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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Sede meus imitadores, como também eu de Cristo. 1 Coríntios 11:1


Uma das atitudes mais admiráveis em um cristão é a coerência e isso pode ser evidenciado na vida e na postura do apóstolo Paulo. Suas palavras não destoam de suas ações. Sua pregação tem ressonância em suas atitudes e, ao contrário do percebemos no mundo, Paulo exorta aos outros o que ele próprio antes de tudo faz. Porque ele demonstra coerência e equilíbrio entre palavras e ações, pode encorajar aqueles a quem evangelizava a seguirem o seu exemplo de vida. Antes de falar dos limites da liberdade cristã, Paulo demonstrou que a sua dedicação e sua renúncia são um modelo a ser seguido por todos nós. Em toda a sua missão, podemos perceber que o apóstolo é um modelo exemplar de líder que não se arvora no direito de ditar normas e regras de conduta, todavia, vai adiante dos liderados e não buscou o seu próprio bem, mas o bem dos outros, imitando o exemplo de Cristo. Paulo nos faz refletir sobre a importância que devemos dar ao fato de espelharmos a imagem de Deus, como nos é dito em Gênesis 1:27

E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou


terça-feira, 25 de julho de 2017

Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam. 1 Coríntios 10:23



O versículo em epígrafe tem servido muitas vezes justificar ações que lhes convêm e que nem sempre são aprovadas por Deus. O apóstolo não está corroborando com as ilicitudes humanas, mas mostrando que mesmo dentro de uma legalidade instituída pelos homens que legislam de acordo com seus interesses e causas pessoais é preciso que o cristão tenha discernimento e paute suas ações de acordo com a Palavra de Deus e não conforme as leis humanas. Paulo mostra-se bastante crítico em relação ao que nos convêm fazer diante do que é legal e do que é moral, segundo a compreensão humana. Ele deixa claro que há limites que precisam ser considerados à luz das Escrituras. Assim, ensina que há limites para aqueles que desejam fazer a vontade de Deus, por isso devemos fazer o que nos diz o salmista


Não porei coisa má diante dos meus olhos. Odeio a obra daqueles que se desviam; não se me pegará a mim.
Salmos 101:3


segunda-feira, 24 de julho de 2017

Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia. Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar. 1 Coríntios 10:12-13



O apóstolo Paulo nos alerta sobre a tentação que inevitavelmente todos estão sujeitos, mas também oferece um alento aos que se apegam à Palavra do Senhor. Todavia, precisamos entender a diferença entre tentação e provação. A tentação tem o objetivo de induzir ao pecado e vem de satanás, o pai da mentira. Mas Paulo deixa claro que ser tentado não é pecado, por isso nos diz que Deus nos dá a condição de resistirmos à tentação. Ela se torna pecaminosa quando cedemos a ela, pois quando tentado, temos opções de cairmos ou não. Já a provação é usada por Deus para desenvolver a nossa fé. Diferentemente da tentação, diante das provações, não temos opção. Elas vêm a nós se quisermos ou não. E, assim como na tentação, a nossa reação à provação depende em nós. Muitas vezes não sabemos distinguir se estamos sendo testados ou provados, por isso precisamos examinar os frutos para sabermos se uma determinada aflição vem de Deus ou não. Precisamos verificar se essa aflição faz com que o cristão se aproxime de Cristo, ou se contribui para a destruição do cristão ou da Obra, pois Deus sempre quero melhor para o Seu povo e não nos tenta para o mal, conforme nos diz Moisés em Êxodo: 20.20

“E disse Moisés ao povo: Não temais, Deus veio para vos provar, e para que o seu temor esteja diante de vós, a fim de que não pequeis.”


domingo, 23 de julho de 2017

Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns. 1 Coríntios 9:22



O apóstolo Paulo faz declarações importantes para que a Igreja compreenda o sentido de sua missão e como abriu mão de exercer direitos em prol da liberdade de evangelizar. Vemos que Paulo colocou seu ministério acima de seus desejos pessoais e se adaptou aos costumes e formas de viver daqueles a quem pregava o Evangelho para levá-los a Cristo. O livro de Atos narra alguns exemplos de como o apóstolo se comportava a fim de se relacionar com os judeus em Jerusalém. Entretanto, embora observasse a Lei e os costumes em respeito aos judeus, Paulo obedecia à lei de Deus, priorizando o cumprimento da vontade de Cristo. O texto em epígrafe ratifica os propósitos desse homem de Deus de levar o Evangelho na sua simplicidade, sem, contudo, desviar-se do caminho do Senhor. Ao afirmar que se fez fraco para os fracos, Paulo quer dizer que se fez flexível em relação aos costumes, sem contrariar a Palavra de Deus e não que se deixou corromper ou cair em fraqueza para se contaminar com as coisas do mundo, para se igualar aos fracos.

Muita paz têm os que amam a tua lei, e para eles não há tropeço.  (Salmos 119:165)



sábado, 22 de julho de 2017

Por isso, se a comida escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que meu irmão não se escandalize. 1 Coríntios 8:13



A palavra escândalo no grego quer dizer armadilha, cilada, ou qualquer impedimento colocado no caminho e que faz alguém tropeçar ou cair. Escândalo, portanto, significa pedra de tropeço. No texto em epígrafe Paulo ensinar aos cristãos sobre a importância de se comportarem como crentes maduros em relação a Deus e aos seus irmãos em Cristo. O apóstolo cita comportamentos cotidianos para nos lembrar que muitas vezes, mesmo não cometendo pecado, agimos sem pensar no bem do próximo, quando causamos escândalos aos mais fracos e nos tornamos uma “pedra de tropeço” na vida de muitas pessoas. Quando não vigiamos nossas atitudes, podemos ser a pedra de tropeço na vida dos que estão afastados de Deus e até mesmo dos irmãos em Cristo. E para nos ensinar lições muito importantes, Paulo usa o exemplo do comer carne: àqueles que não comem carne, exorta a julgar o irmão que come e àqueles que comem carne e escandalizam o irmão, assevera que o melhor é não comer se vai prejudicar o irmão. A Bíblia nos ensina a não vivermos de forma egoísta e a buscarmos o bem e o salmista nos Salmos 119:165 nos garante se cuidarmos de nosso próximo

