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quarta-feira, 31 de maio de 2017

E disse o Senhor em visão a Paulo: Não temas, mas fala, e não te cales; Porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade. Atos 18:9-10


Lucas relata a visão que o apóstolo Paulo teve quando ouviu do Senhor a palavra de força para seguir em frente e não desanimar diante das circunstâncias adversas que estava enfrentando em sua missão de pregar aos coríntios que resistiam e blasfemavam da mensagem. O apóstolo ponderou se valeria à pena continuar ali ou se deveria ir para outra cidade. Mas o Senhor veio em seu auxílio para animá-lo e ajudá-lo a superar aquele momento crítico. O desânimo tem sido o instrumento mais eficaz usado pelo inimigo para nos tirar do foco, e foi esse artifício que ele tentou usar com o apóstolo Paulo para minar-lhe a confiança e a ousadia com que sempre tratou a missão de levar o Evangelho de Cristo. Mas vemos que Deus tem a palavra de estímulo e com ela fortaleceu a Paulo que ouviu e tomou posse da promessa, sabendo que Deus nunca falha e não desampara aqueles que Nele colocam a sua confiança. Quando nos deixamos levar pelo desânimo, deixamos de cumprir nossa tarefa e negligenciamos nosso compromisso, mas quando temos, como Paulo, a confiança renovada e fortalecida vemos os frutos de nossa persistência em todas as áreas de nossas vidas. Paulo viu a Igreja de Corinto se transformar em uma das mais ativas comunidades cristãs porque persistiu. A Palavra do Senhor para nós hoje é a mesma dada ao apóstolo: Não temas e não te cales! Precisamos, então, agir como o apóstolo. Precisamos semear a Palavra e levar as Boas Novas a todas as criaturas, pois Deus nos diz

Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça. Isaías 41:10


terça-feira, 30 de maio de 2017

O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas; Atos 17:24,25


Lucas relata que depois de deixar Filipos, Paulo e Silas seguiram para Tessalônica, onde pregaram nas grandes sinagogas judaicas, e falaram de Cristo recorrendo às profecias do Antigo Testamento relacionadas ao Messias que prediziam o nascimento, sofrimento, morte, ressurreição e ascensão de Cristo. Apesar de toda perseguição sofrida por onde passava, Paulo não se intimidava, levava à sério a missão de anunciar Jesus não só para crentes, mas para todos independentes da religião. E estando Paulo na Grécia, percebeu a idolatria que cercava os atenienses, e o quanto eram supersticiosos e observou que nos santuários daquele povo havia um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. E Paulo com a sabedoria que o Espírito lhe conferiu demonstrou aos que lhe ouviam que aquele Deus que eles honravam sem conhecer era o próprio Cristo, por ele anunciado. E usando da habilidade com as palavras que lhe era natural, Paulo convenceu a muitos daqueles que estavam habituados ao politeísmo e à idolatria que o Deus que criou o céu e a terra não habita em templos feitos por homens e nem é servido por suas mãos, tampouco pode ser retratado ou representado por qualquer material por Ele criado. E assim conduziu a muitos ao cristianismo. A mensagem de Paulo nos faz lembrar o que ensinou Moisés ao povo


Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Êxodo 20:4


segunda-feira, 29 de maio de 2017

E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa. Atos 16:31



Lucas relata que vários foram os resultados da direção do Espírito Santo na viagem de Paulo e Silas depois serem impedidos de pregar na Ásia. Na Europa, para onde foi direcionado, encontrou Lídia, a vendedora de púrpura, a primeira a se converter e ser transformada por Cristo. Ali também expulsou um espírito maligno de adivinhação de uma jovem escrava que era explorada pelos seus senhores. Mas porque ela foi liberta pelo poder do nome de Jesus, seus senhores viram que a esperança do seu lucro estava perdida, levaram Paulo e Silas, à praça, à presença dos magistrados que ordenaram que fossem açoitados e presos sem que fossem ouvidos ou julgados. Contudo, como acontece sempre que Deus está no comando, o mal que os homens intentaram fazer aos apóstolos, impedindo-os de falar no nome de Jesus, transformou-se em um dos mais belos exemplos de conversão da história da Igreja. Na prisão, em vez de reclamarem e exigirem seus direitos, Paulo e Silas oram e cantam hinos de louvor a Deus e os cárceres foram abertos por um terremoto que abalou os alicerces, abriu-lhes as portas e lhes cerrou os grilhões. Porque todas as portas foram abertas, a liberdade de todos os encarcerados estava garantida. E o carcereiro vendo que, segundo as leis da época, pagaria com a própria vida da pior forma com a qual seria punido o prisioneiro mais vil, tentou se matar à espada. Mas Paulo não lhe permitiu, mostrando que todos continuavam ali. Foi quando o carcereiro entendeu que Aquele que abriu as portas da prisão também poderia salvar sua alma e de toda a sua família! Essa importante passagem nos faz refletir sobre o quanto nossa oração e nosso louvor podem romper as cadeias e o quanto nossa fé e determinação podem salvar nossa família. Precisamos compreender que quando Deus nos impede de tomarmos certas direções em nossa vida, é porque tem planos muito maiores para nós ainda que nos pareçam incertos!


Muitos propósitos há no coração do homem, porém o conselho do Senhor permanecerá. Provérbios 19:21

domingo, 28 de maio de 2017

E, passando pela Frígia e pela província da Galácia, foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia. Atos 16:6


A narrativa de Atos dos primeiros anos da Igreja nos chama à atenção para uma realidade atual. Muitas vezes a direção que damos ao nosso ministério, ao nosso trabalho ou a nossa própria vida pessoal é interrompida não pelo inimigo, mas pelo Espírito Santo que tem outra prioridade na nossa trajetória. Precisamos nos lembrar de que se Deus está no comando as coisas funcionam no Seu tempo e não segundo os nossos planos e prazos. Quantas vezes encontramos as portas fechadas, ou quando tentamos nos mover em uma direção, julgando estar buscando algo que é a vontade de Deus, e descobrimos que essa porta não se abre, assim como aconteceu com o apóstolo Paulo em seu propósito de pregar a Palavra de Deus. Lucas relata que Paulo fez um grande trabalho na Ásia, muitos se converteram e assim "as igrejas eram confirmadas na fé, e cresciam em número cada dia". Mas lemos também que apesar de Deus ter usado grandemente o apóstolo naquela região e de ele querer levar  adiante sua pregação ali, encontrou a porta fechada, não pelos judeus ou pelos inimigos de Cristo, mas pelo próprio Espírito Santo. O mesmo Espírito que impulsionou o crescimento da Igreja na Ásia conduziu Paulo à Europa. Vemos que as portas que Deus fechou fizeram com o Evangelho fosse conhecido em outro canto, pois essa era a vontade do Senhor que deu claras instruções aos Seus servos quando estavam no lugar por Ele indicado. Com isso aprendemos que a vontade de Deus é soberana e que quando Ele nos fecha uma porta, ainda que nos pareça a certa, irá nos abrir outra com claras instruções de como agir. Aprendemos também que não devemos forçar a abertura de portas fechadas por Deus, Ele sabe qual é a porta certa pela qual devemos entrar e onde podemos permanecer. Nossa visão é limitada, mas Deus tudo vê e tudo conhece. Porque Ele conhece o passado, o presente e o futuro, Seus planos são mais excelentes do que os nossos. Vemos que o apóstolo Paulo não forçou entrada na Ásia, tampouco insistiu com Deus para que lhe abrisse as portas daquele lugar, mas entendeu que Deus o queria em outro local e teve sensibilidade para compreender a visão de que Deus o chamava para anunciar o Evangelho na Europa e por isso sua missão foi bem sucedida.

E vós sabereis que eu estou no meio de Israel, e que eu sou o Senhor vosso Deus, e que não há outro; e o meu povo nunca mais será envergonhado. Joel 2:27


sábado, 27 de maio de 2017

Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome. Atos 15:14


Lucas registra como os problemas e as diferenças que apareceram na formação da Igreja foram oportunidades de crescimento, mas poderiam ser também dar lugar à dissensão e à divisão. Vimos que os primeiros cristãos eram judeus ensinados a respeitar e a obedecer à Lei de Moisés, mas tiveram a oportunidade de entender que Jesus veio para somar e não para dividir. Aprenderam que o muro de separação entre judeus e gentios foi derrubado por no Calvário e isso se deu para que a igreja saísse da luz e fosse para as sombras. Vimos que para se tornar um cristão, o gentio não precisa se tornar judeu, mas que basta simplesmente crer o Senhor Jesus, pois a salvação se dá inteiramente pela graça de Deus, pela fé em Cristo e não por obras e rituais. O Livro de Atos nos mostra que Pedro deixou claro que Cornélio e sua casa foram salvos por ouvir a Palavra e crer e não por obedecer à Lei de Moisés. Jesus ensinou que as leis alimentares judaicas não tinham qualquer relação com a santidade interior, conforme registrado no Evangelho de Marcos 7:1-23, e vimos que Pedro entendeu essa lição quanto recebeu a visão no terraço em Jope. Esses episódios nos fazem refletir sobre a necessidade de darmos lugar ao comando do Espírito Santo para orientar o trabalho evangelístico e nos ensinar a trabalhar em conjunto compartilhando tempo e aprendizagem para evitarmos conflitos e rompimentos. A divisão na Igreja desde sempre tem sido resultado de ações personalísticas tanto de líderes quanto de membros que decorrem de diferentes pontos de vistas em questões que nem sempre dizem respeito ao Evangelho e sim a questões de ordem práticas ou são frutos de rebelião. A Bíblia nos ensina a buscar o diálogo e o consenso e a fazer concessões em amor. Nem sempre o que de fato interessa, as verdadeiras prioridades da Igreja são os motivos das divisões, mas a vaidade, a obstinação e a divergência em relação a questões menores. Sabemos que Deus revelou a seu povo de maneira gradual, por isso Paulo fez uma série de cartas pela inspiração do Espírito para nos mostrar essas verdades, mas seu plano havia sido determinado desde o princípio.

Naquele dia tornarei a levantar o tabernáculo caído de Davi, e repararei as suas brechas, e tornarei a levantar as suas ruínas, e o edificarei como nos dias da antiguidade; Amós 9:11


sexta-feira, 26 de maio de 2017

Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus. Atos 14:22



O Livro de Atos registra que enquanto os apóstolos pregavam com ousadia e intrepidez e com determinação alcançavam resultados incríveis na evangelização, alguns judeus incrédulos trabalhavam contra. Mas o Senhor cooperava com Seus discípulos na pregação confirmando a palavra pregada e  concedia a eles que fizessem sinais e prodígios em nome de Jesus. Se de um lado existiam homens determinados a seguir a missão de Cristo e em Seu nome realizavam milagres, curas e maravilhas de outro havia um povo que tentava de todas as formas impedir a pregação e persistiam na perseguição ao Evangelho.  Isso acontecia na Igreja Primitiva e não é diferente nos dias atuais. Temos notícias de perseguições aos cristãos e constantes são os testemunhos de homens que passam por tribulações, mas permanecem firmes na missão de levar o Evangelho até os confins da terra.  Paulo sofreu a mesma perseguição que os apóstolos haviam sofrido antes dele, mas não deixou de fazer as viagens missionárias e, mesmo nas prisões, levou o evangelho a todos quanto pode alcançar e foi capacitado poderosamente pelo Espírito Santo para dar testemunho da verdade e chamar muitos judeus e gentios à fé. Entrar no Reino de Deus deve ser a nossa determinação e nessa meta devemos colocar nosso foco, com a ajuda do Espírito Santo que nos capacita. Não importam quantos estão contra, Deus é por nós e nos diz:

Esforçai-vos, e animai-vos; não temais, nem vos espanteis diante deles; porque o Senhor teu Deus é o que vai contigo; não te deixará nem te desamparará. Deuteronômio 31:6


quinta-feira, 25 de maio de 2017

E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. Atos 13:2


Após terem sido expulsos de Jerusalém por causa da perseguição  a mensagem do Evangelho se espalhou rapidamente para além da fronteiras da Palestina, porque os apóstolos saíram anunciando a Palavra. Espírito Santo indicou que Barnabé e Paulo deveriam ser separados para uma obra para a qual tinham sido chamados. O Livro de Atos mostra que antes de se colocarem no caminho ele se preparam espiritualmente, jejuaram, oraram, e receberam a imposição de mãos sobre eles para que pudessem cumprir o chamado de cada um. Isso nos mostra que também nós devemos nos preparar, pois não é de qualquer jeito que iremos fazer a Obra do Senhor. Eles estavam debaixo de cobertura espiritual e saíram abençoados e prontos para cumprirem tudo que o Senhor desejava. Fazer a Obra de Deus é algo muito sério e deve ser tratada como tal. Distinção e reverência é a base para os discípulos desde a Igreja Primitiva possam levar a mensagem do Evangelho até os confins da terra. Mas também é importante observar que essa missão deve ser contínua e partilhada. Vemos pelo relato do autor de Atos que Pedro abriu o evangelho aos gentios e Paulo prossegue com essa missão apostólica e assim faz várias viagens missionárias e hoje nós somos convocados a prosseguir com essa missão, alcançando todas as pessoas a quem o Espírito indicar.

E os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele, sem vos desviardes nem para a direita nem para a esquerda. Isaías 30:21


quarta-feira, 24 de maio de 2017

E disse-lhe o anjo: Cinge-te, e ata as tuas alparcas. E ele assim o fez. Disse-lhe mais: Lança às costas a tua capa, e segue-me. Atos 12:8



O versículo em epígrafe refere-se a um episódio de um grande livramento da parte de Deus para o Apóstolo Pedro, preso a mando de Herodes, porque pregava a Palavra de Deus, num momento muito difícil para a Igreja Primitiva, quando muitos eram perseguidos e maltratados. Lucas relata que Herodes mandou matar à espada o Apóstolo Tiago, irmão do Apostolo João. E estando Pedro preso, no meio da festa dos Pães Asmos / Pascoa, seria morto. No entanto, enquanto a igreja fazia contínua oração por ele, Deus manda um anjo à prisão e liberta o Seu servo. Então, Pedro entendeu que foi verdadeiramente liberto pelo Senhor que o livrou da mão de Herodes, e de tudo o que o povo dos judeus esperava. Ainda hoje aqueles que têm compromisso com a verdade sofrem perseguições, são criticados e julgados principalmente por uma sociedade que compactua com a mentira e com a corrupção dos valores morais. Mas assim como Pedro a nossa fé não pode ser abalada. Não podemos fazer coro com os que aceitam a podridão moral. Nosso corpo pode padecer, mas a nossa fé deve permanecer inabalável, não importa o tamanho da perseguição. Mas é preciso atentar para um fato importante relatado pelo autor de Atos: enquanto Pedro estava preso, a igreja fazia continua oração por ele a Deus. Esse é o segredo da vitória: oração. Uma Igreja que crê em milagres busca a Deus em oração, e luta com armas espirituais. Quando clamamos ao Senhor, Ele nos liberta dos grilhões. A Palavra de Deus nos diz que não há prisão que nos detenha quando contamos com a mão poderosa de Deus. O Senhor nos diz para colocarmos a capa, calçarmos as sandálias, e abandonarmos aquilo que nos aprisiona, pois
  


para aquele que está entre os vivos há esperança (porque melhor é o cão vivo do que o leão morto). Eclesiastes 9:4

terça-feira, 23 de maio de 2017

E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja, e ensinaram muita gente; e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos. (Atos 11:26)



O apóstolo Lucas, autor de Atos, foi, além de médico, um historiador, pesquisador e observador e, imbuído da nobre missão que recebeu, usou esses dons para registrar o início e o caminhar da Igreja de Cristo. No texto em epígrafe, Lucas faz uma observação sobre a forma pejorativa com que os seguidores de Cristo passaram a ser chamados na região de Antioquia. O objetivo foi claramente de ridicularizar aqueles que insistiam em obedecer a Cristo, o Nazareno crucificado entre dois ladrões e cujo corpo não foi encontrado no sepulcro depois do terceiro dia de seu sepultamento. A intenção de apelidar aqueles homens de cristãos, que significa pequeno Cristo, foi pejorativa, uma zombaria que, em vez de incomodar, foi aceita com orgulho por aqueles homens que se sentiam honrados em continuar a missão do Mestre. Assim, os “cristãos” se orgulharam do seu apelido que conquistou respeito e dignidade. Mas o apontamento de Lucas no Livro de Atos nos faz refletir sobre como os cristãos da atualidade estão honrando esse nome. Precisamos ponderar se quando o mundo se refere aos cristãos hoje o tem feito em sinal de honra ou desonra. A história dos cristãos contemporâneos mostra-nos que eram perseguidos justamente porque, a exemplo dos cristãos da Igreja Primitiva, insistiam em imitar a Cristo e a obedecer à Palavra de Deus. Hoje, ser chamado de cristão soa como elogio ou como crítica? O que estamos fazendo para honrar ou difamar o nome de Cristo? Precisamos nos certificar de que o nome de Deus não seja caluniado por nossas atitudes
  

Porque todos os povos andam, cada um em nome do seu deus; mas nós andaremos em nome do Senhor nosso Deus, para todo o sempre. Miquéias 4:5


segunda-feira, 22 de maio de 2017

E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas; Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo. Atos 10:34-35



O Livro de Atos foi escrito para orientar a Igreja em sua missão que ainda está em curso. Sabemos que o Espírito Santo capacitou os apóstolos para propagar o testemunho de Cristo ao mundo gentio e o relato de Atos 10, com destaque para o texto em epígrafe, mostra-nos que o Senhor não faz acepção de pessoas e determina a quebra de paradigmas no episódio em que o anjo aparece a Cornélio, um centurião de Cesareia. A Bíblia conta que Cornélio era um oficial do exército romano temente a Deus que vivia uma vida de oração e boas obras aos necessitados. Cornélio teve uma experiência ímpar com Deus e ao receber a ordem logo encarregou dois de seus soldados para procurarem por Pedro. Simultaneamente, Pedro também teve uma visão quando subiu ao eirado para orar. Uma voz lhe dizia para ele se levantar, matar e comer um animal, todavia, por ser judeu, não estava disposto a violar a lei do Antigo Testamento quanto aos animais imundos. Contudo, a voz o orientava para que não considerasse impuro o que Deus tinha abençoado. Essas duas passagens nos fazem refletir sobre os propósitos de Deus na vida desses dois homens. De um lado um judeu que respeitava a tradição, de outro um gentio temente a Deus. Vemos que Deus estava chamando gentios cerimonialmente impuros para serem salvos e por essa razão a restrição alimentar não fazia mais sentido, uma vez que também era usada para distinguir judeus e gentios. Ao encontra-se com Cornélio, Pedro percebeu que a visão que teve ia além das restrições alimentares e entendeu que os judeus não deveriam mais considerar impuros os gentios, pois quebrado esse paradigma, daquele momento em diante,  judeus e gentios, teriam o mesmo valor diante de Deus. O Senhor Deus estava demolindo os preconceitos até então existentes no coração de Pedro  a fim de que dali em diante pusesse em prática o que profetizou Isaías 42:7

Para abrir os olhos dos cegos, para tirar da prisão os presos, e do cárcere os que jazem em trevas. Isaías 42:7


domingo, 21 de maio de 2017

E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. Atos 9:3



Esse versículo fala de um momento crucial para a vida da Igreja e, sobretudo, para a vida do apóstolo Paulo, quando ele, ainda chamado Saulo, recebeu do sumo sacerdote autorização para ir às sinagogas de Damasco e levar presos a Jerusalém homens e mulheres que estivessem falando sobre Jesus. Contudo, Deus tinha outros planos para a sua vida e para a Sua Igreja. Saulo vivia a vida da maneira como ele tinha sido criado, cumprindo a sua função de fariseu, culto, e profundamente devoto dos mandamentos do Senhor. Para ele, a religião cristã era uma seita, que deveria ser contida antes que pudesse causar problemas.  E assim,   zeloso desse trabalho ia para Damasco buscar cristãos para prendê-los, mas no caminho, foi surpreendido por um resplendor de luz do céu que o fez cair em terra depois de ouvir uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? Depois disto, entendendo ser a voz de Deus, atendeu à exortação do Senhor e ainda sem conseguir enxergar dirigiu-se aos que antes perseguia e fez conforme Deus lhe mandou. A luz do Senhor refletida em Saulo cegou-lhe os olhos por um tempo, mas essa mesma luz ao ser refratada o conduziu a novos caminhos. E Saulo transformado em Paulo, de perseguidor da Igreja passou a seu grande precursor. Ir a Damasco foi necessário para que Saulo se transformasse em Paulo e passasse a fazer parte da edificação da Igreja de Cristo. Quando as escamas caíram dos olhos de Saulo ele conseguiu enxergar sob uma nova ótica e foi poderosamente usado por Deus para pregar a muitas nações. Assim como fez com Paulo, Deus faz com aquele que escolhe para fazer a Sua Obra. Ele abre os olhos e a mente para que a verdadeira conversão aconteça e nos faz Seus discípulos, assim como fez a Paulo

Para abrir os olhos dos cegos, para tirar da prisão os presos, e do cárcere os que jazem em trevas. Isaías 42:7


sábado, 20 de maio de 2017

E havia grande alegria naquela cidade. Atos 8:8


Esse versículo fala de um momento bastante significativo da Igreja Primitiva, quando as pessoas estavam sendo libertas pelo poder da Palavra. Enquanto Saulo, o que veio a se converter e ser transformado de perseguidor da Igreja a apóstolo de Cristo, assolava a Igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres para leva-los à prisão, Filipe e os demais discípulos iam por toda a parte, anunciando a palavra e pregando a Cristo. A Bíblia diz que as multidões unanimemente prestavam atenção ao que Filipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia, pois que os espíritos imundos saíam de muitos e os paralíticos e coxos eram curados. (Atos 8:3-7). Tudo isso e a alegria do verdadeiro encontro com Cristo era motivo de alegria. Lucas narra que até mesmo um homem que vivia de enganar as pessoas com mágicas e ilusionismos ao ouvir a Palavra se converteu e se transformou. A Palavra de Deus tem esse poder transformador e é a única que pode trazer a verdadeira alegria que o mundo apenas oferece, mas não entrega. A alegria que vem do Senhor não é passageira, como nos garante o profeta Isaías.



E os resgatados do Senhor voltarão; e virão a Sião com júbilo, e alegria eterna haverá sobre as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido. Isaías 35:10






sexta-feira, 19 de maio de 2017

E os patriarcas, movidos de inveja, venderam José para o Egito; mas Deus era com ele. Atos 7:9


O texto em epígrafe é uma retomada do autor de Atos dos passos da trajetória do povo de Deus e nos faz refletir sobre situações que não de acontecer nos dias atuais. Movidas por inveja muitas pessoas, mesmo andando corretamente, são alvos de atitudes e de perseguições de outras. Não raras vezes verificamos que as perseguições e injurias são feitas por pessoas próximas, pelos próprios colegas, familiares, ou até irmãos de fé. Lucas, ao escrever a história da Igreja, lembrou a atitude dos patriarcas em relação ao seu próprio irmão. Mas, assim como acontece ainda hoje, Deus reverte a situação e faz do que parecia ser mal um bem maior, pois todas as coisas contribuem para o bem dos que amam a Deus. Assim como José foi alçado à condição de grande importância no maior império de seu tempo, por intermédio da ação movida pela inveja de seus irmãos, Deus age em nosso favor e muda o curso da história, quando somos fieis a Ele. Nenhum mal nos sobrevirá, quando entregamos nossos caminhos ao Senhor. O que o mundo, ou nossos algozes, reputam por mal será transformado em bem e nos elevará a posições maiores. Nenhuma inveja pode destruir aquele que anda com Deus e Nele pauta as suas decisões. Assim como foi com José, será com os que seguem a Deus.  



Mas o Senhor era com José, e ele tornou-se próspero; e estava na casa do seu senhor, o egípcio. E viu o seu senhor que Deus era com ele, e que fazia prosperar em sua mão tudo quanto ele empreendia. Gênesis 39:2-3



quinta-feira, 18 de maio de 2017

Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra. Atos 6:4



O crescimento da Igreja primitiva era impressionante, desde o dia de Pentecostes, quando o Senhor acrescentou à Igreja todos os que de bom grado receberam a Palavra, e foram batizados. Das quase três mil almas que se pronunciaram com a disposição de seguir a missão apostólica e de formar o Corpo de Cristo, movido pelo Espírito Santo, o número dos discípulos ia crescendo, por isso houve necessidade de escolher, entre eles, homens cheios do Espírito Santo e sabedoria, para colaborarem na administração dos negócios da Igreja, pois os apóstolos não podiam deixar os ministérios da Palavra e da Oração, autênticos pilares da fé daquela multidão. Assim a Igreja se estabelecia também com a organização de seus ministérios. Para que alguns se dedicassem com mais tempo à oração, o estudo da Palavra  para plantar vida nos corações a partir das Boas Novas, outros cuidavam dos negócios seculares a fim de que a Igreja pudesse se sustentar e seguir firme a sua missão. Os apóstolos tinham consciência disto e, por isso, permaneceram íntegros, cuidando integralmente na Obra da Oração e da Palavra. E assim como fez Moisés, na condução do povo de Deus na travessia do deserto, os discípulos dividiam responsabilidades, cada um fazendo uso do dom que Deus lhe deu. Essa também deve ser a conduta da Igreja atual. Somos todos coparticipes dessa missão e precisamos colocar os dons que Deus nos emprestou a serviço da Igreja do Senhor.  Assim, se todos trabalharmos com honestidade na tarefa que nos foi confiada a Obra será feita mais eficientemente.

O Senhor está longe dos ímpios, mas a oração dos justos escutará. Provérbios 15:29




quarta-feira, 17 de maio de 2017

E a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais. Atos 5:14


O livro de Atos registra os fundamentos da Igreja e mostra-nos que uma das razões de seu crescimento foi a unidade entre aqueles que se dispuseram a continuar a Obra do Senhor Jesus. Lucas relatou os milagres e demonstrações do Espírito Santo, mas registrou com ênfase o espírito de colaboração e de partilha entre todos os que iniciaram e seguiram nessa missão. As pessoas começam a dar e a repartir seus bens uns com os outros de livre vontade, certamente, como uma manifestação sobrenatural do Espírito Santo. E essa liberalidade e compromisso faziam a Igreja crescer. Esse crescimento também era fruto das orações constantes de uma Igreja unida em um só coração e um só propósito. A cooperação mútua fortalecia o corpo de Igreja e as orações faziam com ela crescesse fortalecida não só  em número, mas também espiritualmente. Se queremos uma Igreja forte, o primeiro passo é deixar que ela seja dirigida pelo Espírito Santo, e fortalecida pela união e cooperação de seus membros.  Se quisermos grandes conquistas, a busca em oração tem que ser proporcional. Se quisermos que a Igreja cresça, precisamos nos santificar e nos colocar na dependência do Senhor, que ouvirá a nossa oração

O Senhor está longe dos ímpios, mas a oração dos justos escutará. Provérbios 15:29


terça-feira, 16 de maio de 2017

Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido. Atos 4:20



O Livro de Atos foi escrito para contar a história da Igreja que ainda continua sendo escrita e para orientá-la em sua missão permanente. Lucas descreve como o Espírito Santo capacitou os apóstolos para propagar o testemunho de Cristo aos gentios. No texto em epígrafe, vemos uma confissão de fé e de fidelidade à Obra. Os apóstolos João Pedro realizaram um grande milagre e, imbuídos da autoridade dada pelo Senhor, pregavam e convenciam multidões indecisas para leva-las a Cristo. Mas os sacerdotes, saduceus, incomodados com aquele movimento que arrebatava multidão prenderam Pedro e João. A intenção era calar esses homens que cada vez mais persistiam na missão de pregar o Evangelho e de preparar a Igreja do Senhor Jesus. Não se via mais nenhuma sobra de um Pedro acorvardado que negou o Seu Mestre, mas um discípulo que pregava com ousadia e intrepidez. Esse episódio nos ensina que como discípulos devemos ter essa ousadia e falar sobre Aquele que nos comissionou. Ao aceitarmos ser discípulos de Jesus nos tornamos Suas testemunhas e isso significa que devemos descrever com fidelidade o que temos visto e ouvido sobre o Mestre. Pedro não chamou a si a honra do milagre realizado quando curou o homem coxo, mas afirmou aos sacerdotes que ele foi curado em nome de Jesus. Precisamos ter coragem e intrepidez para apregoarmos ao mundo que a salvação é possível exclusivamente em nome de Jesus. Ainda que o mundo e suas autoridades tentem evitar, o milagre não pode ficar oculto e não há como negar aquilo que Deus faz. Como testemunhas fieis, devemos fazer como nos exorta o salmista:


Cantai louvores ao Senhor, que habita em Sião; anunciai entre os povos os seus feitos. Salmos 9:11


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Vós sois os filhos dos profetas e da aliança que Deus fez com nossos pais, dizendo a Abraão: Na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra. (Atos 3:25)



Durante Seu ministério, Jesus levou Seus discípulos a compreender na prática qual era a Sua missão na terra. E, estando prestes a deixa-los, chamou-os para transferir a eles a unção, dando-lhe poder para agir em Seu nome, consoante os propósitos do Reino. O texto em epígrafe é a procuração do Senhor que constitui e outorga poderes aos discípulos para que pudessem fazer o mesmo que Ele fazia. Acolhendo a convocação de Jesus, nossa tarefa é repetir o que os discípulos fizeram. Essa é uma experiência missionária que nos leva a anunciar o Reino de Deus, abençoando as pessoas de acordo com os dons que o Senhor nos concedeu. Assim como cada discípulo tinha uma personalidade diferente, com habilidades diversas, também somos escolhidos para fazer conforme Deus nos comissiona para atuar nas escolas, nos hospitais, nos presídios e nas ruas… Cada um tem a oportunidade de agir em prol da Obra. Ao abandonarmos nossos interesses, nossas agendas e preocupações para irmos ao encontro dos outros estamos seguindo os passos do Senhor e, certamente, seremos herdeiros da promessa expressa em Gênesis 12:3
  

E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra. Gênesis 12:3




domingo, 14 de maio de 2017

E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda. Atos 3:6


Os primeiros capítulos de Atos mostram os discípulos recebendo o poder do Espírito Santo. Sabemos que é pelo Espírito que somos transformados e é nesse cenário que percebemos a decisiva transformação do Apóstolo Pedro. Esse Pedro que expressou as palavras do texto em epígrafe que em nada nos lembra aquele Pedro que negou Jesus antes de ser tratado por Ele e receber o comissionamento por parte do Mestre para apascentar as suas ovelhas. Vemos aqui discípulo cheio do poder e da unção de Deus por intermédio do Espírito Santo, mas sem a presunção de ser dono dessas virtudes. O apóstolo Pedro, descrito no Livro de Atos nos faz refletir sobre a importância de nos deixarmos ser transformados e conduzidos pelo Espírito, pois independente de quem somos, de qual seja nosso status, grau de instrução, condição financeira, cor, religião, caráter, ou de nossos erros e pecados, Deus pode transformar nossas e mudar nossa história. Ele dá novo ânimo ao fraco, renova o abatido, ergue o caído e liberta o cativo e enche de unção, força e poder todo aquele a que vem até a Ele. As palavras de Pedro nos mostram que não precisamos ter nada, apenas basta-nos ser um instrumento nas mãos de Deus e afirmar como o salmista:


Eis que tenho desejado os teus preceitos; vivifica-me na tua justiça. Salmos 119:40



sábado, 13 de maio de 2017

E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. Atos 2:42



O livro de Atos dos Apóstolos nos faz refletir sobre a importância de os cristãos terem um grupo de comunhão para orar uns pelos outros, compartilhar lutas e bênçãos, encorajar-se mutuamente e ainda motivar-se para a missão. O autor de Atos, deixa claro que a comunhão com irmãos segue o exemplo dado por Jesus. Os apóstolos registram em todos os Evangelhos que os eles se reuniam sempre com Jesus para a oração. A prática da oração em comunidade é um dos privilégios que podemos desfrutar quando nos reunimos regularmente. Lembrando que a Bíblia nos diz que Deus está atento aos que se reúnem em nome de Jesus e responde de modo especial às orações feitas. Quando o autor de Atos afirma que os discípulos perseveravam em comunhão, está afirmando a importância de mais do que se reunirem em culto no templo a Igreja deve se reunir para momentos de comunhão. Foi essa perseverança que impulsionou o crescimento da Igreja de Jesus, apesar de toda perseguição e de todas as circunstâncias adversas. Essa também deve ser a nossa conduta.

Consultávamos juntos suavemente, e andávamos em companhia na casa de Deus. Salmos 55:14



sexta-feira, 12 de maio de 2017

E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. (Atos 2:4)


Os judeus participavam, tradicionalmente, de três grandes festas: a Páscoa e a Festa dos Tabernáculos e Pentecostes. A palavra Pentecoste é originada da palavra grega cinquenta, e refere-se ao fato de esta festa ser celebrada no quinquagésimo dia após o Sábado de Páscoa. Para os judeus era a celebração dos Primeiros Frutos ou das Primícias, quando os judeus levavam a Deus as primícias da terra em ação de graças, esperando a Sua bênção ao resto da colheita. Simbolicamente, o dia de Pentecostes é o dia das primícias da Igreja do Senhor e é marcado pelo começo da grande colheita das almas por meio da aceitação do Evangelho de Cristo, marcado pelo derramamento do Espírito Santo. Vemos que a História da Igreja ainda está sendo escrita a partir desse dia que marcou a missão apostólica. Matias foi escolhido para o lugar deixado por Judas, mas aqueles que aceitam a missão seguem como novos apóstolos multiplicando o grupo dos doze, portanto, seguimos como apóstolos de Cristo no cumprimento de Sua Obra, por meio do Espírito Santo. O falar em línguas estranhas simboliza a ampliação das fronteiras do Evangelho, pois outras nações são alcançadas e transformadas, como afirmou o profeta em 1Samuel 10:6



E o Espírito do Senhor se apoderará de ti, e profetizarás com eles, e tornar-te-ás um outro homem.


quinta-feira, 11 de maio de 2017

Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra. Atos 1:8


O Livro de Atos começou a ser escrito pelos primeiros discípulos e como uma carta endereçada à Igreja de Deus, conta a história da própria Igreja e nos mostra que o Espírito Santo na vida de um Cristão tem um papel fundamental e muito importante, pois é por meio Dele que gozamos em nosso cotidiano de uma vida espiritual e uma comunhão plena com Jesus. Depois de cumprir Sua missão na terra, Jesus subiu ao Céu, mas antes deixou-nos o Consolador. Sem Ele não conseguimos vencer as adversidades e conflitos espirituais que vivemos dia a dia. A Bíblia deixou claro que somos templos de Deus e que o Seu Espírito habita em nós, por isso precisamos acima de tudo, entender a Sua virtude e poder em nossas vidas, por isso a declaração de Jesus no texto em epígrafe é uma constituição de autoridade e nos constitui como testemunhas a partir de em Jerusalém até os confins da terra. Somos testemunhas comissionados pelo próprio Jesus a continuar a Obra que Ele iniciou. E que possamos ser a resposta positiva ao que expressou o salmista.


"Deus olhou desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus. Salmos 53:2



quarta-feira, 10 de maio de 2017

Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem. Amém. (João 21: 25)



O texto em epígrafe trata-se do último versículo do Evangelho escrito por João, o discípulo amado por Jesus. João se distingue dos outros apóstolos com esse título, por ter sido reconhecido por sua notória amizade com Cristo. Não foi por acaso que esse discípulo que esteve ao lado do Senhor durante Seu ministério registrou de forma veemente que os feitos de Jesus não se resumiam aos registrados por ele e pelos outros evangelistas. Assim como não é por acaso que na Bíblia o próximo livro é o Livro de Atos que ainda está sendo escrita pela Igreja do Senhor. Muitas histórias, parábolas, livramentos e milagres continuam sendo realizados pelos discípulos do Senhor Jesus. Aqueles que creem e aceitam a missão de levar o Evangelho a todas as criaturas continuam a escrever a história da Igreja e a realizar a Obra do Senhor



Louvai ao SENHOR, e invocai o seu nome; fazei conhecidas as suas obras entre os povos. Salmos 105:1


terça-feira, 9 de maio de 2017

Disseram-lhe, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhes: Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o meu dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei.(João 20:25)




O evangelista João descreve o momento em que Jesus, tendo ressuscitado, depois de ter aparecido aos Seus onze discípulos e surpreende Tomé, o discípulo que estava ausente na primeira aparição de Jesus, logo após Sua ressureição. Tomé não creu quando lhe contaram e esperava ver um sinal para reconhecer o Seu Mestre. Aquele com quem conviveu e com quem partilhou vários momentos e O viu operando milagres. Assim como Tomé, muitos agem com incredulidade e mesmo conhecendo a ação de Deus em sua vida em certos momentos vacilam e deixam a dúvida falar mais alto. Todos nós somos um pouco como Tomé, pois  em algum momento de nossa vida, temos dificuldade para crer e confiar plenamente no Senhor. Mas há pessoas que são totalmente Tomé e se mostram descrentes de Deus em relação a tudo, o tempo todo. A Bíblia mostra-nos que Tomé desejou tocar em Jesus para crer, mas na verdade foi Jesus quem tocou Tomé, assim como nos toca para que nossa fé seja ativa e efetiva, para que afirmemos como o salmista  

Em qualquer tempo em que eu temer, confiarei em ti. (Salmos 56:3)


segunda-feira, 8 de maio de 2017

Respondeu Jesus: Nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado; mas aquele que me entregou a ti maior pecado tem. João 19:11



Pilatos de fato tinha autoridade devidamente constituída e reconhecida por Jesus para mata-Lo. Ele não estava mentindo, mas isso não intimidou Jesus, porque Ele sabia que a autoridade de Pilatos era dada por Deus e fazia parte do Plano Salvífico. Jesus tinha plena consciência de que não estava nas mãos de Pilatos e sim nas mãos de Deus. Essa é a lição maior deste texto e que nos faz refletir sobre a importância de confiarmos ao Pai o destino dos nossos julgamentos. Todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus, diz o apóstolo Paulo em Romanos 8:31, mas isso significa também as coisas que nos pareçam más ou injustas. O poder temporário de nossos acusadores não é maior do que a soberania Daquele a quem confiamos nossas vidas. E o nosso conforto não vem da operação injusta daqueles que dizem ser nossos defensores. Vem do Senhor, e nada pode nos separar de Cristo porque “em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” (Romanos 8:35-37). Porque cremos na Palavra de Deus e nas Suas promessas, assim como José, podemos afirmar aos nossos inimigos, aos que têm autoridade sobre nós:

Vós bem intentastes mal contra mim; porém Deus o intentou para bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar muita gente com vida. (Gênesis 50:20)
  

domingo, 7 de maio de 2017

Disse-lhe Pilatos: Que é a verdade? E, dizendo isto, tornou a ir ter com os judeus, e disse-lhes: Não acho nele crime algum. (João 18:38)





A reflexão que poderia levar a um conceito de verdade é apresentado por Pilatos nesse relato de João. Mas é uma discussão que vem desafiando a muitos ao longo da História. O próprio Jesus nos estimulou a conhecer a verdade, por isso nos disse em João 8:32, ele disse: "E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. A verdade nos foi revelada por Deus e está contida nas Escrituras, todavia, nem todos a enxergam. Muitos a distorcem e outros a ignoram, preferindo elaborar a sua “verdade particular”. Mas o certo é que Deus não aprova distorções ou modificações das Suas Palavras, mas nos deu a liberdade de obedecer ou rejeitar a Sua Palavra. Muitos escolhem aceitar as partes que lhe interessam e usam a verdade de Deus conforme seus interesses. Contudo, aqueles que são separados e são os verdadeiros servos de Deus não recortam a Sua Palavra, tampouco dela se distanciam, mas afirmam cotidianamente como o autor dos Salmos:

"Para sempre, ó Senhor, está firmada a tua palavra no céu" (Salmo 119:89).



sábado, 6 de maio de 2017

E eu já não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós. João 17:11


Jesus pediu ao Pai para que Ele cuidasse daqueles que estavam ficando sem a Sua presença física. Vemos nesse texto que Jesus teve o cuidado de amparar os Seus discípulos e deixou claro que são Seus discípulos todos aqueles que O seguem e que aceitaram a missão deixada por Ele. Vemos que Jesus pede ao Pai por todos aqueles que pertencem a Ele, mas nos deixa claro que apesar de todos serem criaturas de Deus, nem todos são filhos de Deus. Por isso os que pertencem ao mundo não estão incluídos na petição de Jesus. Esses são os que voltaram as costas para Jesus, os que preferiram viver as ilusões do mundo, os que exploram ou injuriam aqueles que põem a sua confiança em Deus. A Bíblia deixa claro que filhos são apenas os que confessam Jesus como seu único e suficiente Salvador e que obedecem a Deus. E isso não se dá apenas porque a pessoa frequenta uma Igreja, ou porque se diz evangélica. São filhos os que obedecem e vivem segundo a vontade de Deus,  sabem que são separados e vivem como filhos sem se submeterem aos moldes do mundo. São que podem responder às questões do sábio em Provérbios 20:9

Quem poderá dizer: Purifiquei o meu coração, limpo estou de meu pecado?



sexta-feira, 5 de maio de 2017

Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. (João 16:7-8)


O homem natural tem sua consciência cauterizada pelo pecado, pois na carne vive consoante os desígnios deste mundo e ignora o pecado. Mas quando é revestido pelo Espírito Santo toma consciência de seus erros, pois Ele age no coração humano tanto para reprovar quanto para convencer do pecado. A ação do Espírito Santo na vida do pecador o torna consciente de que ofende a Deus com o seu pecado e faz com que ele busque o alvo que é Jesus. Sem a ação do Espírito dificilmente o home tem um padrão distorcido da justiça que é medida pelas referências humanas, todavia, quando o homem deixa que o Espírito aja em seu coração ele é convencido de que a justiça de Deus é perfeita e imparcial. A verdadeira justiça nos mostra o quanto somos pecadores e como ofendemos à Deus com nosso pecado e também revela a nossa incapacidade de espiar os nossos pecados. Mas o Espírito Santo nos revela os nossos erros e nos constrange a corrigi-los. O Consolador, Aquele que nos mantém com foco no alvo, é mais sábio do que o mais notório sábio e nos livra de nossos próprios laços.

