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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo! (Isaías 5:20)

O profeta Isaías já chamava à atenção em seu tempo para o que hoje vemos com uma certa frequência. Não é raros nos depararmos com os comentários sobre como os valores estão invertidos nos dias de hoje. O mais absurdo tem sido a constatação de que a conduta de quebrar regras e desrespeitar normas é objeto de admiração de muitas pessoas. Quem age com respeito às norma e à hierarquia é ridicularizado, ou tido como “estranho”. É difícil ver bons exemplos sendo elogiados e seguidos, mas não é raro percebermos os maus exemplos, serem "seguidos" ou copiados por outros. O mais estarrecedor é constatarmos que quando alguém é notado em ações de bondade, ou em expressão de valores coerentes é definido como pateta, mas quem age maldosamente, ou com esperteza por vezes recebe aplausos, ou em vez de ser punido é premiado. Temos, assim um prognóstico de que a sociedade caminha a passos largos para um mundo amoral e repleto de conflitos, conforme os autores da Bíblia já alertava. Quando o comportamento em vez de receber reprovação, recebe admiração e ainda é imitado, vemos com clareza a incoerência da inversão de valores que vivenciamos. Essa inversão de valores não se limita apenas aos espaços de trabalho ou sociais, ela está também na família e é cíclica, pois reflete diretamente na convivência de qualquer grupo social. Filhos que não respeitam os pais, para não serem criticados pelos amigos; casais sem princípios essenciais a uma convivência duradoura e saudável, cônjuge infiel bem-visto, e exaltado no próprio convívio familiar e m detrimento do fiel, tomado por bobo, ou estimulado a dar o troco, imitando o comportamento errado. Funcionário que cumpre horários e deveres menosprezados e tomados por "puxa-saco", enquanto o negligente, ou que desrespeitas as normas é louvado. Esse comportamento que inicia nas relações mais estreitas se estende nas demais esferas sociais. Hoje em dia é comum que os clientes tenham que insistir para serem atendidos, os contribuintes terem que recorrer à justiça para terem seus direitos ao garantidos e ainda assim terem que se justificar e dificilmente são ouvidos. Quantas notícias temos sobre fatos de que alguns policiais defendem os bandidos e extorquem a sociedade. Juízes que defendem o contraventor, o criminoso e sentencia o cidadão. Legisladores que legislam em causa própria e usam o discurso de que representam o povo. Líderes que exploram os liderados, pastores que ferem as ovelhas. Mas há uma saída para esse caminho torto: a palavra de Deus. Se por Ela nos conscientizarmos é possível ter valores nela firmados, porque diferentemente dos seculares, os valores de Deus são absolutos - Deus é soberano, por conseguinte, seus princípios e preceitos também os são (Rm. 11.34-36). O homem pode até rejeitá-los, mas a consequência será sua própria ruína (Dt. 12.28; Gl. 6.7,8); são imutáveis – Deus não muda (Ml. 3.6; Hb. 13.8), por isso, seus preceitos e princípios jamais mudarão, de eternidade a eternidade permanece a palavra de Deus (Sl. 119.89; Mc.13.31); são universais – Deus é único, em toda parte, apenas Ele é Deus (Dt. 6.4; II Sm. 7.22; Is. 45.21; 46.9; I Co. 8.4), portanto, seus preceitos e princípios não estão restritos a um determinado país ou região (Mt. 28.18-20).

Se queremos fazer a diferença, se somos o sal da terra e a luz do mundo, não podemos concordar ou nos comportar segundo os valores que imperam no mundo. Devemos, ainda que isso nos custe amizades, empregos ou status, ter como alvo os valores do Reino de Deus.

domingo, 29 de abril de 2012


Por que saí da madre, para ver trabalho e tristeza, e para que os meus dias se consumam na vergonha? (Jeremias 20:18)

O que estou fazendo neste mundo, afinal? Essa é uma pergunta recorrente que sempre fazemos principalmente nos momentos de crise. O profeta Jeremias a fez em um dado contexto de sua missão. Se o profeta se questionava, é natural que nós também tenhamos momentos em que ficamos sem saber qual é a nossa missão. Contudo, devemos saber que as respostas a essa questão existencial será encontrada na Bíblia e está respondida em vários momentos. Salomão em Provérbios 16.4a nos dia que o “O Senhor faz tudo com um propósito”. Então, mesmo que estejamos inseguros em relação à nossa missão, devemos confiar nesta palavra sabendo que Deus tem um propósito especifico em nossa vida, inclusive nas nossas dificuldades momentâneas, conforme nos ensina o apóstolo Paulo em Efésios 1:4 “Muito antes de estabelecer as fundações da terra, Deus nos tinha em mente, tendo nos escolhido como foco de seu amor”. Devemos saber que Deus nos criou por AMOR e nos garante em Colossenses 1:16 que “todas as coisas, absolutamente tudo, nos céus e na terra, visíveis e invisíveis... tudo começou com ele e encontra nele seu propósito”. “ Eu sou o seu Criador e o tenho ajudado desde o dia em que você nasceu”, afirma o Senhor em Isaías 44:2. E Paulo garante no Salmo 139: 16 “todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir”. Contudo, muitas vezes temos gasto nossas energias e provocamos angústias e sofrimentos porque não reconhecemos a ação de Deus em nosso favor e tentamos fazer as coisas a nosso modo, por não compreender o que está ocorrendo, conforme diz Isaías 49:4ª “Tenho me afadigado sem qualquer propósito; tenho gasto minha força em vão e para nada”. “Mas os planos do Senhor permanecem para sempre; os propósitos do seu coração por todas as gerações”, afirma Davi em Salmo 33:11. Deus nos criou para viver na Eternidade, porém a forma como viveremos essa Eternidade somos nós quem escolhemos. Por isso precisamos seguir a orientação do sábio em Provérbios 9: 6 “Deixem a confusão empobrecida e vivam ! Andem pelo caminho da vida com significado”, tendo claro qual é o nosso propósito. Quando conhecemos a Deus, o nosso propósito fica mais claro. Conhecendo a Deus, sabemos que temos valor. Quando nos valorizamos não deixamos que o mundo nos absorva e nem fazemos o jogo do inimigo, pois sabemos que somos criaturas de Deus escolhidas para ser seus filhos. E filho é herdeiro. Salomão diz que “se você conhece o Deus Santo, então você tem compreensão das coisas”. – Provérbios 9:10b. Em Jesus descobrimos quem somos e o propósito de nossa vida. Quem tem Jesus, mesmo que passe por momentos tumultuados sabe onde deve colocar seus olhos e firmar sua mente.



sábado, 28 de abril de 2012

E te converteres ao SENHOR teu Deus, e deres ouvidos à sua voz, conforme a tudo o que eu te ordeno hoje, tu e teus filhos, com todo o teu coração, e com toda a tua alma, Então o SENHOR teu Deus te fará voltar do teu cativeiro, e se compadecerá de ti, e tornará a ajuntar-te dentre todas as nações entre as quais te espalhou o SENHOR teu Deus. Deuteronômio 30:2-3



Um dos atributos de Deus é a Sua imutabilidade. Deus é absolutamente imutável na Sua natureza e nos Seus propósitos. Entender isso nos faz refletir, dentre outras lições, sobre o fato de que a obediência é um princípio ordenado por Deus desde o início da Humanidade e continua em vigor. Quem obedece agrada a Deus e quem desobedece O desagrada. E quem se arrepende encontra a graça de Deus. O que Deus determinou em Deuteronômio continua valendo nos dias atuais. Deus prometeu àquele que O obedece e se converte a Ele genuinamente que livrará do cativeiro. Ele fez isso com os cativos do Egito, e continua fazendo com os cativos do pecado, das dívidas, da pobreza espiritual... Quem escolhe servir a Deus, mesmo que tenha um passado pecaminoso encontra o perdão. Deus cancela a dívida, todavia não elimina a consequência. Por isso precisamos estar cientes de que nossas escolhas determinarão nossos caminhos. Podemos contar com a misericórdia de Deus, mas também estaremos sujeitos a sua justiça. Espelhemo-nos na vida de Davi. Ele foi perdoado em suas fraquezas, foi protegido por Deus e se livrou de seus inimigos, mas não ficou livre das consequências de seus erros. Refletindo sobre isso, podemos observar que muitas vezes nos libertamos de nossos inimigos externos, mas não conseguimos ficar livres de nosso maior inimigo: nós mesmos. Isso porque o orgulho, a teimosia, a desobediência são escolhas nossas e essas atitudes nos escravizam e nos distanciam de Deus. A promessa de Deus, que não muda, é a de Ele libertará o cativo, seja de que prisão for, e tornará a ajuntá-lo ao seu povo. Mas para isso é preciso atitude. A ação de Deus é movida pela nossa ação. Deus não age sem a nossa permissão. Pense nisto e veja de que cativeiro você precisa ser liberto e qual é o seu verdadeiro inimigo.



sexta-feira, 27 de abril de 2012


Pois, com efeito, quando devíeis ser mestres, atendendo ao tempo decorrido, tendes, novamente, necessidade de alguém que vos ensine, de novo, quais são os princípios elementares dos oráculos de Deus; assim, vos tornastes como necessitados de leite e não de alimento sólido. Ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança” Hebreus 5: 12-13
O crescimento espiritual é uma necessidade fundamental ao que almeja o Reino de Deus. Mas sabemos que o Senhor não faz nada por força ou violência, por isso para crescermos precisamos querer e para tal precisamos conhecer. Ninguém pode ser forçado a fazer aquilo que não quer fazer, principalmente em relação às coisas espirituais. O crescimento espiritual deve ser algo desejado, como o apóstolo exorta em   1 Pedro 2:2: “desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação”. Buscar na Palavra todos os recursos necessários para o crescimento, pois a Palavra de Deus é a principal fonte para o crescimento espiritual. O apóstolo em 2 Timóteo 2:15 nos diz: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”.Para  conseguirmos amadurecer espiritualmente primeiro precisamos ter vontade de crescer.
A Palavra de Deus tem todos os recursos necessários para um cristão crescer. E nela devemos nos apoiar se quisermos ser sábios. Mas não adianta apenas conhecer. É preciso praticar. Se ouvimos as pregações, lemos a palavra, mas não seguimos o que diz a Palavra, antes agimos pelo nosso próprio entendimento certamente a Palavra de Deus não passará de conselhos vazios. Por isso Tiago 1:22nos ensina:-“Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos”.

quinta-feira, 26 de abril de 2012


Exortamo-vos também irmãos, a que admoesteis os insubmissos, consoleis os desanimados, ampareis os fracos e sejais longânimos para com todos. I Ts 5:14

A palavra do apóstolo Paulo exortando os tessalonicenses a admoestar  a cada um segundo a sua necessidade espiritual é bastante atual em uma Igreja que reúne pessoas carentes de apoio e de solidariedade. Mesmo aquelas que parecem não necessitar de nada possivelmente precisam de algo. Todos de alguma forma têm necessidades espirituais e afetivas que precisam ser consideradas.  Até mesmo Jesus teve momentos de tristeza, de angústia ou de solidão. Para compreendermos isso, antes de tudo, é necessário olhar genuinamente para as pessoas, propondo-nos a ouvir e a servir.  Contudo,  observamos que a cada mais, as pessoas estão se enclausurando em suas próprias preocupações e suas orações são voltadas apenas para si mesmas. Jesus enxergava as pessoas verdadeiramente. Ele via além de suas aparências físicas. Ele enxergava o coração e não o exterior. Mas o que vemos hoje é exatamente o contrário. Pessoas que valorizam o exterior e não a essência. Cuidam do físico com extrema dedicação e negligenciam o espírito.
E essas pessoas não podem ser ignoradas. É para elas que dirige a exortação do apóstolo Paulo. Elas precisam ser admoestadas, porém com amor, cuidado e respeito. Quem ama o próximo como Cristo ensinou não é conivente com o seu erro, mas também não faz do erro do irmão motivo de crítica apenas. Precisamos exortar os fracos, estimulando-os a superarem suas limitações. E quando passam por alguma situação difícil e precisam de consolo, essa deve ser a atitude daqueles que se fortalecem em Jesus. Às vezes nossos lideres, nossos pastores podem estar passando por momentos de angústia e de alguma forma precisam de nosso conforto, não das nossas críticas. O problema é que muitas interpretamos mal as palavras de Paulo e por vezes consolamos os insubmissos, admoestamos os fracos e amparamos os desanimados. Precisamos estimular aqueles que não conseguem andar sozinhos. Um cristão autêntico, que se aproxima do caráter de Jesus enxerga as pessoas nas suas necessidades espirituais, admoesta o insubmisso com amor, consola o desanimado e sustenta o fraco. Essa é a verdadeira atitude cristã que nos leva a ser longânimo com todos.

quarta-feira, 25 de abril de 2012


 “Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca” (Apocalipse 3:16)

Quem  crê integralmente na palavra de Deus como preceito de fé e conduta não pode cumprir só uma parte dela. O cristão que honra o nome e palavra do Senhor não vive uma vida ambígua e tem uma postura única diante da Igreja, de Deus e de Sua palavra. Quem  afirma que a Bíblia é a vontade de Deus deve concordar que toda e não apenas uma parte da Bíblia é verdadeira. Assim, não pode agir de acordo com uma parte apenas ignorando outras. Se a  palavra de Deus diz em Mateus 19:19 “Honra teu pai e tua mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo”, então, o verdadeiro cristão não pode ignora seus pais e negligenciar seus irmãos.  Assim como não pode defraudar a pessoa com quem negocia, não pode desonrar um compromisso, seja ele de negócio ou pessoal. Quem segue a palavra de Deus trata o próximo da mesma forma como gostaria que fosse tratado, lembrando que o próximo é amigo, o irmão, o companheiro, aquele com quem divide a casa, o espaço de trabalho, até mesmo o motorista que lhe ultrapassa imprudentemente, o vizinho que o aborrece. Em Marcos 12:30 está escrito: “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento”. Mas quem primeiro satisfaz as concupiscências da carne, veste a camisa de seu time, cumpre seus compromissos com os amigos e quando sobra um tempo vai cumprir sua “obrigação” de cristão não apenas ignora a palavra de Deus como não pode se afirmar cristão, pois cristão de verdade não se autodenomina, mas age como tal, de forma que as pessoas o reconhecem sem que se autoproclame.
Está escrito em Mateus 18: 21b-22 “... Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete. Nenhum  cristão autêntico, batizado em nome de Jesus, membro do corpo da Sua Igreja, perdoa apenas de boca e continua agindo como um gentio, pois perdoar é relevar as falhas, as quais todos estamos sujeitos, é dar nova chance, assim como Jesus fez conosco. Perdoar não é apenas pronunciar palavras e manter as mesmas atitudes.  Perdoar não é esquecer o mal que foi feito, mas não deixar que essas lembranças orientem a vida do ofendido. Está escrito em Gálatas 5:19 “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia”. E aquele que  não vê problema algum em “pular a cerca”, em ter contatos íntimos com mulheres que mal conhece, que não enxerga nada errado em assistir a vídeos pornográficos, a fazer parte de comunidades de encontros extraconjugais, a levar para o seu leito a primeira pessoa que encontra, antes mesmo de saber se essa é a vontade de Deus, pode até ter a Bíblia como livro de cabeceira, mas não como sua conselheira.  Quem não se incomoda em participar de rodas de piadas imorais, quem banaliza as relações, quem não  respeita os votos de fidelidade não age como filho de Deus, pois filho é aquele aceita a repreensão do Pai e não segundo as normas do mundo, mas Daquele que o criou para viver uma vida plena e em santidade. O Senhor afirma que não aceitará aquele é morno, que tem aparência de cristão, mas age como mundano, que ora está na Igreja, ora está na roda dos escarnecedores. 

terça-feira, 24 de abril de 2012


“Ai daqueles que fazem leis injustas, que escrevem decretos opressores, para privar os pobres dos seus direitos e da justiça os oprimidos de meu povo”... (Isaías 10:1-2).

O profeta Isaías condena os que fazem leis em benefício próprio, e não levam em conta as necessidades do povo. O profeta se refere aos legisladores, mas também àqueles que, de alguma forma, têm o poder de decidir sobre a vida ou as condições de vida de alguém. Muitas vezes culpamos as autoridades dos infortúnios que a população passa, mas nos esquecemos de que também nós cometemos injustiças quando não olhamos para aqueles que Deus colocou aos nossos cuidados. Queremos ser respeitados e impomos essa lei, mas não fazemos o mesmo em relação ao nosso próximo. As leis são necessárias a uma sociedade e iniciam no lar. Elas foram criadas para garantir harmonia e equilíbrio, na vida das pessoas que vivem em comunidade. Mas quando os que fazem as leis, quer para uma nação, ou para a vida domestica se esquecem disso e aprovam ou estabelecem leis apenas para o benefício de alguns, ou para o próprio conforto, aí reina a injustiça. Mas, conforme garante o profeta, essas pessoas não estarão livres da mão poderosa do Senhor, pois Ele punirá os opressores do povo.

segunda-feira, 23 de abril de 2012


Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.” (Salmos 51:3)