Muita paz têm os que amam a tua lei, e para eles não há tropeço.



sexta-feira, 21 de julho de 2017

Porque o marido descrente é santificado pela mulher; e a mulher descrente é santificada pelo marido; de outra sorte os vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos. 1 Coríntios 7:14




No texto em epígrafe Paulo trata de uma questão da Igreja em Corinto, mas ainda é motivo de dúvidas na Igreja atual. Mas, ao contrário do que algumas pessoas entendem para justificarem a escolha de um ímpio para se casar, o apóstolo não aconselha isso. O que ele faz é uma orientação aos que têm cônjuge não convertido para que não se separem dele por esse motivo. Ele afirma que o cônjuge cristão abençoa o não cristão e os filhos advindos dessa união. Entretanto, isso não dá garantia de salvação, pois a salvação é individual e intransferível. Paulo está dizendo que o cônjuge convertido e regenerado e por isso tem sua vida dirigida pelo Espírito Santo e assim o poder e a graça de Deus que se manifesta em sua vida é tão grande, que, pela graça que opera os frutos do Espírito, e o poder de Deus influencia a vida do não convertido. Assim, a luz resplandecerá sobre as trevas, e o lar será santificado, pois a relação com Deus e a benção que flui de uma vida separada para Deus terá um efeito positivo sobre o marido e os filhos. O sábio diz que o ambiente de criação saudável determina o futuro dos filhos, por isso ensina em Provérbios 22:6

Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele. Provérbios 22:6


quinta-feira, 20 de julho de 2017

Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? 2 Coríntios 6:14





Ao escrever sobe a importância da busca pela santidade, o apóstolo Paulo faz um alerta para que os cristãos não se prendam a um jugo desigual com os infiéis. Isso não significa vivermos em uma redoma, isolado em uma bolha sem conviver com os infiéis. Ao contrário, Deus nos permite estar no mundo para sermos luz aos que permanecem nas trevas. Assim, o alerta de Paulo é para darmos testemunho de honestidade e fidelidade, apesar de vivermos em um mundo cheio de injustiça. Devemos nos comportar de modo que a luz do Senhor seja refletida sem nos corrompermos ou concordarmos com as coisas desonestas que o mundo nos oferece. Apesar de nos sentirmos deslocados no mundo, não somos nós que devemos nos afastar. Se andarmos conforme os ensinamentos do Senhor, sem transigir ou compactuarmos com as coisas erradas do mundo, certamente, aqueles que não desejam mudar de atitude e não se identificam com nosso comportamento se afastarão pois como pondera o profeta Amós 3:3


Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?


quarta-feira, 19 de julho de 2017

Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma. 1 Coríntios 6:12





A questão posta pelo apóstolo Paulo nos leva a refletir sobre o nosso cotidiano, quando nos deparamos com situações diante das quais nos perguntamos como agir. O cristão genuíno procura direcionar sua vida pautado pela Bíblia, como Palavra de Deus, mas nem sempre encontra respostas práticas ou diretas para o que é e o que não é permitido na igreja, sobre o que seria pecado ou não. Paulo não diz especificamente o que podemos ou não fazer, entretanto nos aponta o caminho para discernirmos a partir dos princípios de Deus e daquilo que para Ele é mais importante. Assim, diante de qualquer assunto se fizermos três perguntas básica teremos um indicativo de como agir: 1-Isso nos edifica? Se o que pretendemos fazer não nos acrescenta nada de bom a nós nem ao próximo, se não nos aproxima de Deus, tampouco nos deixará em paz, que proveito terá? 2- Isso convém? Ser conveniente é tão importante quanto saber o que fazer. Precisamos discernir o que deve fazer parte e o que não deve da nossa vida, em todos os aspectos: nosso comportamento social, nosso vocabulário em casa, no trabalho, nas redes sociais; nossa forma de vestir e de nos apresentar publicamente, no trabalho, nas ruas, na igreja... 3- Isso me domina? Quando Paulo diz: "mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas" ele está nos alertando sobre a importância que damos aos nossos atos. Somos livres para fazer ou deixar de fazer qualquer coisa que legalmente nos é permitido, mas fazemos algo porque não temos domínio sobre a nossa vontade, então isso não pode ser bom. Precisamos nos lembrar de que somos livres para escolher, mas escravos de nossas escolhas.
Qual é o homem que teme ao Senhor? Ele o ensinará no caminho que deve escolher. Salmos 25:12

Vejam o vídeo a seguir:

terça-feira, 18 de julho de 2017

Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais. 1 Coríntios 5:11



O que o apóstolo Paulo está no dizendo é para continuarmos onde Deus nos colocou, agindo com um testemunho fiel de Cristo neste mundo. Não precisamos sair de casa ou mudar de trabalho ou de escola para servirmos ao Senhor. O que Deus quer é que nos separemos do pecado e não que nos afastemos dos pecadores. Eles precisam de nosso testemunho evangelizador. Essa é a missão do cristão no mundo. Deus nos coloca em determinados lugares o propósito de sermos um testemunho vivo para Ele, por isso o apóstolo nos ensina que não devemos sair do mundo, mas sim nos separar de pessoas que negam a fé cristã, principalmente daquelas que se dizem irmãs em Cristo e agem contrariando o Evangelho. Se há entre os irmãos pessoas que se prostituem, que são avarentas, idólatras ou roubadoras, desses, sim, devemos nos afastar. Mas se nas nossas atividades seculares convivemos com pessoas que assim agem, a eles devemos dar testemunho de fé e de conduta sem nos afastarmos. Todavia, precisamos nos fortalecer no Senhor, buscando no Espírito o discernimento e a força para nos conduzir no caminho sem nos desviar ou nos corromper