A doutrina do sábio é uma fonte de vida para se desviar dos laços da morte. Provérbios 13:14


quinta-feira, 4 de maio de 2017

"Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos. Vocês serão meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno. Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido" (João 15:13-15).


Como é bom ter um amigo fiel, com quem podemos contar nas horas difíceis e também compartilhar bons momentos. Ter um amigo verdadeiro que nos compreende apesar de nossas falhas e que podemos confiar em qualquer situação da vida, porque sabemos que nos momentos de alegria ou de profunda tristeza ele está ali, ao nosso lado, pronto para nos estender a mão. Salomão nos diz que um amigo verdadeiro é muitas vezes mais íntimo do que um irmão de sangue: "Quem tem muitos amigos pode chegar à ruína, mas existe amigo mais apegado que um irmão" (Provérbios 18:24). Muitas são as histórias bíblicas que exaltam a importância da amizade e da fidelidade entre amigos. Mas a expressão mais forte sobre amizade vem das palavras do Senhor Jesus, relatadas pelo discípulo amigo do Mestre, João. Jesus nos diz que se seguirmos a Sua orientação seremos considerados Seus amigos. Aqui entendemos que a amizade se confunde com fidelidade, não há como ser amigo e não fazermos o que se espera de nós. Jesus nos ensinou o valor e os princípios da verdadeira amizade. Não há amizade mais preciosa do que a de Jesus, que nos ensina a valorizar os amigos que fazemos nessa vida, assim como nos diz Salomão em Provérbios 17:17

Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão.




quarta-feira, 3 de maio de 2017

E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. João 14:3



Jesus, nos Seus últimos momentos com os discípulos, depois de cear com eles, tranquilizou-os em relação ao fato de que haveria de deixá-los fisicamente. O Senhor prometeu que iria preparar um lugar para aqueles que O aceitem como o único e verdadeiro caminho, aqueles que fizerem a vontade do Pai. Jesus prometeu que voltaria para buscar os Seus. Ele nos deixou a Sua Paz e o Consolador para que a Sua presença seja manifesta em nós. Jesus nos disse que em Seu nome poderíamos pedir o que queremos, mas também nos deu a  exortação "Guardareis os meus mandamentos". Precisamos entender que essa é uma condição para recebermos de Deus aquilo que esperamos. Essa é também a orientação do sábio para que tenhamos o melhor dessa terra e, sobretudo, alcancemos um lugar na Eternidade contemplando a Glória de Deus.

E ele me ensinava e me dizia: Retenha o teu coração as minhas palavras; guarda os meus mandamentos, e vive. Provérbios 4:4




terça-feira, 2 de maio de 2017

Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, não só os meus pés, mas também as mãos e a cabeça. João 13:9



A Bíblia narra que quando Jesus chegou a Pedro para lavar seus pés ele este recusou a deixar Seu Mestre fizesse isso, mas quando Jesus afirmou que precisava ser lavado para ter parte com Ele, Pedro mudou de ideia e quis que o Senhor lhe lavasse não só os pés, mas todo o corpo. Entendendo que precisa ser lavado para ser purificado, Pedro não queria arriscar a rejeição pelo Senhor. Contudo, Jesus explicou que só precisava lavar o que ainda estivesse sujo. Se Jesus só lavou os pés dos Seus discípulos era porque a maioria já estava purificada. Somente um deles, Judas, não manteria comunhão com Cristo porque, apesar de também ter seus pés lavados por Jesus, tinha o coração sujo, dominado por Satanás. Ao lavar os pés daqueles que assumiriam a missão de levar o Evangelho, Jesus deixou claro que também eles precisariam assumir uma atitude de santificação e de humildade para que, assim como o Mestre, fizessem discípulos. A atitude de Pedro nos faz refletir também sobre a necessidade de equilíbrio. Pedro foi de um estremo ao outro, da recusa a ser lavado, ao excesso. Assim como o discípulo impetuoso que, depois de se converter e aprender a equilibrar seus sentimentos e atitudes, tornou-se a pedra de edificação da Igreja estabelecida por Jesus, nós também precisamos desse equilíbrio. Não podemos ficar nos estremos, uma hora servos obediente, outra hora rebeldes inconscientes. O Senhor espera de nós uma obediência refletida e assim como o salmista possamos dizer .


Inclinei o meu coração a guardar os teus estatutos, para sempre, até ao fim. Salmos 119:112

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Depois deitou água numa bacia, e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. João 13:5



A Bíblia relata que, poucas horas antes de Sua morte, Jesus se reuniu com os discípulos  para participar da Páscoa. Nesse momento, quando os doze se reclinaram à mesa para participar da ceia, Jesus se levantou, pegou água e uma toalha, e começou a lavar os pés deles. Naquela época, quando uma família recebia um visitante, o servo da família lavava os seus pés, pois era comum o uso sandálias, e como não havia asfalto nas estradas os pés das pessoas ficavam sujos. A atitude de Jesus, mais do que manter a tradição, foi mostrar aos discípulos que mesmo Ele sendo chamado de Mestre e Senhor se portava como um servo, para servi-los. Simbolicamente, Jesus se referia ao ato de se lavar que, na Bíblia, significa a limpeza total dos pecados de uma pessoa. Antes da consumação do Plano de Salvação, Jesus demonstrou a importância de nos limparmos da contaminação do mundo, ao lavar Ele próprio os pés de Seus seguidores. E com a Sua morte, lavou-nos com Seu sangue. Graças ao Senhor que todos tomamos esse banho e todos os nossos pecados foram lavados. Mas Jesus também nos ensinou que todos devemos servir uns aos outros e ser humildes, independente do título ou posição temos, pois o que Deus vê é o coração, conforme nos lembra 1 Samule 16:7.


 Porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração.