateus. Uma figura controversa entre os judeus, pois era o publicano Levi. Mas seu chamado nos dá várias lições. A primeira lição é que para seguir Jesus precisamos sair de nosso conforto. A Bíblia relata que Levi, “deixando tudo, levantou-se e o seguiu”. Ele deixou seu trabalho, não olhou para a reprovação dos outros, simplesmente não se deteve diante do chamado de Jesus. Nada o impediu de realizar a vontade de Deus. Levi deixou de ser um cobrador de impostos, se livrou dos laços e priorizou Deus acima de todas as coisas e seguiu Jesus. Outra lição que aprendemos é que Deus não ama o pecado, mas recebe o pecador para que ele saia do seu lugar de pecado e, deixando-o, passe a viver uma vida santificada com Jesus. Seguir a Jesus significa romper todo o passado, e deixar para trás quaisquer empecilhos que nos acorrentem ao mundo. Seguir a Jesus é viver a sua vida e estar pronto para viver a Sua missão. E quando Jesus nos chamar, que possamos agir como Levi e responder como está registrado em Isaías


Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim. (Isaías 6:8)


quarta-feira, 22 de março de 2017

E, respondendo Simão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, sobre a tua palavra, lançarei a rede. Lucas 5:5


A Bíblia conta que os pescadores trabalharam a noite toda, no entanto nada pescaram. Muitas vezes a despeito de nosso empenho nossos esforços parecem ser em vão. Quantas vezes desanimamos e como Pedro queremos desistir porque a frustração toma conta de nós, quando nãos conseguimos resultados de nosso trabalho. Mas a atitude de Pedro nos faz repensar e nos ensina a lançar a rede sob a Palavra de Jesus. Isso significa confiar na orientação do Senhor, a não olharmos para as circunstâncias e nem para as para nossas próprias forças. O caminho para alcançarmos à prosperidade do Senhor é a obediência a sua Palavra. É entregar nossos propósitos ao Senhor e deixarmos de confiar em nossas habilidades pessoais. Pedro e sua equipe de pescadores obedeceram à voz do Senhor Jesus, e colheram uma grande quantidade de peixes. Assim também nos acontece quando deixamos de lado nossas estratégias pessoais e trabalhamos sob a orientação Daquele que tudo sabe e tudo pode, pois como diz o salmista nos Salmos 127:1-2

“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois assim dá ele aos seus amados o sono.”



terça-feira, 21 de março de 2017

"Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares" (4:8-9).


O diabo conhece as Escrituras e também a alma humana. Sabe que o poder é um desejo vislumbrado pelo homem que muitas vezes se deixa corromper diante possibilidade de reinar sobre os outros. E isso acontece desde a mais simples instituição a mais poderosa. Os homens que não vigiam mudam de opinião e de conduta diante de uma proposta de “reinar” sobre os seus pares. Vemos o caráter de um homem quando ele tem a possibilidade de liderar os demais. Vemos pessoas com ideias revolucionárias de defesa dos pobres mudarem radicalmente suas atitudes quando se tornam governantes e se esquecem da missão pela qual se elegeram. Nessa passagem, quando o diabo usa o desejo de poder, muito evidente nele próprio, para tentar Jesus, vemos que ele ofereceu um atalho ao Salvador: a coroa sem a cruz. Deus já havia prometido o reinado ao Seu Filho, depois de Seu sofrimento. Mas a questão posta pelo diabo naquele momento a Jesus e que se repete até hoje a nós é o meio e não o fim. O diabo oferece o que for necessário para desobedecermos a Deus. E, assim como fez com Jesus, ele oferece atalhos, o caminho mais fácil. Basta ligarmos a TV ou assistirmos aos noticiários no dia a dia para verificarmos isso: o poder corrompe sem distinção de classe social, raça, religião ou sexo. Pequenas empresas se tornam grandes do dia para a noite e o caminho do crescimento de grandes empresas são revelados. Jesus recusou o atalho e nos ensina a fazer o mesmo. Ele nos ensina a não aceitarmos a proposta do diabo, porque o resultado pode ser imediato, mas irá desmoronar em pouco tempo, ao passo que a vitória conquistada pelo esforço e com a benção de Deus será fortalecida. Mas ai daquele que ouve a voz do inimigo e se esquece do exemplo de Jesus

E procuras tu grandezas para ti mesmo? Não as procures; porque eis que trarei mal sobre toda a carne, diz o SENHOR; porém te darei a tua alma por despojo, em todos os lugares para onde fores. (Jeremias 45:5)


segunda-feira, 20 de março de 2017

E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero. Lucas 4:6



Na passagem da tentação no deserto, constatamos sobre o diabo que vem se mostrando desde o Éden: a persistência do inimigo. Mesmo tendo sido rechaçado no primeiro momento em que, aproveitando-se do momento de fome de Jesus que jejuava por 40 dias, sugerindo- Lhe que usasse Seu poder para transformar pedra em pão, o diabo não desistiu. Levando Jesus à Cidade Santa, colocou-O sobre o pináculo do templo e uma vez que Jesus replicou a primeira tentação afirmando que confiava em Deus que não O deixaria perecer de fome, sugeriu que Ele se atirasse do alto, pois se confiava tanto em Deus, e certamente, Ele mandaria Seus anjos para salvar o Filho. O que de fato o diabo fez foi usar mais uma vez as Escrituras e jogar a isca para testar a confiança de Jesus. Se observarmos bem, veremos que o inimigo continua persistente em seus propósitos e faz isso conosco o tempo todo.  Ele prova a nossa confiança em Deus jogando nas mínimas coisas para que vacilemos. Mas se Deus prometeu nos preservar do perigo, não é certo tenta-Lo criando um perigo apenas para verificar Sua fidelidade. Não precisamos experimentar a Deus. Basta confiar Nele que estaremos seguros, pois como afirma o salmista

Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará. (Salmos 91:1)


domingo, 19 de março de 2017

E Jesus lhe respondeu, dizendo: Está escrito que nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra de Deus. Lucas 4:4



Essa passagem narrada pelo evangelista Lucas nos leva a refletir sobre onde inicia nossa vitória, quando nos faz ver que o principal campo de batalha do cristão na luta contra o diabo é a tentação. Jesus nos mostra que vencermos o inimigo, antes, precisamos superar as tentações. Ele próprio foi tentado, como somos a cada dia, mas obteve a vitória, e nos mostra como triunfar sobre satanás e seus demônios. Nessa passagem, vemos que satanás tentou Jesus, com a permissão de Deus, por isso foi levado ao deserto pelo Espírito, pois Deus queria que soubéssemos que Jesus era totalmente humano. E não foi por acaso que satanás usou situações que diziam respeito à humanidade de Jesus. Primeiro ele usa o fato de Jesus estar faminto, sendo um ser humano, mas sendo Deus tinha poder para transformar pedra em pão, por isso sugeriu que Ele tirasse vantagem de seu privilégio especial para prover sua necessidade humana imediata. Deus conduziu Jesus ao deserto para que Ele, na Sua humanidade, agisse como homem, todavia, sem pecar. E nesse caso se usasse a Sua condição divina e de forma independente usasse os recursos que ela lhe garantia estaria desobedecendo ao Pai. Quando Jesus responde usando as Escrituras, Ele não só vence os argumentos falaciosos do diabo, como nos dá o suporte para vencermos também nós as inevitáveis tentações. Jesus usou o conhecimento sobre a Palavra de Deus e o fato de saber que os israelitas aprenderam nos 40 anos no deserto a esperar e confiar no Senhor para conseguir alimento, em vez de tentar usar suas próprias estratégias para se sustentarem. Aprendemos que o diabo ataca as nossas fraquezas e tenta nos pegar nas nossas áreas mais vulneráveis no momento, assim como fez a Jesus. Mas o exemplo de Jesus humano, vencendo a tentação nos faz refletir que a necessidade não pode ser desculpa para o erro e nem nos isentam da responsabilidade de obedecer às leis de Deus.