Pois dou-vos boa doutrina; não deixeis a minha lei. Provérbios 4:2




segunda-feira, 17 de julho de 2017

Porque o reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder. 1 Coríntios 4:20



O que o apóstolo Paulo está afirmando é reino de Deus é mais do que palavras faladas que se perdem no tempo. Ele afirma que o Reino é estabelecido em poder. Real, tangível e disponível para todos aqueles que crerem. É um poder que não está no discurso, na eloquência, como vemos no mundo, quando pessoas que sabem manejar bem a palavra convencem o público, mas nem sempre fundamentadas na verdade. É um poder retórico e sem lastro. Contudo, o poder ao qual se refere Paulo é o que vence o diabo e suas tentações, que pode vencer o pecado e o mal. É o poder da verdade e do testemunho fiel que não está assentado nos discursos e sim na prática diária e vivida. O poder que se manifesta em nós, ainda que permaneçamos em silêncio. Não é pelo falar e sim pela nossa forma de agir que o mundo reconhece em nós o Reino de Deus, todavia, quando o Espírito se manifesta em nós temos o ímpeto de nos expressar como Daniel


Pareceu-me bem fazer conhecidos os sinais e maravilhas que Deus, o Altíssimo, tem feito para comigo. Daniel 4:2



domingo, 16 de julho de 2017

Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? 1 Coríntios 3:16



A Bíblia nos mostra que o Templo é um lugar de adoração, um local especial, consagrado a Deus, onde habita o Altíssimo e, por isso, um lugar santo. A ideia de Templo no Antigo Testamento remete-nos a lugar físico, mas no Novo Testamento a ideia de templo passa a ser as próprias pessoas, ou os servos de Deus, por isso o apóstolo Paulo faz o questionamento aos coríntios e, por extensão a nós para que venhamos a refletir sobre a responsabilidade de sermos o templo do Espírito Santo. Isso significa que a presença viva de Deus está em nós de forma especial, porque somos consagrados a Deus, santos, separados para andarmos nos caminhos do Senhor. E se Deus ‘habita’ o templo, isso quer dizer que o templo ‘pertence’ a Deus. Então, não há como ser templo de Deus se Deus não habitar o homem, assim como é impossível Deus habitar o homem se o homem não for templo do Altíssimo. E Deus não habita onde há imundícia. Assim nos diz o profeta Isaías 57:15

“Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito; como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos”




sábado, 15 de julho de 2017

Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus. 1 Coríntios 3:9



Depois de demonstrar aos coríntios que é o Senhor quem dá o crescimento a obra o apóstolo Paulo nos faz refletir sobre qual tem sido a nossa contribuição para que a Igreja cumpra seu papel nos propósitos de Deus. Ele nos mostra que somos parte do Corpo e que cada um de nós tem a sua função na Obra e a compara com uma lavoura e um edifício, conforme o versículo em epígrafe. Ao usar a metáfora da lavoura ele nos fala sobre o cultivo de um campo. Nesse campo está a seara de Deus que, para frutificar, precisa ser cuidado com zelo, por diversos trabalhadores preparando a terra para o cultivo. Assim como no campo se for deixado sem cuidado, crescerá o mato, virão os animais e destruirão a lavoura, na Obra, se descuidarmos, virão as ervas daninhas, as falsas doutrinas, costumes estranhos e o mundanismo a sufocar a Palavra de Deus. Como edifício, a Igreja é construída tijolo a tijolo e é um local onde o esforço conjunto dos cooperadores do reino tornarão a edificação forte, para que ela sobreviva as intempéries e permaneça de pé. É papel de todo cristão cuidar da lavoura de Deus para que ela frutifique no tempo certo, e do edifício de Deus para que ele resista às intempéries e tribulações, até que volte o Senhor, certo de que

O Senhor vosso Deus que vai adiante de vós, ele pelejará por vós, conforme a tudo o que fez convosco, diante de vossos olhos, no Egito; Deuteronômio 1:30
                    

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. 1 Coríntios 2:12



O apóstolo Paulo nos lembra de que desejo que temos de conhecer mais de Deus e a sensação de que somos estranhos no mundo do Senhor por ter sido derramado em nós o espírito de sabedoria e de revelação. O apóstolo afirma que o entendimento que precisamos para sermos santos (separados) vivendo em um mundo cada vez mais corrompido e contaminado pelo mal é algo que está gratuitamente à disposição de todos os salvos por Cristo, como um manancial mas precisamos nos manter em comunhão com Deus para beber dessa fonte. Precisamos buscar o discernimento que o Espírito Santo nos dá para conhecermos melhor a Deus com a mesma sede com a qual buscamos a água da fonte no deserto. Quando bebemos dessa fonte e nos mantemos em comunhão com o Senhor, o Seu Espírito nos dá a conhecer os caminhos pelos quais devemos andar e nos separa da confusão do mundo. Esse espírito de sabedoria e revelação é concedido aos eleitos pelo Espírito Santo de Deus, conforme nos garante o sábio Salomão.


