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quarta-feira, 24 de maio de 2017

E disse-lhe o anjo: Cinge-te, e ata as tuas alparcas. E ele assim o fez. Disse-lhe mais: Lança às costas a tua capa, e segue-me. Atos 12:8



O versículo em epígrafe refere-se a um episódio de um grande livramento da parte de Deus para o Apóstolo Pedro, preso a mando de Herodes, porque pregava a Palavra de Deus, num momento muito difícil para a Igreja Primitiva, quando muitos eram perseguidos e maltratados. Lucas relata que Herodes mandou matar à espada o Apóstolo Tiago, irmão do Apostolo João. E estando Pedro preso, no meio da festa dos Pães Asmos / Pascoa, seria morto. No entanto, enquanto a igreja fazia contínua oração por ele, Deus manda um anjo à prisão e liberta o Seu servo. Então, Pedro entendeu que foi verdadeiramente liberto pelo Senhor que o livrou da mão de Herodes, e de tudo o que o povo dos judeus esperava. Ainda hoje aqueles que têm compromisso com a verdade sofrem perseguições, são criticados e julgados principalmente por uma sociedade que compactua com a mentira e com a corrupção dos valores morais. Mas assim como Pedro a nossa fé não pode ser abalada. Não podemos fazer coro com os que aceitam a podridão moral. Nosso corpo pode padecer, mas a nossa fé deve permanecer inabalável, não importa o tamanho da perseguição. Mas é preciso atentar para um fato importante relatado pelo autor de Atos: enquanto Pedro estava preso, a igreja fazia continua oração por ele a Deus. Esse é o segredo da vitória: oração. Uma Igreja que crê em milagres busca a Deus em oração, e luta com armas espirituais. Quando clamamos ao Senhor, Ele nos liberta dos grilhões. A Palavra de Deus nos diz que não há prisão que nos detenha quando contamos com a mão poderosa de Deus. O Senhor nos diz para colocarmos a capa, calçarmos as sandálias, e abandonarmos aquilo que nos aprisiona, pois
  


para aquele que está entre os vivos há esperança (porque melhor é o cão vivo do que o leão morto). Eclesiastes 9:4

terça-feira, 23 de maio de 2017

E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja, e ensinaram muita gente; e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos. (Atos 11:26)



O apóstolo Lucas, autor de Atos, foi, além de médico, um historiador, pesquisador e observador e, imbuído da nobre missão que recebeu, usou esses dons para registrar o início e o caminhar da Igreja de Cristo. No texto em epígrafe, Lucas faz uma observação sobre a forma pejorativa com que os seguidores de Cristo passaram a ser chamados na região de Antioquia. O objetivo foi claramente de ridicularizar aqueles que insistiam em obedecer a Cristo, o Nazareno crucificado entre dois ladrões e cujo corpo não foi encontrado no sepulcro depois do terceiro dia de seu sepultamento. A intenção de apelidar aqueles homens de cristãos, que significa pequeno Cristo, foi pejorativa, uma zombaria que, em vez de incomodar, foi aceita com orgulho por aqueles homens que se sentiam honrados em continuar a missão do Mestre. Assim, os “cristãos” se orgulharam do seu apelido que conquistou respeito e dignidade. Mas o apontamento de Lucas no Livro de Atos nos faz refletir sobre como os cristãos da atualidade estão honrando esse nome. Precisamos ponderar se quando o mundo se refere aos cristãos hoje o tem feito em sinal de honra ou desonra. A história dos cristãos contemporâneos mostra-nos que eram perseguidos justamente porque, a exemplo dos cristãos da Igreja Primitiva, insistiam em imitar a Cristo e a obedecer à Palavra de Deus. Hoje, ser chamado de cristão soa como elogio ou como crítica? O que estamos fazendo para honrar ou difamar o nome de Cristo? Precisamos nos certificar de que o nome de Deus não seja caluniado por nossas atitudes
  

Porque todos os povos andam, cada um em nome do seu deus; mas nós andaremos em nome do Senhor nosso Deus, para todo o sempre. Miquéias 4:5


segunda-feira, 22 de maio de 2017

E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas; Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo. Atos 10:34-35



O Livro de Atos foi escrito para orientar a Igreja em sua missão que ainda está em curso. Sabemos que o Espírito Santo capacitou os apóstolos para propagar o testemunho de Cristo ao mundo gentio e o relato de Atos 10, com destaque para o texto em epígrafe, mostra-nos que o Senhor não faz acepção de pessoas e determina a quebra de paradigmas no episódio em que o anjo aparece a Cornélio, um centurião de Cesareia. A Bíblia conta que Cornélio era um oficial do exército romano temente a Deus que vivia uma vida de oração e boas obras aos necessitados. Cornélio teve uma experiência ímpar com Deus e ao receber a ordem logo encarregou dois de seus soldados para procurarem por Pedro. Simultaneamente, Pedro também teve uma visão quando subiu ao eirado para orar. Uma voz lhe dizia para ele se levantar, matar e comer um animal, todavia, por ser judeu, não estava disposto a violar a lei do Antigo Testamento quanto aos animais imundos. Contudo, a voz o orientava para que não considerasse impuro o que Deus tinha abençoado. Essas duas passagens nos fazem refletir sobre os propósitos de Deus na vida desses dois homens. De um lado um judeu que respeitava a tradição, de outro um gentio temente a Deus. Vemos que Deus estava chamando gentios cerimonialmente impuros para serem salvos e por essa razão a restrição alimentar não fazia mais sentido, uma vez que também era usada para distinguir judeus e gentios. Ao encontra-se com Cornélio, Pedro percebeu que a visão que teve ia além das restrições alimentares e entendeu que os judeus não deveriam mais considerar impuros os gentios, pois quebrado esse paradigma, daquele momento em diante,  judeus e gentios, teriam o mesmo valor diante de Deus. O Senhor Deus estava demolindo os preconceitos até então existentes no coração de Pedro  a fim de que dali em diante pusesse em prática o que profetizou Isaías 42:7

Para abrir os olhos dos cegos, para tirar da prisão os presos, e do cárcere os que jazem em trevas. Isaías 42:7


domingo, 21 de maio de 2017

E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. Atos 9:3



Esse versículo fala de um momento crucial para a vida da Igreja e, sobretudo, para a vida do apóstolo Paulo, quando ele, ainda chamado Saulo, recebeu do sumo sacerdote autorização para ir às sinagogas de Damasco e levar presos a Jerusalém homens e mulheres que estivessem falando sobre Jesus. Contudo, Deus tinha outros planos para a sua vida e para a Sua Igreja. Saulo vivia a vida da maneira como ele tinha sido criado, cumprindo a sua função de fariseu, culto, e profundamente devoto dos mandamentos do Senhor. Para ele, a religião cristã era uma seita, que deveria ser contida antes que pudesse causar problemas.  E assim,   zeloso desse trabalho ia para Damasco buscar cristãos para prendê-los, mas no caminho, foi surpreendido por um resplendor de luz do céu que o fez cair em terra depois de ouvir uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? Depois disto, entendendo ser a voz de Deus, atendeu à exortação do Senhor e ainda sem conseguir enxergar dirigiu-se aos que antes perseguia e fez conforme Deus lhe mandou. A luz do Senhor refletida em Saulo cegou-lhe os olhos por um tempo, mas essa mesma luz ao ser refratada o conduziu a novos caminhos. E Saulo transformado em Paulo, de perseguidor da Igreja passou a seu grande precursor. Ir a Damasco foi necessário para que Saulo se transformasse em Paulo e passasse a fazer parte da edificação da Igreja de Cristo. Quando as escamas caíram dos olhos de Saulo ele conseguiu enxergar sob uma nova ótica e foi poderosamente usado por Deus para pregar a muitas nações. Assim como fez com Paulo, Deus faz com aquele que escolhe para fazer a Sua Obra. Ele abre os olhos e a mente para que a verdadeira conversão aconteça e nos faz Seus discípulos, assim como fez a Paulo

Para abrir os olhos dos cegos, para tirar da prisão os presos, e do cárcere os que jazem em trevas. Isaías 42:7


sábado, 20 de maio de 2017

E havia grande alegria naquela cidade. Atos 8:8


Esse versículo fala de um momento bastante significativo da Igreja Primitiva, quando as pessoas estavam sendo libertas pelo poder da Palavra. Enquanto Saulo, o que veio a se converter e ser transformado de perseguidor da Igreja a apóstolo de Cristo, assolava a Igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres para leva-los à prisão, Filipe e os demais discípulos iam por toda a parte, anunciando a palavra e pregando a Cristo. A Bíblia diz que as multidões unanimemente prestavam atenção ao que Filipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia, pois que os espíritos imundos saíam de muitos e os paralíticos e coxos eram curados. (Atos 8:3-7). Tudo isso e a alegria do verdadeiro encontro com Cristo era motivo de alegria. Lucas narra que até mesmo um homem que vivia de enganar as pessoas com mágicas e ilusionismos ao ouvir a Palavra se converteu e se transformou. A Palavra de Deus tem esse poder transformador e é a única que pode trazer a verdadeira alegria que o mundo apenas oferece, mas não entrega. A alegria que vem do Senhor não é passageira, como nos garante o profeta Isaías.



E os resgatados do Senhor voltarão; e virão a Sião com júbilo, e alegria eterna haverá sobre as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido. Isaías 35:10






sexta-feira, 19 de maio de 2017

E os patriarcas, movidos de inveja, venderam José para o Egito; mas Deus era com ele. Atos 7:9


O texto em epígrafe é uma retomada do autor de Atos dos passos da trajetória do povo de Deus e nos faz refletir sobre situações que não de acontecer nos dias atuais. Movidas por inveja muitas pessoas, mesmo andando corretamente, são alvos de atitudes e de perseguições de outras. Não raras vezes verificamos que as perseguições e injurias são feitas por pessoas próximas, pelos próprios colegas, familiares, ou até irmãos de fé. Lucas, ao escrever a história da Igreja, lembrou a atitude dos patriarcas em relação ao seu próprio irmão. Mas, assim como acontece ainda hoje, Deus reverte a situação e faz do que parecia ser mal um bem maior, pois todas as coisas contribuem para o bem dos que amam a Deus. Assim como José foi alçado à condição de grande importância no maior império de seu tempo, por intermédio da ação movida pela inveja de seus irmãos, Deus age em nosso favor e muda o curso da história, quando somos fieis a Ele. Nenhum mal nos sobrevirá, quando entregamos nossos caminhos ao Senhor. O que o mundo, ou nossos algozes, reputam por mal será transformado em bem e nos elevará a posições maiores. Nenhuma inveja pode destruir aquele que anda com Deus e Nele pauta as suas decisões. Assim como foi com José, será com os que seguem a Deus.  



Mas o Senhor era com José, e ele tornou-se próspero; e estava na casa do seu senhor, o egípcio. E viu o seu senhor que Deus era com ele, e que fazia prosperar em sua mão tudo quanto ele empreendia. Gênesis 39:2-3



quinta-feira, 18 de maio de 2017

Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra. Atos 6:4



O crescimento da Igreja primitiva era impressionante, desde o dia de Pentecostes, quando o Senhor acrescentou à Igreja todos os que de bom grado receberam a Palavra, e foram batizados. Das quase três mil almas que se pronunciaram com a disposição de seguir a missão apostólica e de formar o Corpo de Cristo, movido pelo Espírito Santo, o número dos discípulos ia crescendo, por isso houve necessidade de escolher, entre eles, homens cheios do Espírito Santo e sabedoria, para colaborarem na administração dos negócios da Igreja, pois os apóstolos não podiam deixar os ministérios da Palavra e da Oração, autênticos pilares da fé daquela multidão. Assim a Igreja se estabelecia também com a organização de seus ministérios. Para que alguns se dedicassem com mais tempo à oração, o estudo da Palavra  para plantar vida nos corações a partir das Boas Novas, outros cuidavam dos negócios seculares a fim de que a Igreja pudesse se sustentar e seguir firme a sua missão. Os apóstolos tinham consciência disto e, por isso, permaneceram íntegros, cuidando integralmente na Obra da Oração e da Palavra. E assim como fez Moisés, na condução do povo de Deus na travessia do deserto, os discípulos dividiam responsabilidades, cada um fazendo uso do dom que Deus lhe deu. Essa também deve ser a conduta da Igreja atual. Somos todos coparticipes dessa missão e precisamos colocar os dons que Deus nos emprestou a serviço da Igreja do Senhor.  Assim, se todos trabalharmos com honestidade na tarefa que nos foi confiada a Obra será feita mais eficientemente.

O Senhor está longe dos ímpios, mas a oração dos justos escutará. Provérbios 15:29




quarta-feira, 17 de maio de 2017

E a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais. Atos 5:14


O livro de Atos registra os fundamentos da Igreja e mostra-nos que uma das razões de seu crescimento foi a unidade entre aqueles que se dispuseram a continuar a Obra do Senhor Jesus. Lucas relatou os milagres e demonstrações do Espírito Santo, mas registrou com ênfase o espírito de colaboração e de partilha entre todos os que iniciaram e seguiram nessa missão. As pessoas começam a dar e a repartir seus bens uns com os outros de livre vontade, certamente, como uma manifestação sobrenatural do Espírito Santo. E essa liberalidade e compromisso faziam a Igreja crescer. Esse crescimento também era fruto das orações constantes de uma Igreja unida em um só coração e um só propósito. A cooperação mútua fortalecia o corpo de Igreja e as orações faziam com ela crescesse fortalecida não só  em número, mas também espiritualmente. Se queremos uma Igreja forte, o primeiro passo é deixar que ela seja dirigida pelo Espírito Santo, e fortalecida pela união e cooperação de seus membros.  Se quisermos grandes conquistas, a busca em oração tem que ser proporcional. Se quisermos que a Igreja cresça, precisamos nos santificar e nos colocar na dependência do Senhor, que ouvirá a nossa oração

O Senhor está longe dos ímpios, mas a oração dos justos escutará. Provérbios 15:29


terça-feira, 16 de maio de 2017

Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido. Atos 4:20



O Livro de Atos foi escrito para contar a história da Igreja que ainda continua sendo escrita e para orientá-la em sua missão permanente. Lucas descreve como o Espírito Santo capacitou os apóstolos para propagar o testemunho de Cristo aos gentios. No texto em epígrafe, vemos uma confissão de fé e de fidelidade à Obra. Os apóstolos João Pedro realizaram um grande milagre e, imbuídos da autoridade dada pelo Senhor, pregavam e convenciam multidões indecisas para leva-las a Cristo. Mas os sacerdotes, saduceus, incomodados com aquele movimento que arrebatava multidão prenderam Pedro e João. A intenção era calar esses homens que cada vez mais persistiam na missão de pregar o Evangelho e de preparar a Igreja do Senhor Jesus. Não se via mais nenhuma sobra de um Pedro acorvardado que negou o Seu Mestre, mas um discípulo que pregava com ousadia e intrepidez. Esse episódio nos ensina que como discípulos devemos ter essa ousadia e falar sobre Aquele que nos comissionou. Ao aceitarmos ser discípulos de Jesus nos tornamos Suas testemunhas e isso significa que devemos descrever com fidelidade o que temos visto e ouvido sobre o Mestre. Pedro não chamou a si a honra do milagre realizado quando curou o homem coxo, mas afirmou aos sacerdotes que ele foi curado em nome de Jesus. Precisamos ter coragem e intrepidez para apregoarmos ao mundo que a salvação é possível exclusivamente em nome de Jesus. Ainda que o mundo e suas autoridades tentem evitar, o milagre não pode ficar oculto e não há como negar aquilo que Deus faz. Como testemunhas fieis, devemos fazer como nos exorta o salmista:


Cantai louvores ao Senhor, que habita em Sião; anunciai entre os povos os seus feitos. Salmos 9:11


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Vós sois os filhos dos profetas e da aliança que Deus fez com nossos pais, dizendo a Abraão: Na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra. (Atos 3:25)



Durante Seu ministério, Jesus levou Seus discípulos a compreender na prática qual era a Sua missão na terra. E, estando prestes a deixa-los, chamou-os para transferir a eles a unção, dando-lhe poder para agir em Seu nome, consoante os propósitos do Reino. O texto em epígrafe é a procuração do Senhor que constitui e outorga poderes aos discípulos para que pudessem fazer o mesmo que Ele fazia. Acolhendo a convocação de Jesus, nossa tarefa é repetir o que os discípulos fizeram. Essa é uma experiência missionária que nos leva a anunciar o Reino de Deus, abençoando as pessoas de acordo com os dons que o Senhor nos concedeu. Assim como cada discípulo tinha uma personalidade diferente, com habilidades diversas, também somos escolhidos para fazer conforme Deus nos comissiona para atuar nas escolas, nos hospitais, nos presídios e nas ruas… Cada um tem a oportunidade de agir em prol da Obra. Ao abandonarmos nossos interesses, nossas agendas e preocupações para irmos ao encontro dos outros estamos seguindo os passos do Senhor e, certamente, seremos herdeiros da promessa expressa em Gênesis 12:3
  

E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra. Gênesis 12:3




domingo, 14 de maio de 2017

E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda. Atos 3:6


Os primeiros capítulos de Atos mostram os discípulos recebendo o poder do Espírito Santo. Sabemos que é pelo Espírito que somos transformados e é nesse cenário que percebemos a decisiva transformação do Apóstolo Pedro. Esse Pedro que expressou as palavras do texto em epígrafe que em nada nos lembra aquele Pedro que negou Jesus antes de ser tratado por Ele e receber o comissionamento por parte do Mestre para apascentar as suas ovelhas. Vemos aqui discípulo cheio do poder e da unção de Deus por intermédio do Espírito Santo, mas sem a presunção de ser dono dessas virtudes. O apóstolo Pedro, descrito no Livro de Atos nos faz refletir sobre a importância de nos deixarmos ser transformados e conduzidos pelo Espírito, pois independente de quem somos, de qual seja nosso status, grau de instrução, condição financeira, cor, religião, caráter, ou de nossos erros e pecados, Deus pode transformar nossas e mudar nossa história. Ele dá novo ânimo ao fraco, renova o abatido, ergue o caído e liberta o cativo e enche de unção, força e poder todo aquele a que vem até a Ele. As palavras de Pedro nos mostram que não precisamos ter nada, apenas basta-nos ser um instrumento nas mãos de Deus e afirmar como o salmista:


Eis que tenho desejado os teus preceitos; vivifica-me na tua justiça. Salmos 119:40



sábado, 13 de maio de 2017

E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. Atos 2:42



O livro de Atos dos Apóstolos nos faz refletir sobre a importância de os cristãos terem um grupo de comunhão para orar uns pelos outros, compartilhar lutas e bênçãos, encorajar-se mutuamente e ainda motivar-se para a missão. O autor de Atos, deixa claro que a comunhão com irmãos segue o exemplo dado por Jesus. Os apóstolos registram em todos os Evangelhos que os eles se reuniam sempre com Jesus para a oração. A prática da oração em comunidade é um dos privilégios que podemos desfrutar quando nos reunimos regularmente. Lembrando que a Bíblia nos diz que Deus está atento aos que se reúnem em nome de Jesus e responde de modo especial às orações feitas. Quando o autor de Atos afirma que os discípulos perseveravam em comunhão, está afirmando a importância de mais do que se reunirem em culto no templo a Igreja deve se reunir para momentos de comunhão. Foi essa perseverança que impulsionou o crescimento da Igreja de Jesus, apesar de toda perseguição e de todas as circunstâncias adversas. Essa também deve ser a nossa conduta.

Consultávamos juntos suavemente, e andávamos em companhia na casa de Deus. Salmos 55:14



sexta-feira, 12 de maio de 2017

E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. (Atos 2:4)


Os judeus participavam, tradicionalmente, de três grandes festas: a Páscoa e a Festa dos Tabernáculos e Pentecostes. A palavra Pentecoste é originada da palavra grega cinquenta, e refere-se ao fato de esta festa ser celebrada no quinquagésimo dia após o Sábado de Páscoa. Para os judeus era a celebração dos Primeiros Frutos ou das Primícias, quando os judeus levavam a Deus as primícias da terra em ação de graças, esperando a Sua bênção ao resto da colheita. Simbolicamente, o dia de Pentecostes é o dia das primícias da Igreja do Senhor e é marcado pelo começo da grande colheita das almas por meio da aceitação do Evangelho de Cristo, marcado pelo derramamento do Espírito Santo. Vemos que a História da Igreja ainda está sendo escrita a partir desse dia que marcou a missão apostólica. Matias foi escolhido para o lugar deixado por Judas, mas aqueles que aceitam a missão seguem como novos apóstolos multiplicando o grupo dos doze, portanto, seguimos como apóstolos de Cristo no cumprimento de Sua Obra, por meio do Espírito Santo. O falar em línguas estranhas simboliza a ampliação das fronteiras do Evangelho, pois outras nações são alcançadas e transformadas, como afirmou o profeta em 1Samuel 10:6



E o Espírito do Senhor se apoderará de ti, e profetizarás com eles, e tornar-te-ás um outro homem.


quinta-feira, 11 de maio de 2017

Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra. Atos 1:8


O Livro de Atos começou a ser escrito pelos primeiros discípulos e como uma carta endereçada à Igreja de Deus, conta a história da própria Igreja e nos mostra que o Espírito Santo na vida de um Cristão tem um papel fundamental e muito importante, pois é por meio Dele que gozamos em nosso cotidiano de uma vida espiritual e uma comunhão plena com Jesus. Depois de cumprir Sua missão na terra, Jesus subiu ao Céu, mas antes deixou-nos o Consolador. Sem Ele não conseguimos vencer as adversidades e conflitos espirituais que vivemos dia a dia. A Bíblia deixou claro que somos templos de Deus e que o Seu Espírito habita em nós, por isso precisamos acima de tudo, entender a Sua virtude e poder em nossas vidas, por isso a declaração de Jesus no texto em epígrafe é uma constituição de autoridade e nos constitui como testemunhas a partir de em Jerusalém até os confins da terra. Somos testemunhas comissionados pelo próprio Jesus a continuar a Obra que Ele iniciou. E que possamos ser a resposta positiva ao que expressou o salmista.


"Deus olhou desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus. Salmos 53:2



quarta-feira, 10 de maio de 2017

Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem. Amém. (João 21: 25)



O texto em epígrafe trata-se do último versículo do Evangelho escrito por João, o discípulo amado por Jesus. João se distingue dos outros apóstolos com esse título, por ter sido reconhecido por sua notória amizade com Cristo. Não foi por acaso que esse discípulo que esteve ao lado do Senhor durante Seu ministério registrou de forma veemente que os feitos de Jesus não se resumiam aos registrados por ele e pelos outros evangelistas. Assim como não é por acaso que na Bíblia o próximo livro é o Livro de Atos que ainda está sendo escrita pela Igreja do Senhor. Muitas histórias, parábolas, livramentos e milagres continuam sendo realizados pelos discípulos do Senhor Jesus. Aqueles que creem e aceitam a missão de levar o Evangelho a todas as criaturas continuam a escrever a história da Igreja e a realizar a Obra do Senhor



Louvai ao SENHOR, e invocai o seu nome; fazei conhecidas as suas obras entre os povos. Salmos 105:1


terça-feira, 9 de maio de 2017

Disseram-lhe, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhes: Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o meu dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei.(João 20:25)




O evangelista João descreve o momento em que Jesus, tendo ressuscitado, depois de ter aparecido aos Seus onze discípulos e surpreende Tomé, o discípulo que estava ausente na primeira aparição de Jesus, logo após Sua ressureição. Tomé não creu quando lhe contaram e esperava ver um sinal para reconhecer o Seu Mestre. Aquele com quem conviveu e com quem partilhou vários momentos e O viu operando milagres. Assim como Tomé, muitos agem com incredulidade e mesmo conhecendo a ação de Deus em sua vida em certos momentos vacilam e deixam a dúvida falar mais alto. Todos nós somos um pouco como Tomé, pois  em algum momento de nossa vida, temos dificuldade para crer e confiar plenamente no Senhor. Mas há pessoas que são totalmente Tomé e se mostram descrentes de Deus em relação a tudo, o tempo todo. A Bíblia mostra-nos que Tomé desejou tocar em Jesus para crer, mas na verdade foi Jesus quem tocou Tomé, assim como nos toca para que nossa fé seja ativa e efetiva, para que afirmemos como o salmista  

Em qualquer tempo em que eu temer, confiarei em ti. (Salmos 56:3)


segunda-feira, 8 de maio de 2017

Respondeu Jesus: Nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado; mas aquele que me entregou a ti maior pecado tem. João 19:11



Pilatos de fato tinha autoridade devidamente constituída e reconhecida por Jesus para mata-Lo. Ele não estava mentindo, mas isso não intimidou Jesus, porque Ele sabia que a autoridade de Pilatos era dada por Deus e fazia parte do Plano Salvífico. Jesus tinha plena consciência de que não estava nas mãos de Pilatos e sim nas mãos de Deus. Essa é a lição maior deste texto e que nos faz refletir sobre a importância de confiarmos ao Pai o destino dos nossos julgamentos. Todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus, diz o apóstolo Paulo em Romanos 8:31, mas isso significa também as coisas que nos pareçam más ou injustas. O poder temporário de nossos acusadores não é maior do que a soberania Daquele a quem confiamos nossas vidas. E o nosso conforto não vem da operação injusta daqueles que dizem ser nossos defensores. Vem do Senhor, e nada pode nos separar de Cristo porque “em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” (Romanos 8:35-37). Porque cremos na Palavra de Deus e nas Suas promessas, assim como José, podemos afirmar aos nossos inimigos, aos que têm autoridade sobre nós:

Vós bem intentastes mal contra mim; porém Deus o intentou para bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar muita gente com vida. (Gênesis 50:20)
  

domingo, 7 de maio de 2017

Disse-lhe Pilatos: Que é a verdade? E, dizendo isto, tornou a ir ter com os judeus, e disse-lhes: Não acho nele crime algum. (João 18:38)





A reflexão que poderia levar a um conceito de verdade é apresentado por Pilatos nesse relato de João. Mas é uma discussão que vem desafiando a muitos ao longo da História. O próprio Jesus nos estimulou a conhecer a verdade, por isso nos disse em João 8:32, ele disse: "E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. A verdade nos foi revelada por Deus e está contida nas Escrituras, todavia, nem todos a enxergam. Muitos a distorcem e outros a ignoram, preferindo elaborar a sua “verdade particular”. Mas o certo é que Deus não aprova distorções ou modificações das Suas Palavras, mas nos deu a liberdade de obedecer ou rejeitar a Sua Palavra. Muitos escolhem aceitar as partes que lhe interessam e usam a verdade de Deus conforme seus interesses. Contudo, aqueles que são separados e são os verdadeiros servos de Deus não recortam a Sua Palavra, tampouco dela se distanciam, mas afirmam cotidianamente como o autor dos Salmos:

"Para sempre, ó Senhor, está firmada a tua palavra no céu" (Salmo 119:89).



sábado, 6 de maio de 2017

E eu já não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós. João 17:11


Jesus pediu ao Pai para que Ele cuidasse daqueles que estavam ficando sem a Sua presença física. Vemos nesse texto que Jesus teve o cuidado de amparar os Seus discípulos e deixou claro que são Seus discípulos todos aqueles que O seguem e que aceitaram a missão deixada por Ele. Vemos que Jesus pede ao Pai por todos aqueles que pertencem a Ele, mas nos deixa claro que apesar de todos serem criaturas de Deus, nem todos são filhos de Deus. Por isso os que pertencem ao mundo não estão incluídos na petição de Jesus. Esses são os que voltaram as costas para Jesus, os que preferiram viver as ilusões do mundo, os que exploram ou injuriam aqueles que põem a sua confiança em Deus. A Bíblia deixa claro que filhos são apenas os que confessam Jesus como seu único e suficiente Salvador e que obedecem a Deus. E isso não se dá apenas porque a pessoa frequenta uma Igreja, ou porque se diz evangélica. São filhos os que obedecem e vivem segundo a vontade de Deus,  sabem que são separados e vivem como filhos sem se submeterem aos moldes do mundo. São que podem responder às questões do sábio em Provérbios 20:9

Quem poderá dizer: Purifiquei o meu coração, limpo estou de meu pecado?



sexta-feira, 5 de maio de 2017

Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. (João 16:7-8)


O homem natural tem sua consciência cauterizada pelo pecado, pois na carne vive consoante os desígnios deste mundo e ignora o pecado. Mas quando é revestido pelo Espírito Santo toma consciência de seus erros, pois Ele age no coração humano tanto para reprovar quanto para convencer do pecado. A ação do Espírito Santo na vida do pecador o torna consciente de que ofende a Deus com o seu pecado e faz com que ele busque o alvo que é Jesus. Sem a ação do Espírito dificilmente o home tem um padrão distorcido da justiça que é medida pelas referências humanas, todavia, quando o homem deixa que o Espírito aja em seu coração ele é convencido de que a justiça de Deus é perfeita e imparcial. A verdadeira justiça nos mostra o quanto somos pecadores e como ofendemos à Deus com nosso pecado e também revela a nossa incapacidade de espiar os nossos pecados. Mas o Espírito Santo nos revela os nossos erros e nos constrange a corrigi-los. O Consolador, Aquele que nos mantém com foco no alvo, é mais sábio do que o mais notório sábio e nos livra de nossos próprios laços.

A doutrina do sábio é uma fonte de vida para se desviar dos laços da morte. Provérbios 13:14


quinta-feira, 4 de maio de 2017

"Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos. Vocês serão meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno. Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido" (João 15:13-15).


Como é bom ter um amigo fiel, com quem podemos contar nas horas difíceis e também compartilhar bons momentos. Ter um amigo verdadeiro que nos compreende apesar de nossas falhas e que podemos confiar em qualquer situação da vida, porque sabemos que nos momentos de alegria ou de profunda tristeza ele está ali, ao nosso lado, pronto para nos estender a mão. Salomão nos diz que um amigo verdadeiro é muitas vezes mais íntimo do que um irmão de sangue: "Quem tem muitos amigos pode chegar à ruína, mas existe amigo mais apegado que um irmão" (Provérbios 18:24). Muitas são as histórias bíblicas que exaltam a importância da amizade e da fidelidade entre amigos. Mas a expressão mais forte sobre amizade vem das palavras do Senhor Jesus, relatadas pelo discípulo amigo do Mestre, João. Jesus nos diz que se seguirmos a Sua orientação seremos considerados Seus amigos. Aqui entendemos que a amizade se confunde com fidelidade, não há como ser amigo e não fazermos o que se espera de nós. Jesus nos ensinou o valor e os princípios da verdadeira amizade. Não há amizade mais preciosa do que a de Jesus, que nos ensina a valorizar os amigos que fazemos nessa vida, assim como nos diz Salomão em Provérbios 17:17

Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão.




quarta-feira, 3 de maio de 2017

E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. João 14:3



Jesus, nos Seus últimos momentos com os discípulos, depois de cear com eles, tranquilizou-os em relação ao fato de que haveria de deixá-los fisicamente. O Senhor prometeu que iria preparar um lugar para aqueles que O aceitem como o único e verdadeiro caminho, aqueles que fizerem a vontade do Pai. Jesus prometeu que voltaria para buscar os Seus. Ele nos deixou a Sua Paz e o Consolador para que a Sua presença seja manifesta em nós. Jesus nos disse que em Seu nome poderíamos pedir o que queremos, mas também nos deu a  exortação "Guardareis os meus mandamentos". Precisamos entender que essa é uma condição para recebermos de Deus aquilo que esperamos. Essa é também a orientação do sábio para que tenhamos o melhor dessa terra e, sobretudo, alcancemos um lugar na Eternidade contemplando a Glória de Deus.

E ele me ensinava e me dizia: Retenha o teu coração as minhas palavras; guarda os meus mandamentos, e vive. Provérbios 4:4




terça-feira, 2 de maio de 2017

Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, não só os meus pés, mas também as mãos e a cabeça. João 13:9



A Bíblia narra que quando Jesus chegou a Pedro para lavar seus pés ele este recusou a deixar Seu Mestre fizesse isso, mas quando Jesus afirmou que precisava ser lavado para ter parte com Ele, Pedro mudou de ideia e quis que o Senhor lhe lavasse não só os pés, mas todo o corpo. Entendendo que precisa ser lavado para ser purificado, Pedro não queria arriscar a rejeição pelo Senhor. Contudo, Jesus explicou que só precisava lavar o que ainda estivesse sujo. Se Jesus só lavou os pés dos Seus discípulos era porque a maioria já estava purificada. Somente um deles, Judas, não manteria comunhão com Cristo porque, apesar de também ter seus pés lavados por Jesus, tinha o coração sujo, dominado por Satanás. Ao lavar os pés daqueles que assumiriam a missão de levar o Evangelho, Jesus deixou claro que também eles precisariam assumir uma atitude de santificação e de humildade para que, assim como o Mestre, fizessem discípulos. A atitude de Pedro nos faz refletir também sobre a necessidade de equilíbrio. Pedro foi de um estremo ao outro, da recusa a ser lavado, ao excesso. Assim como o discípulo impetuoso que, depois de se converter e aprender a equilibrar seus sentimentos e atitudes, tornou-se a pedra de edificação da Igreja estabelecida por Jesus, nós também precisamos desse equilíbrio. Não podemos ficar nos estremos, uma hora servos obediente, outra hora rebeldes inconscientes. O Senhor espera de nós uma obediência refletida e assim como o salmista possamos dizer .


Inclinei o meu coração a guardar os teus estatutos, para sempre, até ao fim. Salmos 119:112

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Depois deitou água numa bacia, e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. João 13:5



A Bíblia relata que, poucas horas antes de Sua morte, Jesus se reuniu com os discípulos  para participar da Páscoa. Nesse momento, quando os doze se reclinaram à mesa para participar da ceia, Jesus se levantou, pegou água e uma toalha, e começou a lavar os pés deles. Naquela época, quando uma família recebia um visitante, o servo da família lavava os seus pés, pois era comum o uso sandálias, e como não havia asfalto nas estradas os pés das pessoas ficavam sujos. A atitude de Jesus, mais do que manter a tradição, foi mostrar aos discípulos que mesmo Ele sendo chamado de Mestre e Senhor se portava como um servo, para servi-los. Simbolicamente, Jesus se referia ao ato de se lavar que, na Bíblia, significa a limpeza total dos pecados de uma pessoa. Antes da consumação do Plano de Salvação, Jesus demonstrou a importância de nos limparmos da contaminação do mundo, ao lavar Ele próprio os pés de Seus seguidores. E com a Sua morte, lavou-nos com Seu sangue. Graças ao Senhor que todos tomamos esse banho e todos os nossos pecados foram lavados. Mas Jesus também nos ensinou que todos devemos servir uns aos outros e ser humildes, independente do título ou posição temos, pois o que Deus vê é o coração, conforme nos lembra 1 Samule 16:7.


 Porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração.




domingo, 30 de abril de 2017

Ora, ele disse isto, não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava. (João 12:6)




O trecho em epígrafe refere-se ao episódio em que Jesus e Seus discípulos retornaram à casa de Lázaro a quem havia ressuscitado e foi recebido com honras por Maria, que lhe ungiu os pés com um unguento de caríssimo nardo puro e enxugou com seus cabelos os pés Daquele  a quem tinha a mais profunda gratidão e reconhecimento. Mas Judas, um dos discípulos, o que haveria de trair o Mestre por 30 moedas, julgou um desperdício usar um produto tão caro nos pés de Jesus e sugeriu que a venda daquele perfume renderia muito dinheiro que poderia ser dado aos pobres. João, ao narrar o fato, faz um comentário que nos chama a atenção.  Ele destacou o caráter de Judas, que, sendo o tesoureiro, retirava da bolsa as doações recebidas. Daquele tempo para os dias atuais, muitos judas apareceram com o mesmo discurso: usam o nome dos pobres, mas roubam aquilo que a eles deveria ser dado. Muitos são os que falam em nome dos pobres, mas enganam a sociedade e escondem em seus discursos o verdadeiro caráter. Deus conhece a mais profunda intenção do coração e, ainda que muitos sejam enganados, a Deus não se pode enganar. Todavia, Deus olha por aqueles que são iludidos, conforme nos diz o sábio

 Porque o Senhor defenderá a sua causa em juízo, e aos que os roubam ele lhes tirará a vida. Provérbios 22:23


sábado, 29 de abril de 2017

Disseram, pois, os judeus: Vede como o amava. João 11:36




O evangelista João relata que quando Jesus encontrou Maria, irmã de Lázaro, e viu que ela e outros estavam chorando, Ele também chorou, por ver o sofrimento daqueles a quem amava.
Esse relato mostra não só que Jesus tem o poder de devolver a vida aos que Nele creem, mas também que Ele se compadece daqueles que sobre com as perdas de seus entes queridos. Jesus sabia que ressuscitaria Lázaro, mas mesmo assim Ele chorou. Isso demonstra que, apesar de ter recebido do Pai o poder, Ele agia como um ser humano e demonstrou Seu grande amor e compaixão por seus amigos. Jesus sofria a dor daquele que amava e deixou-nos um grande exemplo de compaixão e de solidariedade. O amor que Jesus sentia por aquela família também nos mostra que Ele ama as pessoas nas suas diferenças.  Marta, Maria e Lázaro eram Seus amigos e Nele criam, mas eles não eram iguais. A Bíblia descreve as diferenças de personalidade e de atitudes desses irmãos. Marta era autoritária e trabalhadora, exigente e dedicada aos afazeres domésticos. Maria era mais espiritual, porém um pouco negligente de algumas responsabilidades e de Lázaro sabemos apenas que era tranquilo e não chamava a atenção para si mesmo.  Mas Jesus amava a todos da mesma forma e pelo mesmo motivo, com a mesma intensidade.

Louvai ao Deus dos céus; porque a sua benignidade dura para sempre. Salmos 136:26





sexta-feira, 28 de abril de 2017

Ouvindo, pois, Marta que Jesus vinha, saiu-lhe ao encontro; Maria, porém, ficou assentada em casa. João 11:20




A passagem da morte e ressurreição de Lázaro nos mostra que as irmãs realmente acreditavam que Jesus poderia ajudar seu irmão. Elas tinham fé em Jesus e criam que se Ele estivesse presente Lázaro não morreria. Mas vemos que elas não tinham a dimensão do poder de Jesus, pois supunham que Ele teria evitado a morte, mas não tinham fé suficiente para crer em Seu poder de ressuscitá-lo. Isso nos faz refletir sobre a fragilidade de nossa fé, pois uma fé perfeita dificilmente é encontrada nas pessoas. Sempre é mais fácil afirmar a fé, quando estamos saudáveis, ou longe dos problemas, mas nossa fé é pesada quando enfrentamos luas e enfermidades. Até mesmo a fé mais forte é muito frágil e pode quebrar a qualquer momento durante as dificuldades. A história de Lázaro e suas irmãs nos mostra que confiar em Deus é acima de tudo um exercício de fé sobrenatural, sabendo que o tempo de Deus é o melhor tempo para tudo. E tudo o que nos acontece é feito apenas no momento certo, da maneira certa, quando confiamos em Jesus, que é   Senhor de tudo, até mesmo da morte. Portanto, Ele sabe o melhor momento para curar e para nos dar livramento. Precisamos entender que a morte física é certa, e que todos um dia irão morrer, contudo, aqueles que estão perdidos irão morrer duas vezes, a morte física e a separação eterna do Criador, pois assim como Jesus fez com que Lázaro, morto fisicamente há três dias, voltasse à vida e Ele mesmo ressuscitou, os que Nele creem também serão ressuscitados, pois Jesus é a ressurreição e a vida e tem poder absoluto sobre a carne e o mundo espiritual.

Os mansos verão isto, e se agradarão; o vosso coração viverá, pois que buscais a Deus. Salmos 69:32


quinta-feira, 27 de abril de 2017

E Jesus, ouvindo isto, disse: Esta enfermidade não é para morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela. João 11:4


Essa passagem da vida de Jesus, narrada por João, nos ajuda a compreender o propósito de Deus em nossas vidas e que caminhos seguir a partir desse entendimento. O que aconteceu com Lázaro metaforicamente também acontece conosco nos tempos atuais. Precisamos compreender que como passageiros deste mundo corruptível todos estamos sujeitos à doença, inclusive os amigos de Jesus. Muitas vezes Deus permite a enfermidade para nos chamar a atenção e nos levar à oração e à Sua Palavra, mostrando-nos que somos dependentes Dele. Que somos criaturas e não podemos fazer nada sem a Sua permissão. A doença vem para nos lembrar de nossa vida é efêmera e que precisamos cuidar do que é eterno. A doença e também a morte não é permanente para o que crê, mas podem ser usadas para a glória de Deus. A ressurreição de Lázaro nos mostra que Jesus está atento e age no Seu devido tempo e tem poder absoluto sobre a carne e o mundo espiritual. Só Jesus pode dar de volta a vida a um corpo em decomposição, mas as pessoas podem tirar a pedra que separa a vida da morte, por isso Jesus chamou as pessoas ao túmulo para removerem a pedra. Contudo, a narrativa Bíblica nos chama à atenção para o fato de que Jesus falou diretamente com Lázaro para sair. Isso nos mostra que o chamado para a vida é pessoal, embora possamos contar com a ajuda das pessoas que nos amam para ajudar a remover a pedra e a tirar as ataduras que nos aprisionam e nos levam à morte. Mas os que creem e são amigos de Jesus  podem afirmar como o salmista

O nosso Deus é o Deus da salvação; e a DEUS, o Senhor, pertencem os livramentos da morte. Salmos 68:20


quarta-feira, 26 de abril de 2017

Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido. João 10:14




O evangelista João registra um momento em que Jesus se apresenta como o bom pastor. Aquele que conhece as suas ovelhas e delas é conhecido, demonstrando que há uma comunhão entre eles, assim como Jesus com os Seus verdadeiros servos, tal como a comunhão entre o Pai e o Filho. A analogia que Jesus faz alcança a Igreja de hoje, quando vemos que muitas ovelhas precisam reconhecer a voz de seu verdadeiro pastor, quando muitas estão fora do aprisco. A mensagem de Jesus nos lembra que Ele mesmo garantiu a vitória a todos aqueles que O obedecem e que O amam. Aquele que conhece a voz do Bom Pastor cumpre os seus mandamentos. A Bíblia nos diz que o ladrão vem para roubar, matar e destruir, mas Jesus deixa claro que ninguém tem o poder de tirar Dele as Suas ovelhas, reiterando o que já havia dito o profeta Isaías 40:11

“Como pastor, apascentará o seu rebanho; entre os seus braços recolherá os cordeirinhos e os levará no seio; as que amamentam ele guiará mansamente.”



terça-feira, 25 de abril de 2017

E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? (João 9:1-2)


O apóstolo João registra em seu Evangelho um importante milagre de Jesus, dentre os muitos relatados ou não na Bíblia. Se hoje temos um tratamento diferente aos cegos, no tempo de Jesus os cegos não tinham valor algum e sua cegueira era tida como castigo por algum pecado. A Bíblia relata que Jesus notou no meio da multidão um homem cego, relegado à indiferença da sociedade de Jerusalém, assim como ainda acontece nas grandes atualmente. O entendimento era de que se nascera cego, estava sendo castigado por algum pecado e por isso permanecia abandonado, sozinho, dependendo da caridade e da compaixão de quem por ele passasse. Todavia, ele recebeu a graça de ser notado por Jesus que não vê multidões. E sim a pessoa em profundidade. E quando Jesus prendeu sua atenção naquele pobre homem seus discípulos, condicionados pela crença da "causa e efeito", questionaram o Mestre sobre quem haveria pecado se ele nascera cego. Percebemos que havia um preconceito claro ali, pois o julgamento não olhava a pessoa e sim o que a sociedade estabelecia como pecado. Mas Jesus quebrou esse paradigma, primeiro porque parou para dar atenção àquele que sequer era notado pelos outros. Isso nos mostra que Jesus se importa com cada ser humano, sem distinção ou julgamento e assim mostra aos seus discípulos que não havia nenhum castigo e nenhuma maldição hereditária na vida daquele homem. E Jesus nos mostra que a cegueira maior era da sociedade que se prendia muito mais a legalismos, por isso os fariseus se incomodaram com o fato de que Jesus curara o cego em um sábado. Pouco importava se aquele era o momento de luz para alguém que passou a vida toda na escuridão. O ritual era mais importante do que a vida ou a saúde daquele homem. Nisso, a sociedade atual continua a mesma. As leis beneficiam, por seus rituais, os corruptos, os ladrões, enquanto os doentes continuam à margem da sociedade. Vemos que Jesus queria não só curar a cegueira física, mas também abrir os olhos espirituais do cego e de todos demais. O Senhor ainda chama

Trazei o povo cego, que tem olhos; e os surdos, que têm ouvidos. Isaías 43:8

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Quem é de Deus escuta as palavras de Deus; por isso vós não as escutais, porque não sois de Deus. João 8:47


O apóstolo João relata em seu Evangelho uma lição que Jesus nos deixou para que possamos entender o quão importante é permitirmos que Deus se revele a nós tal qual Ele é. Sem essa revelação ouvimos a Palavra, mas não a compreendemos. Muitos são os que julgam estar com Deus, mas não O conhecem, porque se apegam a ritos, dogmas e até a cientificismos tais que apenas definem Deus, mas não O revelam. É comum ouvirmos que todos são filhos de Deus. Contudo, o fato é que todos fomos criados por  Ele, até mesmo quem não crê em Sua existência. Afinal, nenhum cientista pode demostrar que há um ser que se autocria. Qualquer objeto, do mais simples ao mais complexo tem um criador e qualquer coisa criada na terra não nasceu de si mesmo, mas foi feita a partir dos elementos que já estavam criados na natureza. A Bíblia nos relata que Deus criou o mundo e tudo o que nele há e também criou o homem a Sua imagem e semelhança. Se cremos na Bíblia como Palavra de Deus, entendemos que até os que nela não creem foram criados por Deus, portanto são criaturas de Deus. Entretanto, se todos são feitos criatura, nem todos são filhos. Somente aqueles que têm a revelação e recebem Deus como Pai compreendendo o sacrifício de Jesus são feitos Seus filhos. Quando colocamos nossa fé em Cristo, tornamo-nos FILHOS DE DEUS (Efésios 1:12). Mas as pessoas que rejeitam Cristo e preferem a auto justificação, ignorando o Criador não são consideradas por Ele como filhos, não porque Ele não queira, mas pela própria liberdade que o Criador deu as Suas criaturas para fazer escolhas.  Os filhos de Deus obedecem ao Pai, mas as criaturas confiam em coisas da carne, não entendem a Palavra, são mentirosos e gostam da mentira, mais do que a verdade, não escutam a Palavra de Deus e se deixam enganar pelo diabo.  

Por isso toda a visão vos é como as palavras de um livro selado que se dá ao que sabe ler, dizendo: Lê isto, peço-te; e ele dirá: Não posso, porque está selado. Isaías 29:11



domingo, 23 de abril de 2017

Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte. João 8:51



É interessante observarmos que Jesus revela nessa passagem o seu dom mais precioso e a chave que nos conduz ao Reino da Glória, mas onde estava a luz os judeus enxergaram trevas! Eles foram incapazes de compreender que Jesus não estava falando da morte física, inevitável a todos nós, mas dizia da morte da alma. E assim como os judeus muitos não entendem essa passagem e tampouco creem que têm uma alma. Assim como os judeus muitas vezes vemos “demônios” onde deveríamos enxergar um livramento de Deus. Precisamos entender que a vida eterna começa hoje, quando permitimos que a ação do Espírito, o Consolador, Aquele quem Jesus deixou em Seu lugar. A vida eterna começa quando enxergamos nos nossos erros a oportunidades de corrigir e de acertar, quando ouvimos a Palavra e damos lugar ao crescimento, ao amadurecimento espiritual e nos movemos em direção a Cristo atraídos pelo Seu amor e Sua misericórdia e não nos arvoramos a apedrejá-Lo. João relata que os judeus, contemporâneos fecham seus corações à ação do Espírito de Deus, que sempre revela a verdade, e preferem se esconder atrás da mentira, julgando-se autoridades para condenar os outros, sem examinarem a si próprios, conforme nos ensina o salmista.

                   
Examina-me, Senhor, e prova-me; esquadrinha os meus rins e o meu coração. Salmos 26:2


sábado, 22 de abril de 2017

Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça. João 7:24


Jesus nos dá uma ilustração específica do tipo de atitude de julgamento que ele é contra. Quando olhamos para o outro e nos colocamos na posição de julgadores enxergamos as suas falhas, no entanto, nos esquecemos das nossas. O Senhor cria um dilema para os líderes religiosos e nos faz refletir sobre a nossa própria atitude até mesmo no dia a dia, quando olhamos para a aparência das coisas e julgamos o que nossos olhos alcançam. Muitas vezes apontamos o erro nos outros e passamos ao largo de nossas falhas. Mas quando olhamos para a justiça de Deus e deixamos de ser críticos em relação a outras pessoas entendemos que somente Deus pode nos levar a abandonar a atitude de julgamento de criticar os outros para refletirmos sobre nossas próprias falhas e deixarmos que o Senhor seja o nosso juiz, pois como bem lembrou o autor de  Hebreus 4:13 “E não há criatura alguma encoberta diante dele, mas todos estão nus e expostos aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas.“
Deus é Pai e Juiz e a Ele cabe o julgamento com a justa medida e aquele que assim age entenderá o diz o profeta Isaias 11:3