Quem dera eles tivessem sempre no coração esta disposição para temer-me e para obedecer a todos os meus mandamentos. Assim tudo iria bem com eles e com seus descendentes para sempre!  Deuteronômio 5:29

sábado, 18 de março de 2017

Todo o vale se encherá, E se abaixará todo o monte e outeiro; E o que é tortuoso se endireitará, E os caminhos escabrosos se aplanarão; E toda a carne verá a salvação de Deus. Lucas 3:5-6


Lucas está se referindo à mensagem de Deus trazida a nós pelo último e maior de todos os profetas de Israel, João, filho de Zacarias. A voz que clama no deserto, daquele que percorreu toda a terra ao redor do Jordão, pregando o batismo de arrependimento, para o perdão dos pecados, preparando o caminho do Senhor e endireitando as veredas para que o mundo viesse a conhecer na plenitude a salvação de Deus. Os profetas do Antigo Testamento já anunciaram que a missão de João, o Batista, seria avisar que o Rei apregoado pelos outros profetas já chegara, assim como fazem hoje os batedores que vêm à frente de um governante. Vemos que, para anunciar a chegada de um soberano ou autoridade secular, à frente do cortejo surgem motociclistas que fazem alarde com suas luzes e sirenes, todavia, não é para si mesmos que querem chamar a atenção, mas para aquele cuja chegada eles anunciam e tão logo a autoridade esperada chegue ao destino, a missão dos batedores está cumprida e eles saem de cena. A missão de João Batista foi abrir o caminho para o Messias e para isso precisou eliminar os obstáculos, nivelando e aplanando o terreno. Seu objetivo foi preparar a todos para a chegada do Messias e para tal precisou trazer uma mensagem dura para rebaixar do orgulho aqueles que se elevavam como o monte, para endireitar os que agiam de modo tortuoso, mas sua mensagem também veio para preparar e aplainar o terreno para preencher de gozo os que se encontravam no vale. O batedor, João Batista saiu de cena tão logo chegou o Messias, Aquele que deveria ser recebido com a devida honra, mas sua mensagem ainda repercute nos dias de hoje. E no deserto que vivemos atualmente, sedento da Palavra de Deus, ainda ecoa uma mensagem tanto para o povo oprimido, como para líderes opressores, corruptos e injustos. A Bíblia mostra que em vez de se arrependerem os judeus rejeitaram a mensagem, mas a Palavra de Deus não se perdeu no tempo e ainda ecoa na voz do profeta Isaías que diz

Todo o vale será exaltado, e todo o monte e todo o outeiro será abatido; e o que é torcido se endireitará, e o que é áspero se aplainará. (Isaías 40: 4)

sexta-feira, 17 de março de 2017

E fora-lhe revelado, pelo Espírito Santo, que ele não morreria antes de ter visto o Cristo do Senhor. Lucas 2:26



A Bíblia revela tudo sobre Jesus antes do seu nascimento. Os profetas do Antigo Testamento profetizaram seu nascimento à morte e ressurreição. E até Seu nome foi revelado pelo anjo que anunciou Seu nascimento à Maria. Muitos judeus esperavam Sua vinda porque conheciam as profecias. E dentre esses, em especial, havia um homem justo e temente a Deus chamado Simeão. Esse servo fiel já tinha recebido a revelação do Senhor de que ele veria o Messias e aguardava pacientemente para conhecer o menino que sabia já estar entre os homens. Ele recebeu um entendimento especial para reconhecer o Cristo, certo de que não morreria antes de ter visto o Senhor, conforme descreve o evangelista Lucas. A esperança desse homem nos faz reativar a nossa esperança, pois a nós também nos foi dada essa revelação, por meio da Palavra de Deus. Àquele que se dedica ao Senhor e pratica a Sua Palavra, demonstrando uma intimidade com o Pai, o Seu Espírito revela o que há de acontecer. O Senhor sempre revela aos seus o que há de vir. Simão esperava o Messias, sabendo que Ele nasceria na pequena cidade de Davi, conforme profetizou Miquéias 5:2

E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.

quinta-feira, 16 de março de 2017

E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem. Lucas 2:7


Lucas relata o momento em que Maria, a agraciada e escolhida por Deus para ser a mãe do Salvador, deu à luz o seu primogênito, Àquele que veio para remir os nossos pecados. E como profetizado o Senhor chegou ao mundo de maneira simples, sem a pompa e a circunstância a que os reis da terra chamavam a si e aos seus descendentes. Jesus entrou como homem nesse mundo como homem com a mesma simplicidade com que entra em nossas vidas. Ele chega na Sua hora e reflete a glória e o resplendor de Deus e traz a verdadeira alegria e o necessário temor aos que Dele se acercam. Mas há neste texto uma informação que precisa ser analisada para que desmitifiquemos a história criada ao longo dos séculos sobre a valorosa e digna mulher que trouxe à luz o Messias. Todos os evangelistas relatam que Maria concebeu, sendo virgem, e assim o foi até o nascimento de Jesus. Mas devemos nos atentar para o fato de que a Bíblia informa Jesus é o Filho Unigênito de Deus mas ao se referir a Maria, Lucas usa a expressão primogênito, quando narra o momento em que a virgem traz ao mundo o Salvador. Se Maria tivesse tido apenas um filho, essa palavra não faria sentido. Só se é primogênito em relação a outros irmãos. Além do mais há passagens na Bíblia que nos informam que Jesus teve quatro irmãos: Tiago, José, Simão e Judas, e também algumas irmãs (Mateus 12:46-50; 13:55-56; João 2:12; 7:3-10; Atos 1:14; 1 Coríntios 9:5; Gálatas 1:19). Marcos 6:3 descreve claramente que Jesus foi criado como filho do carpinteiro José, entre seus irmãos e irmãs. Mas na história do Salvador o que  importa é que Ele foi concebido pelo Espírito Santo e se fez homem por intermédio de uma santa mulher separada por Deus para que Seu plano salvífico se comprimisse, conforme se lê em Isaías 7:14.


"Portanto o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel."

quarta-feira, 15 de março de 2017

E aconteceu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel foi cheia do Espírito Santo. Lucas 1:41


Lucas relata a visitação de Maria a Isabel e nos mostra a relação entre os anúncios do anjo Gabriel a Zacarias e a Maria e o nascimento de João e de Jesus. No momento em que João salta de alegria no ventre de sua mãe e Isabel, quando esta ouve a saudação de Maria. João, cujo ministério visava preparar a vinda do Messias, reconheceu a presença e o senhorio de Jesus já quando ainda estavam ambos nos ventres de suas mães. Nesse momento, ocorre o marco divisor. A passagem da antiga religião, representada pelo sacerdote Zacarias, pai de João Batista, para a nova realidade anunciada pelo anjo com o nascimento de Jesus. O ventre de Maria se tornou o lugar do encontro entre o divino e o humano, na concepção e gestação de Jesus. Ali, Deus fez-se humano, e à humanidade é dada a condição de ser divina e eterna.
Vemos neste relato que muito antes de Maria contar qualquer coisa sobre o que lhe ocorrera e qual era o motivo de sua viagem, Isabel entende, pelo Espírito Santo, tudo o que acontecera. Ela sabe também que o fruto de seu ventre será grande perante o Senhor, mas reconhece com alegria que o fruto do ventre de sua jovem prima deve ser exaltado acima de todos. Por isso, ela cumprimenta a Maria, como a mais bem-aventurada e mais abençoada dentre todos os humanos. Isabel, movida pelo Espírito Santo, curva-se, humildemente, diante de seu Senhor ainda no ventre daquela serva jovem e humilde! Sabemos que essa expressão não é um louvor a Maria, mas à criança que ela trazia em seu ventre. Vemos em Isabel que ela reconhece a soberania de Deus na realização de seus propósitos. Conhecendo as profecias, ela entendeu que Deus também a escolheu, uma idosa estéril, para dar à luz ao último dos grandes profetas de Israel. Aquele que seria o responsável por preparar o caminho para o Salvador e sua gravidez seria  o cumprimento de diversas profecias já anunciadas ainda no Antigo Testamento

Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; e de repente virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais; e o mensageiro da aliança, a quem vós desejais, eis que ele vem, diz o SENHOR dos Exércitos. Malaquias 3:1





terça-feira, 14 de março de 2017

Porque para Deus nada é impossível. Lucas 1:37

Esta constatação está registrada pelo evangelista Lucas depois que o anjo apareceu a maria e anunciou que, por achado graças diante de Deus, ela seria a mãe do Salvador e conceberia por intermédio do Espírito Santo. Apesar da surpresa e de não entender como isso se daria, posto que Maria era virgem, como serva de fé, ela creu nessa palavra e se deixou ser usada para a magnifica Obra engendrada para a salvação da humanidade. Quando a bíblia diz não impossíveis para Deus, quer dizer que não há nada mesmo. Desde a criação do mundo a partir do caos, ou ainda que fosse da evolução das espécies como querem os darwinistas, à concepção de Jesus, pelo Espirito Santo, sendo Deus feito homem em um ventre humano. E tudo o mais que se apresente a nós como um problema sem solução, ou causa impossível. O mesmo Deus que agiu no passado ainda age nas nossas vidas, dos mínimos eventos, ao mais complexos. Mas a compreensão do que disse o anjo a Maria passa por nossa própria compreensão de como agir diante do problema enfrentado e, sobretudo, de nossa percepção de quem é Deus em nossa vida. Se Maria ficou assustada com a notícia recebida, ela agiu com fé e obediência e as atitudes dela colaboraram para que o impossível de Deus acontecesse na vida em sua vida. Ela creu e se colocou à disposição quando afirmou “Eis me aqui”. O impossível só acontece na vida de quem crê e de quem é servo de Deus. Deus não pode agir na vida de quem não se posiciona e de quem não se dispõe a obedecer. Para o impossível acontecer temos que obedecer a palavra de Deus. Depois de dar o recado de Deus, o anjo se ausentou dela. Isso nos mostra que Deus já fez a parte dele, e a partir daí seria com ela. Precisamos entender que além de pedir a Deus temos que fazer a nossa parte. Maria perguntou como esse impossível se daria e ele respondeu que sobre ela desceria o Espírito Santo de Deus. Essa é a chave da vitória: a presença do Espírito Santo de Deus. Assim como o salmista, não duvidemos do poder de Deus, pois Ele é o mesmo sempre.


Deus falou uma vez; duas vezes ouvi isto: que o poder pertence a Deus. Salmos 62:11


domingo, 12 de março de 2017

E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres. Lucas 1:28



Lucas relata o momento em que o anjo disse a Maria que ela era a mais abençoada de todas as mulheres, anunciando que ela seria a mãe do Salvador. Dentre as mulheres da terra, Maria foi separada por Deus e escolhida para ser a mãe de Jesus. Assim como todo aquele que é chamado por Deus também é um escolhido, Maria recebeu uma missão, bendita entre as mulheres ela deve ser honrada como a mãe do nosso Salvador, mas não deve ser idolatrada, pois a forma mais elevada de adoração é reservada apenas a Deus. e Maria, apesar de reconhecida por Deus como uma serva digna e pura, era humana e não divina. Ela própria confessou ser uma pecadora e que necessitava de um Salvador, tal como qualquer outra pessoa. (Lucas 1:46). Por tão nobre missão, Maria era abençoada entre todas as mulheres, mas jamais pode estar no lugar de Deus. E não há diferença entre adorar e venerar. Aquele que se ajoelha diante de uma imagem usada para representar Maria, ou a coloca em um altar ou pedestal, comete idolatria, pois outra pessoa está ocupando um lugar que pertence única e exclusivamente a Deus. O anjo revelou que Maria foi agraciada por Deus e separada, portanto, é santa e como tal deve ser alvo de nosso respeito e amor, mas nunca de adoração ou veneração, pois isso a colocaria no lugar de Deus e fere o mandamento expresso por Deus por meio de Moisés

Não terás outros deuses diante de mim; Deuteronômio 5:7



E Jesus, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios. Marcos 16:9


Sabemos que nenhuma palavra, ato ou gesto de Jesus foi por acaso. Do mais simples gesto ao mais complexo discurso, as atitudes do Mestre têm um objetivo e um alvo. Os evangelhos narram que, depois de Jesus ter ressuscitado, Ele apareceu primeiro a Maria Madalena e outras mulheres. E isso não foi um mero acaso. Jesus poderia ter aparecido primeiro a Pedro, André, João ou a qualquer outro dos onze discípulos. Mas em vez disso, Ele escolheu dignificar as mulheres permitindo que elas fossem as portadoras dessa magnifica notícia. Apesar de à época os judeus se prendessem ao preconceito de que as mulheres não podiam servir como testemunhas legais, Jesus escolheu aparecer para as servas que mesmo em silêncio jamais deixaram de segui-Lo e de servi-Lo. E, certamente, para evitar a veneração exacerbada que hoje vemos, Jesus também não escolheu aparecer primeiro para Sua mãe, concedendo-lhe, naturalmente, mais um privilégio a alguém que já tinha obtido o maior de todos os privilégios: gerar o Filho de Deus. Vemos com isso que Jesus não deu destaque especial à Sua mãe, não a colocou acima dos outros discípulos, mas escolheu aparecer para uma mulher comum, antes pecadora, todavia, liberta porque O reconheceu como Salvador e se comprometeu a segui-Lo, sem deixar de fazer isso até o último momento. Ela demonstrou uma enorme gratidão por ter sido liberta espiritualmente dos sete demônios que a atormentavam e era uma das mulheres que ajudaram Jesus e seus discípulos na pregação do evangelho, seguindo-O desde a Galileia até o final do Seu ministério. Ao escolher aparecer para Maria Madalena e para as demais que a acompanharam, Jesus realçou a importância da participação da mulher no Seu ministério e demonstrou o reconhecimento que Ele tinha a elas, mesmo em uma sociedade de cultura machista. Jesus desmitificou esse conceito. Deu às mulheres o seu devido valor e respeito.

Farei menção de Raabe e de Babilônia àqueles que me conhecem; eis que da Filístia, e de Tiro, e da Etiópia, se dirá: Este homem nasceu ali. Salmos 87:4



sábado, 11 de março de 2017

E Maria Madalena e Maria, mãe de José, observavam onde o punham. Marcos 15:47



Vemos pelo relato de Marcos que Maria Madalena foi uma das mulheres que ficaram de longe observando onde o corpo do Senhor seria sepultado. Sabemos que, por tradição, à época e em muitos lugares ainda hoje, as mulheres não podiam se expressar ou atuar publicamente, mas essas mulheres tinham um papel fundamental na sociedade e isso ficou bem claro também na trajetória de Jesus. Elas O acompanharam e o serviram até depois de Sua morte. Foram essas mulheres que, mesmo não podendo chegar mais perto nem estar perto dos homens, acompanharam o calvário de Jesus e se mantiveram presentes para testemunharem Sua ressurreição. E isso só foi possível porque elas não desistiram de segui-Lo de longe. Quando muitos já estavam em suas casas, lamentando o acontecido ou conformados com a situação, essas marias não desistiram de continuar servindo a Jesus. Maria Madalena conheceu o amor, a misericórdia e experimentou a liberdade quando foi transformada pelo Mestre. E de mulher endemoninhada ela passou a ser a porta-voz da ressurreição. Vemos, ao final de uma etapa da vida de Jesus, duas marias. Mulheres com histórias de vidas e caráteres diferentes, mas importantes na história do Senhor. Vemos que Maria foi escolhida para ser a mãe do Salvador por ser pura e irrepreensível diante de Deus, mas Maria Madalena era conhecida por seus pecados, no entanto foi transformada quando teve um encontro com Cristo. Ambas foram agraciadas com Sua presença e foram ricamente usadas por Deus na Sua Obra. Essa passagem nos dá uma lição preciosa: não importa como nos chegamos a Jesus, mas como nos deixamos transformar e ser usadas por Ele. Deus deu à mulher um papel especial e grandioso e que não pode ser comparado com as expectativas do mundo. O Senhor é misericordioso e nos enxerga acima das disputas de gêneros e de uma luta por um poder passageiro. A mulher do Senhor tem privilégios inimagináveis aos olhos humanos. E assim como disse por meio do profeta Isaías à nação de Israel, Ele diz a nós:  

Porque o Senhor te chamou como a mulher desamparada e triste de espírito; como a mulher da mocidade, que fora desprezada, diz o teu Deus. Por um breve momento te deixei, mas com grandes misericórdias te recolherei; -Isaías 54:6-7


sexta-feira, 10 de março de 2017

E o centurião, que estava defronte dele, vendo que assim clamando expirara, disse: Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus. Marcos 15:39