Atentai para a minha repreensão; pois eis que vos derramarei abundantemente do meu espírito e vos farei saber as minhas palavras. Provérbios 1:23
                    


quinta-feira, 13 de julho de 2017

E a minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder; Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus. Todavia falamos sabedoria entre os perfeitos; não, porém, a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que se aniquilam; 1 Coríntios 2:4-6



O apóstolo Paulo nos fala que a mensagem do Evangelho não requer palavras persuasivas de sabedoria humana, de nenhuma erudição para sua transmissão. Ele próprio limitou-se a anunciar o Messias crucificado, demonstrando que a fé dos que se converteram não se baseava em argumentos humanos, mas no poder de Deus, no Espírito Santo, que convence o pecador de seu pecado e o leva à fé em Cristo Jesus. A sabedoria do Evangelho é diferente da sabedoria dos homens, e não foi conhecida pelas autoridades deste mundo pois se a conhecessem não teriam crucificado o Senhor. Ela vem de Deus é dirigida aos maduros na fé, e contém o plano de Deus para salvação dos homens e é revelada pelo Espírito Santo, pois o homem por si próprio é incapaz de compreender o que Deus tem preparado para ele.  

Ó minha alma, espera somente em Deus, porque dele vem a minha esperança. Salmos 62:5
                    

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Para que, como está escrito: Aquele que se gloria glorie-se no Senhor. 1 Coríntios 1:31



O apóstolo Paulo nos fala sobre testemunho. Testemunhar é confirmar aos outros aquilo que vimos ou experimentamos. E mostra-nos, sobretudo, que nosso testemunho deve ter como foco o Senhor e o que tem feito por nós e não a nossa pessoa. A sabedoria humana leva à contendas e divisões, por isso devemos nos focar Naquele que tudo pode e não em nosso próprio saber. Quando tomamos a nós mesmos como referência de conduta e não a Deus, somos tentados a nos exaltar e a nos esquecer de que toda honra e toda glória deve ser dada ao Altíssimo. Os sábios e profetas nos ensinam a honrar a Deus e Nele depositar nossa confiança, fé e esperança, e jamais sermos sábios aos nossos olhos, pois sem o sopro do Criador nada somos
   ¶
Mas o Senhor está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra. Habacuque 2:20
                    


terça-feira, 11 de julho de 2017

E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles. Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre; e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos simples. Romanos 16:17-18




Em tempos de redes sociais e de estrema busca por notoriedade, as pessoas estão se perdendo em sua vaidade e nem mesmo as igrejas podem ser consideradas terrenos livres de escândalos e de paz entre os seus membros. A Bíblia, no entanto, nos ensina que devemos nos apegar à verdade e nos afastarmos de tudo que nos leve à dissensão e que fuja ao que dize a Palavra de Deus. Ela nos ensina que o correto é sempre falar a verdade, mesmo que ela incomode ou fira a todos, em vez falar a mentira, mesmo que ela agrade a todos. Não há mentira do bem, como querem alguns, para justificarem seus deslizes. E a Bíblia nos diz que é melhor ser odiado por falar verdade, do que ser amado por falar mentira ou por esconder verdade. O melhor é permanecermos de pé, por amor à verdade, ainda que contra todos, correndo o risco de ser desprezado e abandonado, do que ter o apoio de toda a multidão, mas não ter a verdade, e, consequentemente, dessagrando a Deus. Paulo nos alerta para que nos desviemos daqueles que nos ensinam o contrário e que, de forma lisonjeira nos levam a sair dos caminhos do Senhor, conforme nos ensina Moisés em Êxodo 23:1-2:  ¶
Não admitirás falso boato, e não porás a tua mão com o ímpio, para seres testemunha falsa. Não seguirás a multidão para fazeres o mal; nem numa demanda falarás, tomando parte com a maioria para torcer o direito.
                    

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança. Romanos 15:4




A Bíblia foi escrita para todo aquele que a lê e compreende produza uma mudança prática em sua vida. Paulo, pelo Espírito Santo, nos apresenta algumas bênçãos que nos advém pela poderosa Palavra de Deus e que nos
 capacitam para viver uma vida espiritual vitoriosa. Pela Palavra escrita recebemos a benção do conhecimento espiritual, pois a Bíblia foi escrita para nosso ensino, para que pudéssemos aprender os segredos de Deus e receber Dele as revelações que nos edificam. O conhecimento espiritual que a Palavra de Deus produz é essencial na vida do crente e só com o conhecimento espiritual que nos proporciona as escrituras é que teremos condições de vencer o inimigo.. Isso está muito claro no alerta que nos faz o profeta Oséias:

 “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento...” (Oséias 4:6).

                    

domingo, 9 de julho de 2017

O que come não despreze o que não come; e o que não come, não julgue o que come; porque Deus o recebeu por seu. (Romanos 14:3)



O apóstolo Paulo nos ensina que não devemos julgar nem criticar a fé dos outros, pois isso cabe somente a Deus, e não a nós. Paulo nos mostra que mesmo dentro de uma mesma igreja podemos encontrar todo tipo de fé.  Se alguns foram instruídos dentro da Lei antes da sua redenção, provavelmente, guardam vestígios da sua antiga fé legalista. E isso não pode ser objeto de crítica ou de condenação. Se alguns se importam em selecionar alimentos e outros em guardar o sábado isso não pode ser motivo de separação entre os irmãos em Cristo. os que são do Senhor sabem que devem resolver essas diferenças em nossa fé na justiça de Deus e não criticando uns aos outros por assuntos tão pequenos que em nada edificam a Igreja ou elevam o Nome do Senhor. A Bíblia considera aqueles que foram redimidos dos seus pecados, pela crença na justiça de Deus, como pessoas preciosas de Deus e Deus apenas que não faz acepção de pessoas, apenas nos pede que amemos uns aos outros e que nos firmemos em Sua Palavra, não em dogmas e doutrinas. Ainda que existam diversidade entre os servos de Deus, a fé na salvação é a mesma. E a Palavra de Deus nos ensina que devemos glorificar a Deus pela fé na Sua justiça, em vez de exaltar a nossa própria justiça. Não devemos julgar a fé do outro e sim exercitar a nossa fé, afirmando como o profeta Habacuque 3:18

Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação.
                    

sábado, 8 de julho de 2017

E isto digo, conhecendo o tempo, que já é hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. Romanos 13:11


O apóstolo Paulo nos exorta a observar o tempo e despertarmos do sono porque a hora do Senhor se aproxima. Ele nos alerta, metaforicamente, para que não esperemos que amanheça o dia. Precisamos estar atentos aos sinais dos tempos. A Bíblia nos alerta que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite, contudo, aqueles que têm a Cristo já não estão em trevas. Paulo, entretanto, nos estimula a estarmos acordados para o grande dia.
Isso significa que devemos assumir nossa missão em Cristo. Devemos ser ativos em nossas responsabilidades, aproveitando todas as oportunidades, atentos aos desafios que nos são impostos. Precisamos conhecer primeiro o tempo de Deus e isso só é possível pelo conhecimento da Palavra. Depois precisamos despertar do sono e acordar do comodismo que nos cerca, pois, como nos lembra o apóstolo Paulo, a nossa salvação está mais próxima de nós. Em breve a Igreja será arrebatada, nós subiremos com o Senhor.

Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono? Provérbios 6:9

                    

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra. A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei. (Romanos 13:7-8)



A Bíblia traz grandes regras sobre finanças que excedem aos manuais de administração. Quem as obedecem testemunham uma vida plena e próspera. O apóstolo Paulo no texto em epígrafe nos ensina uma fórmula para sermos saudáveis financeiramente. Uma das orientações é pagarmos corretamente nossos impostos, ainda que os administradores não façam o seu papel e desviem os nossos recursos. A outra é devermos nada a ninguém. Aquele que toma emprestado e não paga se assemelha ao ladrão que furta ou que rouba o próximo, com a agravante de que também roubou a confiança daquele que lhe emprestou. Ainda que o mundo mostre que na impunidade e na ilicitude o homem prospera, a Bíblia deixa claro que este terá de prestar contas por seus atos. Ainda que aos olhos do mundo o desonesto pareça prosperar, o salmista nos lembra que

"Feliz é o homem que empresta com generosidade e que com honestidade conduz os seus negócios." Salmo 112:5.

                    

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.Romanos 12:20-21


O apóstolo Paulo nos ensina a lidar com aqueles que nos perseguem diferente da forma como o mundo faz. O mundo nos ensina a pagar com a mesma moeda, enquanto o apóstolo nos diz para surpreender os nossos inimigos agindo de forma contrária a lógica do mundo, conforme registrado no texto em epígrafe. Isso pode nos parecer totalmente ilógico, mas é o padrão de ação dado por Deus aos seus filhos. Sabemos que Deus não nos manda fazer coisas sem objetivo. Ele quer que mostremos ao mundo um grande exemplo para que fique perplexo diante do bem que estamos fazendo, e assim fique envergonhado diante do nosso bom procedimento. Surpreender positivamente o inimigo faz com que seja impactado de tal forma que veja diferença como o sal e a luz. Por isso o sábio nos diz

Não deixes de fazer bem a quem o merece, estando em tuas mãos a capacidade de fazê-lo. Provérbios 3:27
                    

quarta-feira, 5 de julho de 2017

De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; Se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; Ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria. Romanos 12:6-8



O apóstolo Paulo trata dos dons que recebemos segundo a Graça. Dom vem do grego chárisma e significa habilidades determinadas por Deus, as quais deveriam ser utilizadas para edificar os membros do corpo de Cristo. Esses   dons não são atributos ou conquistas pessoais. Eles vêm de Deus e não podem ser cancelados ou mudados, contudo, podem ser administrados e desenvolvidos por aquele que foi agraciado com eles. E o apóstolo ensina que que profecia se refere a todos os dons espirituais que envolvem o anúncio da Palavra de Deus e em um sentido mais estrito, significa a revelação da vontade de Deus em uma situação particular. Quando recebemos os dons, precisamos saber que não nos pertencem e que apenas nos cabe administrar e fazer bom uso daquilo que nos foi dado para o serviço e não para nosso deleite pessoal. Por isso o apóstolo exorta-nos a que façamos da melhor maneira aquilo que Deus colocou em nossas mãos. Ministério é serviço e para exercer esse dom devemos nos colocar na posição de servos e não de senhores. E para exercitar qualquer dos dons que o Senhor nos concede, a orientação do Espírito é que deve ser a nossa pauta, conforme nos ensina Moisés

Cada um, conforme ao dom da sua mão, conforme a bênção do Senhor teu Deus, que lhe tiver dado. Deuteronômio 16:17

                    

terça-feira, 4 de julho de 2017

Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. Romanos 12:1-2



Sacrifício pode ser entendido no sentido bíblico como "Qualquer coisa consagrada e oferecida a Deus." Nessa perspectiva, o apóstolo Paulo nos leva a refletir sobre como estamos nos comportando e como é que nós nos consagramos e oferecemos a Deus como sacrifício vivo. A Bíblia relata que, sob a Velha Aliança, Deus aceitou o sacrifício de animais como expiação de nossos pecados. Mas essa propiciação, com sacrifício completo e final de Jesus, o Cordeiro perfeito, tornou-se obsoleta e vazia de significado depois da morte de cruz em nosso lugar e em nosso favor. A Cruz revogou os sacrifícios do Antigo Testamento mostrando-nos que esses eram apenas uma sombra prenunciadora que apontavam para o sacrifício do Cordeiro de Deus, o Cristo. Por causa Dele nenhum outro mais têm nenhum efeito ou eficácia. Assim, o apóstolo nos mostra que para nós, os que estamos em Cristo, que recebemos a salvação pela Sua graça, a única adoração aceitável é nos oferecermos ao Senhor, sem nenhuma reserva. E como sacrifício vivo, não como um ritual simbólico não podemos nos conformar com este mundo, por isso devemos viver como diz o salmista

Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. 3 Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.” (Salmos 1:2-3
                    

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Porque quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém. (Romanos 11:33-36)


O apóstolo Paulo nos mostra na Carta aos Romanos que Deus quer que estejamos em sintonia com Ele, compreendendo a nossa inserção como filhos e, por meio de Jesus Cristo, sendo capazes de viver a prática moral requerida para os escolhidos. Riquezas,  sabedoria e conhecimento de Deus são insondavelmente profundos e por mais que nos esforcemos com nosso entendimento, sem a inspiração do Espírito jamais conseguiremos nos aprofundar no conhecimento ou na sabedoria de Deus, pois nada há abaixo nem acima de Deus. Isso significa que nada há diante Deus entre Sua profundeza e altura, por essa razão o apóstolo Paulo sentencia no versículo 36, “Porque dele e por meio Dele, e para ele, são todas as coisas.” Por isso, nenhum ser pode se imaginar capaz de dar nada a Deus algo que já não seja Dele.

Porque o Senhor Altíssimo é tremendo, e Rei grande sobre toda a terra. Salmos 47:2
                    

domingo, 2 de julho de 2017

E, se as primícias são santas, também a massa o é; se a raiz é santa, também os ramos o são. Romanos 11:16


O Dicionário Aurélio registra que primícias é: “Primeiros frutos; primeiras produções; primeiros efeitos; primeiros lucros; primeiros sentimentos; primeiros gozos; começos, prelúdios”. Nesse sentido, primícias à luz da Bíblia significa que a Deus pertencem os primeiros frutos. As Escrituras nos mostram a importância que Deus dá ao nosso ato de entregarmos a Ele as nossas primícias, ou a primeira parte de tudo o que fazemos ou temos. Deus não instituiu as ofertas porque precisa de algo que venha de nós, mas para provar o nosso coração numa das áreas em que demonstramos um grande apego. De igual modo Deus não precisa de nossos primeiros frutos. Ele é soberano e senhor de todas as coisas. Nós é que precisamos Dele em primeiro lugar em nossas vidas. E se entregamos a Deus nossos primeiros frutos, seja em dinheiro, tempo, pensamento... na verdade estamos dando-Lhe honra. Demonstramos o lugar especial que Ele ocupa em nossas vidas.

A Bíblia está repleta de histórias de pessoas que mantiveram Deus em primeiro lugar em suas vidas a despeito do preço a ser pago, como Abraão,  José, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego  e Daniel. Todos esses se recusaram a obedecer a vontade humana e deram honra a Deus. Estes  exemplos nos inspiram a seguir os mesmos passos e a atender a exortação de Salomão em Provérbios 3:9-10

sábado, 1 de julho de 2017

De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus. (Romanos 10:17)



  A Bíblia diz que sem fé é impossível agradar a Deus, e o apóstolo Paulo nos ensina que todos precisamos de fé, para nos chegarmos a Deus. E isso significa que todos precisamos de ouvir e refletir na Palavra de Deus para fazer brotar e crescer em nós a fé e na comunhão com Deus prosperarmos em fé. Neste texto Paulo nos informa que o plano de salvação está submissa à Palavra. A fé que nos salva vem pela audição do que Deus está nos falando, e isso nos é dado sentir pelo Espírito. Paulo deixa claro, ainda que nas entrelinhas, que ninguém será salvo pelas boas obras, nem por ter um bom comportamento, tampouco por pertencer a uma igreja ou ser religioso. Para que uma pessoa seja salva, livre de condenação eterna precisará ouvir a Palavra. Mais do que ouvir, ela precisará colocar em prática a Palavra, pois quem ouve e vive o Evangelho está sujeito a uma transformação radical. E quem assim o faz agrada a Deus. Quem busca a Palavra e Nela se aprofunda encontra a Verdade e a Salvação, pois como nos diz o profeta Isaías 55:11

 É que a "Palavra que sai da boca de Deus não voltará vazia para Ele, antes que tenha feito no coração do homem a obra para que foi enviada" (Isaías 55:11).

                    


sexta-feira, 30 de junho de 2017

Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê. Romanos 10: 4



Paulo faz no texto em epígrafe uma importante declaração a respeito de Cristo e da Lei. E várias tem sido as interpretações sobre essa afirmação, gerando doutrinas diversas. O apóstolo nos mostra que os gentios alcançaram a justificação pela fé, enquanto Israel, nação eleita, falhou em atingir a lei de justiça porque se pautaram pelas obras e não pela fé. Quando Paulo diz que Israel tropeçou na pedra que é Jesus ele nos leva a refletir que o problema não era lei em si, mas a forma como Israel se relacionava com ela, uma vez que o próprio Jesus mostrou-nos guardar a Lei era desejável. Contudo, a nação Israelita, por desconhecer que a justiça é fruto da graça, buscava estabelecer pelas obras a sua própria justiça e não se sujeitaram a de Deus. Assim, Paulo nos convida a compreender que Cristo é o alvo para o qual a Lei foi intencionada e que a justiça não está na Lei, mas em seu alvo: Jesus. E todo aquele que crê Nele é justificado e pode se alegrar como faz o salmista.

