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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo amor" ( Gl 5:6 ).


  É natural que, quando uma pessoa se converte ela procure mudar os velhos hábitos e busque andar como lhe orientam os líderes, responsáveis pelo seu disciplulado. Todavia, é preciso que ela preste muita atenção ao que é orientação de Deus e o que é doutrina humana. As orientações são partes de regras de conduta e elas servem para a organização de um lugar, de uma instituição, mas não podem ser confundidas com a Palavra. Não podem ser mais importantes do que o conteúdo das Escrituras. O apóstolo Paulo preocupou-se em esclarecer isso aos cristãos, por causa das inúmeras obrigações que eram impostas aos novos convertidos, advindas da tradição religiosa. E deixou claro que estas obrigações não passavam de preceitos e doutrinas dos homens. numa sociedade cujo padrão de comportamento muda de tempos em tempos e mais rápido ainda com a influência da mídia precisamos nos perguntar qual deve ser o comportamento do cristão na sociedade em que convive. Primeiro o cristão deve compreender que todos os homens, antes de crerem em Cristo, estavam entregues as suas próprias paixões, aos sentimentos perversos e faziam o que era inconveniente.  E isso significa que antes eram corrompidos pelos desejos da carne (instinto), fazendo a vontade da carne e dos pensamentos, por isso  Paulo nos exorta em Efésios 4:17-19:  “E digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade da sua mente. Entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração; Os quais, havendo perdido todo o sentimento, se entregaram à dissolução, para com avidez cometerem toda a impureza”. Quando aceita a Cristo como Salvador, o cristão nasce de novo e assim como uma criança, desenvolve na medida em que é ensinado, segundo os exemplos que vive, de acordo com os preceitos que recebe.  A mudança que ocorrerá é gradativa, e processual, pois demanda a renovação do entendimento ( Romanos 12:2 ). Paulo lembra que é pela renovação do entendimento que o cristão deixará de agir conforme o mundo. Assim, ele ao ser instruído segundo a palavra da verdade, saberá discernir entre o bem e o mal e não se prenderá aos costumes e religiosidades institucionais, sabendo, pelo Espírito o que é palavra de Deus e o que é coisa do homem.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

“E, vendo Jesus que ele ficara muito triste, disse: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas! Porque é mais fácil entrar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no Reino de Deus.” Lucas 18:24-25



Jesus  nos ensina que as riquezas são um obstáculo, à salvação e ao discipulado, quando as colocamos em primeiro lugar. Quando deixamos que elas sejam a nossa meta e não um meio que permita propagar o Evangelho, elas nos dão  um falso senso de segurança que nos impedem de depender de Deus, por isso nos enganam. Vemos que quase sempre os ricos vivem como quem não precisa de Deus e na sua luta para acumular e manter riquezas, os ricos sufocam sua vida espiritual. Quantas vezes vemos que pessoas que passam a vida acumulando riquezas, não encontram tempo para glorificar a Deus e o que é pior: nunca estão contentes com o que têm e caem na tentação da ganância ignorando os princípios mais básicos da fé. Com tristeza vemos que muitos exploram os pobres para acumularem cada vez mais. Jesus não é contra a riqueza, mas a forma como  a pessoa se comporta diante dela. Se amontoamos bens sem colocar Deus e o próximo acima do bem material, contrariamos os princípios bíblicos  e nos tornamos egoístas, pois não colocamos o Criador no centro. A Bíblia ensina que  as verdadeiras riquezas consistem na fé e no amor que se expressam na obediência a Deus e na relação altruísta com o próximo.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

“O homem irritável provoca a dissensão, mas quem é paciente acalma a discussão” (Provérbios 15.18)




A Bíblia nos ensina a agir com paciência e tolerância quando alguém age com irritabilidade. Se retribuirmos com a mesma atitude, além de não conseguirmos acalmar nosso interpelador, iremos desencadear em nós um sentimento ruim, contrário ao que Jesus pregou. Ele nos exortou a sermos e a fazermos diferença, quando afirmou em Mateus 5:41, ao nos ensinar a caminhar a segunda milha de forma espontânea. Os filhos de Deus devem fazer a diferença no mundo, ser sal, ser luz, não fazer apenas o que lhes é imposto, mas também exceder em tudo, fazendo o que deve ser feito para a honra de Deus.  Antes disso, o sábio já nos exortava a responder a uma confrontação irada com paciência porque sabia que é bem mais eficaz. Se ouvirmos em vez de contestar, podemos encontrar uma solução para o problema que está sendo expresso e buscarmos uma resolução de maneira calma e racional. Se agirmos de modo diferente,  cooremos o risco de fazer de  um pequeno aborrecimento uma grande guerra. Quando Deus nos coloca diante de pessoas difíceis e irritáveis, Ele está nos ensinando, está forjando em nós o caráter de Cristo, pois o melhor e mais eficiente meio de se adquirir paciência é  lidar com situações em que não se tem outra alternativa, se não ser paciente.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

“Descanse no Senhor e aguarde por Ele com paciência” (Salmos 37.7).