Ao percorrermos o caminho da Cruz, descrito pelos evangelistas vemos que vários foram os personagens citados, mas um centurião, anônimo, deu-nos uma declaração que ratifica a certeza de que o Homem crucificado entre os dois ladrões era verdadeiramente um inocente. Mais do que isso: era o Salvador. Dentre algumas pessoas citadas nesse episódio como e que de alguma forma participaram dessa história que mudou o curso da humanidade, lembramos Simão Cireneu, que sem saber foi obrigado aa carregar a cruz que nos liberta. O violento Barrabás, que ganhou algum tempo de vida porque foi escolhido pelo povo para ser livre da cruz, enquanto Aquele que poderia lhe dar a vida eterna morria em seu lugar. O covarde Pilatos que preferiu delegar à multidão a decisão que lhe cabia e na sua omissão sentenciou o Salvador à morte de cruz. O irônico ladrão, sentenciado à morte ao lado de Jesus, que preferiu aproveitar seus últimos minutos zombando Daquele que nenhum mal fez, e que, ao contrário de seu colega também condenado, morreu sem aproveitar a oportunidade de remissão de seus pecados. Os soldados que se preocuparam em lançar sorte sobre as vestes do Homem que crucificavam, sem se apropriarem de um tesouro muito maior que lhes era dado de graça. Sem falar daqueles mais conhecidos como as mulheres que apesar de sua condição inferior naquela sociedade escolheram dedicar a Jesus o que dispunham: serviço, amor, perfume... Mas não podemos nos esquecer daquele que converteria seus erros na base da Igreja, porque se arrependeu de suas fraquezas e se tornou pedra firme quando foi tocado verdadeiramente por Aquele que se deixou crucificar. Também é preciso lembrar de outro discípulo que forma contrária trocou a Verdade pela mentira e se vendeu por algo corruptível que o levou à morte. Alguém que decidiu abandonar os amigos, e que pagou o amargo preço da traição. Alguém decidiu caminhar sozinho e que trocou a amizade sincera pelo dinheiro e por uma causa obscura. Mas Marcos nos relata na passagem da Cruz uma confissão surpreendente. A do centurião que estava diante de Jesus no momento de Sua morte. Um oficial acostumado às crueldades da crucificação, responsável por garantir que a sentença de Jesus fosse executada. Aquele homem diante de Jesus não viu ou ouviu um mero condenado, mas o Filho de Deus, cedendo Sua vida por ele, por nós, pelo ladrão ao Seu lado. Ele foi testemunha do Salvador que oferecia perdão à multidão e esperança a um ladrão arrependido e se não viu os milagres que muitos outros presenciaram viu o milagre da morte de Jesus. Aquele centurião fez a confissão de fé que nos é possível ainda hoje. Aquele centurião viu o cumprimento da profecia de Isaías 53: 12.

Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores.


quinta-feira, 9 de março de 2017

Então Pilatos, querendo satisfazer a multidão, soltou-lhe Barrabás e, açoitado Jesus, o entregou para ser crucificado. Marcos 15:15



Marcos em um texto mais sintético do que os outros evangelistas narra o episódio da crucificação de Jesus. Como os demais mostra que o sacrifício que resultou na morte do Senhor Jesus na cruz é irrepetível, todavia, registra que Jesus para lembrá-lo instituiu às vésperas de Sua morte um memorial, a Ceia do Senhor. Nele apresenta o pão representando o corpo de Cristo e o vinho o Seu sangue que nos lava do pecado. Porque o próprio Jesus fez questão de apresentar a Sua morte como memorial, como Igreja, essa deve ser a mensagem que devemos anunciar. Não há outra. Não é a caridade, ou a boa intenção que nos redime, nem mesmo uma nova encarnação, ou a intercessão dos santos, mas o sacrifício de Jesus. É por intermédio de Sua morte e a ressurreição que obtemos o perdão dos pecados e a reconciliação com Deus, pois, como afirma o profeta Isaías


Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.
Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. (Isaías 53:4-5)



quarta-feira, 8 de março de 2017

E, estando ele em Betânia, assentado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher, que trazia um vaso de alabastro, com unguento de nardo puro, de muito preço, e quebrando o vaso, lho derramou sobre a cabeça. Marcos 14:3

É interessante observar que, dentre tantos episódios importantes, essa passagem foi destacada por Jesus como uma narrativa a ser lembrada por onde quer que o Evangelho seja pregado, através dos tempos. Uma mulher que derramou todo o conteúdo do frasco de um perfume caríssimo, comprado com sacrifício. Vemos que ela não deu a Jesus o perfume de presente, nem derramou apenas parte do conteúdo, mas ela escolheu perfumá-lo por inteiro e certamente aquele perfume era a única coisa de valor que possuía. Sem saber que era de fato uma ocasião especial, ela demonstrou seu amor a Jesus, que ao contrário dos homens da época, não a condenou por seus erros, não a olhou com superioridade, mas entendeu o seu gesto. Jesus reconheceu a sua intenção e demonstrou aos demais que compreendeu aquele gesto sincero. Assim como aquela mulher, devemos demonstrar nosso amor e gratidão ao Senhor derramando o nosso melhor perfume e que ele possa impregnar o ambiente que nos cerca. Metaforicamente, podemos associar o vaso de alabastro que não possui tampa ao nosso coração que só pode ser aberto para Deus por meio de quebrantamento e como afirma o salmista em Salmos 51:17b

“a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus”.



terça-feira, 7 de março de 2017

Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo. Marcos 13:33


O Senhor Jesus nos dá algumas orientações sobre como devemos nos comportar em relação aos sinais dos tempos. Em três verbos de ação que não podem ser negligenciados nos dias atuais quando tudo parece nos mostrar que o tempo do fim se aproxima: olhai, vigiai e orai. Jesus deixou claro que voltaria para arrebatar Sua Igreja, por isso devemos cuidar para que estejamos prontos, pois ninguém sabe o dia e a hora desse tremendo acontecimento. Observe que quando Jesus diz “olhai”  Ele usa o imperativo e isso indica que não devemos ser descuidados e nos fecharmos em um mundo à parte sem observamos o que o mundo nos indica. A TV, as redes sociais, os jornais e a sociedade em que convivemos nãos dão sinais claros de que os tempos estão mudando e o príncipe deste mundo tem exercido seu domínio de forma incontestável. Basta vermos que a sociedade tem aceito com naturalidade doutrinas e comportamentos os quais a Bíblia condena. Mas Jesus nos ensina a olharmos para Ele e meditarmos na Palavra, pois se olharmos para o homem encontraremos defeitos, falhas que não nos ajudarão a enxergar a verdade. Contudo, se olharmos para Jesus teremos o modelo de bondade e santidade que nos aproximarão de Sua estatura. O segundo verbo “vigiai” é extremamente importante, pois não basta olhar, se descuidarmos dos sinais que estão á mostra. Devemos vigiar com as nossas palavras, pois delas prestaremos conta. Devemos vigiar nossos olhares e nossos passos, pois Deus sabe tudo o que fazemos e pensamos. Com o terceiro verbo e não menos importante “orai” Jesus nos diz que a oração é a chave da vitória. É ela que abre a porta da benção e fecha a porta para o mal que nos ronda. Olhar com atenção, vigiar para não entrarmos em caminhos tortuosos e orar para que Deus nos abençoe e nos livre são as ações mais eficazes em tempos nos quais o inimigo age de forma frenética, pois também ele sabe que o fim se aproxima. Não podemos aceitar, tampouco compactuar com as mentiras deste mundo, ao ponto de achar normal aquilo que foge à Palavra de Deus. Não podemos simplesmente olhar, sem agir ou reagir e nossa reação deve vir em forma de oração.  Lembremo-nos do que nos disse Deus, por meio do profeta Isaías, sabendo que se atentarmos para esses três verbos Ele cuidará de nós

Eu, o Senhor, a guardo, e cada momento a regarei; para que ninguém lhe faça dano, de noite e de dia a guardarei. Isaías 27:3


segunda-feira, 6 de março de 2017

E, respondendo Jesus, disse-lhe: Vês estes grandes edifícios? Não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada. Marcos 13:2