Cantem e alegrem-se os que amam a minha justiça, e digam continuamente: O Senhor seja engrandecido, o qual ama a prosperidade do seu servo. Salmos 35:27




quinta-feira, 29 de junho de 2017

Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim? Romanos 9:20


Paulo pondera sobre a atitude da criatura humana de contestar o Criador. A ideia de que o homem possui livre-arbítrio pleno e que pode escolher livremente os seus caminhos, segundo os desígnios do seu coração, é uma heresia muito antiga chamada universalismo que ensinava que todos no fim seriam salvos.  Ao negar a existência do inferno, os universalistas, vão contra as Escrituras. Essas doutrinas colocam a criatura no centro e autor de seu destino, enquanto a Bíblia mostra claramente que o homem é escravo do pecado (João 8:34-35. Ignoram que Deus é Soberano e que nada em todo o universo foge do Seu controle. Enquanto os humanistas exaltam a vontade humana e, de forma exacerbada, atualmente, pregam que a criatura é soberana para decidir sobre o que ser e quem ser, Paulo nos lembra que


"O coração do homem planeja o seu caminho, mas o SENHOR lhe dirige os passos." (Provérbios 16:9)



quarta-feira, 28 de junho de 2017

Os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios? Os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios? Como também diz em Oséias: Chamarei meu povo ao que não era meu povo; E amada à que não era amada. E sucederá que no lugar em que lhes foi dito: Vós não sois meu povo; Aí serão chamados filhos do Deus vivo. Romanos 9:24-26



Desde os dias da Igreja Primitiva, com a missão do apóstolo Paulo até os dias atuais, Deus pelo Seu Espírito Santo tem feito tanto a judeus como a gentios o chamado a que se tornem Seus filhos. Paulo afirma que "Deus não faz acepção de pessoas" (Romanos 2:11) e ele mesmo se considerava devedor a gregos, a bárbaros e a judeus, ainda que, como estudioso das Escrituras Sagradas, estivesse consciente das vantagens que os judeus tinham sobre os outros povos, porque sabia que "as palavras de Deus lhe foram confiadas". (Romanos 3:2), primeiramente e que a um judeu foi feita a promessa. Contudo, esse apóstolo nunca se omitiu em anunciar que o Evangelho "é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé." Romanos 1:16-17. Paulo deixa claro em sua carta aos romanos que o Evangelho de Cristo é destinado e igualmente eficaz a judeus e gentios e ele o faz também fundamentado nas palavras dos profetas, como se pode verificar em Oséias 2:23b.

e eu direi àquele que não era meu povo: Tu és meu povo; e ele dirá: Tu és meu Deus! Oséias 2:23b

terça-feira, 27 de junho de 2017

Nem por serem descendência de Abraão são todos filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência. 8 Isto é, não são os filhos da carne que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa são contados como descendência. Romanos 9: 7-8



Paulo nos mostra que há uma grande diferença entre os filhos da carne e os filhos da promessa. Ainda que ambos tenham os mesmos pais, para Deus uns são filhos e os outros não. E ilustra com a referência aos três patriarcas, Abraão, Isaque e Jacó, e aos seus descendentes. A Bíblia relata que Abraão teve dois filhos: Ismael e Isaque. O primeiro segundo a carne, e outro segundo a promessa. Em Isaque é chamada a descendência de Abraão. E Isaque também teve dois filhos: um segundo a carne, Esaú, e um segundo a promessa, Jacó. De igual modo, Jacó teve filhos segundo a carne e filhos segundo a promessa, pois nem todos os que descendem de Israel são israelitas.
Desse argumento, podemos afirmar que os filhos de Deus não são os filhos segundo a carne, mas sim segundo a promessa. Os filhos gerados por Deus e não pela carne são os escolhidos. Isso significa que podemos ter muitos filhos, mas nem todos talvez sejam filhos de Deus. Os filhos da promessa chegam depois de uma espera, enquanto os filhos da carne não, pois a carne lança mão dos recursos próprios, e não espera em Deus, e então fracassa. Por isso Deus nos exorta por meio do Salmista:

"Aquietai-vos, e conheçam que eu sou Deus; serei exaltado entre as nações; engrandecido serei na terra" (Salmos 46:10).



segunda-feira, 26 de junho de 2017

Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. (Romanos 8: 20-21)



Paulo já dizia em seu tempo que a criação foi corrompida pela vaidade herdada da natureza daquele que desde o início tem sujeitado a humanidade ao pecado. Ainda hoje se pode perceber as consequências dessa sujeição ao pecado, por isso o tempo presente na citação do apóstolo continua oportuno. Paulo afirma que “(...) que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora”. E por extensão também nós, feitos filhos por adoção, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos. Mas a diferença exposta por esse homem de Deus que viveu de uma maneira profunda a transformação em sua vida é que, diferentemente das criaturas, os filhos em esperança são salvos. E esperamos com paciência, cientes de que o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis, pois Aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito e intercede pelos santos. Ainda que passemos por circunstâncias adversas, sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. (Romanos 8:28), por isso podemos afirmar como o salmista:

Porque em ti, Senhor, espero; tu, Senhor meu Deus, me ouvirás. Salmos 38:15


domingo, 25 de junho de 2017

Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Romanos 8:15-16



A adoção pode ser entendida como a outorga da posição de direitos, privilégios, honras de filho de Deus. Assim, outorgar filiação é colocar alguém na posição de Filho de Deus. Nesse prisma, o apóstolo Paulo afirma que se recebemos o Espírito de adoção somos inseridos na família de Deus, pois fomos feitos filhos de Deus. Desse modo, temos nossa natureza regenerada de criatura para recebermos a posição de filho de Deus. Essa mudança de natureza vem com a justificação, com nossa mudança de situação perante a lei. Nossa regeneração pressupõe a santificação, com nossa mudança de caráter, porque somos separados para viver segundo o Espírito e não segundo a carne. Pela adoção, nossa posição de rejeitados é alterada para sermos aceitos e amados como filho. Pela regeneração de nossa natureza pecaminosa recebemos uma nova vida. Pela adoção, recebemos a natureza do Pai e temos intimidade com Ele. E o Espírito confirma em nós que somos filhos de Deus. Sendo filhos estamos libertos da escravidão da lei. E recebemos o penhor da herança pelo próprio Espírito Santo, temos o testemunho do Espírito que nos garante a segurança e a comunhão com o Pai. Antes mesmo da fundação do mundo o Senhor já havia decidido adotar como Seus filhos algumas criaturas. Mas para sermos adotados a condição fundamental é atitude de fé. Pela fé recebemos o poder de nos tornarmos filho de Deus. Por isso, não podemos jamais nos esquecer de que Deus não abandona Seus filhos e mesmo em face das piores circunstâncias não somos abandonados, pois temos  um Pai e podemos dizer: Aba, Pai.