Na contramão do que ensinam os sábios homens da Bíblia, a sociedade hoje está sendo formada por pessoas educadas no princípio da urgência. As crianças e jovens têm urgência para tudo e não aprendem a avançar passo a passo, aguardando o tempo da conquista. Elas querem e têm na premência do momento. E isso, há que se dizer, os pais e educadores são os responsáveis por essa atitude imediatista dos jovens em processo de formação de caráter. Quando não ensinamos nossos filhos a esperar com paciência, instruindo-os na orientação do Senhor, naturalmente, estamos formando adultos intempestivos, rebeldes e, em uma situação mais extrema, infratores. Isso porque, se não seguem o processo, às vezes lento da conquista de um espaço, de um bem, buscam o atalho, ou uma solução mais rápida e nem sempre legal ou moral para a obtenção daquilo que desejam. Essa tem sido a realidade dos jovens de hoje que não aprenderam o esforço da conquista e da espera e seguem na contramão do crime para cumprirem seus desejos de obter aquilo que nem sempre está na hora de receber. Vemos na Bíblia um exemplo de intempestividade que até hoje traz consequências para a humanidade. Sara não esperou pela promessa de que teria o filho na sua velhice e procurou um atalho, entregando sua serva Agar para que gerasse um filho de Abraão. Mas Deus havia dito: espere! Na desobediência ela chamou para si problemas com a serva e todo o desfecho de um filho que formou outro grupo. A história mostra que até hoje árabes e judeus sofrem as consequências dessa impaciência. Esperar é confiar Naquele que prometeu. E os pais devem ensinar os filhos que esperar faz parte do processo educativo secular e espiritual.   Precisamos ensinar as novas gerações a resgatar a arte da paciência. Precisamos aprender com isso que vidas e carreiras realizadoras e de sucesso não podem ser forjadas por meio de ações acidentais, apressadas ou mesmo impulsivas. Isso vale também para os relacionamentos. Isso vale para os adultos que desaprenderam a esperar o sinal no trânsito, ou o motorista mais lento à sua frente. Muitos acidentes poderiam ser evitados, assim como muitas dores causadas pela pressa.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

E ele me disse: O Senhor, em cuja presença tenho andado, enviará o seu anjo contigo, e prosperará o teu caminho, para que tomes mulher para meu filho da minha família e da casa de meu pai; Gênesis 24:40




Abraão andava com Deus. Era obediente e seguia os Seus Estatutos sem questionar.   Por essa razão ele podia afirmar com toda segurança que Deus não o deixaria, assim como a nenhum de sua descendência. Como Abraão, também podemos esperar com toda confiança que Deus enviará seu anjo e nos fará prosperar, se pudermos também afirmar “em Sua presença tenho andado”. Andar na presença de Deus é aceitar as suas condições, é não dar lugar ao pecado, à corrupção, à maledicência, ao mundanismo. É estar no mundo, sem nos deixar contaminar por ele. É fazer a diferença onde quer que coloquemos as plantas de nossos pés.    

domingo, 23 de fevereiro de 2014

E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração. (Atos dos Apóstolos 2:46)



Há neste versículo registrado por Lucas três características  básicas da Igreja de Cristo: a perseverança, a comunhão e a alegria de estar na presença do Senhor. Perseverar não é algo simples, ou fácil de ser praticado, por isso é uma característica ou uma qualidade que deve ser encarada como resistência. Desde o início a Igreja foi perseguida pelos judeus, pelos romanos, mas perseverou. É perseverar pressupõe paciência, pois os frutos não vêm  instantaneamente e sim após o esforço e a determinação da espera. A Igreja genuína, não corrompida pelos costumes pagãos ou romanos, mantém  essa característica original. Perseverar na doutrina é essencial par manter vivo o corpo da Igreja. A Palavra de Deus não diz que as coisas seriam fáceis para quem decidiu seguir a Jesus, mas garantiu a vitória àqueles que perseveram. A comunhão com o corpo é necessária para que a Igreja se mantenha íntegra e para que todos se mantenham saudáveis. Comunhão aqui é simbolizada pelo assentar à mesa e repartir o pão, que  metaforicamente representa o fato de que um corpo deve ter tudo em comum, inclusive ideias e atitudes. A dissensão, ou divisão fragmenta e destrói um corpo. Não pode haver corpo sem unidade e para que haja equilíbrio e se mantenha saudável, todos os membros do corpo precisam estar ligados e se alimentando da mesma seiva que vivifica. A alegria é consequência natural de estar na presença de Deus. É algo que não pode ser substituído por nenhuma outra sensação. A alegria que vem do Senhor é ímpar, não pode ser comparada a nenhuma alegria efêmera que o mundo oferece. A alegria de estar na presença de Deus, compartilhando com os irmãos,  os que têm em comum esse desejo de permanecer ali com coração puro e singelo, é o que diferencia os filhos das criaturas.