O templo, na época de Jesus, era um edifício imponente, grandioso e o lugar mais importante para os judeus. Foi planejado por Davi e construído por seu filho Salomão, após a sua morte, em atendimento a uma ordem de Deus. a Bíblia conta que recebeu várias depois das inúmeras invasões e cativeiros sofridos por Israel por outros povos, em razão da desobediências a Deus. O evangelista Marcos narra de forma sucinta o episódio em que Jesus profetiza a destruição daquele templo cuja finalidade estava sendo desvirtuada desde o tempo de Jesus. Sabemos que a profecia se cumpriu e esse templo foi completamente destruído, e até hoje suas ruínas são usadas pelos judeus, o muro das lamentações, para fazerem suas preces. Quando Jesus disse que não ficaria pedra sobre pedra, não dizia somente do edifício físico, mas também sobre o verdadeiro templo onde Deus habita, conforme a Palavra de Deus que diz que Ele não habita em templo feito por mãos humanas, pois Deus é Espírito e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade. Quando Jesus disse que destruiria o templo e o edificaria em três dias, falava dessa passagem do templo físico para o templo espiritual. Dizia de Sua missão na terra em fazer cumprir o Plano de Deus, transformando a Lei pela Graça. Toda e qualquer adoração para ter valor diante de Deus, tem que ser verdadeira, o culto deve ser do Espírito. Deus não olha a aparência, a suntuosidade do edifício, mas a santidade, a sinceridade e o temor a sua santa Palavra. O que Jesus nos diz é que assim como o templo foi derrubado não ficando pedra sobre pedra, todos aqueles que adoram outros deuses quando a Bíblia é clara em dizer que só ao Senhor nosso Deus devemos adorar e só a ele devemos servir.


Após o Senhor vosso Deus andareis, e a ele temereis, e os seus mandamentos guardareis, e a sua voz ouvireis, e a ele servireis, e a ele vos achegareis. Deuteronômio 13:4


domingo, 5 de março de 2017

E o escriba lhe disse: Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que há um só Deus, e que não há outro além dele; E que amá-lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma, e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios. E Jesus, vendo que havia respondido sabiamente, disse-lhe: Não estás longe do reino de Deus. E já ninguém ousava perguntar-lhe mais nada. (Marcos 12:32-34)

Era incontestável que Jesus tinha muito conhecimento sobre as Escrituras e maior ainda era Sua habilidade em responder as questões que lhes eram propostas. Mas diante de um público admirado estavam também os escribas enviados pelo Sinédrio com a finalidade de pegar Jesus em algum deslize teológico para acusa-Lo de heresia ou blasfémia. Marcos descreve um episódio ocorrido na última semana antes da Sua crucificação, quando os conflitos entre Cristo e os líderes religiosos chegaram ao seu auge. Um desses doutores da Lei aproximou-se de Jesus, para, em uma pergunta capciosa, fazê-Lo tropeçar em Suas palavras, pois mesmo reconhecendo que Ele respondia com autoridade não era a sinceridade de coração e o desejo de obedecer a Deus que o movia; “Ao perguntar qual é o grande mandamento na lei?” aquele escriba queria por Jesus à prova, pois Jesus estava sendo acusado de ser um revolucionário e de ir contra a Lei dada por Moisés. Em várias passagens vemos que Jesus era acusado por não guardar o sábado, por comer com pessoas ‘impuras’, por não lavar as mãos cerimonialmente, dentre outras coisas que, para os escribas e fariseus, estariam acima da autoridade contida no Pentateuco. Se Jesus se colocasse acima de Moisés seria um excelente motivo para condená-Lo e para que o povo O odiasse. Como Jesus sempre respondia com autoridade e habilidade sem se comprometer, com essa pergunta, os seus inimigos esperavam que Ele tropeçasse, pois a questão do maior dos mandamentos era um assunto muito polêmico entre eles. Justamente porque eles próprios negligenciavam alguns mandamentos e exaltavam outros puramente dogmáticos esperavam que Jesus titubeasse na resposta. Mas vemos que, independente dos motivos escusos dos interrogadores, Jesus não citou dois da lista dos “Dez Mandamentos” do Antigo Testamento, tampouco ressaltou algum sobre o comportamento externo do homem. Embora não tenha citado o Decálogo, citou outros discursos de Moisés, devidamente registrados no Pentateuco, portanto, conhecidos pelos doutores da Lei. Com isso, Ele deixou claro que Deus deve estar acima do homem, e o serviço a Deus acima de causas humanitárias, sem, contudo, diminuir a importância de servir ao outro, pois é impossível amar a Deus sem amar ao próximo. Ao contrário do que os judeus esperavam, Jesus demonstrou que esses mandamentos não vêm da Lei, todavia, a Lei vem desses mandamentos e encontra respaldo no que disse Moisés.

Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. (Deuteronômio 6:5) e Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor.(Levítico 19:18)

sábado, 4 de março de 2017

E, chamando os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro; Marcos 12:43


Jesus declara sua admiração pela doação da viúva, deixando claro que não é o valor intrínseco da oferta e sim a disposição em ofertar que é levada em conta nesse momento. Ela depositou tudo o que possuía no cofre do templo, sendo à época uma representante das partes mais frágeis da sociedade israelita. A viúva em uma sociedade patriarcal era dependente do homem, que provia a casa e este quando falecia, se não houvesse outro homem na família para ampará-la ficava totalmente desprovida e perdia todos os “direitos”, assim como acontecia também com os órfãos e os estrangeiros. No entanto, aquela viúva demonstrou o seu amor pela causa de Jesus. Ela não deu o que sobrava e sim tudo o que tinha. Jesus ao afirmar que ela deu muito mais do que os outros nos mostra que não considera o valor material, mas sim a inteireza e a disposição em doar. Essa atitude de desprendimento é que estava em pauta, pois é muito mais importante para a Obra do que os valores materiais. Quando damos do que nos é essencial e não do que nos sobra demonstramos a importância que o Senhor tem em nossa vida. Essa foi a grande lição da viúva. Não importa o quanto ofertamos e sim com disposição ofertamos. Assim como aquela viúva, não precisamos temer a falta quando o Senhor é conosco. Atentemos para o que nos diz Salomão:
  
Ao que distribui mais se lhe acrescenta, e ao que retém mais do que é justo, é para a sua perda. Provérbios 11:24

sexta-feira, 3 de março de 2017

E, chegando eles, disseram-lhe: Mestre, sabemos que és homem de verdade, e de ninguém se te dá, porque não olhas à aparência dos homens, antes com verdade ensinas o caminho de Deus; é lícito dar o tributo a César, ou não? Daremos, ou não daremos? Então ele, conhecendo a sua hipocrisia, disse-lhes: Por que me tentais? Trazei-me uma moeda, para que a veja. E eles lha trouxeram. E disse-lhes: De quem é esta imagem e inscrição? E eles lhe disseram: De César. E Jesus, respondendo, disse-lhes: Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. E maravilharam-se dele. Marcos 12:14-17



A obrigação de pagar tributos existe desde que as sociedades se organizaram sob o comando de um governo, embora ninguém goste disso, justamente por saber que nossos impostos são desviados de seu propósito legítimo para o deleite de poucos. Nos tempos de Jesus, quando Israel estava sob o comando do Império Romano, os judeus pagavam altos tributos a César, imperador romano e nada do que era recolhido voltava ao povo em forma de serviços públicos, assim como vem acontecendo em nossa sociedade atual. Os fariseus e herodianos tentaram pegar Jesus nessa questão dos impostos, usando falsos elogios e pergunta capciosa para pegá-Lo. Se Jesus dissesse que seus patrícios deveriam pagar tributos ao Imperador que os oprimia causaria uma revolta. Se dissesse que não deveriam pagar seria acusado de crime contra Roma que dominava Galiléia. Mas Jesus conhecia a intenção desses homens e por isso, usando de sabedoria pediu que lhe trouxessem a moeda com a imagem de César. O recurso retórico usado por Jesus foi perfeito e fez com que saíssem maravilhados aqueles que O foram tentar. Jesus deixou seu auditório deduzisse e respondesse a pergunta formulada por eles próprios. Assim, Ele deu uma lição aos hipócritas religiosos, ensinando-nos a não misturarmos as coisas. Não devemos usar as coisas de Deus em nosso próprio benefício, assim como não podemos deixar de cumprir nossos deveres com o governo, mesmo sabendo que não fazem a sua parte. Cumprir nossas obrigações seculares é a parte de César, mas também não podemos negligenciar a parte de Deus, ajudando financeira e espiritualmente na Obra, cumprindo os mandamentos que o Senhor nos deixou

E declara-lhes os estatutos e as leis, e faze-lhes saber o caminho em que devem andar, e a obra que devem fazer. Êxodo 18:20


quinta-feira, 2 de março de 2017

E começou a falar-lhes por parábolas: Um homem plantou uma vinha, e cercou-a de um valado, e fundou nela um lagar, e edificou uma torre, e arrendou-a a uns lavradores, e partiu para fora da terra. Marcos 12:1

Nesta parábola, Jesus faz uma analogia com o fato de os líderes judeus terem rejeitado os profetas de Deus e estarem se preparando para rejeitar e matá-Lo. Os servos enviados à vinha para receberem os frutos da colheita eram maltratados e mortos pelos lavradores, tal como os profetas do Senhor. O mesmo foi feito quando o dono da vinha decidiu enviar seu filho amado, pensando que eles o respeitariam. Assim como os judeus fizeram a Jesus, aqueles homens mataram o herdeiro do senhor da vinha. Jesus mostrava por parábola que Deus, o dono da vinha, destruiria os maus lavradores, pois Israel era comparada à videira e os líderes judeus entenderam que ele estava falando deles. Contudo, em vez de se arrependerem, quiseram matá-lo. Jesus deixa claro para eles que tudo que estavam fazendo era previsto e havia sido profetizado. Aqueles homens entenderam que Jesus falava do texto do profeta Isaias. Com essa parábola entendemos que Jesus também quer nos mostrar que a sede de poder, dinheiro, status etc, são inclinações que podem nos arruinar. A cobiça cega o entendimento, endurece os corações e nos levam a atos terríveis, pois o homem, uma vez corrompido se inclina para o mal. Contudo, apesar de Deus ser longânimo e amoroso Ele não se isenta de ser justo e de aplicar o juízo. Por isso enviou mensageiros, profetas e até seu próprio Filho para dando oportunidade para que se arrependessem, mas a ele também mataram.

Porque a vinha do Senhor dos Exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta das suas delícias; e esperou que exercesse juízo, e eis aqui opressão; justiça, e eis aqui clamor.
Isaías 5:7


quarta-feira, 1 de março de 2017

Por isso vos digo que todas as coisas que pedirdes, orando, crede receber, e tê-las-eis. Marcos 11:24


A palavra de Jesus registrada pelo evangelista Marcos nos faz refletir sobre o poder da oração. Mas é importante compreendermos que a oração só é a chave mestra para a benção se ela for feita com fé. Oração segundo a Jesus não é um mantra que funciona como uma varinha de condão, não são palavras ou frases que se repetem mecanicamente, mas a apreensão da força do diálogo com o Pai. Jesus disse que receberemos o que pedirmos se crermos no que pedimos. E para ter fé é necessário conhecer a Deus e com Ele ter intimidade. Só podemos confiar quando conhecemos e para conhecermos precisamos dedicar um tempo para estabelecer uma relação sincera. Jesus nos garante que a resposta de nossa oração depende de nós. Teremos o que pedirmos se acreditarmos naquilo que esperamos.

Aguardo ao Senhor; a minha alma o aguarda, e espero na sua palavra. Salmos 130:5

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

E os ensinava, dizendo: Não está escrito: A minha casa será chamada, por todas as nações, casa de oração? Mas vós a tendes feito covil de ladrões. Marcos 11:17

Marcos trata do episódio que Jesus expulsou os mercadores do Templo, e se referia ao local destinado à adoração naquele tempo: o Templo erguido com essa finalidade. Todavia, precisamos entender que hoje não existe hoje um lugar físico especifico que tenha essa definição, mas sim um lugar onde dois ou três são congregados pelo Espírito em nome de Jesus. Se antes os judeus tinham o Templo em Jerusalém como o lugar em que adoravam em verdade, e não em espírito, hoje os cristãos podem adorar em espírito, onde o Espírito nos ajuntar. Quando Jesus cumpriu o Plano de Salvação, Ele nos prometeu que estaria  entre nós até a consumação dos séculos, mas precisamos saber que o simples fato de um grupo dizer que está congregado em nome do Senhor não significa que isso ocorra de fato. Não basta a um grupo se reunir e se congregar, é preciso antes que as pessoas estejam congregadas pelo Espírito. E isso requer que o Senhorio de Cristo seja reconhecido e que Ele esteja à frente da congregação. Não é o lugar físico de adoração que merece a atenção, ou quem se apresenta como líder. Importa Aquele que está no Altar e que pode receber a nossa oração. Aquele que nos alegrará.

Também os levarei ao meu santo monte, e os alegrarei na minha casa de oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar; porque a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos. (Isaias 56:7)

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

E muitos o repreendiam, para que se calasse; mas ele clamava cada vez mais: Filho de Davi! tem misericórdia de mim. Marcos 10:48

O evangelista Marcos narra um milagre operado por Jesus quando deixava a cidade de Jericó: a cura do cego Bartimeu, que estava assentado à beira do caminho mendigando. Essa era a sua rotina. Esse era o seu limite, mas quando teve a oportunidade não a perdeu e gritou no meio da multidão porque ele ouviu que era Jesus de Nazaré que passava e clamou por Jesus, Filho de Davi. E essa forma de chamar a Jesus fez toda diferença, pois demostra que o cego Bartimeu sabia que Jesus era o Messias, não somente o homem de Nazaré, filho de José o carpinteiro, mas o enviado por Deus para nos salvar e nos reaproximar do Senhor. Ao clamar pelo Filho de Davi, aquele cego demonstrou sua fé e que enxergava muito além do que os homens de seu tempo, pois não via apenas a Jesus de Nazaré, mas o Prometido por Deus e Enviado para o perdão dos pecados. Bartimeu não só creu, mas confessou com seus lábios que reconhecia no filho do carpinteiro de Nazaré o Salvador, Aquele anunciado pelo profeta Isaias, cujo caminho foi preparado por João Batista  

Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus. Isaías 40:3

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher. (Marcos 10:6-7)


Marcos mostra-nos que Jesus, ao responder aos discípulos se seria licito a um homem repudiar sua mulher, abordou um tema que atualmente aparece como motivo de reflexão: a questão do gênero e da família. Há quem afirme que o ser humano tem o direito de escolha sobre a que gênero pertencer. Vemos que Jesus deixa claro que Deus criou o homem e a mulher e os dotou de uma constituição física própria para que se unissem e constituíssem uma família. Em momento algum Deus disse que o homem poderia escolher ou definir a que gênero pertencer ou que a família fosse o resultado de uma união diversa da que Ele instituiu. Entretanto, as escolhas pessoais são direitos permitido pelo Senhor e responsabilidade humana. Mas, como qualquer escolha, o homem não está livre das consequências que dela advenham. Admitir, com base na Palavra de Jesus e na aceitação da soberania do Criador, que o homem e a mulher assim foram criados segundo a vontade do Pai não nos autoriza, contudo, a desprezar aqueles que rejeitam a Sua Palavra, mas a amá-los e a orar para que consigam atingir o entendimento acerca da vontade de Deus. Como cristãos devemos compreender que a dureza do coração e a cegueira do entendimento fazem com que muitos se percam no caminho do engano desviando-se pela astúcia do inimigo. Devemos ponderar que se Deus criou HOMEM e MULHER e os dotou de órgãos específicos e especialmente destinados à reprodução da espécie, e que Ele não criou meio termo, ou a possibilidade de que Sua criação em determinado momento pudesse mudar sua natureza original ou assumir funções incompatíveis com a natureza do seu ser, aquele que escolhe seguir outro caminho rebela-se contra seu Criador e torna-se independente como se pudesse ser, em vez de criatura do Pai, um criador de si mesmo, não mais à semelhança de Deus, diferentemente do que está registrado no livro de Gênesis 1:27

“Assim Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou. MACHO e FÊMEA os criou”.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

E, lançando mão de um menino, pô-lo no meio deles e, tomando-o nos seus braços, disse-lhes: Qualquer que receber um destes meninos em meu nome, a mim me recebe; e qualquer que a mim me receber, recebe, não a mim, mas ao que me enviou. Marcos 9:36-37



Falando aos discípulos, Jesus exortou-lhes que tivessem um cuidado especial para com os “pequeninos” e por essa palavra Ele nos advertiu da necessidade de não provocarmos tropeços que levem crianças a se distanciarem do Caminho. Pequeninos também se referem aos recém-nascidos na fé, ou novos convertidos, e Jesus deixou claro que qualquer que escandalizar um destes pequeninos seria responsabilizado. Aquele que por ventura provoque tropeços aos que engatinham na fé não está isento de culpa e terá que prestar contas disso a Deus. Jesus deixou claro que é preferível morrer afogado tendo ao pescoço uma pesada pedra do que provocar o desvio de uma criança ou de um novo convertido. Porque Deus se preocupa com os mais fracos e Sua misericórdia alcança os pequeninos, também o apóstolo Paulo nos adverte para que não façamos nada que venha desencaminhar os que ainda não se firmaram na fé. E assim se pronuncia o salmista no Salmo 69:6:
Não sejam envergonhados por minha causa aqueles que esperam em ti, ó Senhor, DEUS dos Exércitos; não sejam confundidos por minha causa aqueles que te buscam, ó Deus de Israel.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

E as suas vestes tornaram- se resplandecentes, extremamente brancas como a neve, tais como nenhum lavadeiro sobre a terra as poderia branquear. Marcos 9:3


A transfiguração de Jesus é mencionada na segunda carta de Pedro e narrada em três Evangelhos, cujos autores, embora usem estilos narrativos diferentes, em razão do público aos qual se dirigem, descrevem com coerência o que ouviram dos discípulos que presenciaram aquele momento: Pedro, Tiago e João. Pedro, colocado pelo próprio Senhor, como pedra de base da Igreja na terra, não a edificação ou uma denominação, foi um dos privilegiados e testemunhou a transfiguração, para que pudesse mostrar a todos o Evangelho não era uma história inventada, uma fábula ou lenda. Como testemunha ocular ele ouviu do próprio Deus o reconhecimento de que Jesus é mais do que um líder religioso, ou um espírito iluminado, comparado a outros grandes homens de caráter e de fé. Foi pela transfiguração que Jesus foi colocado numa categoria totalmente diferente da dos líderes de outras religiões do mundo, pois ainda que tenham atitudes louváveis e dignas de reconhecimento, nenhum deles foi transfigurado. Jesus conhecendo o caráter incrédulo dos homens, não contou apenas com a expectativa de fé, como crença, mas na transfiguração demonstrou a Sua divindade para que aqueles que a testemunharam pudessem ser portadores dessa evidência concreta de Sua autoridade. Jesus nos mostra, por intermédio de Pedro que não podemos erguer três tendas, mas uma única. Somente Ele é digno de nossa honra e adoração, por mais que admiremos os exemplos de outros grandes homens. Essa passagem nos ensina que não podemos erguer tendas simbólicas também a instituições ou valores. Jesus Cristo é o único Senhor e Salvador e só a Ele nos renderemos, como nos ensina o profeta Isaias 33:22


Porque o Senhor é o nosso Juiz; o Senhor é o nosso legislador; o Senhor é o nosso rei, ele nos salvará. Isaías 33:22

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

E chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me. Marcos 8:34



Jesus nos exorta a segui-Lo e isso significa negar os nossos próprios desejos, deixar a inveja, a vaidade, os ciúmes, a avareza, a soberba, a concupiscência, a lascívia, a ira, o desejo de vingança, os vícios e qualquer outro sentimento que desagrade a Deus. E para isso precisamos perdoar e amar os nossos inimigos, bendizer os que nos maldizem, fazer bem aos que nos odeiam e orar pelos que nos maltratam e nos perseguem. Significa andar em santidade como Cristo andou, guardando os Seus mandamentos fazendo a vontade do Pai. Seguir Jesus exige que renunciemos às coisas mundanas, mas diferente do que muitos pensam isso não é nenhum martírio. Ao contrário, seguir Jesus nos liberta e nos aproxima de Deus, porque como diz o salmista no Salmos 25:10

"Todos os caminhos do Senhor são misericórdia e verdade para aqueles que guardam o seu pacto e os seus testemunhos"

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Naqueles dias, havendo uma grande multidão, e não tendo o que comer, Jesus chamou a si os seus discípulos, e disse-lhes: Tenho compaixão da multidão, porque há já três dias que estão comigo, e não têm o que comer. Marcos 8:1,2


Bem ao estilo de quem escreve aos romanos, o evangelista Marcos narra o milagre da multiplicação com que Jesus alimentou uma multidão. Ao lermos essa narrativa vemos que  Jesus demonstra compaixão pela multidão que O segue, .ao perceber que estavam há dias sem se alimentar e se responsabiliza pelo suprimento dos que O seguem, mesmo diante da impossibilidade de alimentar naquele local deserto uma multidão faminta apresentada pelos discípulos. Depois de pedir aos discípulos que colocassem a Sua disposição o que tivessem, Ele organiza o ambiente do milagre, dá graças aos pães disponíveis e começa a distribuição aos discípulos que repassam à multidão os pães e peixes multiplicados de modo a saciar a fome dos presentes e a sobejar. Esse relato, mais do que um símbolo de comunhão nos traz à memória as várias situações nas quais Deus supriu o Seu povo com a multiplicação de alimento.  E nos faz refletir sobre o quanto estar disposto a ouvir e a confiar em Deus nos faz também receptores do milagre. Deus não nos deixa famintos, se tivermos dispostos a segui—Lo. E mais do que saciar nossa fome, multiplica os parcos recursos que são entregues a Ele. Jesus nos dá uma lição: diante da escassez, atravessando o deserto precisamos crer e exercitar o temor e a dependência de Deus, porque Dele vem o suprimento material e espiritual para nos alimentar o corpo e a alma. Jesus pode suprir plenamente todas as nossas carências de qualquer natureza. Mas precisamos compreender com esse episódio que o discípulo de Jesus é suprido para suprir. E que, como os discípulos devemos nos posicionar como um multiplicador, sem murmurar na escassez, sem desperdiçar na abundância, sendo generosos na partilha como nos mostra Salomão em Provérbios 22:9

O homem generoso será abençoado, porquanto reparte seu pão com o necessitado.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Nada há, fora do homem, que, entrando nele, o possa contaminar; mas o que sai dele isso é que contamina o homem. Marcos 7:15


O Evangelho escrito por Marcos era direcionado originalmente aos crentes romanos, particularmente os gentios, para tivessem uma narrativa biográfica de Jesus Cristo como Salvador do mundo a fim de fortalecer a sua fé diante da perseguição, ensinando-lhes o que significava ser Seus discípulos. Por essa razão, Marcos enfatiza mais as ações de Jesus do que Seus ensinamentos. Os fariseus tinham exerciam tão grande influência que o seu ato lavar das mãos se tornou prática de todos os judeus e passou a ser uma tradição que com o tempo tornou-se um dogma. Ao ser questionado pelos fariseus sobre o fato de os discípulos não seguirem a tradição dos anciãos de lavarem as mãos antes de comerem, Jesus os chamou de hipócritas, por desejarem parecer o que de fato não eram. Em vez de seguirem os mandamentos de Deus, esses religiosos se ocupavam de fiscalizar e condenar os que não seguiam a tradição humana e invalidavam o mandamento de Deus. Quando Jesus explica que nenhum alimento é impuro, Ele põe de lado a distinção levítica entre o puro e o imundo e reafirma que o mal que contamina o homem é o que sai de seu interior e não o que entra pela sua boca. Nada que é físico pode tornar o homem imundo moral ou espiritualmente. Comer sem lavar as mãos pode causar doenças físicas, mas não pode produzir impureza espiritual. Tal impureza é interna na origem. O homem fica impuro pelos pensamentos que se originam no coração e saem na forma de palavras e atos. Lembrando as palavras do profeta Isaias 29:13, Jesus repreendeu aqueles que substituem o mandamento de Deus pela tradição dos homens, como os fariseus que consideravam a tradição oral como superior em autoridade à lei escrita do Antigo Testamento.

Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído; Isaías 29:13

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

E tantos quantos vos não receberem, nem vos ouvirem, saindo dali, sacudi o pó que estiver debaixo dos vossos pés, em testemunho contra eles. Em verdade vos digo que haverá mais tolerância no dia de juízo para Sodoma e Gomorra, do que para os daquela cidade. Marcos 6:11


O evangelista Marcos relata que Jesus mandou os apóstolos a várias cidades para que eles pregassem o Evangelho e os orientou usando um sentido simbólico “sacudi a poeira dos pés” para o caso de não serem bem recebidos. Jesus fez uma alusão ao costume dos israelitas, de sacudirem o pó de seus pés, quando retornavam a Israel, vindos de algum território pagão. Assim, eles mostravam o desprezo pelos deuses pagão e valorizavam o Senhor. Assim, o ato de sacudir a poeira dos pés representava um testemunho contra os que rejeitassem os enviados do Senhor e um sinal de repúdio aos que rejeitavam a mensagem do Evangelho e uma declaração de separação de tudo que vem do mundo e não tem ressonância na Palavra de Deus. Aqueles que rejeitam os portadores do Evangelho estão rejeitando quem os enviou. Essa é mensagem dada por Jesus. Mas aos que não se deixam contaminar com a corrupção do mundo e que não se misturam com os deuses e interesses deste século e não se afastam dos mandamentos do Senhor, Ele nos reafirma
Antes por amor deles me lembrarei da aliança com os seus antepassados, que tirei da terra do Egito perante os olhos dos gentios, para lhes ser por Deus. Eu sou o Senhor. Levítico 26:45

domingo, 19 de fevereiro de 2017

E Jesus lhes dizia: Não há profeta sem honra senão na sua pátria, entre os seus parentes, e na sua casa. Marcos 6:4

É interessante observarmos que Jesus viveu situação semelhante a que vivemos em nosso meio, quando tentamos fazer a Obra, ou quando pretendemos ensinar algo a uma pessoa próxima. Em geral, as pessoas tendem a acreditar muito mais em pessoas desconhecidas, apenas por saber de suas credenciais, e desqualificam aquelas que lhe são próximas, mesmo conhecendo seu potencial. As mesmas pessoas que a princípio se maravilharam com Jesus, foram as que se escandalizaram ao saber que se tratava de um homem comum, pertencente ao mesmo meio que frequentavam. Por causa da incredulidade, Jesus não pode fazer, entre os seus, nenhum milagre. E é isso que continua impedindo os milagres na vida de muitos atualmente. Porque convivem com o pastor, porque privam de sua intimidade e conhecem seu cotidiano e inevitáveis problemas, há os que se tornam incrédulos por atribuírem ao homem e não ao poder sobrenatural da fé as maravilhas que Jesus pode fazer em nosso meio. Quem olha apenas para onde seus olhos podem alcançar não pode ver o milagre. Mas aquele que sabe quem é o Senhor conhece Suas maravilhas e sinais e pode apregoar
Para que todos vejam, e saibam, e considerem, e juntamente entendam que a mão do Senhor fez isto, e o Santo de Israel o criou. Isaías 41:20

sábado, 18 de fevereiro de 2017

"Aconteceu que certa mulher, que, havia doze anos, vinha sofrendo de uma hemorragia e muito padecera à mão de vários médicos, tendo despendido tudo quanto possuía, sem, contudo, nada aproveitar, antes, pelo contrário, indo a pior, tendo ouvido a fama de Jesus, vindo por trás dele, por entre a multidão, tocou-lhe a veste. Porque, dizia: Se eu apenas lhe tocar as vestes, ficarei curada" Marcos 5:25-28.


Esse episódio tem um significado muito grande não só por confirmar o grande amor de Jesus pelos que sofrem, mas também por nos lembrar do poder da fé. Jesus tem poder para curar e assim que foi tocado reconheceu que Dele saíra poder. No meio da multidão havia uma mulher que sofria há anos com um fluxo de sangue e que havia gastado tudo que possuía para tentar se curar, em vão. Mas a Bíblia conta que ela tomou uma atitude de fé e foi curada. Imaginemos a situação desesperadora daquela mulher que não só padecia de uma enfermidade física que a debilitava, mas, sobretudo, da marginalização social que dela decorria. Para os judeus quem sofria com fluxo de sangue era considerado imundo. Assim, teria que se isolar, sem poder tocar nas outras pessoas ou ser tocado. Até mesmo os objetos tocados por essas pessoas perdiam o valor e não podiam ser compartilhados. A pessoa impura era excluída do convívio normal da sociedade até que se purificasse novamente. Imagine a dor e o isolamento dessa mulher nesses anos todos. Mas ela ouviu sobre Jesus e isso despertou sua fé. Apesar de vermos nessa passagem o grande poder de Jesus expresso também em outros milagres, percebemos que Jesus nesse milagre teve a intenção de mostrar-nos o poder da fé. Jesus disse que o que salvou aquela mulher não foi o seu próprio poder, mas a fé. Se fizermos como essa mulher, qualquer que seja nossa enfermidade será curada. Basta acionarmos nossa fé e clamar como fez o profeta Jeremias 17:14

Cura-me, Senhor, e serei curado; salva-me, e serei salvo, pois tu és aquele a quem eu louvo.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

E, saindo ele do barco, lhe saiu logo ao seu encontro, dos sepulcros, um homem com espírito imundo; Marcos 5:2

Esse trecho, parte da narrativa de Marcos sobre o encontro de Jesus com o endemoninhado gadareno, nos faz enxergar que há um mundo espiritual e invisível, tão real quanto o mundo físico que habitamos e que nesse mundo muitos dos que foram criados à imagem e semelhança de Deus padecem como animais aprisionados pelo diabo. Sabemos que o diabo subjuga aqueles que abrem brechas e lhe dão legalidade para atuar em suas vidas, pois seu objetivo é matar, roubar, enlouquecer e afastar o homem de seu Criador. Mesmo ciente de que já está derrotado, o diabo não se detém em seu plano de derrotar a Humanidade. Vemos neste episódio que os espíritos imundos se rendem a Jesus e reconhecem Sua autoridade. Reconhecendo que há um mundo invisível aos nossos olhos, dominado por forças do mal, não podemos ignorar que mesmo dele Jesus é o Senhor e que se a Ele estivermos ligados o mal não nos atingirá, pois

Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará. Salmos 91:1

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear. Marcos 4:3


Jesus ministrou os ensinamentos do Reino, muitas vezes, usando o recurso de parábolas, histórias para ilustrar verdades espirituais. E uma das parábolas mais conhecidas é a parábola do semeador, registrada por Marcos, Mateus e Lucas. Mas a importância desta parábola está no fato de da sua compreensão ser fundamental para o entendimento de todas as outras narradas por Jesus. Jesus usa a história de um fazendeiro que saiu a semear e parte da semente caiu à beira do caminho, onde as aves a comeram. Outra parte caiu sobre a pedra e, secou por falta de terra e de umidade depois de germinar. Outra caiu no meio dos espinhos que a sufocaram. Mas uma parte caiu em boa terra, cresceu e produziu a cento por um. Jesus explica aos discípulos de forma bem clara o significado dessa parábola. A semente é a palavra de Deus. O semeador é aquele que leva a palavra. A palavra que caiu à beira do caminho são os que a ouvem, mas deixam que o diabo a tire do coração. A que caiu na pedra são os que recebem a palavra, mas não deixam que ela crie raiz, aceitam-na com entusiasmo, mas na hora da provação se desviam. A que caiu entre espinhos representa os que a ouvem e não chegam a colher seus frutos, pois são sufocados com os cuidados, riquezas e prazeres mundanos. A que caiu na boa terra são os que abrem o coração para receber e retêm a palavra, por isso ela frutifica. A palavra/semente é a mesma, mas seu crescimento e fruto dependem de onde elas são semeadas. Do estado ou atitude de quem a recebe. O trabalho do semeador é colocar a semente no solo. O fruto produzido depende da resposta à Palavra. A incapacidade de suportar tribulações, a falta de profundidade, a falta de compromissos, a dureza do coração são impedimentos para que a palavra semeada frutifique em nós. Deus quer que frutifiquemos, para isso precisamos aguçar nossos ouvidos e permitir que a semente caia em terreno fértil.
Então disse ele: Vai, e dize a este povo: Ouvis, de fato, e não entendeis, e vedes, em verdade, mas não percebeis. Engorda o coração deste povo, e faze-lhe pesados os ouvidos, e fecha-lhe os olhos; para que ele não veja com os seus olhos, e não ouça com os seus ouvidos, nem entenda com o seu coração, nem se converta e seja sarado. Isaías 6:9-10