Abençoará os que temem ao Senhor, tanto pequenos como grandes. Salmos 115:13



sábado, 24 de junho de 2017

Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. Romanos 8:6




O apóstolo Paulo nos mostra que quando pautamos nossa vida pelo Espírito Santo, que nos convence do pecado, e nos mostra qual o caminho podemos seguir. O caminho que trilhamos seguindo os passos do Senhor Jesus nos leva à paz, apesar das turbulências dessa vida, e à salvação que nos leva à vida eterna na Glória, ao passo que os caminhos deste mundo somente nos oferecem a angústia, a incompletude nesta vida e o tormento n a morte eterna. Portanto, ao nos inclinarmos para o Espírito, podemos ter a confiança de recebermos a nossa recompensa garantida pelo sacrifício de Cristo Jesus para todo aquele que Nele crer. Embora na Graça não somos cobrados a nenhum pagamento, é necessário crescermos pela inspiração do Espírito, pois temos uma dívida de amor para com o Senhor e de sujeição para com o Espírito por causa da obra consumada. Assim, quando deixamos todo embaraço e o pecado que nos rodeia, somos instados pelo Espírito a sermos perseverantes na missão que nos está proposta, olhando firmemente para Jesus, autor e consumador da nossa fé. E, despojando das coisas do velho homem, revestidos do novo, podemos viver na inclinação do Espírito, sendo renovados a cada dia, como nos diz o profeta Jeremias 42:3

Para que o Senhor teu Deus nos ensine o caminho por onde havemos de andar e aquilo que havemos de fazer. Jeremias 42:3


sexta-feira, 23 de junho de 2017

Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. (Romanos 8:1)



O apóstolo Paulo nos lembra que embora nem todos os homens são justificados, para aqueles que estão em Cristo Jesus não há condenação. Porque pertencemos a Cristo, Ele intercede por nós como nosso advogado lá. Cristo é a nossa justiça. Ele é justo e chamou sobre si as nossas dores e pecados, quando venceu a morte. Jesus é o nosso advogado no céu. É o nosso intercessor e nos abençoa. Aqueles que não andam segundo a carne, que escolhe viver de acordo com o Espírito encontra a paz e a libertação. Viver segundo o Espírito significa aceitar a disciplina e o senhorio de Jesus. Ser cristão é estar em Cristo e, portanto, viver segundo o espírito, com a orientação do Espírito, enquanto viver segundo a carne é o oposto de ser cristão. Paulo afirma que fomos chamados para a liberdade. E Cristo é a verdade que liberta. E aquele que busca a Verdade é livre, como afirma o salmista

E andarei em liberdade; pois busco os teus preceitos. Salmos 119:45


quinta-feira, 22 de junho de 2017

Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Romanos 7:19



A reflexão feita pelo apóstolo Paulo é também a nossa constatação quando erramos. Queremos fazer o bem, andar no caminho certo, ser mais pacientes e tolerantes com as pessoas, mas nem sempre conseguimos domar o velho homem que habita em nós, apesar de conhecermos a novidade de vida, pela graça do Evangelho de Jesus Cristo. Mas o fato é que, se temos o Espírito Santo, Ele nos constrange a fazer o bem e nos faz sentir incomodados quando não o fazemos. Muitas vezes achamos mais fácil criticar, responder com rispidez e intolerância do que agir com amorosidade e paciência com aqueles que nos incomodam. Se fizemos ao outro como Deus faz conosco seria diferente. Apesar de sermos maus, Deus nos ama e nos perdoa. Falta-nos domínio próprio para vivermos conforme o Senhor nos ensina. Mas domínio próprio é um dom do Espírito Santo. E se buscarmos esse dom, o Espírito nos guiará. E assim seremos capazes de resistir ao que nos faz vítimas das próprias fraquezas pois, conforme nos ensina Salomão em Provérbios 25:28

Como a cidade derrubada, sem muro, assim é o homem que não pode conter o seu espírito.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor. Romanos 6:23


O apóstolo Paulo nos mostra como é a vida sem Cristo e a vida com Cristo. Sem Cristo, somos dominados pelo pecado e recebemos, por isso, o pagamento por termos uma vida que desagrada a Deus. Esse salário do pecado é a morte, a condenação eterna para quem permanece distante de Deus, insistindo em uma vida de pecado. Todavia, há uma forma de não recebermos esse pagamento: recebendo a salvação por meio de Jesus Cristo, a graça de Deus derramada sobre aqueles que creem. O dom gratuito de Deus nos é ofertado para que nos libertemos da escravidão do pecado e nos tornemos filhos de Deus. Pela graça e misericórdia do Senhor derramada sobre todos aqueles que receberam Jesus Cristo em suas vidas e creram de fato e de verdade temos a oportunidade de escapar da morte espiritual e do sofrimento eterno, pois Deus nos deu a possibilidade de trocar o sofrimento eterno pela vida eterna, como nos lembra o profeta Daniel 12:2


E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno.