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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados. Coríntios 13:5


Paulo nos recomenda a buscar o autoconhecimento, amparados pelo Espírito Santo, pois não existe um conhecimento que traga mais conforto e segurança a uma pessoa do que compreender que é o Espírito de Deus presente em nossa vida que a dirige e exerce Sua influência sobrenatural sobre nossas ações. É o Espírito Santo que nos leva a agir de forma coerente com nossas palavras. Mas se aquilo que dizemos está em dissonância com o que fazemos, se nossas ações não condizem com o que professamos com os lábios, certamente, algo está errado. Mas vemos que o apóstolo Paulo não condenou os cristãos de Coríntios que assim agiam. Todavia, pediu-lhes que fizessem um autoexame. Sabemos que quando o  Espírito Santo habita em um indivíduo, Sua presença não fica oculta. Ela é percebida pelos outros, mesmo sem alarde, por isso Jesus nos diz em Mateus 5:15 "Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa." A luz de Deus sempre brilhará apor meio de um filho de Deus. Entretanto, se aquele que confessa ser cristão e não resplandece essa luz, possivelmente ele fez uma falsa profissão de fé. Paulo desafiou a fidelidade de outras pessoas, sem julgar os vários erros na igreja de Corinto, mas ordenou claramente a estes irmãos que se julgassem, comparando suas ações com as ordens de Deus. Atendendo a recomendação do apóstolo, façamos também nosso autoexame, lembrando-nos do que nos diz o sábio em Provérbios 12:15

"O caminho do insensato aos seus próprios olhos parece reto, mas o sábio dá ouvidos aos conselhos"


quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Que, quando for outra vez, o meu Deus me humilhe para convosco, e chore por muitos daqueles que dantes pecaram, e não se arrependeram da imundícia, e fornicação, e desonestidade que cometeram. 2 Coríntios 12:21.



O apóstolo Paulo, incansável defensor do Evangelho e da conduta cristã coerente, faz uma reflexão sobre a forma como a Igreja tem se conduzido e pondera sobre a sua condição de líder se seus filhos na fé não vivem como deveriam, de acordo com a Palavra. Ele ficaria humilhado, e essa conduta contrária à sã doutrina faria com que o apóstolo chorasse, não podendo gloriar-se neles, por isso afirmou que, em vez de ir ter com eles em alegria (2 Coríntios 3.2), teria de apresentar-se em tristeza (2 Coríntios 2.1-3). Paulo se refere à imoralidade sexual com a qual os coríntios haviam se envolvido antes de converterem-se e, provavelmente, temia que alguns já estivessem outra vez envolvidos com esses pecados e não tivessem se arrependido. A ponderação do apóstolo cabe também em nossos dias, quando vemos, com tristeza, que a imundícia tem contaminado a Igreja atual. Muitos ainda são levados a pensar que não podem ser diferentes do mundo e que não há mal em se adequar ao que vive a sociedade. Mas nem sempre o que é normal ou legal é moral. E precisamos nos lembrar que são homens falhos e pecadores que fazem as leis, e tornam legal o que é contrário à Palavra de Deus. O fato é que, na aparência da normalidade muitos se perdem, por isso o cristão deve ter discernimento e pedir ao Senhor como fez Davi


Esconde-me do secreto conselho dos maus, e do tumulto dos que praticam a iniquidade. Salmos 64:2


quarta-feira, 16 de agosto de 2017

E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. 2 Coríntios 12:9



A Bíblia nunca omitiu que os servos do Senhor enfrentam perseguições, angústias, fraquezas, necessidades etc. Assim como Paulo enfrentou espinho na carne, de modo a aperfeiçoar seu caráter cristão, também estamos sujeitos a enfrentar lutas e adversidades permitidas por Deus. O apóstolo nos dá uma lição de coragem e de perseverança e mostra que devemos aproveitar essas situações, com fé e coragem para crescermos espiritualmente. Paulo compreendeu que a graça do Senhor lhe bastava e que o poder se aperfeiçoa na fraqueza. Entendeu que não há merecimento, mas a graça de Deus é o bastante. A tribulação nos ensina a depender da graça do Senhor e nos livra da prepotência e de nos ensoberbecer, quando sentimos que temos tudo sob controle por causa da nossa própria capacidade. Compreender que a graça de Deus supera nossas fraquezas nos aproxima do Senhor. Paulo usou seu próprio sofrimento para se fortalecer, tal como fez o salmista quando clamou ao Senhor

A minha alma consome-se de tristeza; fortalece-me segundo a tua palavra. Salmos 119:28


terça-feira, 15 de agosto de 2017

E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. 2 Coríntios 11:14



Paulo nos ensina a sermos cuidadosos com a nossa avaliação sobre aquilo que nos é apresentado como sendo bom ou da parte de Deus, pois muitas vezes a aparência nos engana e caímos em uma cilada. A estratégia do inimigo é a do engano e, obviamente, satanás não se apresenta como de fato é. O pecado é enganoso- nem sempre aparenta ser mau. Sutilmente, sob a aparência da normalidade ele se insere em nossas vidas e quando nos damos conta já fomos envolvidos. O que é aceito como certo por um grupo, ou uma sociedade nem sempre é o correto diante de Deus. A estratégia do diabo tem sido a de nos fazer adotar uma mentalidade de grupo que justifica certos pecados porque a maioria das pessoas os considera comportamento normal. O que a cultura ou a moral determina como certo pode ser contrário à Palavra de Deus. Vemos, historicamente, que o cristianismo, pela sua própria natureza, é uma contracultura. Precisamos racionalizar o nosso pecado por incluir-nos na multidão, pois o diabo vai tentar nos fazer pensar que não há pecado em fazer como os outros, mas quando nos guiamos pelas Escrituras podemos ter segurança em nossos passos, pois .

O caminho de Deus é perfeito, e a palavra do Senhor refinada; e é o escudo de todos os que nele confiam. 2 Samuel 22:31


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo. 2 Coríntios 11:3



Vemos que desde Gênesis satanás usa as mesmas estratégias para enganar as pessoas e as mentiras são o seu principal instrumento para levar a humanidade à ruína e destruição. Um dos métodos que o diabo usa para desviar as pessoas de Cristo é a corrupção da mente. Por essa razão é imperativo desmascararmos as suas artimanhas para não aceitarmos as suas mentiras. A primeira mentira é que o pecado traz realização. Muitos são os pensam que o pecado nos torna mais felizes, enquanto a realidade mostra que ele é a causa principal de toda a miséria e infelicidade, tanto nesta vida como na vida por vir. A segunda mentira é que podemos derrotar o pecado facilmente. Pensando assim, diminuímos nossa vigilância e nos expomos a esse inimigo perigoso. Precisamos saber que não podemos lidar com o pecado sem recorrer a cristo. Ninguém é capaz de vencer o pecado sem Cristo e o Espírito Santo. Outra mentira é que não precisamos tratar com o pecado imediatamente. Não podemos adiar a nossa atitude de deixar o pecado imediatamente, pois a demora nas coisas espirituais pode ser fatal e não há como pecar sem sofrer consequências, acreditando na mentira de que Deus não vai nos julgar, porque todo o mundo faz o mesmo. O pecado alheio não justifica o nosso, a normalidade do ato não o torna legal ou moral e se estamos fazendo o mesmo que os outros isso deveria ser um sinal de alerta e não de acomodação. Não podemos aceitar a mentira de que Deus vai sempre nos perdoar e com isso continuar pecando. Tampouco continuar pecando pela justificativa oposta de que se Deus jamais nos perdoará então não nos resta mais nada do que continuar no pecado. A verdade é que Cristo perdoará todo aquele que vem a Ele. E a chave para derrotar o diabo é nos apegarmos à Palavra de Deus, pois como afirma o sábio
Toda a Palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam nele. Provérbios 30:5

domingo, 13 de agosto de 2017

Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, mas, sim, aquele a quem o Senhor louva. 2 Coríntios 10:18



Paulo tinha o desejo de estar onde Deus queria que ele estivesse a fim de fazer aquilo que o Senhor queria que ele fizesse. Por isso sua maior preocupação não sua própria pessoa e sim era levar a verdade para as pessoas em Corinto. E, assim, na carta que escreve aos coríntios, Paulo nos ensina acerca da atitude que deve motivar todos os que estão envolvidos na obra do Senhor, sabendo que estamos exatamente onde Deus nos quer e que estamos fazendo exatamente o que Ele quer! Entretanto, vemos com tristeza que sempre há pessoas que estão cobiçando cargos e posições de comando, que anseiam por posições de poder, em vez de se colocarem como servos simplesmente para servir ao Senhor conforme os seus dons. Infelizmente, há pessoas que não se conformam em apenas servir a Deus e demonstram que seu propósito maior é ocupar um lugar de destaque como se o importante não fosse ser pessoas que são louvadas por Deus e não por causa das posições que ocupa. Deus que sonda e conhece nossos corações sabe quem está preocupado em louvar a si mesmo e quem verdadeiramente pode ser louvado pelo Senhor. Mas Paulo nos leva a refletir que o importante é ser aprovado pelo Senhor e não ser visto e reconhecido pelos homens. Ainda que estejamos entre aqueles que buscam a sua própria glória, sejamos como nos ensina o apóstolo e declaremos como faz o profeta Habacuque 3:18

Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação.

sábado, 12 de agosto de 2017

E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará. 2 Coríntios 9:6


Semear é uma atitude de fé e significa acreditar no que se planta. É um princípio de economia que o apóstolo Paulo nos ensina e que nos leva a pensar sobre onde e como estamos semeando nossas economias. Mas também precisamos nos lembrar de que esse princípio de economia não se trata apenas de valores financeiros ou materiais. Nosso tempo e nossas prioridades são também sementes que devem ser semeadas em terreno fértil para que produzam na proporção de nosso investimento. Aquele que investe seu tempo, seus dons e suas finanças de forma certa, no lugar ideal e com abundância, certamente, colherá na dimensão de seu empenho. Aquele que pouco investe tanto o seu dinheiro, quanto seu tempo, seu amor e dedicação a algo, obviamente, pouco receberá como retorno. Paulo nos ensina a plantar para colher, na devida proporção do que semeamos, em todas as áreas da nossa vida e Jó nos lembra de que a colheita é consequência direta e inevitável do que plantamos.

Segundo eu tenho visto, os que lavram iniquidade, e semeiam mal, segam o mesmo. Jó 4:8


sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Agora, porém, completai também o já começado, para que, assim como houve a prontidão de vontade, haja também o cumprimento, segundo o que tendes. 2 Coríntios 8:11




A grande lição desse versículo está na expressão “completar o já começado”. O apóstolo Paulo toca em um ponto importante na vida cristã e que tem sido esquecido por muitos que um dia manifestaram o desejo de fazer parte da família de Deus: a perseverança para a continuidade e conclusão da obra. Muitos são os que se empolgam e se envolvem com as coisas do Senhor, mas como o tempo vão arrefecendo aquele fogo inicial e se desligando aos poucos até se afastarem daquilo para o qual se propuseram. Paulo nos exorta a completarmos aquilo que começamos. As atividades seculares não podem ser justificativas para abandonarmos as coisas de Deus. Da mesma forma como nos dispusemos a iniciar, precisamos ter a mesma prontidão para concluir conforme o que temos diante de Deus. Nem todos percebem que, ao abandonarmos a nossa disposição, deixamos brecha para que o inimigo tome o lugar que antes destinávamos a Deus e isso nos traz sérias consequências físicas, emocionais, espirituais, mas aquele que persevera em cumprir as coisas do Alto tem a seu favor promessa de Deus, como garante o profeta Isaías.  

Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti. Isaías 26:3



quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus. Recebei-nos em vossos corações; a ninguém agravamos, a ninguém corrompemos, de ninguém buscamos o nosso proveito. 2 Coríntios 7:1-2



O apóstolo Paulo nos lembra de que, se fomos lavados e remidos pelo sangue de Jesus, se temos a promessa do Senhor de que teremos um lugar na Eternidade contemplando a Sua glória, devemos nos manter em santificação e buscar a purificação de toda a sujeira desse mundo. E isso significa deixarmos de lado as atrações do mundo e as propostas de facilidades para a aquisição das coisas terrenas. Isso significa que não podemos cair na tentação de corromper ou de sermos corrompidos por causa alguma. Devemos ter nosso foco nas coisas do alto e jamais buscar o nosso próprio proveito, tendo como alvo a edificação que nos aproxima de Cristo, pois como nos diz o salmista

Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto. Salmos 32:1



quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? 2 Coríntios 6:14



Quando Paulo nos fala do jugo desigual, ele se refere ao fato de que o diabo milita contra a luz e busca tragar aqueles que nela se encontram. Desse modo, ele usa as pessoas e artifícios para nos fazer crer que, se somos luz, podemos iluminar as trevas. O apóstolo nos leva a refletir sobre a ação constante do inimigo que, trabalha desde Gênesis para que não conheçamos a luz e assim busca o tempo todo seduzir o coração dos inconstantes para aceitar as "trevas". A Bíblia nos ensina que todas as pessoas na terra estão a mercê de viverem nas trevas, pois, ao criar o mundo, mesmo depois de ter criado a luz, Deus não eliminou as trevas. Ele as separou da luz. E foi exatamente para que essa separação se efetivasse que Jesus veio, em missão redentora. A vinda de Jesus significa exatamente isso: separação! Aqueles que andam na luz, portanto, não têm comunhão com as trevas. Quem está na luz deve refletir a luz, e jamais se associar àqueles que se encontram nas trevas. Por isso o profeta Isaías 60:1-2 nos diz

"Dispõe-te, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do Senhor nasce sobre ti. Porque eis que as trevas cobrem a terra, e a escuridão, os povos; mas sobre ti aparece resplendente o Senhor, e a sua glória se vê sobre ti".


terça-feira, 8 de agosto de 2017

Não dando nós escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado; 2 Coríntios 6:3


A responsabilidade de sermos a carta viva que leva a mensagem do Evangelho e o tema do versículo em epígrafe. Paulo destaca a importância de atentarmos para isso, a fim de que nossas ações não escandalizem o próximo e para que não sejamos pedra de tropeço na vida daqueles que nos cercam.  Àquele que está a serviço do Senhor não pode ser imputada culpa ou dolo, por isso o apóstolo nos exorta a um comportamento digno do ministério que assumimos, seja qual for. Uma conduta ilibada e sem desvios é mais eloquente do que qualquer pregação e isso o mundo percebe. Esse é o argumento que convence os incrédulos.  Se nossas palavras não convencem os incrédulos, nossas atitudes podem aproximá-los ou afastá-los

Porque dirão os gentios: Onde está o seu Deus? Salmos 115:2


segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. 2 Coríntios 5:1

O apóstolo Paulo se refere ao nosso corpo mortal, terreno, corruptível e que envelhece e se desgasta com o passar dos anos, e faz uma analogia ao edifício celestial, como corpo imortal, incorruptível que sobreviverá com a ressurreição. Ele nos lembra de que essa “casa não é feita por mãos humanas”, mas edificada por Deus e, portanto, um edifício firme e indestrutível, o corpo ressurreto daqueles que nasceram de novo, remidos e lavados pelo Sangue precioso do Senhor Jesus. A Bíblia nos diz que somos templo do Espírito, enquanto vivemos na Terra. Porém, uma habitação temporária e vulnerável, mas que, embora fadada a se desfazer, terá de Deus a restauração em um edifício eterno, pois, como registra Eclesiastes 3:14   

Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar; e isto faz Deus para que haja temor diante dele. Eclesiastes 3:14


domingo, 6 de agosto de 2017

Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. 2 Coríntios 4:8


Diante de tantas notícias ruins, situações adversas no trabalho, problemas domésticos, enfermidades e tudo mais que a vida moderna propicia, muitos são levados ao pessimismo, acreditando que não há solução. A Bíblia deixa claro que a vida de qualquer ser humano é cheia de problemas a serem enfrentados e, ao contrário do que muitos pregam, o fato de sermos cristãos não nos dá isenção de problemas. Os problemas seculares são inevitáveis para cristãos ou incrédulos. A Palavra de Deus diz que neste mundo teremos aflições. O sofrimento faz parte da vida, é parte de um processo de crescimento para que nos tornemos pessoas melhores, e preparadas para enfrentarmos os problemas com mais segurança. Paulo nos mostra que se não podemos nos blindar dos problemas, quando estamos com Cristo, podemos enfrentar esses problemas com a certeza de que eles serão vencidos. Nas atribulações somos espremidos, pressionados, mas Paulo nos diz que podemos passar por elas sem ficar nelas. Posso passar pelo problema, sem ficar nele, se escolhermos dividi-lo com o Senhor, pois como nos diz o salmista

“Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração se encontram os caminhos aplanados, o qual, passando pelo vale árido, faz dele um manancial; de bênçãos o cobre a primeira chuva. Vão indo de força em força; cada um deles aparece diante de Deus em Sião” (Salmo 84:5-7).


sábado, 5 de agosto de 2017

Antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo o homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade. 2 Coríntios 4:2


O Paulo nos exorta a vivermos a verdade e nos mantermos firmes na determinação de anunciar o Evangelho, não por palavras, discursos ou pregações formais, mas pela nossa maneira de viver, conforme a Palavra de Deus e segundo os Seus princípios. O apóstolo nos ensina a sermos imagem de Cristo, cristãos no verdadeiro sentido, cartas vivas da mensagem da Cruz, para que o nosso evangelho não fique encoberto e não leve a muitos à perdição. O Senhor nos comissionou a sermos Seus discípulos, aqueles que, por um estilo de vida coerente com a Sua mensagem fazem resplandecer a luz do Evangelho e a Sua Glória, encoberta pelo deus deste século que cegou os entendimentos dos incrédulos. Paulo nos diz que nossa responsabilidade de carregar o nome de cristão é grande, pois ”não pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor; e nós mesmos somos vossos servos por amor de Jesus. Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo”. E, assim, deixa claro que disso não podemos nos gloriar, nem nos ensoberbecer, pois somos vasos de barro que guardam esse tesouro, para sabermos que a excelência do poder é de Deus, e não nossa, por isso o salmista declara que

Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Salmos 19:1


sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração. 2 Coríntios 3:3



O apóstolo Paulo é conhecido por suas importantes cartas, e a Bíblia nos legou também diversas cartas escritas pelos apóstolos Pedro, Tiago, João e Judas. Embora todas tenham um propósito comum, cada uma delas traz uma orientação específica para cada igreja e hoje, quando as lemos, como Igreja, temos essas mensagens atualizadas pelo Espírito Santo.  Mas o Paulo nos mostra no texto em epígrafe que somos cartas vivas, temos a mensagem de Jesus, gravada em nós. Por isso precisamos refletir sobre a grande responsabilidade que é ser mensageiro de Cristo, missiva viva do Evangelho, pois o que o Senhor espera é que as pessoas olhem para nós e associem as nossas atitudes e palavras com o nosso viver. Jesus quer ser conhecido por meio do nosso exemplo. Precisamos ser textos possíveis de serem lidos por todos os homens. A forma como nos comportamos em casa, no trabalho ou na igreja mostra que tipo de mensagem estamos escrevendo na carta que somos. Há cartas que não estão sendo lidas por todos, porque trazem rasuras, erros de concordância ou de ortografia, mas aquele que tem Cristo e já é selado pelo Espírito Santo pode ser lido, em uma linguagem clara e compreensível por todos. Não podemos nos esquecer de que o único “livro sagrado” que o mundo lê é a vida do cristão, pois muitos são os que não leem a Bíblia, mas estudam a vida dos cristãos, por isso a importância do nosso testemunho. Somos cartas vivas, com o selo do Espírito Santo, razão pela qual devemos cuidar da mensagem que levamos e pedir a Deus como o salmista em Salmos 119:125

Sou teu servo; dá-me inteligência, para entender os teus testemunhos.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus, antes falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus. 2 Coríntios 2:17



Tal qual nos tempos de Paulo, ainda hoje vemos proliferar os falsificadores da Palavra de Deus. Aqueles que não buscam no Espírito o discernimento e o entendimento para compreenderem as questões do Reino e se deixam levar por doutrinas de pessoas que relegam a salvação a segundo plano, visando o dinheiro, e não a glória de Deus, certamente, caminham para condenação. Muitos são os que ainda se prendem a mensagens que enfatizam a prosperidade, o poder e a riqueza terrenos, que entendem o Evangelho como um serviço pessoal e uma garantia de uma vida sem sofrimentos. Paulo nos exorta a estarmos alertas contra um evangelho de facilidades e de promoção pessoal e nos instrui a buscarmos na Bíblia os verdadeiros elementos do cristianismo. Paulo nos orienta a tirarmos o véu que nos impede de refletir a glória do Senhor, a nos certificarmos, pelas Escritura, daquilo que nos é ensinado,

Porque a palavra do Senhor é reta, e todas as suas obras são fiéis. Salmos 33:4



quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também é abundante a nossa consolação por meio de Cristo. 2 Coríntios 1:5



O apóstolo Paulo nos lembra de que àqueles que são chamados a pregar o Evangelho não é oferecida uma vida de tranquilidade, todavia, aos cristãos sempre foi dito que, ao assumirem a missão de Cristo, iriam enfrentar uma luta que os descrentes não enfrentam. Temos, contudo, que entender que não lutamos contra a carne, mas contra o inimigo que milita no mundo, lutamos contra satanás. Precisamos compreender a profundidade de nossa missão, certos também de que, se Deus nos comissionou, Ele também nos dará toda a condição de enfrentarmos as batalhas diárias, tendo nós, em Cristo, a certeza da vitória que o próprio Senhor Jesus nos garantiu na Cruz. As adversidades e as vicissitudes da vida podem nos entristecer, sim, mas Paulo nos garante a abundante consolação. Assim como o salmista, firmados na Rocha, podemos afirmar como o salmista

Aumentarás a minha grandeza, e de novo me consolarás. Salmos 71:21


terça-feira, 1 de agosto de 2017

Todas as vossas coisas sejam feitas com amor. 1 Coríntios 16:14



O apóstolo Paulo reiteradas vezes afirma que a melhor atitude em qualquer relacionamento, é o amor. Ele próprio confirma isso em sua missão de pregar o Evangelho, deixando evidente o amor pela Obra e por Aquele a quem antes perseguia. Paulo, falando aos coríntios pede que em tudo seja feito com amor, pois é ele que abre portas, ilumina o caminho, derruba os obstáculos, une as pessoas, desvia o mal... Por isso disse aos romanos “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, a não ser o amor fraterno, com que deveis vos amar uns aos outros, pois aquele que ama seu próximo tem cumprido a Lei”. Se hoje queremos um mundo melhor, se queremos um clima saudável em nosso lar e em nosso espaço de trabalho, se desejamos nossa família unida, se queremos um país justo e em paz, devemos seguir a sábia orientação de Paulo, lembrando-nos sempre de que as pequenas coisas alicerçam as grandes e como sementes hoje darão os frutos no futuro  

Porque, quem despreza o dia das coisas pequenas? Pois esses se alegrarão, vendo o prumo na mão de Zorobabel; esses são os sete olhos do Senhor, que percorrem por toda a terra. Zacarias 4:10


segunda-feira, 31 de julho de 2017

Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes. 1 Coríntios 15:33



A Palavra de Deus reiteradas vezes assevera que o cristão não deve se misturar com o mundo, pois, assim como o óleo não se mistura com a água, também aquele que serve a Deus não pode se misturar com aqueles que O desprezam. Entretanto, percebemos que falta vigilância nesse sentido. Muitos têm sido os cristãos que insistem em manter coisas que vão totalmente contra a palavra de Deus, amizades, palavras, comportamentos e atitudes que desagradam a Deus. As trevas não têm comunhão com a luz. Se as diferenças de personalidade podem até ajudar os nossos relacionamentos, aproximando pessoas com talentos, temperamentos e humores opostos, as diferenças de caráter, ao contrário, afastam. Paulo nos lembra de que não devemos nos misturar com aqueles que têm comportamentos muito diverso dos nossos. Por isso lembremo-nos do que nos diz o profeta Amós 3:3

"Acaso andarão dois juntos, se não estiverem de acordo”


domingo, 30 de julho de 2017

Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo. 1 Coríntios 15:22



Observando os acontecimentos atuais, quando a corrupção e a violência estampam os noticiários e as ideias hedonistas que pregam que as criaturas são livres para decidir o que fazer consigo sem considerar os propósitos do Criador, temos a certeza de que o mundo está morto porque é fruto da semente de Adão. Porque escolheu, assim como Adão, a desobediência. Mas aqueles aceitaram o sacrifício de Cristo estão vivos porque são frutos da semente de Cristo, pois por meio Dele fomos vivificados. Sendo da descendência de Adão, estávamos mortos, mas a partir do momento em que aceitamos Cristo como Senhor, tornamo-nos filhos de Cristo. Por isso o Novo Testamento enfatiza a necessidade de nascermos de novo. Sem opção de escolha, todos recebemos a morte como consequência do pecado de Adão, todavia, com a morte de Jesus, obtivemos o direito de escolher a vida. Paulo deixa claro que a humanidade não redimida está morta desde Adão e nos mostra que Jesus é o segundo Adão, ou o Homem que veio para resgatar a humanidade, suscitando a descendência daquele que morreu. Adão morreu porque pecou e Cristo morreu porque se manteve fiel e, assim, se a morte entrou na humanidade por um homem, cuja descendência recebe a sua herança, o segundo Adão, Cristo, trouxe consigo a ressurreição, a remissão e aqueles que Nele creem serão vivificados. O salmista nos lembra de que nenhum outro homem pode nos remir, ou dar a Deus o resgate dele, mas Jesus já o fez

(Pois a redenção da sua alma é caríssima, e cessará para sempre),
Salmos 49:-8

sábado, 29 de julho de 2017

Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos. 1 Coríntios 14:33



O apóstolo está declarando que aquele que usa o nome de Deus, na congregação ou mesmo na vida secular, deve estar ciente de que deve falar segundo a Palavra de Deus, porque seus irmãos julgarão o que ele fala. Portanto, não deve falar sem um fundamento bíblico, para que suas palavras não provoquem dissensões ou gerem heresias. A Bíblia deixa claro que nosso Deus é de paz e Dele não procede confusão ou incoerências. Paulo nos ensina que devemos ter domínio de nossas ações e expressões e nos diz que ao ministrarmos a Palavra, ainda que usados por Deus para levar uma profecia a alguém que tenhamos domínio sobre nossos atos. O profeta de Deus fala com consciência daquilo que profere e não incorporado por um ente que não é ele. Ao ser usado pelo Espírito Santo, não entra em transe, nem cede seu corpo como ocorre em religiões diversas, mas tem o total controle e entendimento daquilo que fala, por isso o apóstolo afirma em 1 Coríntios 14:15 Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento. Por isso Jó nos diz


Com Ele estão domínio e temor; ele faz paz nas suas alturas. Jó 25:2




sexta-feira, 28 de julho de 2017

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 1 Coríntios 13:4-7



Nesse texto bastante conhecido Paulo nos apresenta o amor como fruto do Espírito e nos mostra as características importantes dele que fazem com que seja um dom sobremodo excelente. Aquele que exerce o dom do amor tolera pessoas difíceis de quem é fácil desistir, ou ignorar; não retribui da mesma forma quem os trata mal; não é invejoso; não trata com leviandade, nem se ensoberbece. O amor não age de um modo injusto ou impróprio. Aquele que ama, como ensina o apóstolo, se dispõe a pôr de lado seus próprios interesses ou direitos pelo bem do outro. Não se exaspera, nem se ira facilmente. Não suspeita mal; não tem prazer no mal, não se alegra diante da queda do próximo. Nesse sentido, tudo sofre, crê, espera, suporta... O amor, conforme nos ensina Paulo, fundamentado na sua própria experiência com o Evangelho de Cristo, é o fundamento de todos os atos que agradam a Deus. Assim, o amor suporta qualquer dificuldade ou rejeição, e, a despeito de qualquer adversidade, simplesmente persiste e nunca falha. O amor, sobre o qual nos fala Paulo, não é um sentimento, mas a essência do Criador que nos diz por meio do profeta Jeremias 31:3

Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí. Jeremias 31:3


quinta-feira, 27 de julho de 2017

Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil. 1 Coríntios 12:4-7




O apóstolo Paulo enfatiza que os dons individuais são concedidos pelo mesmo Espírito e estão ativos e disponíveis a Igreja do Senhor Jesus Cristo para edificação dos santos. São, portanto, dados a nós para que sejam usados segundo a vontade Daquele que distribui a cada um como quer e a quem quer. Fomos capacitados, cada um com um dom diferente, para um propósito único: servir à Igreja de Cristo, assim como Paulo e os demais apóstolos o fizeram a seu tempo. Cada um usando o dom que lhe fora concedido. Paulo exorta-nos para que não sejamos ignorantes em relação ao conhecimento das manifestações do Espírito e para que saibamos como, e onde usar aquilo com o qual fomos agraciados. O que temos não nos pertence, somos parte de um Corpo e mordomos a serviço de uma Obra, portanto, devemos prestar contas ao Senhor daquilo para o qual fomos comissionados. Não podemos ser vaidosos e imaginar que temos ou somos algo além do que nos permite o Senhor. Lembre-nos, pois, do que nos alerta Jó 35:13


Certo é que Deus não ouvirá a vaidade, nem atentará para ela o Todo-Poderoso. Jó 35:13


quarta-feira, 26 de julho de 2017

Sede meus imitadores, como também eu de Cristo. 1 Coríntios 11:1


Uma das atitudes mais admiráveis em um cristão é a coerência e isso pode ser evidenciado na vida e na postura do apóstolo Paulo. Suas palavras não destoam de suas ações. Sua pregação tem ressonância em suas atitudes e, ao contrário do percebemos no mundo, Paulo exorta aos outros o que ele próprio antes de tudo faz. Porque ele demonstra coerência e equilíbrio entre palavras e ações, pode encorajar aqueles a quem evangelizava a seguirem o seu exemplo de vida. Antes de falar dos limites da liberdade cristã, Paulo demonstrou que a sua dedicação e sua renúncia são um modelo a ser seguido por todos nós. Em toda a sua missão, podemos perceber que o apóstolo é um modelo exemplar de líder que não se arvora no direito de ditar normas e regras de conduta, todavia, vai adiante dos liderados e não buscou o seu próprio bem, mas o bem dos outros, imitando o exemplo de Cristo. Paulo nos faz refletir sobre a importância que devemos dar ao fato de espelharmos a imagem de Deus, como nos é dito em Gênesis 1:27

E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou


terça-feira, 25 de julho de 2017

Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam. 1 Coríntios 10:23



O versículo em epígrafe tem servido muitas vezes justificar ações que lhes convêm e que nem sempre são aprovadas por Deus. O apóstolo não está corroborando com as ilicitudes humanas, mas mostrando que mesmo dentro de uma legalidade instituída pelos homens que legislam de acordo com seus interesses e causas pessoais é preciso que o cristão tenha discernimento e paute suas ações de acordo com a Palavra de Deus e não conforme as leis humanas. Paulo mostra-se bastante crítico em relação ao que nos convêm fazer diante do que é legal e do que é moral, segundo a compreensão humana. Ele deixa claro que há limites que precisam ser considerados à luz das Escrituras. Assim, ensina que há limites para aqueles que desejam fazer a vontade de Deus, por isso devemos fazer o que nos diz o salmista


Não porei coisa má diante dos meus olhos. Odeio a obra daqueles que se desviam; não se me pegará a mim.
Salmos 101:3


segunda-feira, 24 de julho de 2017

Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia. Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar. 1 Coríntios 10:12-13



O apóstolo Paulo nos alerta sobre a tentação que inevitavelmente todos estão sujeitos, mas também oferece um alento aos que se apegam à Palavra do Senhor. Todavia, precisamos entender a diferença entre tentação e provação. A tentação tem o objetivo de induzir ao pecado e vem de satanás, o pai da mentira. Mas Paulo deixa claro que ser tentado não é pecado, por isso nos diz que Deus nos dá a condição de resistirmos à tentação. Ela se torna pecaminosa quando cedemos a ela, pois quando tentado, temos opções de cairmos ou não. Já a provação é usada por Deus para desenvolver a nossa fé. Diferentemente da tentação, diante das provações, não temos opção. Elas vêm a nós se quisermos ou não. E, assim como na tentação, a nossa reação à provação depende em nós. Muitas vezes não sabemos distinguir se estamos sendo testados ou provados, por isso precisamos examinar os frutos para sabermos se uma determinada aflição vem de Deus ou não. Precisamos verificar se essa aflição faz com que o cristão se aproxime de Cristo, ou se contribui para a destruição do cristão ou da Obra, pois Deus sempre quero melhor para o Seu povo e não nos tenta para o mal, conforme nos diz Moisés em Êxodo: 20.20

“E disse Moisés ao povo: Não temais, Deus veio para vos provar, e para que o seu temor esteja diante de vós, a fim de que não pequeis.”


domingo, 23 de julho de 2017

Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns. 1 Coríntios 9:22



O apóstolo Paulo faz declarações importantes para que a Igreja compreenda o sentido de sua missão e como abriu mão de exercer direitos em prol da liberdade de evangelizar. Vemos que Paulo colocou seu ministério acima de seus desejos pessoais e se adaptou aos costumes e formas de viver daqueles a quem pregava o Evangelho para levá-los a Cristo. O livro de Atos narra alguns exemplos de como o apóstolo se comportava a fim de se relacionar com os judeus em Jerusalém. Entretanto, embora observasse a Lei e os costumes em respeito aos judeus, Paulo obedecia à lei de Deus, priorizando o cumprimento da vontade de Cristo. O texto em epígrafe ratifica os propósitos desse homem de Deus de levar o Evangelho na sua simplicidade, sem, contudo, desviar-se do caminho do Senhor. Ao afirmar que se fez fraco para os fracos, Paulo quer dizer que se fez flexível em relação aos costumes, sem contrariar a Palavra de Deus e não que se deixou corromper ou cair em fraqueza para se contaminar com as coisas do mundo, para se igualar aos fracos.

Muita paz têm os que amam a tua lei, e para eles não há tropeço.  (Salmos 119:165)



sábado, 22 de julho de 2017

Por isso, se a comida escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que meu irmão não se escandalize. 1 Coríntios 8:13



A palavra escândalo no grego quer dizer armadilha, cilada, ou qualquer impedimento colocado no caminho e que faz alguém tropeçar ou cair. Escândalo, portanto, significa pedra de tropeço. No texto em epígrafe Paulo ensinar aos cristãos sobre a importância de se comportarem como crentes maduros em relação a Deus e aos seus irmãos em Cristo. O apóstolo cita comportamentos cotidianos para nos lembrar que muitas vezes, mesmo não cometendo pecado, agimos sem pensar no bem do próximo, quando causamos escândalos aos mais fracos e nos tornamos uma “pedra de tropeço” na vida de muitas pessoas. Quando não vigiamos nossas atitudes, podemos ser a pedra de tropeço na vida dos que estão afastados de Deus e até mesmo dos irmãos em Cristo. E para nos ensinar lições muito importantes, Paulo usa o exemplo do comer carne: àqueles que não comem carne, exorta a julgar o irmão que come e àqueles que comem carne e escandalizam o irmão, assevera que o melhor é não comer se vai prejudicar o irmão. A Bíblia nos ensina a não vivermos de forma egoísta e a buscarmos o bem e o salmista nos Salmos 119:165 nos garante se cuidarmos de nosso próximo

Muita paz têm os que amam a tua lei, e para eles não há tropeço.



sexta-feira, 21 de julho de 2017

Porque o marido descrente é santificado pela mulher; e a mulher descrente é santificada pelo marido; de outra sorte os vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos. 1 Coríntios 7:14




No texto em epígrafe Paulo trata de uma questão da Igreja em Corinto, mas ainda é motivo de dúvidas na Igreja atual. Mas, ao contrário do que algumas pessoas entendem para justificarem a escolha de um ímpio para se casar, o apóstolo não aconselha isso. O que ele faz é uma orientação aos que têm cônjuge não convertido para que não se separem dele por esse motivo. Ele afirma que o cônjuge cristão abençoa o não cristão e os filhos advindos dessa união. Entretanto, isso não dá garantia de salvação, pois a salvação é individual e intransferível. Paulo está dizendo que o cônjuge convertido e regenerado e por isso tem sua vida dirigida pelo Espírito Santo e assim o poder e a graça de Deus que se manifesta em sua vida é tão grande, que, pela graça que opera os frutos do Espírito, e o poder de Deus influencia a vida do não convertido. Assim, a luz resplandecerá sobre as trevas, e o lar será santificado, pois a relação com Deus e a benção que flui de uma vida separada para Deus terá um efeito positivo sobre o marido e os filhos. O sábio diz que o ambiente de criação saudável determina o futuro dos filhos, por isso ensina em Provérbios 22:6

Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele. Provérbios 22:6


quinta-feira, 20 de julho de 2017

Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? 2 Coríntios 6:14





Ao escrever sobe a importância da busca pela santidade, o apóstolo Paulo faz um alerta para que os cristãos não se prendam a um jugo desigual com os infiéis. Isso não significa vivermos em uma redoma, isolado em uma bolha sem conviver com os infiéis. Ao contrário, Deus nos permite estar no mundo para sermos luz aos que permanecem nas trevas. Assim, o alerta de Paulo é para darmos testemunho de honestidade e fidelidade, apesar de vivermos em um mundo cheio de injustiça. Devemos nos comportar de modo que a luz do Senhor seja refletida sem nos corrompermos ou concordarmos com as coisas desonestas que o mundo nos oferece. Apesar de nos sentirmos deslocados no mundo, não somos nós que devemos nos afastar. Se andarmos conforme os ensinamentos do Senhor, sem transigir ou compactuarmos com as coisas erradas do mundo, certamente, aqueles que não desejam mudar de atitude e não se identificam com nosso comportamento se afastarão pois como pondera o profeta Amós 3:3


Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?


quarta-feira, 19 de julho de 2017

Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma. 1 Coríntios 6:12





A questão posta pelo apóstolo Paulo nos leva a refletir sobre o nosso cotidiano, quando nos deparamos com situações diante das quais nos perguntamos como agir. O cristão genuíno procura direcionar sua vida pautado pela Bíblia, como Palavra de Deus, mas nem sempre encontra respostas práticas ou diretas para o que é e o que não é permitido na igreja, sobre o que seria pecado ou não. Paulo não diz especificamente o que podemos ou não fazer, entretanto nos aponta o caminho para discernirmos a partir dos princípios de Deus e daquilo que para Ele é mais importante. Assim, diante de qualquer assunto se fizermos três perguntas básica teremos um indicativo de como agir: 1-Isso nos edifica? Se o que pretendemos fazer não nos acrescenta nada de bom a nós nem ao próximo, se não nos aproxima de Deus, tampouco nos deixará em paz, que proveito terá? 2- Isso convém? Ser conveniente é tão importante quanto saber o que fazer. Precisamos discernir o que deve fazer parte e o que não deve da nossa vida, em todos os aspectos: nosso comportamento social, nosso vocabulário em casa, no trabalho, nas redes sociais; nossa forma de vestir e de nos apresentar publicamente, no trabalho, nas ruas, na igreja... 3- Isso me domina? Quando Paulo diz: "mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas" ele está nos alertando sobre a importância que damos aos nossos atos. Somos livres para fazer ou deixar de fazer qualquer coisa que legalmente nos é permitido, mas fazemos algo porque não temos domínio sobre a nossa vontade, então isso não pode ser bom. Precisamos nos lembrar de que somos livres para escolher, mas escravos de nossas escolhas.
Qual é o homem que teme ao Senhor? Ele o ensinará no caminho que deve escolher. Salmos 25:12

Vejam o vídeo a seguir:

terça-feira, 18 de julho de 2017

Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais. 1 Coríntios 5:11



O que o apóstolo Paulo está no dizendo é para continuarmos onde Deus nos colocou, agindo com um testemunho fiel de Cristo neste mundo. Não precisamos sair de casa ou mudar de trabalho ou de escola para servirmos ao Senhor. O que Deus quer é que nos separemos do pecado e não que nos afastemos dos pecadores. Eles precisam de nosso testemunho evangelizador. Essa é a missão do cristão no mundo. Deus nos coloca em determinados lugares o propósito de sermos um testemunho vivo para Ele, por isso o apóstolo nos ensina que não devemos sair do mundo, mas sim nos separar de pessoas que negam a fé cristã, principalmente daquelas que se dizem irmãs em Cristo e agem contrariando o Evangelho. Se há entre os irmãos pessoas que se prostituem, que são avarentas, idólatras ou roubadoras, desses, sim, devemos nos afastar. Mas se nas nossas atividades seculares convivemos com pessoas que assim agem, a eles devemos dar testemunho de fé e de conduta sem nos afastarmos. Todavia, precisamos nos fortalecer no Senhor, buscando no Espírito o discernimento e a força para nos conduzir no caminho sem nos desviar ou nos corromper

Pois dou-vos boa doutrina; não deixeis a minha lei. Provérbios 4:2




segunda-feira, 17 de julho de 2017

Porque o reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder. 1 Coríntios 4:20



O que o apóstolo Paulo está afirmando é reino de Deus é mais do que palavras faladas que se perdem no tempo. Ele afirma que o Reino é estabelecido em poder. Real, tangível e disponível para todos aqueles que crerem. É um poder que não está no discurso, na eloquência, como vemos no mundo, quando pessoas que sabem manejar bem a palavra convencem o público, mas nem sempre fundamentadas na verdade. É um poder retórico e sem lastro. Contudo, o poder ao qual se refere Paulo é o que vence o diabo e suas tentações, que pode vencer o pecado e o mal. É o poder da verdade e do testemunho fiel que não está assentado nos discursos e sim na prática diária e vivida. O poder que se manifesta em nós, ainda que permaneçamos em silêncio. Não é pelo falar e sim pela nossa forma de agir que o mundo reconhece em nós o Reino de Deus, todavia, quando o Espírito se manifesta em nós temos o ímpeto de nos expressar como Daniel


Pareceu-me bem fazer conhecidos os sinais e maravilhas que Deus, o Altíssimo, tem feito para comigo. Daniel 4:2



domingo, 16 de julho de 2017

Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? 1 Coríntios 3:16



A Bíblia nos mostra que o Templo é um lugar de adoração, um local especial, consagrado a Deus, onde habita o Altíssimo e, por isso, um lugar santo. A ideia de Templo no Antigo Testamento remete-nos a lugar físico, mas no Novo Testamento a ideia de templo passa a ser as próprias pessoas, ou os servos de Deus, por isso o apóstolo Paulo faz o questionamento aos coríntios e, por extensão a nós para que venhamos a refletir sobre a responsabilidade de sermos o templo do Espírito Santo. Isso significa que a presença viva de Deus está em nós de forma especial, porque somos consagrados a Deus, santos, separados para andarmos nos caminhos do Senhor. E se Deus ‘habita’ o templo, isso quer dizer que o templo ‘pertence’ a Deus. Então, não há como ser templo de Deus se Deus não habitar o homem, assim como é impossível Deus habitar o homem se o homem não for templo do Altíssimo. E Deus não habita onde há imundícia. Assim nos diz o profeta Isaías 57:15

“Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito; como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos”




sábado, 15 de julho de 2017

Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus. 1 Coríntios 3:9



Depois de demonstrar aos coríntios que é o Senhor quem dá o crescimento a obra o apóstolo Paulo nos faz refletir sobre qual tem sido a nossa contribuição para que a Igreja cumpra seu papel nos propósitos de Deus. Ele nos mostra que somos parte do Corpo e que cada um de nós tem a sua função na Obra e a compara com uma lavoura e um edifício, conforme o versículo em epígrafe. Ao usar a metáfora da lavoura ele nos fala sobre o cultivo de um campo. Nesse campo está a seara de Deus que, para frutificar, precisa ser cuidado com zelo, por diversos trabalhadores preparando a terra para o cultivo. Assim como no campo se for deixado sem cuidado, crescerá o mato, virão os animais e destruirão a lavoura, na Obra, se descuidarmos, virão as ervas daninhas, as falsas doutrinas, costumes estranhos e o mundanismo a sufocar a Palavra de Deus. Como edifício, a Igreja é construída tijolo a tijolo e é um local onde o esforço conjunto dos cooperadores do reino tornarão a edificação forte, para que ela sobreviva as intempéries e permaneça de pé. É papel de todo cristão cuidar da lavoura de Deus para que ela frutifique no tempo certo, e do edifício de Deus para que ele resista às intempéries e tribulações, até que volte o Senhor, certo de que

O Senhor vosso Deus que vai adiante de vós, ele pelejará por vós, conforme a tudo o que fez convosco, diante de vossos olhos, no Egito; Deuteronômio 1:30
                    

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. 1 Coríntios 2:12



O apóstolo Paulo nos lembra de que desejo que temos de conhecer mais de Deus e a sensação de que somos estranhos no mundo do Senhor por ter sido derramado em nós o espírito de sabedoria e de revelação. O apóstolo afirma que o entendimento que precisamos para sermos santos (separados) vivendo em um mundo cada vez mais corrompido e contaminado pelo mal é algo que está gratuitamente à disposição de todos os salvos por Cristo, como um manancial mas precisamos nos manter em comunhão com Deus para beber dessa fonte. Precisamos buscar o discernimento que o Espírito Santo nos dá para conhecermos melhor a Deus com a mesma sede com a qual buscamos a água da fonte no deserto. Quando bebemos dessa fonte e nos mantemos em comunhão com o Senhor, o Seu Espírito nos dá a conhecer os caminhos pelos quais devemos andar e nos separa da confusão do mundo. Esse espírito de sabedoria e revelação é concedido aos eleitos pelo Espírito Santo de Deus, conforme nos garante o sábio Salomão.


Atentai para a minha repreensão; pois eis que vos derramarei abundantemente do meu espírito e vos farei saber as minhas palavras. Provérbios 1:23
                    


quinta-feira, 13 de julho de 2017

E a minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder; Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus. Todavia falamos sabedoria entre os perfeitos; não, porém, a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que se aniquilam; 1 Coríntios 2:4-6



O apóstolo Paulo nos fala que a mensagem do Evangelho não requer palavras persuasivas de sabedoria humana, de nenhuma erudição para sua transmissão. Ele próprio limitou-se a anunciar o Messias crucificado, demonstrando que a fé dos que se converteram não se baseava em argumentos humanos, mas no poder de Deus, no Espírito Santo, que convence o pecador de seu pecado e o leva à fé em Cristo Jesus. A sabedoria do Evangelho é diferente da sabedoria dos homens, e não foi conhecida pelas autoridades deste mundo pois se a conhecessem não teriam crucificado o Senhor. Ela vem de Deus é dirigida aos maduros na fé, e contém o plano de Deus para salvação dos homens e é revelada pelo Espírito Santo, pois o homem por si próprio é incapaz de compreender o que Deus tem preparado para ele.  

Ó minha alma, espera somente em Deus, porque dele vem a minha esperança. Salmos 62:5
                    

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Para que, como está escrito: Aquele que se gloria glorie-se no Senhor. 1 Coríntios 1:31



O apóstolo Paulo nos fala sobre testemunho. Testemunhar é confirmar aos outros aquilo que vimos ou experimentamos. E mostra-nos, sobretudo, que nosso testemunho deve ter como foco o Senhor e o que tem feito por nós e não a nossa pessoa. A sabedoria humana leva à contendas e divisões, por isso devemos nos focar Naquele que tudo pode e não em nosso próprio saber. Quando tomamos a nós mesmos como referência de conduta e não a Deus, somos tentados a nos exaltar e a nos esquecer de que toda honra e toda glória deve ser dada ao Altíssimo. Os sábios e profetas nos ensinam a honrar a Deus e Nele depositar nossa confiança, fé e esperança, e jamais sermos sábios aos nossos olhos, pois sem o sopro do Criador nada somos
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Mas o Senhor está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra. Habacuque 2:20