Um  grande passo para receber o perdão é a consciência do erro, o arrependimento sincero é conseqüência desse passo. E, sem arrependimento não há como nos libertar do pecado que nos escraviza. O salmista fala dessa importante atitude. Uma coisa é certa: não  podemos mentir para nós mesmos e muito menos para Deus. O nosso pecado está sempre diante de nós, não há como negar, ainda que consigamos escondê-lo de todos que nos rodeiam. E a consciência do pecado nos atormenta, nos faz compreender porque não somos abençoados, porque andamos em círculo e nosso vida não prossegue. O sábio afirma que “Aquele que encobre a transgressão busca a amizade, mas o que revolve o assunto separa os maiores amigos.” (Provérbios 17:9). Mas quantas vezes agimos insensatamente, repetindo os velhos erros sem nos dar conta de que isso nos acorrenta ao passado do velho homem. Uma nova criatura aprende com o erro e, se cai, não fica prostrada. A Bíblia diz que não há quem não peque. Somos de natureza pecadora, mas, como remidos pelo sangue de Jesus, devemos evitar o pecado e nos envergonhar dele. Conhecer as nossas transgressões é essencial para isso. O Espírito Santo nos dá o entendimento e é Ele quem nos dá a consciência do erro. Não para ficarmos caído, mas, para, se cairmos, encontrarmos forças para nos levantar e seguir em frente, na certeza de que Jesus nos perdoa e nos sustenta com Sua destra. Ele nos ensinou que devemos buscar a santidade e que o pecado deve ser um acidente em nossa vida, não uma constante. Por outro lado não podemos ser coniventes com os erros dos outros, tampouco devemos agir como juízes ou como propagadores das falhas alheias.
Existem duas maneiras de lidar com as falhas dos que nos cercam: uma é ocultar no sentido de não tornar público, não expondo o ser humano e suas fraquezas e a outra é fazendo exatamente o contrário: revolver o assunto, remexendo e revirando ao avesso as falhas dos que no cercam. A mais comum delas, tanto no mundo como dentro das Igrejas, é a segunda, onde as pessoas tem suas vidas devassadas e suas falhas apresentadas em rodas de colegas que “comentam” o fato mas não aceitam o fato de que estão submetendo pessoas a julgamento e muitas vezes condenação. As vezes a exposição é tamanha que  gera intrigas entre amigos e destroi amizades. Aquele que encobre, não fala, não passa adiante ou expõe a falha do outro, busca amigos, deseja ter as pessoas perto e não longe. Obedece à palavra do Senhor, mas o que leva adiante o pecado alheio traz intriga, chama para si o espírito de divisão capaz de destruir grandes relacionamentos. 

domingo, 22 de abril de 2012

“Sede santos, porque sou santo!”(I Pedro 1:16)

 
A santidade é uma qualidade moral de pureza do espírito, alma e corpo. O cristão é, portanto, alguém que vive no mundo corrompido, sem se corromper porque tem na busca constante de santidade uma meta para atingir o caráter de Jesus, conforme exorta o Senhor no texto em epígrafe. Em vários momentos, por intermédio dos apóstolos e profetas, Deus nos manda buscar a santidade, não a intercessão dos santos canonizados por um tribunal. Santidade deve ser a meta de todo cristão, que não pode apenas exercer uma reverência a alguns homens que certamente foram santos. 
Assim como Pedro, Paulo também nos fala em santidade e isso significa estar separação do pecado e de tudo que nos leva a afastar de Deus, conforme destaca em suas palavras “Para confirmar os vossos corações, para que sejais irrepreensíveis em santidade diante de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo com todos os seus santos”. (1 Tessalonicenses 3:13)

O Senhor espera que sejamos separados para que nos aproximemos Dele e por isso nos deixou a mensagem do evangelho.  Quem vive a palavra tem seu caráter transformado e por isso mesmo

opõe-se a todo pecado, anda nos caminhos do Senhor e guarda os seus juízos e os observa.  Quem vive em santidade não interpreta com malícia as coisas a seu redor, fala do que seu coração está cheio, mas não basta falar de santidade. Precisa vivê-la. Esse é o testemunho.  Quem vive na carne não admite a lei de Deus, porque sabe que ela restringe as suas atitudes, e que não admite a mistura com aqueles que vivem em promiscuidade. Um cristão autêntico tem em seu coração o amor, fé, paz, mansidão, sinceridade, bondade, honestidade e esses traços de caráter vão sendo confirmados, ampliados, amadurecidos e desenvolvidos na medida em que busca a santificação e a sintonia com Deus.

Você tem buscado a santidade em todos momentos e lugares onde se apresenta? Lembre-se de que Deus espera a santidade dos filhos no mundo, no cotidiano e não apenas no altar.


Graça e Paz!

sábado, 21 de abril de 2012




Por isso lhes digo: Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta". (Lucas 11:9)

 Jesus nos dá a garantia de que Ele nos ouve e responde as orações  o que é também afirmado pelo profeta Jeremias 29:12, 13 "Então vocês clamarão a Mim, virão ORAR A MIM, e EU OS OUVIREI. Vocês Me procurarão e Me acharão quando Me procurarem de todo o coração". A Bíblia nos mostra em vários momentos que a nossa arma contra todos os males é a oração. Ela  pode nos ajudar a edificar uma forte relação com Deus e uma vida cristã dinâmica. Ela é a nossa ligação com Deus.  Orar nada mais é do que conversar com o Pai. E Deus nos deu autorização expressa para falarmos diretamente com Ele sem necessidade de agendamentos ou de intermediários. Mas o segredo é buscá-Lo de todo o coração.
A oração é uma conversa que envolve falar e ouvir. É isso o que Jesus promete: "Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo". (Apocalipse 3:20). Muitos têm negligenciado o poder da oração e levado suas vidas de forma mecânica, sem um propósito, esperando que Deus vá ao seu encontro e lhes entregue o que desejam. Tiago 4:8 nos mostra porque as bênçãos não chegam e nos ensina o que fazer "Aproximem-se de Deus, e Ele se aproximará de vocês!"
E em I Pedro 5:7 temos a exortação: "Lancem sobre Ele toda a sua ansiedade, porque Ele tem cuidado de vocês". Se você se sente ansioso, estressado ou culpado, coloque tudo diante do Senhor. Só assim, então, Ele pode suprir todas as nossas necessidades.
Quando Moisés orou, o Mar Vermelho se dividiu. Quando Elias orou, fogo desceu dos céus. Quando Daniel orou, um anjo fechou a boca dos leões. Quando Ana orou ela se tornou fértil. A Bíblia nos apresenta muitos outros relatos de orações respondidas. E ela nos recomenda a oração como a forma de nos apoderarmos do poder infinito de Deus. E se Jesus promete em João 14:14:"O que vocês pedirem em Meu nome, Eu farei". Certamente, Ele fará, porque não é homem para mentir.
Espere pacientemente em Deus e ao Seu tempo Ele atenderá. Jesus ilustrou a necessidade de perseverarmos  em nossos pedidos contando a história de uma viúva insistente que sempre trazia seu pedido diante de um juiz. Até que um dia o juiz se incomodou: "Está viúva está me aborrecendo; vou fazer-lhe justiça". Então, Jesus concluiu: "Acaso Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a Ele dia e noite? Continuará fazendo-os esperar?" (Lucas 18:5, 7).
A palavra é perseverança. Você é fruto da perseverança de alguém que tem orado por você, mesmo que não saiba, ou reconheça. Alguém que, como Davi afirma com segurança: "Esperei confiantemente pelo Senhor; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro". (Salmo 40:1)
Graça e Paz!

sexta-feira, 20 de abril de 2012


Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, donde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; e se não, brevemente virei a ti, e removerei do seu lugar o teu candeeiro, se não te arrependeres. (Apocalipse 2: 4-5)

Muitas pessoas se afastam da igreja porque cometeram algum erro e por isso perdem a comunhão com os irmãos e caem cada vez mais nas mãos do inimigo. Mas quem ama verdadeiramente a Deus não se sente bem longe de Sua presença e se inquieta. Vemos isso na história de Davi. Ele  não transferiu sua culpa a ninguém e, ao assumi-la, abriu as portas para o arrependimento e para receber o perdão. Quando confrontado pelo profeta, Davi admitiu seu pecado e se arrependeu. Hoje você também está sendo confrontado. Em que momento você abandonou o primeiro amor? Se quer se prevenir e evitar esta queda, ou se quer  restauração depois de ter caído, precisa evitar o convívio com o pecado que tem o poder de esfriar nosso amor por Deus, conforme nos alerta Jesus em Mateus 24.12“. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará”; precisamos evitar  a falta de profundidade  nas relações com as pessoas, mas principalmente com Deus. Jesus fez menção, na parábola do semeador, da semente que caiu em solo pedregoso; é aquela planta que brota depressa, mas não desenvolve profundidade. Porque a raiz não consegue penetrar fundo no solo (pois se depara logo com a pedra), se torna superficial, se desenvolve na superfície. O resultado é que, saindo o Sol (figura do calor das provações), esta planta morre logo. Precisamos buscar tratamento, aceitar a correção do Senhor e depois de arrepender, confessar nossos pecados. Qual é o seu pecado encoberto? Davi era rei e poderia matar o profeta, porém, escolheu o arrependimento e pedir ao Senhor que o sustentasse com um espírito voluntário. Você também pode escolher entre aceitar a correção e ter de volta a alegria da salvação, ou “matar o profeta”. Deus tem enviado profetas à sua vida, para alertá-lo sobre suas falhas e negligências. Saiba que também para você existe restauração. Se, assim como Davi, você pedir a Deus “Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto” (Salmos 51: 10), O Senhor não retirará o Seu Espírito Santo e lhe devolverá a alegria da salvação. O Senhor quer que estejamos próximos a Ele e que experimentemos a uma vida plena e completa. Confesse a Deus os seus pecados e certamente Deus lhe restituirá a alegria de seu relacionamento com Ele, ainda que você ainda tenha que enfrentar as consequências de seus atos. Lembre-se de que você faz parte da geração dos eleitos do Senhor! E Ele não deixará que você se acomode fora de Sua presença, por isso tem lhe enviado profetas para que você seja confrontado até que tome consciência de seus pecados. Davi também já se sentiu assim. Ele pecou e foi confrontado pelo profeta Natã. Mas, em oração, clamou a Deus: “Torna a dar-me a alegria da tua salvação”. 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

“Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos; pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? ou que comunhão tem a luz com as trevas? “2 Coríntios 6:14

Amor não é uma capacidade humana: é fruto do Espírito, assim como a alegria, a paz, a paciência, a benignidade, a bondade, a fidelidade, a mansidão e o domínio próprio. E a vontade de Deus é que essas características sejam desenvolvidas no casamento de Seus. O milagre no casamento cristão começa quando dois concordam entre si. E concordar significa um coração estar com o outro. Quando ambos procuram o coração de Jesus Cristo, e quando suas mentes procuram a mente de Jesus de Nazaré. Quando Jesus Cristo é o Senhor do seu lar e de sua vida, você consegue olhar para sua esposa, ou marido, com um novo olhar; com nova compreensão. Só assim os relacionamentos são estáveis e duradouros, fora disso são como fogo de palha, que, ao menor sinal do vento, acende com a mesma intrepidez com que se apaga. Você tem buscado a vontade de Deus em seu relacionamento? Pois saiba que não há casamento problemático. O que há, na verdade, são pessoas com problemas que se casam e não se dispõem a entregar seu relacionamento a Deus. O que há são pessoas que se unem por um capricho pessoal e não se lembram de que antes de suas vontades está a vontade de Deus. Essas pessoas agem como se fossem autosuficientes e não precisam de ninguém para orientá-las. Assim, se há uma crise a ser enfrentada, preferem abandonar o barco e buscar outra experiência. Afinal não estão dispostas a correr o risco de consertar o que errou, mas preferem errar novamente com uma pessoa diferente. Reconciliar para quê? Concordar por quê? Se é mais fácil discordar e não colocar o coração no mesmo propósito. Observe que a raiz das relações humanas está também alicerçada no tipo de relacionamento que você tem com Deus. Se você é fiel a Deus, se desenvolve o fruto do Espírito, também o fará em seu casamento. A vontade de Deus é que sua união tenha um clima espiritual, conforme ensina Mateus 18: 19 “Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus.”.(Mateus 18: 19)

quarta-feira, 18 de abril de 2012


Tu a quem tomei desde os fins da terra, e te chamei dentre os seus mais excelentes, e te disse: Tu és o meu servo, a ti escolhi e nunca te rejeitei. (Isaías 41:9)

O profeta Isaías tem uma palavra de renovo para aqueles que estão vivendo momentos de dor e angústia, pois ele nos traz à memória o quão importantes somos para Deus. Por mais que atravessemos fases difíceis precisamos ter em mente a promessa do Senhor, retomando a fala do profeta na afirmação categórica de que o Senhor nos acolhe e nos sustenta e que nunca nos abandona , ainda que pareça estar em silêncio. Esta palavra nos é confirmada por Jesus em Mateus 28:20-b). “E, eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”. Assim como o próprio Deus afirma em Josué 1:9 “Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é contigo por onde quer que andares”. E em Josué 1:5 “Ninguém te poderá resistir todos os dias de tua vida; como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei, nem te desampararei”. Por isso Ele nos ensina a clamar por Ele como fez Davi “Invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás”(Salmos 50:15). Porque “perto está o Senhor de todos os que O invocam, de todos os que o invocam em verdade”, afirma o salmista em Salmos 145:18. Essa era a convicção presença de Deus que fazia Davi expressar: “Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam” (Salmos 23:4). Somos desafiados a confiar e a esperar no Senhor, sabendo que Ele é Deus e não mente e se garante que nos sustentará, não podemos desanimar. O profeta Isaías é porta voz desta mensagem de alento aos que sofrem e nos diz em nome Daquele que tudo pode: “Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás nem a chama arderá em ti” (Isaías 43:2). E Se Deus é por nós, quem será contra nós? (Romanos 8:31).

Mesmo em diante de situação de extrema dor, desesperança, de situação que parecia insolúvel aos homens Jesus disse a Jairo: “Não temas, crê somente”. (Marcos 5:36). E Ele nos diz o mesmo hoje. Mesmo que andássemos pelo vale da sombra da morte nada devemos temer porque Ele estará conosco! Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça.









terça-feira, 17 de abril de 2012

O que eu faço, tu não o sabes agora; mas depois entenderás… (João 13:7)
O silêncio é a omissão de uma explicação que esperamos, é a interrupção de um diálogo e, mais do que isso: o silêncio é o direito adquirido do outro de abster-se de falar, de responder, no entanto é doloroso para quem espera ouvir uma resposta. E é também o silêncio uma grande arma nos relacionamentos interpessoais. Mas nada pode ser pior do que o silêncio espiritual, o silêncio de Deus para conosco. Por isso o salmista pede nos Salmos 83:1  “Ó DEUS, não estejas em silêncio; não te cales, nem te aquietes, ó Deus!“. A  ausência de respostas é, sem dúvida, uma das coisas que mais nos deixa inquietos. Dela vem uma ansiedade muitas vezes insuportável. Se fazemos uma pergunta a alguém e temos de volta apenas o silêncio, se aguardamos um resultado de uma entrevista e a resposta tarda a vir, a sensação incômoda que se segue é algo inexplicável e cada um sabe como isso lhe afeta. Quantas vezes nos sentimos incomodados diante do silêncio de Deus para nossas orações, para os nossos pedidos. Quantas vezes nos sentimos abandonados entregues à própria sorte, como se ninguém tivesse olhando por nós e isso inclui Deus. Mas a Bíblia nos dá um conforto: Deus não está distante, apesar do silêncio. Neste aparente silêncio de Deus Ele está trabalhando ao nosso favor no mundo espiritual e, enquanto isso, é preciso esperar a resposta de Deus para nossa vida! Deus está no controle de nossas vidas e em tempo oportuno dará a resposta ao nossos pedidos. Nos momentos de angústia, é natural não conseguirmos entender o que Deus tem para nós, mas  se depositarmos Nele a nossa confiança, certamente compreenderemos o que Ele faz.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

“Nisto conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo 17.21).

O verdadeiro discípulo deseja andar em perfeita comunhão com o Senhor, alimentando-se de suas verdades. Mas ser verdadeiro vai além de falar a verdade. É viver a verdade, em todos os momentos, em todos os lugares. Isso pressupõe amor, pois quem ama fala a verdade. Há pessoas que criam máscaras, personagens que vivem circunstancialmente e que não refletem a sua verdadeira personalidade, mas denunciam o seu caráter. Esses personagens servem apenas para iludir ou conquistar outras pessoas, mas não se sustentam ao longo das relações. Um trabalhador que afirma que divulga cumprir as suas funções, mas não se responsabiliza pelo trabalho, não vive o que diz; uma pessoa que usa de artifícios e estratégias para conquistar a outra e muda a própria personalidade para esse fim, contudo se mostra de forma diferente após a conquista, não é verdadeira. As máscaras com o tempo caem e mostram a verdadeira faceta de que as usa. Mas o cristão deve ser autêntico em todos os momentos, mesmo que isto lhe custe o emprego, a namorada, a amizade de alguém. De nada nos adianta ser reconhecido pelo que não somos. O importante é ser reconhecido por Aquele que nos conhece profundamente: Jesus! Se o mundo não nos aceita como somos, não podemos nos fazer diferente para agradar ao mundo. Precisamos ser aquilo que Cristo espera de nós e não o que o mundo quer que sejamos e isso implica ser verdadeiro e em nós manifestarmos Cristo ao mundo.



domingo, 15 de abril de 2012


“Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos e ele endireitará as tuas veredas. Não seja sábio aos próprios olhos; teme ao Senhor e aparte-te do mal.” Provérbios 3:5-7

Neste versículo há quatro grande conselhos de Deus para a nossa vida, nas palavras de Salomão. O primeiro dele nos diz para confiar Nele, o segundo deixa claro que não devemos confiar em nossa compreensão das coisas, pois somente Deus tem amplo e total conhecimento de tudo e só Ele pode enxergar o que é melhor para nós. Confiar significa entregar algo de valor. O que hoje temos de mais valor é a nossa vida, ainda que o mundo nos apresente o dinheiro, bens materiais, o poder como sendo mais importante. Salomão ainda diz no versículo 5: “não te estribes em teu próprio entendimento.” Estribar é se apoiar. Deus nos ensina que precisamos confiar somente Nele, entregar toda a nossa vida a Ele de todo o coração. Por isso não devemos nos apoiar no nosso próprio entendimento, ou seja, confiar em nossas próprias ideias e caminhos traçados de acordo com nossa vontade. A Bíblia diz em Jeremias 17: 5 “Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do Senhor.” Deus deixa claro que a nossa vida deve ser confiada a Ele e não a homem algum. O terceira conselho nos diz para reconhecer Deus em todos os nossos caminhos, para que Ele possa endireitar as nossas veredas. Vereda é rumo e quem coloca Deus no rumo da sua vida, terá esse rumo endireitado. Sabemos que as nossas decisões mudam o nosso rumo. Muitas vezes essa mudança entortou o rumo, em vez de endireitá-lo. A única forma de endireitar o rumo de uma vida torta, sem direção, é colocando Jesus Cristo no comando de nossas vidas. Reconhecendo Deus em nossos caminhos, a promessa Dele é endireitar as veredas. A sabedoria está em, no momento de decidirmos algo, perguntar: “Será que Jesus faria isso? Será que Ele tomaria essa atitude? Se a resposta é sim, se estiver de acordo com as orientações bíblicas e se forem confirmadas pelos líderes que Deus constituiu para nos orientar, então podemos ir em frente. Mas se for não, o melhor é mudar os planos, mesmo que isso nos desaponte no momento. Fazendo assim, estaremos reconhecendo Deus em todos os nossos caminhos e termos nossas veredas endireitadas. O quarto conselho é para que não sejamos sábios aos nossos próprios olhos e nos apartarmos do mal. Este versículo alerta as pessoas a não acharem que já sabem tudo e têm experiência suficiente para se garantirem. Quem pensa que já sabe de tudo, nunca está aberto a aprender mais. E muitas vezes é essa atitude arrogante e pretensiosa que leva a pessoa a se desviar e a cair na tentação do mal. Quem aprende de Deus, certamente se apartará do mal. Quem rejeita o ensinamento de Deus, provavelmente estará a mercê do mal.

Faça um exame e veja o que tem feito em relação a esses conselhos. A sua própria vida lhe dirá se tem obedecido a Deus ou se precisa voltar atrás e reconhecer que depende Dele para seguir em frente, para se manter de pé, ou até mesmo para se reerguer.











sábado, 14 de abril de 2012


“o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23).

Desde o princípio, o pecado tem corrompido nosso mundo e manchado nossas vidas. O pecado teve seu começo com Lúcifer que contaminou a Adão e Eva, mas desde sempre Deus tem oferecido aos homens inúmeras oportunidades para serem limpos do pecado. A Bíblia apresenta vários recursos diferentes para nos ajudar a vencer o pecado, contudo as pessoas, se fecham em seu próprio entendimento, assim como o primeiro casal, e continuam pecando. Por isso Paulo afirmou: "Pois todos pecaram e carecem da gloria de Deus" (Romanos 3:23) e "...assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram" (Romanos 5:12). A Bíblia descreve o pecado em I João 3:4 como sendo transgressão à lei de Deus e em Deuteronômio 9:7 e Josué 1:18 como rebelião contra Deus. Sabemos que nossa natureza é pecaminosa, e que, por nossa vontade não seremos perfeitamente vitoriosos sobre o pecado (1 João 1:8), mas esse ainda deve ser o nosso objetivo, porque temos a garantia da vitória sobre o pecado em Jesus. Em Deus, e ao seguir os princípios da Sua Palavra, podemos o pecado e nos aproximar do caráter de Cristo. Não podemos vencer o pecado com a ingênua presunção de que somos invulneráveis, porque o pecado muitas vezes se apresenta a nós como algo bom, agradável, doce. Se todo pecado fosse amargo, com cara feia, ninguém pecaria. Mas pecado, com aparência de bem ou de mal é rebelião contra Deus e nos afasta Dele. Assim como existe o pecado, também existe a possibilidade de escolha e toda a nossa vida se resume em escolhas. Adão e Eva tiveram oportunidade de escolher entre obedecer ao que Deus lhes dissera, ou dar ouvidos à serpente. E essa escolha trouxe consequências danosas para eles e toda a humanidade. Deus também poderia ter exterminado a descendência de Adão e criado outra humanidade, mas Ele deu a nós a possibilidade de escolha entre seguir no pecado ou seguir Aquele que veio para nos redimir do pecado, imputando a Si as nossas transgressões. Desde sempre a Bíblia nos ensina a vencer o pecado e nos orienta nas nossas escolhas. O primeiro recurso que ela nos dá é por intermédio do Espírito Santo. Deus nos deu o Espírito Santo para que possamos andar no Espírito, cedendo ao Seu controle. Isto significa escolher consistentemente seguir a direção do Espírito Santo em nossas vidas em vez de seguir os desejos da carne. A Palavra de Deus nos equipa para toda boa obra (2 Timóteo 3:16-17). Ela nos revela quando escolhemos caminhos errados e nos ajuda a voltar ao caminho certo e a permanecer neste caminho. Lembremos o caso dos pecados de Davi e seu arrependimento ao ser confrontado pela palavra trazida pelo profeta. O autor de Hebreus 4:12 nos diz que a Palavra de Deus é viva e eficaz, capaz de penetrar em nossos corações para erradicar e superar os pecados mais profundos do coração e da atitude. Outro grande recurso na nossa batalha contra o pecado é a oração. Precisamos usar a oração com a mesma intensidade com que a igreja primitiva (Atos 3:1; 4:31; 6:4; 13:1-3).

Jesus nos ensina vencer o pecado em nossas vidas nas palavras ditas a Pedro no Jardim do Getsêmani "Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca"(Mateus 26:41). Precisamos compreender que a oração não é uma fórmula mágica, mas uma forma de reconhecer nossas próprias limitações e o poder inesgotável de Deus e voltar-nos a Ele para encontrar a força de fazer o que Ele quer que façamos, não o que queremos fazer (1 João 5:14-15). Outro poderoso recurso em nossa guerra para vencer o pecado é a igreja, a comunhão com os irmãos. A reunião nos mesmos princípios aniquila o inimigo. Jesus ordena que não deixemos de congregar-nos juntos, mas que usemos esse tempo para encorajar uns aos outros em amor e boas obras (Hebreus 10:24). Vemos que quando Jesus enviou Seus discípulos, Ele os enviou dois a dois (Mateus 10:1). Ele nos diz para confessarmos os nossos pecados uns aos outros (Tiago 5:16). Há força em grupos (Eclesiastes 4:11-12). Na força da Igreja, como corpo, somos fortalecidos para evitar nossos pecados pessoais e resistir ao pecado por meio do Santo Espírito que habita em nós, nos santificando e nos mostrando nossos pecados quando os cometemos, conforme ensina Paulo em Romanos 8:9-11. Se confessarmos nossos pecados pessoais a Deus e pedirmos por eles perdão, seremos restaurados à perfeita comunhão com Ele. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (I João 1:9).











sexta-feira, 13 de abril de 2012


Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, e meu servo, a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá. (Isaías 43:10)

A palavra “testemunha” significa pessoa que relata o que viu ou ouviu; pessoa que assiste à realização de um ato para dar-lhe validade legal. Neste versículo, o profeta Isaías nos diz que somos testemunhas de que Deus é o Senhor e fora Dele não há salvação. Isso significa reconhecer que não podemos aceitar entre nós algum deus estranho e muito menos ignorar a soberania e misericórdia do Deus único e verdadeiro que tem dado mostra permanente de Sua ação em nossas vidas. O Deus sobre o qual fala o profeta é o Deus da Profecia. E também o Deus da nossa salvação. Porque somos testemunhas da ação desse Deus é que precisamos fazer como nos ensina Paulo em II Timóteo 2:15 “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.”

Quando fazemos jus ao nome de Cristo que carregamos quando nos intitulamos cristãos, somos testemunhamos Aquele que deu a vida por nós, sendo pecadores. Aqueles que são aprovados passam por situações nas quais são testados e conseguem passar de fase. Os que não conseguem passar necessitam repetir a prova até que passem para a próxima etapa. O conselho do apóstolo é conhecer bem a palavra do nosso Senhor, praticando-a de forma eficiente e eficaz. Ser hábil neste manejo nos dará grandes vitórias na vida diária, uma vez que a Palavra de Deus é lâmpada para nossos pés e luz para os nossos caminhos, além de ser a espada que nos defende nas nossas guerras pessoais, parte fundamental da armadura que devemos usar para resistir no dia mal. Porque somos escolhidos de Deus não podemos esmorecer e ainda que as lutas nos sobrevenham devemos saber que o Deus a quem servimos é maior do que qualquer problema que nos aflige e Ele mesmo garantiu que não nos deixaria.
















quinta-feira, 12 de abril de 2012


Mas Urias dormiu à porta da casa real, com todos os servos do seu senhor, e não desceu a sua casa. (II Samuel 11:9)

A história do rei Davi é bastante conhecida por todos, cristãos ou não. Mas um personagem desta história nos chama a atenção: Urias, um dos famosos guerreiros valentes a serviço de Israel, sob o comando de Joabe, nas tropas do celebrado rei Davi. Heteu, vivia em Jerusalém com sua esposa perto do palácio real, durante o reinado de Davi. (2 Sm 23:390; 1 Cr 11:41). Em II Samuel lemos que Davi encantou-se com a mulher de seu soldado, que estava na guerra e adulterou com ela e isso resultou em uma gravidez. Para encobrir o erro de ambos, Davi fez de tudo para que o soldado voltasse da guerra para ficar com sua esposa, pensando assim que ele poderia assumir o filho fruto do adultério. Urias optou pela ética, recusou-se a ter privilégios que seus companheiros do exército não tinham e não voltou para casa, mesmo depois de ser embriagado pelo rei. E essa atitude correta, pois segundo as normas da época um homem que estava em guerra não poderia voltar a sua casa acabou expondo o pecado de sua mulher e do próprio rei. Urias demonstrou ser fiel e mais íntegro do que seu rei. E Deus se agradou de sua atitude, mas repudiou a atitude de Davi, tanto que puniu a ele e a sua descendência. Urias nos ensina o que é fidelidade, e Davi nos ensina o arrependimento, e a aceitar a repreensão do Senhor como obra necessária em nossa vida. Urias provou ser fiel tanto a Deus como ao rei. Ainda hoje, Deus nos deixa escolher entre a fidelidade aos Seus princípios e aos nossos desejos carnais. Mas é sempre bom nos lembrarmos que toda escolha tem consequências.
















quarta-feira, 11 de abril de 2012



E sucedeu que pela manhã Davi escreveu uma carta a Joabe; e mandou-lha por mão de Urias. Escreveu na carta, dizendo: Ponde a Urias na frente da maior força da peleja; e retirai-vos de detrás dele, para que seja ferido e morra. (2 Samuel 11:14-15)


Esses versículos tratam de uma parte feia da história do rei Davi, quando ele, podendo escolher outras mulheres, e já tendo as suas próprias esposas, encantou-se com a mulher de um de seus soldados e por conta disso cometeu, além de adultério, outros crimes terríveis, dos quais se arrependeu amargamente. Todavia, mesmo tendo se arrependido sinceramente não ficou livre das consequências desencadeadas pela falta de domínio de um impulso sexual. Davi, o grande rei, o guerreiro estrategista, que não perdia uma batalha, foi vencido nesta guerra particular e por isso toda a sua casa colheu as consequências. Ao tentar resolver a questão do seu jeito, Davi cometeu premeditadamente vários erros. Embora possa parecer o menos grave, dentre os crimes de adultério, homicídio e os erros morais de deslealdade, um dos grandes erros de Davi foi não ter assumido o seu primeiro erro. Ele já havia errado ao cobiçar e cometer adultério com a mulher de seu fiel soldado, mas o fato de querer encobrir o seu erro incial fez com que cometesse outros indesculpáveis erros. Davi foi dissimulado com Urias, ao tentar convencê-lo a ir para casa e ficar com a esposa para que pudesse ter motivos para assumir a paternidade do filho gerado pela relação adúltera. Mas, diante da resistência de seu soldado, Davi, em vez de assumir seu primeiro erro e tentar corrigi-lo de outra forma, o grande estrategista perdeu mais uma batalha nesta querra pessoal, pois escolheu cair em outro erro, armando contra a vida de seu fiel soldado. Outro erro de Davi, e talvez o maior deles, foi de ter procurado resolver as coisas a seu modo, sem contar com Deus. Neste momento, o pastor que foi ungido pelo Senhor para ser rei, teve um total afastamento de Deus. E assim contou com a ajuda inescrupulosa de seu general que compactuou com sua estratégia infame e assassina. O cinismo de Davi emerge na sequência de erros para encobrir outros erros. Depois da morte de Urias Davi, ainda na tentativa de encobrir seu erro, casou-se com a sua viúva. Um certo momento, depois de parar de seguir seus próprios conselhos, Davi ouviu a voz do profeta que o admoestava em nome de Deus e, então, arrependeu-se. Com isso, obteve o perdão de Deus, mas teve de conviver o resto de sua vida com a disciplina do Senhor por conta de seu adultério e do assassinato de Urias.

Assim como Davi, todos estamos sujeitos ao erro, mas se aprendemos com esse grande rei coisas boas e exemplares também precisamos aprender o que não fazer. Se errarmos, a primeira coisa a fazer é confessar o erro, em vez procurarmos desculpas ou nos embrenharmos em outros erros para encobrir o primeiro. Fazer isso não resolveu nada para Davi, a não ser fazê-lo pecar mais e se afastar de Deus. Devemos nos lembrar sempre que se estivermos com Deus, se cairmos, Ele nos levanta.






Bibliografia: http://www.icmv.org.br/BibliaOnline.aspx








terça-feira, 10 de abril de 2012


“aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração...” (Mateus11:29b).

Mansidão é uma qualidade importantíssima na vida cristã, por ser uma característica de Jesus. Fruto do Espírito está interligada às demais virtudes próprias do cristão, pois, para ser manso, devemos  ter domínio próprio, ser longânimes e, amorosos, suportando as fraquezas do próximo, como ensina Colossenses 3: 12-13 “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade; Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também”. A humildade vem do coração, do interior, de dentro para fora; não significa negligência. A exemplo de Jesus, podemos exercer autoridade com mansidão, admoestando uns aos outros com amor. a Bíblia nos ensina que, para sermos cristãos verdadeiros, devemos ter um espírito simples e gentil no trato para com o próximo. Eis a terceira bem-aventurança de que nos fala Jesus em Mateus 5.5: ’’ Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra’’ e ressalta 1 Pedro 3:13 “Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós”.

Graça e Paz!









segunda-feira, 9 de abril de 2012


E todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão, quando ouvires a voz do Senhor teu Deus. Bendito serás tu na cidade, e bendito serás no campo. (Deuteronômio 28:2-3)

Moisés alerta o povo sobre a importância de ouvir a voz de Deus e de não se deixar enganar por outras vozes. Aquele que assim age será bendito e receberá do Senhor a recompensa pela obediência e perseverança. Mas é preciso lembrar que as nossas decisões de hoje afetam o dia seguinte e ecoam por toda a nossa vida e que a decisão de ouvir, e também de guardar os mandamentos, é nossa. Toda e qualquer decisão afetará sensivelmente a nossa vida a partir dela. O que temos hoje é resultado de nossas escolhas de ontem. As mais simples e corriqueiras situações são movidas nesse sentido. Quem escolhe dormir até tarde não contempla o raiar do sol e não pode lamentar por isso, tampouco voltar atrás para ver aquela alvorada, mas pode escolher ver a do dia seguinte, embora não possa garantir que o sol apareça, porque isso é prerrogativa de Deus. Só Ele pode determinar se amanhã estaremos vivos para contemplar o sol, ou se as nuvens não nos impedirão de fazer isso. Se não podemos mudar o passado, podemos fazer escolhas diferentes a partir de agora. Esse é o nosso principal momento, pois é nele que podemos nos mover. Muitas escolhas são feitas sem a luz da Palavra e o certo é que, quando escolhemos o mundo, não temos aquilo que teríamos na presença de Deus. Tiago 4:4 nos diz: “Infiéis, não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” A Bíblia diz em Filipenses 4:8 “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.”

O Senhor ensina, por meio de Seus profetas. Ele manda recados em todo momento. Ele usa até o mais inusitado instrumento para que não nos desviemos, mas jamais força a nossa escolha. Ela será sempre de acordo com a nossa vontade. Contudo, as consequências dessa opção são de nossa inteira responsabilidade. A palavra de Deus ilumina, guia e instrui. É fonte de conhecimento e de bênçãos. Entretanto, não basta apenas conhecê-la. É preciso praticá-la. Nela temos um manancial seguro. Um manual completo. Moisés garante que aquele que faz o que é recomendado nas escrituras será bendito na cidade e no campo. Terá todas as bênçãos ordenadas pelo Senhor. As nossas mudanças de conduta, se observadas em perspectiva, podem nos ilustrar o quanto somos responsáveis pela nossa sorte e quão significativas alterações no futuro elas podem determinar. Cada um deve fazer o seu exame e verificar quando deixou de fazer a escolha certa. Esse versículo é um recado de Deus para aquele que ainda pensa que nada pode fazer, que tudo já está definido. Ainda há tempo de mudar o curso da história. As bênçãos já foram determinadas, mas abrir ou não a porta para recebê-las é uma opção pessoal e intransferível.

Graça e Paz!









domingo, 8 de abril de 2012


Todos esperam de ti, que lhes dês o seu sustento em tempo oportuno. Dando-lho tu, eles o recolhem; abres a tua mão, e se enchem de bens. (Salmos 104:27,28)

O salmista reconhece a mão de Deus na vida daqueles que Nele esperam. Essa é a constatação que o cristão deve fazer em todos os momentos de sua vida, mesmo naqueles de luta, adversidade e escassez. A verdade é que Deus supre, de uma forma ou de outra e nos dá conforme a nossa necessidade. Mas ocorre que muitas pessoas não sabem receber, tampouco agradecer a forma como Deus age em suas vidas e preferem reclamar em vez de agradecer. Nunca estão satisfeitas e só reconhecem o que tiveram, quando deixam de ter. E ainda assim muitos são incapazes de compreender que Deus também permite a falta de algo em nossas vidas para aprendamos a depender Dele. A célebre e tão repetida oração do “Pai Nosso” assim diz: “O pão nosso de cada dia nos dá hoje”; (Mateus 6:11). Essa é a expressão de quem depende de Deus, não pode ser apenas uma frase feita. O pão simboliza as nossas necessidades físicas e materiais, e não é preciso mais que o necessário a cada dia. Mas há quem continue pedindo além do precisa, mesmo sabendo que o perecível não se acumula. Precisamos nos lembrar disso antes de pedir a Deus o que esperamos, sabendo que Deus dá aos Seus o necessário e quando dá em abundância é para que aprendamos a dividir e não a reter de forma egoísta. As mãos que se enchem de bens devem ser mãos pródigas a dar, assim como Deus tem feito àqueles que ama.


















sábado, 7 de abril de 2012


“Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas, não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo, até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra.” (Mateus 5:17-18)

Essas palavras de Jesus, registradas no Evangelho de Mateus têm sido muitas vezes mal interpretada por alguns. É preciso ficar claro que Ele não subverteu a Lei do Antigo Testamento, mas cumpriu e removeu a Lei Mosaica e nos deu a Nova Aliança. Há que se prstar atenção a três significativas palavras deste versículo: duas em forma de verbos, revogar e cumprir e uma preposição “até”. Jesus foi um mestre com as palavras e não as escolhia aleatoriamente. A palavra “revogar” vem do grego e significa derrubar, subverter ou destruir. Quando Jesus afirma que não veio para subverter a Lei, mas para cumprir, Ele está dizendo que não traz uma mudança na Lei, que continua em vigor, todavia, Ele afirma que veio para cumpri-la. Ou seja, a Lei está em vigor, mas a forma de seu cumprimento é que precisou de sua intervenção, visto que os homens não estavam sem lei, mas sem a determinação para seu cumprimento. Essa situação é análoga na nossa sociedade atual. As leis existem e estão registradas em seus devidos âmbitos, todavia, falta que sejam obedecidas. A palavra “cumprir” significa completar, realizar ou obedecer, levar até o fim. O objetivo de Jesus não era subverter a lei, mas fazer com que ela seja cumprida, assim a levando até o seu determinado fim. A preposição “até” significa nos encaminha ao final de um interstício de tempo. É algo que chega até um determinado ponto e depois termina. A preposição determina o marco de ruptura, a partir do qual haverá mudança. A Bíblia está repleta de exemplos com o uso da preposição significando “enquanto”.

Lemos em Lucas 23:44, ao narrar o episódio da morte de Jesus, que houve trevas até à hora nona. Entendemos com isso que a Lei não perdeu sua força até ser cumprida por Jesus. A obra redentora de Jesus traz a novidade, por isso os cristãos não estão “subordinados” à Lei, conforme nos diz Paulo em Gálatas 3:24-25. Aqueles que estavam sujeitos à lei foram libertados dela, conforme Romanos 7:6, pois Jesus cumpriu aquela Lei (Colossenses 2:14). Pela Cruz, Jesus estabeleceu a Nova Aliança. Em outras palavras, a Nova Aliança está a partir do “até” que se cumpra. Jesus cumpriu a Sua missão e, ao tomar o nosso lugar na cruz, fez com que a Nova Aliança tomasse o lugar da Lei (Hebreus 8:6-13; 9:15-17). Sem esse entendimento, não há como entender o sacrifício de Jesus pelos pecadores.



Bibliografia: http://www.icmv.org.br/BibliaOnline.aspx








sexta-feira, 6 de abril de 2012

Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. (João 16:7)

Ao ser condenado por causa dos pecados da humanidade Jesus Cristo e o sangue da Cruz, nos redimiu de nossos pecados, livrando-nos do castigo eterno nos tornou justos.

O plano de salvação de Deus para a humanidade decadente incluiu não só o sacrifício de Jesus na Cruz do calvário, como também a presença do Consolador na vida daqueles que buscam a Deus. Enquanto esteve na Terra Jesus cumpriu a Sua missão de trazer a mensagem de Deus, ensinando o Caminho da Vida Eterna e com o Seu retorno para o Pai deixou entre nós o Espírito Santo com a missão de convencer o mundo “do pecado e do juizo.”

O diabo sabia que Jesus era o Filho de Deus. E por isso ele planejou crucificar Jesus, incitando o povo a fazer isso em seu lugar. O primeiro passo foi promover a incredulidade. Quantos milagres e sinais foram realizados por Jesus, o Messias, preconizado por João Batista, anunciado pelo Profeta Isaias e esperado por tanto tempo! Contudo, nada disso foi suficiente para que o povo cresse em seus sinais, tampouco a coerência da Palavra ensina e Sua ações. Até hoje vemos isso acontecer. Por mais que leiam e que vejam os testemunhos daqueles que anunciam e vivem a Palavra, ainda há pessoas que preferem “crucificar Jesus”, e ainda há aqueles que preferem não se comprometer, lavando as mãos como fez Pilatos.

Tendo sido crucificado, Jesus derramou todo o sangue também por aqueles que O condenaram. Mas como já havia sido anunciado, Ele ressuscitou dos mortos, subiu ao Pai e deixou entre nós até o final dos tempos o Consolador, o Espírito Santo de Deus.

Entretanto, há pessoas que, por não aceitarem o Plano de Salvação, não receberam a remissão de pecados pelas obras da Palavra e do testemunho do Espírito Santo porque foram enganadas pelas obras do diabo, e por isso são incapazes de nascer de novo. Em vez de receberem o Espírito, dão lugar a espíritos de demônios que as enganam por se passarem pelo Espírito de Jesus. A Bíblia deixa claro que há diferença entre “Espírito” e “espírito”. Em Romanos 8:16, Paulo afirma que “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” e declara em 1 Coríntios 12 “Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer”. Em Efésios 4, o apóstolo nos assegura que “Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação”.

Em Gênesis 1:2 lemos que Esse Espírito existia desde a criação, “E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas”. E Jó 26: 13 afirma: “Pelo seu Espírito ornou os céus”; Os profetas manifestam e anunciam o Espírito, conforme vemos em Ezequiel 11: 5 “Caiu pois sobre mim o Espírito do Senhor, e disse-me: Fala: Assim diz o Senhor: Assim tendes dito, ó casa de Israel; porque, quanto às cousas que vos sobem ao espírito, eu as conheço”; Zacarias 7: 12 “Sim, fizeram os seus corações duros como diamante, para que não ouvissem a lei, nem as palavras que o Senhor dos Exércitos enviara pelo seu Espírito mediante os profetas precedentes; donde veio a grande ira do Senhor dos Exércitos”.

Paulo assegura que o Espírito Santo é uma pessoa divina e que tem as mesmas características pessoais que o Pai e o Filho, conforme registra em Romanos 8: 9 “Vós, porém, não estais na carne, mas no espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele”.

Por isso, não basta conhecer historicamente quem é Jesus, para ser de Jesus, é necessário nascer desse Espírito, conforme o próprio Jesus ensinou em João 3: 5 “Jesus respondeu: Na verdade, na verdade, te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus”. O que faz alguém nascer do Espírito é crer em Jesus e confessar Seu Nome entre os homens, João 3: 5 “Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Quando cremos em Jesus e reconhecemos verdadeiramente o Seu sacrifício, somos selados pelo Espírito Santo, o Consolador, anunciado em João 14:16 “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre”; e aprendemos com Ele “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (João 14: 26) e saberemos que Ele afirma Jesus “Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim”. (João 15: 26), fazendo parte da promessa do Pai.

Jesus morreu por nós, cumprindo a Sua Missão, e para completá-la foi necessário voltar ao Pai para que o Seu Espírito viesse a nós “Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, enviar-vo-lo-ei”. (João 16:7).

Para recebermos o Espírito é necessário abrir o nosso coração e fecharmos as portas ao assédio de espíritos, pois há um único Espírito da parte de Deus, o qual mostra fruto verdadeiro que testifica de quem Ele é. Fique atento!























quinta-feira, 5 de abril de 2012


Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; (1 Timóteo 4:2)

Um dos piores, senão o pior golpe que alguém pode receber de um amigo ou de uma pessoa que se considera ou que se ama é a traição. Traição pode ser entendida como deslealdade, desapontamento da expectativa de alguém e se configura em várias formas: declarar sem consentimentos um segredo confiado, entregar um amigo aos seus inimigos, agir de forma desleal com alguém que espera o contrário, infidelidade, dentre outras coisas...

Quando essas atitudes negativas vêm de pessoas desconhecidas ou declaradamente adversárias não pode ser percebidas como traição, pois esta se caracteriza justamente porque vem de alguém em quem se deposita confiança. É exatamente por isso que a traição tem efeitos duplamnete nocivos, além do mal feito, ela fere porque vem de quem menos se espera, de quem deveria agir de forma contrária. Eis por que perdoar uma traição é difícil do que outra qualquer afronta. A Bíblia relata vários episódios de traição e o mais conhecido talvez seja aquela introduzida por um beijo do discípulo ao Mestre. Judas é conhecido por essa atitude e até hoje seu nome é associado a essa forma infame de agir com quem não merce esse tratamento. No trecho em epígrafe, dirigido a Timóteo, Paulo nos faz refletir sobre como as pessoas se deixam enganar e enganam aos demais porque cauterizam sua consciência. É possível observar que aqueles que se afastam da palavra de Deus aos poucos vão se deixando levar pelas vozes do mundo e não é surpresa quando negam os próprios valores ou voltam as costas aos que lhes deram o ombro nos momentos difíceis. Ingratidão é uma forma de traição e é, em geral, uma característica que acompanha os traidores em potencial. A única forma de deixar que essa atitude governe a nossa vida é o renascimento possibilitado pelo sangue de Jesus, capaz de mudar o caráter e as atitudes da mais infame e vil criatura.











quarta-feira, 4 de abril de 2012


E Davi pôs a mão no alforje, e tomou dali uma pedra e com a funda lha atirou, e feriu o filisteu na testa, e a pedra se lhe encravou na testa, e caiu sobre o seu rosto em terra. (1 Samuel 17:49)

Davi é reconhecido como um dos maiores reis de toda a história de Israel, também por ter sido um homem que honrava e salmodiava a Deus. E quando se fala neste rei não há como não se lembrar de sua mais notória luta, dentre tantas memoráveis, aquela em que venceu o gigante Golias. Logo, ao se falar em Davi, a lembrança do gigante vencido também vem à tona. Davi venceu Golias, o temível gigante que atemorizava o povo de Israel e contra qual poucos se aventuravam. A Bíblia conta que o destemido pastor de ovelhas não vacilou e enfrentou o gigante com a arma mais simples: uma funda e uma pedra. Davi não se revestiu com as armaduras emprestadas do rei Saul, nem mesmo lutou confiando em suas forças. Ele foi à luta em nome do Deus Todo Poderoso, que ele sabia Senhor de todas as guerras.

Contudo, mesmo não tendo formação de guerreiro, não sendo formado para a guerra, nem com histórico de grande estrategista, venceu a batalha que o tornou célebre e o fez temido e respeitado por todos, incluindo o rei Saul que de seu protetor passou a seu perseguidor. Mas Davi também ficou conhecido por não derrotar outros gigantes que fizeram dele um rei orpimido em sua própria casa. Davi não conseguiu dominar os seus gigantes pessoais. Golias era grande e assustador, mas estava morto. Outros gigantes, cujas aparências não assombravam foram mais fortes do que Davi. O gigante da lascívia que levou ao adultério, que levou à ingratidão e à traição, que levou ao homicídio, não tinha aparência terrível. Ele apareceu a Davi numa forma feminina, doce, sensível e indefesa, mas tornou um monstro em sua vida e causou-lhe dores teríveis. Principalmente a do remorso e, felizmente, do arrependimento. Devido ao seu adultério e assassinato, Davi dá início ao maior desastre de toda a sua vida, junto dele, sua família, e seu reino, sofrem terríveis consequências. Os “gigantes” mortos por Davi e seus guerreiros eram fortes e bem armados, porém visíveis. Por serem grandes, era possível vê-los a longa distância, mas aqueles a sua derrota veio do que parecia mínimo, quase invisível. Golias tinha aparência de vitorioso, porém foi derrotado, talvez pela própria expressão grandiosa, uma testa grande é sempre um alvo mais fácil de ser acertado. Mas os pequenos alvos podem ser mais difíceis de serem atingidos, e justamente por isso mais perigosos. Os “gigantes espirituais” são sempre mais perigosos porque são imperceptíveis . Mas se aprendemos com Davi que vencer gigantes também significa vencer nossos desejos, também aprendemos a não pararmos no meio de uma batalha e a reconhecer sempre que por maior que seja o nosso pecado, Deus pode nos perdoar, se arrependermos verdadeiramente e sempre estará conosco na peleja.

Graça e Paz!









terça-feira, 3 de abril de 2012

Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus. (2 Coríntios 4:4)

A afirmação do apóstolo Paulo neste versículo nos faz refletir sobre um fato que muitas pessoas parecem não observar: o diabo tem poder para cegar as mentes dos incrédulos. Não só dos incrédulos, mas também dos cristãos que dão legalidade a ele e seus demônios, abrindo brechas que permitem a invasão da mente e levam ao pecado. Sabemos que Deus é onisciente, porém o diabo não. A sua estratégia é simples e pode ser desarmada se estivermos com os olhos fixos em Deus, seguindo Seus estatutos. Mas aqueles que se descuidam da palavra de Deus permitem que o diabo descubra seus pontos fracos e ataque exatamente ali para minar as forças e levar ao desvio do alvo. O diabo não é onisciente, mas é observador. Ele não conhece e nem pode se infiltrar na mente das pessoas, mas repara em nossa forma de agir e verifica alguns padrões em nossos comportamentos de acordo com alguns estímulos. Estes estímulos são as setas que ele lança contra nós. A partir daí ele compara nossas reações e observa aquelas as quais não dominamos, ou que nos fragiliza e é ali que ele ataca. Um medo, uma falta de perdão, um comportamento repetitivo, uma fraqueza podem levar à abertura de brechas, se não resitirmos, conforme nos ensina a palavra de Deus e se dermos espaço ao inimigo, deixando que ele cegue nosso entendimento. Paulo já alertava sobre isso, mas ainda hoje vemos pessoas se deixarem cegar por situações que parecem claras aos olhos menos perspicazes. No entanto, compreendendo que a palavra de Deus é discernida espiritualmente, e porque esse entendimento brota pela unção do Espírito Santo, vemos que não é a inteligência que faz com que as pessoas ajam de forma prudente e não caiam nas armadilhas do mundo, mas o coração aberto e pronto para receber a palavra de Deus. Temos a opção de inclinar a nossa mente para as coisas da carne ou para as coisas do Espírito (Romanos 8:5-6) e por essa liberdade temos que tomar a iniciativa de renovar nossa mente. Quantas pessoas se deixam cegar pelo diabo e não percebem que são escravas das próprias escolhas infelizes. Quando Paulo faz essa afirmação, ele está se referindo a pessoas inteligentes, mas que agem como se fossem desprovidas de um mínimo raciocínio. Jovens que parecem não enxergar que os vícios destroem as suas perspectivas de vida, mesmo vendo inúmeros exemplos de outras pessoas, mas se deixam levar pelo desejo de experimentar aquilo que irá destruir sua vida e transformá-los em escravos. Homens que deixam mulheres dignas e companheiras fieis sob o pretexto de buscarem a felicidade fora do lar, não percebem que entregam sua honra a prostitutas ou a mulheres levianas que não sendo capazes de respeitar a si próprias, também não têm a capacidade de respeitá-los. Profissionais que se deixam envolver por promessas de enriquecimento ilícito, mesmo vendo que a riqueza do mundo é efêmera e atrai mais dissabores do que alegrias, estão cegos e não se satisfazem nunca...

Se o diabo pode cegar o entendimento, Deus pode mais e age na vida daqueles que buscam em um mínimo de perspicácia ouvir a Sua voz e buscar o entendimento que leva à transformação da mente. Contudo, o verdadeiro arrependimento e a legítima conversão, estratégias que anulam as ações do inimigo só são possíveis se a humildade estiver adiante daquele que se dispuser à experiência de um novo nascimento, a se tornar uma nova criatura, lavada e remida pelo sangue do Cordeiro de Deus.

Graça e Paz!