                   
E deleitar-se-á no temor do Senhor; e não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos.


sexta-feira, 21 de abril de 2017

“A vontade do Pai que me enviou é esta; que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia” (João 6:39)



A vontade de Deus, registrada pelo apóstolo João nas palavras de Jesus é a de que todos  tenham a oportunidade de arrependimento para a salvação, por isso enviou seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele (João 3:17). O nosso acusador, portanto, não é Deus e sim o diabo: aquele que veio para matar, roubar e destruir. Jesus deixou claro que Deus não tem prazer na morte do ímpio, mas tem grande alegria por qualquer pecador que deixa seus pecados e busca a reconciliação nos braços do Senhor. Contudo, assistimos as investidas do inimigo sobre a família, instigando os homens a desobediência à Palavra de Deus. Embora suas estratégias sejam as mesmas de quando levou o primeiro homem ao pecado, cega o entendimento de muitos que não conseguem perceber que estão se afastando do Criador sob a ilusão de que são suficientemente capazes de decidir sobre suas vidas, sobre o que querem e podem fazer com seus corpos, sem atentarem para o fato de que feitos à imagem e semelhança de Deus são templos do Espírito. Mas, infelizmente, o mundo jaz no maligno e ao fazer o que é contrário à vontade de Deus realiza a os mais terríveis atos contra a natureza e contra o próprio homem. A boa notícia é paciente e de forma amorosa continua à espera que o homem, assim como o filho pródigo perdido, volte à casa do Pai.

                   
Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Melhorai os vossos caminhos e as vossas obras, e vos farei habitar neste lugar. Jeremias 7:3


quinta-feira, 20 de abril de 2017

Disse-lhe o nobre: Senhor, desce, antes que meu filho morra. João 4:49


O Evangelista Lucas narra a cura do Filho do Oficial do Rei quando Jesus estava pela segunda vez em Caná, onde antes havia realizado o seu primeiro milagre, transformando água em vinho. Havia nessa cidade um alto funcionário, cujo filho estava gravemente enfermo, acometido por uma violenta febre maligna. Esse pai temia que seu filho morresse e soube da notícia da volta de Jesus para Caná, o que lhe trouxe esperança, porque cria Naquele cujo nome e milagres o precediam. Então ele roga a Jesus para descer a Cafarnaum e curar seu filho doente. Jesus, porém, às vezes colocava à prova a fé daqueles que O procuravam, pedindo milagres ou sinais. Muitos precisavam ver antes, para crer depois. E Jesus sabia que muitos tinham um tipo de fé vacilante e superficial. No entanto, queria que as pessoas cressem sem que um milagre visível acontecesse. No episódio da mulher Samaritana, não ocorreu um milagre explícito para que ela cresse. O verdadeiro acontecimento que levou à fé genuína não foi um milagre físico, mas o fato de que aquela mulher entendeu de onde viria a salvação e por intermédio dela as pessoas creram na pregação e no testemunho de Jesus. Vemos que Jesus despertou a fé genuína no coração daquele nobre. Muitos pais, atualmente, precisam de um verdadeiro encontro com Jesus para que seus filhos não morram. Mas para isso é preciso ter fé. Assim como aquele oficial, precisamos crer antes de ver. E assim termos a certeza de que nossos filhos vivem, pela Palavra de Jesus, pois assim como pela Palavra Deus transformou o caos em mundo, pela Palavra somos transformados.

Mas é necessário pedir, clamar, buscar a Deus em orações e súplicas, e confiar na Palavra do Senhor, pedindo-Lhe que Ele nos ensine como agir diante de nossa incredulidade, assim como fez o salmista.
    
Aceita, eu te rogo, as oferendas voluntárias da minha boca, ó Senhor; ensina-me os teus juízos. Salmos 119:108




quarta-feira, 19 de abril de 2017

Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede, e não venha aqui tirá-la. João 4:15


A Bíblia registra no evangelho de João que Jesus havia deixado a Judéia e se dirigia para a Galileia, mas "era-lhe necessário passar por Samaria" (João 4:4). Vemos, então que Ele, sendo santo e puro, escolheu não se desviar da cidade onde viviam aqueles rejeitados pelos judeus. Os judeus rejeitavam os samaritanos, mas Jesus ao contrário, amava-os sem julgamento e queria dar a eles a salvação eterna. E isso pode ser visto no episódio protagonizado pela mulher samaritana e, por intermédio dela a salvação chegou às pessoas que moravam em Samaria. João relata que Jesus teve sede e sentou-se junto da fonte, e dela se aproximou uma mulher de Samaria surpresa por encontrar ali um judeu e mais ainda mais por ele pedir que ela lhe desse de beber. A surpresa principalmente por ser uma mulher rejeitada e também por seu modo de vida. Mas Jesus quebra este preconceito e inicia uma conversa com ela pedindo água. No entanto, aquela mulher pensava que Jesus não falaria com ela e ficou impressionada com o próprio fato de Jesus falar com ela sendo um judeu, devido ao orgulho que separava judeus e samaritanos. Mas Jesus nos ensina uma lição: não importa a posição social, a condição financeira, ou nossa educação. Aquele que chega a Deus com sede, será saciado. Jesus não tem preconceito e não rejeita quem se achega a Ele.

Precisamos compreender que todas as outras fontes do mundo não satisfazem, pois nós voltaremos a ter sede. Somente Jesus pode satisfazer plenamente


    
Porque em ti está o manancial da vida; na tua luz veremos a luz. Salmos 36:9



terça-feira, 18 de abril de 2017

Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. João 3:17



João relata em seu Evangelho a conversa de Jesus com um homem muito importante entre os judeus: Nicodemos, um fariseu, dentre os poucos judeus, que tinham um desejo de conhecer a verdade, por isso foi ao encontro de Jesus à noite para que o povo não o criticasse e o julgasse por essa sua atitude: “Entre os fariseus havia um homem chamado Nicodemos. E nessa conversa Jesus deu-nos uma importante lição sobre como o homem pode ser salvo. Jesus explica a Nicodemos que o homem precisa nascer de novo: pelo batismo. E o novo homem só pode nascer no reconhecimento do senhorio do Senhor Jesus em sua vida. E Jesus deixa clara a misericórdia de Deus, afirmando que não é Deus quem condena quem nos condena, mas a própria pessoa, pelas suas atitudes e opções. Quem crê em Jesus, reconhece-O como Senhor e obedece aos Seus mandamentos. Assim, vive com responsabilidade, por isso não é julgado. Agora, quem não crê e vira as costas para o sacrifício do Filho único do Pai, já está julgado pela opção que fez. Aqueles que vivem segundo a carne e se deixam corromper pelos apelos do mundo já se condenaram, e só a misericórdia do Senhor poderá livrá-los. Somente pelo amor é que o mundo será salvo.  E só o amor e a graça de Jesus nos dá a paz e a verdadeira justiça. O que disse o Senhor a Nicodemos é vital para compreendermos a verdade e seguirmos o caminho da justiça.


E o efeito da justiça será paz, e a operação da justiça, repouso e segurança para sempre. Isaías 32:17