Traduza este blog

domingo, 10 de dezembro de 2017

Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto. Apocalipse 3:1b




Essa palavra dirigida à Igreja de Sardes, uma Igreja que ainda preservava uma certa aparência, e que mantinha a reputação de ser forte e ativa, no entanto estava repleta de falhas e já estava quase morta. Sabemos que o processo de morte de uma Igreja não acontece de um dia para outro. É um processo lento e que pode nem ser percebido, pois as negligencias, as pequenas falhas e até mesmo os pecados vão tomando conta e se tornando aos poucos algo natural e tolerável. Quem vê pode até pensar que nada há de errado, mas nem sempre a aparência revela o que está por dentro. O homem vê o exterior, mas Deus vê o coração e conhece de fato o estado de cada Igreja e de cada membro. A Igreja de Sardes tinha a reputação de ser ativa e viva, mas Jesus sabia que estava quase morta. Ele não fala de perseguição romana, nem de conflitos com falsos judeus. Ela estava inerte, tomada pela indiferença e apatia, embora gozasse de boa fama. Jesus não se deixa enganar, Ele sonda nos corações e conhece cada um profundamente. Ele sabe que também no meio de uma Igreja moribunda há algumas pessoas fiéis. Isso nos mostra que independente do comportamento da congregação, seremos julgados individualmente e cada receberá segundo o que plantou. Precisamos ficar atentos e vigilantes. Essa é a mensagem de Deus para cada um de nós neste momento. Não sabemos quando Ele virá. Sabemos que virá como um ladrão. Mas como Deus misericordioso Ele ainda nos dá uma chance de reavivarmos o que está morto. Lembremo-nos, pois do que nos diz o sábio em Provérbios 15:3
.
Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons.



Igreja Cristã Manancial

sábado, 9 de dezembro de 2017

Mas o que tendes, retende-o até que eu venha. Apocalipse 2:25



Essa exortação dirigida à Igreja de Tiatira, uma antiga cidade da Lídia, é atual e eloquente. Sabemos que embora não fosse uma metrópole como Éfeso, Pérgamo ou Esmirna, essa cidade era comercialmente próspera, pois abrigava indústrias de tinta, fabricas de roupas, cerâmicas e objetos de bronze. Contudo, tinha muitos templos, dedicados a vários deuses. Apolo, o deus sol, era a sua divindade protetora. Tinha também os templos de Tirimanios, de Ártemis e um santuário a Sambate, dentre outros. Além disso, devotava o culto ao imperador, compelindo os homens a adorarem ao imperador romano como se fosse uma divindade. Era, portanto, uma cidade idólatra cujo período histórico representativo corresponde ao período em que Roma desvirtuou o verdadeiro Evangelho e a anos de forte intolerância religiosa com o predomínio da inquisição. Tiatira era uma igreja corrupta, que tolerava Jezabel, ou seja, aceitava a promiscuidade da Igreja com o paganismo e os falsos profetas. E Deus não se agrada dessa mistura. Cristãos não podem se envolver com práticas pagãs de nenhuma natureza. Tatira representa o período em que a Igreja dando espaço a essa mistura, proibiu o acesso a Bíblia e substituiu a intercessão em nome de Cristo por homens pecadores de forma que o perdão de pecados era feito às custas de alto valor em dinheiro ou posses. Assim, a palavra profética exorta àqueles que não se perverteram a conservar a pureza do Evangelho, a conservar a certeza de que Jesus é o único mediador entre Deus e os homens e a adoração somente a Deus e não aos ídolos. A fim de esperar a volta de Jesus, devemos reter o que Dele aprendemos, assim, devemos nos lembrar do que nos diz Moisés em Êxodo 34:14

Porque não te inclinarás diante de outro deus; pois o nome do Senhor é Zeloso; é um Deus zeloso.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Arrepende-te, pois, quando não em breve virei a ti, e contra eles batalharei com a espada da minha boca. Apocalipse 2:16




 
Nessas palavras dirigidas à Igreja de Pérgamo, o Senhor convida a todos os homens ao arrependimento de seus pecados. Pérgamo era uma cidade totalmente povoada por adoradores dos falsos deuses. Por isso foi citada na carta como lugar onde estaria o trono de satanás. Ela representa o período da história cristã em que o satanás se infiltraria entre o verdadeiro povo de Deus sob a aparência da religiosidade com o objetivo de seduzir e de confundir o povo, levando-o a perverter a verdadeira fé. A mensagem dessa carta prenuncia o grande declínio espiritual e o comprometimento com o erro, o que, constatamos hoje, tem levado à apostasia de muitos cristãos. Relembrando a História, vemos que depois de se tornar Imperador Romano, Constantino, dizendo-se convertido ao “cristianismo”, jamais abandonou os rituais e adorações do paganismo. Ele atribuiu a sua vitória ao “deus sol-invictus” e juntou rituais pagãos às festas cristãs, seduzindo o povo de Deus. O cristianismo defendido por Constantino nada tinha a ver com a fé defendida pelo verdadeiro povo de Deus, por isso muitos foram batizados sem conseguir abandonar inteiramente os velhos costumes e doutrinas trazidos das religiões pagãs. Assim a pureza do evangelho de Cristo foi aos poucos se corrompendo com as falsas doutrinas ensinadas por aquelas religiões. Mas a mensagem da carta em epígrafe traz um chamado ao arrependimento e uma advertência àqueles que, pensando estar se aproximando de Deus, têm abraçado falsas doutrinas condenadas por Ele. Lembremo-nos, pois do que nos disse o profeta Isaías 11:4:

Mas julgará com justiça aos pobres, e repreenderá com equidade aos mansos da terra; e ferirá a terra com a vara de sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará ao ímpio.