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quinta-feira, 26 de abril de 2012


Exortamo-vos também irmãos, a que admoesteis os insubmissos, consoleis os desanimados, ampareis os fracos e sejais longânimos para com todos. I Ts 5:14

A palavra do apóstolo Paulo exortando os tessalonicenses a admoestar  a cada um segundo a sua necessidade espiritual é bastante atual em uma Igreja que reúne pessoas carentes de apoio e de solidariedade. Mesmo aquelas que parecem não necessitar de nada possivelmente precisam de algo. Todos de alguma forma têm necessidades espirituais e afetivas que precisam ser consideradas.  Até mesmo Jesus teve momentos de tristeza, de angústia ou de solidão. Para compreendermos isso, antes de tudo, é necessário olhar genuinamente para as pessoas, propondo-nos a ouvir e a servir.  Contudo,  observamos que a cada mais, as pessoas estão se enclausurando em suas próprias preocupações e suas orações são voltadas apenas para si mesmas. Jesus enxergava as pessoas verdadeiramente. Ele via além de suas aparências físicas. Ele enxergava o coração e não o exterior. Mas o que vemos hoje é exatamente o contrário. Pessoas que valorizam o exterior e não a essência. Cuidam do físico com extrema dedicação e negligenciam o espírito.
E essas pessoas não podem ser ignoradas. É para elas que dirige a exortação do apóstolo Paulo. Elas precisam ser admoestadas, porém com amor, cuidado e respeito. Quem ama o próximo como Cristo ensinou não é conivente com o seu erro, mas também não faz do erro do irmão motivo de crítica apenas. Precisamos exortar os fracos, estimulando-os a superarem suas limitações. E quando passam por alguma situação difícil e precisam de consolo, essa deve ser a atitude daqueles que se fortalecem em Jesus. Às vezes nossos lideres, nossos pastores podem estar passando por momentos de angústia e de alguma forma precisam de nosso conforto, não das nossas críticas. O problema é que muitas interpretamos mal as palavras de Paulo e por vezes consolamos os insubmissos, admoestamos os fracos e amparamos os desanimados. Precisamos estimular aqueles que não conseguem andar sozinhos. Um cristão autêntico, que se aproxima do caráter de Jesus enxerga as pessoas nas suas necessidades espirituais, admoesta o insubmisso com amor, consola o desanimado e sustenta o fraco. Essa é a verdadeira atitude cristã que nos leva a ser longânimo com todos.

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