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sexta-feira, 31 de março de 2017

E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada. Lucas 10:42


A Bíblia nos apresenta várias mulheres que nos servem de exemplo com as quais podemos aprender algumas lições de vida. Dentre tantas mulheres que viveram no tempo de Jesus temos Marta e Maria, irmã de Lázaro de Betânia, grande amigo do Senhor. O evangelista Lucas descreve essas duas irmãs como mulheres com personalidades diferentes, todavia, nos mostra que cada uma, a seu modo, amava Jesus que também amava muito esta família. E Lucas narra o episódio em que Jesus foi convidado a jantar na casa desses amigos. E destaca que Maria amava a Jesus sentou-se a Seus pés para ouvi-Lo, enquanto Marta que também O amava sentia a necessidade de preparar-Lhe a comida e servi-Lo. Vemos que Jesus reconhecia o amor e a dedicação de ambas, mas essa narrativa nos faz refletir sobre as prioridades de cada uma. Marta se preocupava com coisas materiais, enquanto Maria se deliciava com as coisas espirituais oferecidas por Jesus. Assim, Marta se mantinha ocupada, inquieta e ressentida por estar trabalhando sozinha sem a ajuda da irmã, enquanto Maria se aquietava e repousava aos pés do Senhor, sabendo que Ele supriria as suas necessidades materiais. Certamente, Marta fazia o seu melhor e sua maneira de demonstrar amor era sendo produtiva em seu trabalho, e ela fazia disso de todo o coração. E Maria se esforçava para aprender mais do Senhor, por isso foi elogiada por Ele. De acordo com Jesus ela escolheu a melhor parte, pois ao contrário de Marta estava mais interessada nas coisas espirituais que são eternas. Enquanto Marta se fatigava, Maria ouvia os ensinos de Jesus e bebia cada uma de Suas palavras. Maria entendeu que o serviço era coisa secundária e não perdeu a oportunidade de aprender e se edificar com o Mestre, pois estava certa de que enquanto cuidamos das coisas de Deus, Deus cuida das nossas, porque sabia, assim como Davi que


"Os que estão plantados na casa do SENHOR florescerão nos átrios do nosso Deus."(Salmo 92:13)

quinta-feira, 30 de março de 2017

E comeram todos, e saciaram-se; e levantaram, do que lhes sobejou, doze alcofas de pedaços. Lucas 9:1


Essa é uma passagem, provavelmente, conhecida por cristãos e não cristãos. A Bíblia narra que os discípulos voltaram do evangelismo, foram ter com Jesus, e foram seguidos por uma multidão faminta. Obviamente não levaram alimentos e nem tinham dinheiro para comprar alimento para cerca de 20 mil pessoas, conforme estima a Bíblia. Os discípulos não contavam com essa adesão súbita e não sabiam o que fazer, mas Jesus já sabia desde o início. Com essa passagem aprendemos algumas importantes lições. Vemos que os discípulos encontraram um menino que tinha o jantar garantido para ele e sua família, mas se dispôs a dividir. O que parecia ser pouco era tudo o que ele tinha, era o seu melhor e ele não reteve. Vemos também que é no deserto que Jesus inicia a sua obra, cura os enfermos e anuncia a mensagem de amor, perdão e salvação. Vemos que Jesus se preocupa também com nossas necessidades físicas e com todos os aspectos da vida humana. Como fez na travessia do deserto no passado, Deus proveu o alimento para o povo e Jesus prova que mesmo com pouco ou nenhum recurso, ele tem o poder de fazer multiplicar, prosperar e suprir as necessidades dos seus servos. Deus é o mesmo ontem e hoje e assim como  deu o maná no deserto, providenciou alimentos para a multidão, por isso o salmista nos diz


Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão. Salmos 37:25


quarta-feira, 29 de março de 2017

E, ajuntando-se uma grande multidão, e vindo de todas as cidades ter com ele, disse por parábola: Lucas 8:4

O evangelista Lucas descreve as histórias e acontecimentos em dado período da vida de Jesus, muitas dessas histórias eram narradas pelo Mestre em forma de parábolas para ilustrar verdades espirituais. Uma das mais importantes parábolas é a que Lucas nos apresenta no a partir do versículo em epígrafe. A parábola do semeador é uma das que Jesus explicou especificamente e nos convida a meditar cuidadosamente nesta história. A semente é a Palavra de Deus. E nessa parábola vemos que Jesus dá uma grande importância a ela, sem, contudo, dar ênfase ao semeador que, nesse caso pode ser qualquer um que se dedique a levar a semente, ou a plantar a Palavra nos terrenos, ou corações pelo caminho. A semente frutifica dependendo do solo e não do semeador que faz o mesmo trabalho em todos os terrenos. Cada conversão é o resultado de como a Palavra encontra assento dentro de um coração. A palavra gera, salva, regenera, liberta, produz fé, santifica e nos atrai a Deus. O fruto produzido depende da resposta à Palavra. Aprendemos que uma colheita sempre depende da natureza da semente, não do tipo da pessoa que a plantou. Um pássaro pode plantar uma semente de ameixa, assim a árvore que nascer será uma ameixeira, e não um pássaro. Nesta parábola Jesus nos mostra que a mesma semente foi plantada em diversos tipos de solo, mas os resultados foram muito diferentes. Assim é com a Palavra de Deus que pode ser plantada pela mesma pessoa, da mesma forma; mas os resultados serão determinados pelo coração daquele que ouve. Alguns são como solos de beira de estrada, duro, impermeável, ouvem a Palavra, mas não permitem ela os transforme. As raízes das plantas, nunca se aprofundam em solo pedregoso. Mas a semente que encontra receptividade cresce e frutifica, pois

Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito. Salmos 34:18


terça-feira, 28 de março de 2017

E aconteceu que, no dia seguinte, ele foi à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos, e uma grande multidão; E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade. E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores. E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. E o que fora defunto assentou-se, e começou a falar. E entregou-o à sua mãe. (Lucas 7:11-15)


Vemos nessa passagem Jesus realizando mais um de Seus milagres diante de uma multidão curiosa, perplexa e carente de conforto. E Jesus não só realizou a proeza que a muitos parecia impossível, Ele devolveu a confiança àquela mulher e à multidão que os seguiam. Mas o que nos chama à atenção na narrativa de Lucas é o encontro de duas multidões. A multidão que acompanhava Jesus e certamente estava alegre, pois Ele é só si só motivo de alegria, e a multidão que seguia aquela mulher com o seu duplo sofrimento: uma viúva que ia a enterrar seu único filho. O mais impressionante desse episódio é que o milagre aconteceu na vida daquela viúva sem que precisasse dizer uma palavra. Jesus conhecia a necessidade e o sofrimento daquela mulher e o encontro das multidões se deu no último momento quando tudo parecia acabado para ela. Aprendemos com essa história que mesmo seguindo uma multidão triste, Jesus vem ao nosso encontro e chega no momento exato, não se atrasa ou chega adiantado. Ele conhece nosso sofrimento, nosso choro, nossa dor, e vem ao nosso encontro em direção ao nosso problema, seja qual for, a fim de renovar nossa esperança e nos diz: “Não chores”. Ele tem a resposta para o que nos tira a paz, a alegria, o  ânimo... Crendo, podemos afirmar como o salmista

O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. Salmos 30:5



segunda-feira, 27 de março de 2017

E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós, também. Lucas 6:31



Essa é a regra de ouro ensinada por Jesus e fundamento de várias religiões, até pelas de base não cristãs, mas, infelizmente, não tem sido seguida nem mesmo pelos que se dizem seguidores de Cristo. Jesus ensina que devemos fazer o bem ao nosso semelhante, independente do que ele possa nos fazer! E isso, embora pareça ser uma orientação que nos leva ao altruísmo é de certo modo uma ação egoísta, todavia, no seu melhor sentido. É uma ação que reflete e volta como efeito bumerangue a quem a pratica. Se não quero o mal para mim, não tenho que deixar de fazer o mal, e sim, fazer o bem! Essa é a essência do amor. Quando nos amamos, amamos ao outro como a nós e nada de mal desejamos que aconteça a outros, porque também nada de mal queremos que nos aconteça. Seguir a orientação de Jesus nos leva a conhecer a essência do amor verdadeiro. Foi por isso que Jesus reiterou o mandamento já expresso por Moisés em Levítico 19:18

Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor.


domingo, 26 de março de 2017

Bendizei os que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam. Lucas 6:28



Bendizer significa falar bem. E Lucas deixa bem claro nas ao registrar as palavras de Jesus que esta foi a ordem Dele: falar bem dos que nos maldizem. Ao contrário do que vemos, ouvimos e fazemos, não devemos fazer o mesmo quando nos caluniam ou falam mal de nós. A ordem de Jesus é orar por aqueles que em vez de nos abençoarem, de nos admoestarem com amor e respeito escolhem nos reprovar ou falar mal de nós pelas costas, ou mesmo diante de nós. Aqueles que inventam mentiras sobre nós não merecem que façamos o mesmo com eles, tampouco que os amaldiçoemos. O Senhor nos ensina a não jogarmos o mesmo jogo, sob o risco de nos tornarmos semelhantes a eles. Não é o que dizem de nós que mostram o nosso caráter, mas o que dizemos dos outros. A maledicência sempre se volta aos que a proferem, assim como a bondade e a benevolência. E a Bíblia é enfática em relação ao poder de nossa língua. Quando falamos mal uns dos outros, estamos dando lugar ao Diabo. E ainda colhemos as consequências. Por isso o salmista nos ensina


Guarda a tua língua do mal, e os teus lábios de falarem o engano. Salmos 34:13


sábado, 25 de março de 2017

E toda a multidão procurava tocar-lhe, porque saía dele virtude, e curava a todos. Lucas 6:19


Jesus veio numa época em que, apesar de tanta religiosidade, o povo vivia um vazio muito grande, sem Deus, num período de carência da Palavra e de fome de compaixão. A Bíblia narra que as pessoas eram atraídas por essa compaixão de Jesus, por Suas palavras, por Seus ensinamentos, por Suas curas, pelo Seu imenso amor e misericórdia, jamais vistos em outro homem. E essa expressão de poder em Jesus era tão grande que a multidão o seguia e indivíduos se empenhavam em estar perto em busca de um simples toque. A multidão queria tocar em Jesus porque sabia que Dele saia virtude e a cura era certa, como aconteceu com aquela mulher que há muitos anos tinha um fluxo de sangue e foi curada porque tocou na orla do vestido de Jesus. Ela foi curada, não pelo ritual do toque, mas pela fé que a levou a tocar no Senhor, fonte inesgotável de vida e virtude. Muitos doentes saiam de longe, enfrentavam obstáculos, concorriam com a multidão que se aglomerava em torno Dele porque criam no Seu poder de cura. Mas embora curasse, por compaixão aqueles que estavam doentes, Jesus queria alcançar os doentes da alma. Sua missão é muito maior do que curar as feridas físicas. No mundo de hoje, apesar de tantas descobertas cientificas, as de tanta evolução da medicina, as pessoas estão seriamente acometidas pelas doenças da alma que prevalecem. Mas a questão é que buscam o socorro em pessoas ou coisas que são fontes esgotáveis, que trazem alegria passageira, e como consequência um mal maior, a depressão, o desespero... Mas Jesus continua sendo uma fonte inesgotável e basta um simples toque no Mestre para que a cura seja completa. –Ele levou nossas enfermidades na cruz do calvário. É o médico dos médicos e veio para não só para curar os enfermos, mas para apregoar liberdade aos cativos, dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor. Porque como anunciou o profeta Isaías 53:4:

Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.


sexta-feira, 24 de março de 2017

E fez-lhe Levi um grande banquete em sua casa; e havia ali uma multidão de publicanos e outros que estavam com eles à mesa. Lucas 5:29




Quantas pessoas estão morrendo sem conhecer a palavra de refrigério porque agimos como religiosos e não atendemos ao mandamento de Jesus! Não saímos de nossa zona de conforto e não “nos misturamos” aos pecadores e publicanos. Lucas nos mostra que Jesus, respondeu aos escribas e fariseus que “Não necessitam de médico os que estão sãos, mas, sim, os que estão enfermos”; porque veio não para chamar os justos, mas, sim, os pecadores, ao arrependimento”.(Lucas 5:31-32). Arrependimento é o ato de afastar-se do pecado, da desobediência e da rebeldia, voltando-se para Deus. Vem precedido pelo remorso por um comportamento passado, mas vai além desse sentimento, pois requer mudança de mentalidade e, consequentemente, de atitudes, tomando uma direção totalmente oposta. Diferentemente do remorso que impulsionou Judas ao suicídio e não à reconciliação, o arrependimento leva a uma mudança fundamental do relacionamento de uma pessoa com Deus. Levi, o coletor de impostos, odiado pelos próprios patrícios, ao se arrepender, mudou de atitudes e deixou de ser o usurpador do sacrifício de seus compatriotas e passou a ser um coletor de almas, convertendo-se em Mateus, o discípulo, apóstolo e evangelista. O anunciador da Boa Nova. O arrependimento é essencial à salvação, por isso o próprio Levi, convertido em Mateus anuncia a Palavra de Jesus:"...  Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus." (Mateus 3:2). A palavra arrependimento vem do grego (metanoeo) e significa “voltar-se ao contrário”; em outras palavras: abandonar os maus caminhos e voltar-se para Cristo. Mas o arrependimento é uma decisão livre, da parte do pecador. Não pode ser terceirizada. Levi decidiu se levantar e seguir Jesus. Ele não foi empurrado pela multidão, tampouco levado pela sua família. Ele agiu por fé e, arrependido, creu. Enquanto os fariseus encobriam seus pecados com a respeitabilidade social e se passavam por bons praticando boas ações em público e apontado os pecados dos outros, Jesus insistia em dedicar seu tempo às pessoas que reconheciam seus pecados e sabiam que precisavam se consertar diante de Deus. E Ele está pronto para acolher e perdoar o pecador que se arrepende e quer se converter, pois, conforme disse o salmista:


Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus. Salmos 51:17


quinta-feira, 23 de março de 2017

E, depois disto, saiu, e viu um publicano, chamado Levi, assentado na recebedoria, e disse-lhe: Segue-me. E ele, deixando tudo, levantou-se e o seguiu. Lucas 5:27-28


Deus sempre está chamando pessoas, porque Ele conta conosco para sermos cooperadores da Sua obra. Lucas narra o momento em que Jesus começou a chamar pessoas, iniciando pelos doze homens que se tornaram Seus primeiros discípulos. Nesse versículo vemos o chamado de Mateus. Uma figura controversa entre os judeus, pois era o publicano Levi. Mas seu chamado nos dá várias lições. A primeira lição é que para seguir Jesus precisamos sair de nosso conforto. A Bíblia relata que Levi, “deixando tudo, levantou-se e o seguiu”. Ele deixou seu trabalho, não olhou para a reprovação dos outros, simplesmente não se deteve diante do chamado de Jesus. Nada o impediu de realizar a vontade de Deus. Levi deixou de ser um cobrador de impostos, se livrou dos laços e priorizou Deus acima de todas as coisas e seguiu Jesus. Outra lição que aprendemos é que Deus não ama o pecado, mas recebe o pecador para que ele saia do seu lugar de pecado e, deixando-o, passe a viver uma vida santificada com Jesus. Seguir a Jesus significa romper todo o passado, e deixar para trás quaisquer empecilhos que nos acorrentem ao mundo. Seguir a Jesus é viver a sua vida e estar pronto para viver a Sua missão. E quando Jesus nos chamar, que possamos agir como Levi e responder como está registrado em Isaías


Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim. (Isaías 6:8)


quarta-feira, 22 de março de 2017

E, respondendo Simão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, sobre a tua palavra, lançarei a rede. Lucas 5:5


A Bíblia conta que os pescadores trabalharam a noite toda, no entanto nada pescaram. Muitas vezes a despeito de nosso empenho nossos esforços parecem ser em vão. Quantas vezes desanimamos e como Pedro queremos desistir porque a frustração toma conta de nós, quando nãos conseguimos resultados de nosso trabalho. Mas a atitude de Pedro nos faz repensar e nos ensina a lançar a rede sob a Palavra de Jesus. Isso significa confiar na orientação do Senhor, a não olharmos para as circunstâncias e nem para as para nossas próprias forças. O caminho para alcançarmos à prosperidade do Senhor é a obediência a sua Palavra. É entregar nossos propósitos ao Senhor e deixarmos de confiar em nossas habilidades pessoais. Pedro e sua equipe de pescadores obedeceram à voz do Senhor Jesus, e colheram uma grande quantidade de peixes. Assim também nos acontece quando deixamos de lado nossas estratégias pessoais e trabalhamos sob a orientação Daquele que tudo sabe e tudo pode, pois como diz o salmista nos Salmos 127:1-2

“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois assim dá ele aos seus amados o sono.”



terça-feira, 21 de março de 2017

"Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares" (4:8-9).


O diabo conhece as Escrituras e também a alma humana. Sabe que o poder é um desejo vislumbrado pelo homem que muitas vezes se deixa corromper diante possibilidade de reinar sobre os outros. E isso acontece desde a mais simples instituição a mais poderosa. Os homens que não vigiam mudam de opinião e de conduta diante de uma proposta de “reinar” sobre os seus pares. Vemos o caráter de um homem quando ele tem a possibilidade de liderar os demais. Vemos pessoas com ideias revolucionárias de defesa dos pobres mudarem radicalmente suas atitudes quando se tornam governantes e se esquecem da missão pela qual se elegeram. Nessa passagem, quando o diabo usa o desejo de poder, muito evidente nele próprio, para tentar Jesus, vemos que ele ofereceu um atalho ao Salvador: a coroa sem a cruz. Deus já havia prometido o reinado ao Seu Filho, depois de Seu sofrimento. Mas a questão posta pelo diabo naquele momento a Jesus e que se repete até hoje a nós é o meio e não o fim. O diabo oferece o que for necessário para desobedecermos a Deus. E, assim como fez com Jesus, ele oferece atalhos, o caminho mais fácil. Basta ligarmos a TV ou assistirmos aos noticiários no dia a dia para verificarmos isso: o poder corrompe sem distinção de classe social, raça, religião ou sexo. Pequenas empresas se tornam grandes do dia para a noite e o caminho do crescimento de grandes empresas são revelados. Jesus recusou o atalho e nos ensina a fazer o mesmo. Ele nos ensina a não aceitarmos a proposta do diabo, porque o resultado pode ser imediato, mas irá desmoronar em pouco tempo, ao passo que a vitória conquistada pelo esforço e com a benção de Deus será fortalecida. Mas ai daquele que ouve a voz do inimigo e se esquece do exemplo de Jesus

E procuras tu grandezas para ti mesmo? Não as procures; porque eis que trarei mal sobre toda a carne, diz o SENHOR; porém te darei a tua alma por despojo, em todos os lugares para onde fores. (Jeremias 45:5)


segunda-feira, 20 de março de 2017

E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero. Lucas 4:6



Na passagem da tentação no deserto, constatamos sobre o diabo que vem se mostrando desde o Éden: a persistência do inimigo. Mesmo tendo sido rechaçado no primeiro momento em que, aproveitando-se do momento de fome de Jesus que jejuava por 40 dias, sugerindo- Lhe que usasse Seu poder para transformar pedra em pão, o diabo não desistiu. Levando Jesus à Cidade Santa, colocou-O sobre o pináculo do templo e uma vez que Jesus replicou a primeira tentação afirmando que confiava em Deus que não O deixaria perecer de fome, sugeriu que Ele se atirasse do alto, pois se confiava tanto em Deus, e certamente, Ele mandaria Seus anjos para salvar o Filho. O que de fato o diabo fez foi usar mais uma vez as Escrituras e jogar a isca para testar a confiança de Jesus. Se observarmos bem, veremos que o inimigo continua persistente em seus propósitos e faz isso conosco o tempo todo.  Ele prova a nossa confiança em Deus jogando nas mínimas coisas para que vacilemos. Mas se Deus prometeu nos preservar do perigo, não é certo tenta-Lo criando um perigo apenas para verificar Sua fidelidade. Não precisamos experimentar a Deus. Basta confiar Nele que estaremos seguros, pois como afirma o salmista

Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará. (Salmos 91:1)


domingo, 19 de março de 2017

E Jesus lhe respondeu, dizendo: Está escrito que nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra de Deus. Lucas 4:4



Essa passagem narrada pelo evangelista Lucas nos leva a refletir sobre onde inicia nossa vitória, quando nos faz ver que o principal campo de batalha do cristão na luta contra o diabo é a tentação. Jesus nos mostra que vencermos o inimigo, antes, precisamos superar as tentações. Ele próprio foi tentado, como somos a cada dia, mas obteve a vitória, e nos mostra como triunfar sobre satanás e seus demônios. Nessa passagem, vemos que satanás tentou Jesus, com a permissão de Deus, por isso foi levado ao deserto pelo Espírito, pois Deus queria que soubéssemos que Jesus era totalmente humano. E não foi por acaso que satanás usou situações que diziam respeito à humanidade de Jesus. Primeiro ele usa o fato de Jesus estar faminto, sendo um ser humano, mas sendo Deus tinha poder para transformar pedra em pão, por isso sugeriu que Ele tirasse vantagem de seu privilégio especial para prover sua necessidade humana imediata. Deus conduziu Jesus ao deserto para que Ele, na Sua humanidade, agisse como homem, todavia, sem pecar. E nesse caso se usasse a Sua condição divina e de forma independente usasse os recursos que ela lhe garantia estaria desobedecendo ao Pai. Quando Jesus responde usando as Escrituras, Ele não só vence os argumentos falaciosos do diabo, como nos dá o suporte para vencermos também nós as inevitáveis tentações. Jesus usou o conhecimento sobre a Palavra de Deus e o fato de saber que os israelitas aprenderam nos 40 anos no deserto a esperar e confiar no Senhor para conseguir alimento, em vez de tentar usar suas próprias estratégias para se sustentarem. Aprendemos que o diabo ataca as nossas fraquezas e tenta nos pegar nas nossas áreas mais vulneráveis no momento, assim como fez a Jesus. Mas o exemplo de Jesus humano, vencendo a tentação nos faz refletir que a necessidade não pode ser desculpa para o erro e nem nos isentam da responsabilidade de obedecer às leis de Deus.

Quem dera eles tivessem sempre no coração esta disposição para temer-me e para obedecer a todos os meus mandamentos. Assim tudo iria bem com eles e com seus descendentes para sempre!  Deuteronômio 5:29

sábado, 18 de março de 2017

Todo o vale se encherá, E se abaixará todo o monte e outeiro; E o que é tortuoso se endireitará, E os caminhos escabrosos se aplanarão; E toda a carne verá a salvação de Deus. Lucas 3:5-6


Lucas está se referindo à mensagem de Deus trazida a nós pelo último e maior de todos os profetas de Israel, João, filho de Zacarias. A voz que clama no deserto, daquele que percorreu toda a terra ao redor do Jordão, pregando o batismo de arrependimento, para o perdão dos pecados, preparando o caminho do Senhor e endireitando as veredas para que o mundo viesse a conhecer na plenitude a salvação de Deus. Os profetas do Antigo Testamento já anunciaram que a missão de João, o Batista, seria avisar que o Rei apregoado pelos outros profetas já chegara, assim como fazem hoje os batedores que vêm à frente de um governante. Vemos que, para anunciar a chegada de um soberano ou autoridade secular, à frente do cortejo surgem motociclistas que fazem alarde com suas luzes e sirenes, todavia, não é para si mesmos que querem chamar a atenção, mas para aquele cuja chegada eles anunciam e tão logo a autoridade esperada chegue ao destino, a missão dos batedores está cumprida e eles saem de cena. A missão de João Batista foi abrir o caminho para o Messias e para isso precisou eliminar os obstáculos, nivelando e aplanando o terreno. Seu objetivo foi preparar a todos para a chegada do Messias e para tal precisou trazer uma mensagem dura para rebaixar do orgulho aqueles que se elevavam como o monte, para endireitar os que agiam de modo tortuoso, mas sua mensagem também veio para preparar e aplainar o terreno para preencher de gozo os que se encontravam no vale. O batedor, João Batista saiu de cena tão logo chegou o Messias, Aquele que deveria ser recebido com a devida honra, mas sua mensagem ainda repercute nos dias de hoje. E no deserto que vivemos atualmente, sedento da Palavra de Deus, ainda ecoa uma mensagem tanto para o povo oprimido, como para líderes opressores, corruptos e injustos. A Bíblia mostra que em vez de se arrependerem os judeus rejeitaram a mensagem, mas a Palavra de Deus não se perdeu no tempo e ainda ecoa na voz do profeta Isaías que diz

Todo o vale será exaltado, e todo o monte e todo o outeiro será abatido; e o que é torcido se endireitará, e o que é áspero se aplainará. (Isaías 40: 4)

sexta-feira, 17 de março de 2017

E fora-lhe revelado, pelo Espírito Santo, que ele não morreria antes de ter visto o Cristo do Senhor. Lucas 2:26



A Bíblia revela tudo sobre Jesus antes do seu nascimento. Os profetas do Antigo Testamento profetizaram seu nascimento à morte e ressurreição. E até Seu nome foi revelado pelo anjo que anunciou Seu nascimento à Maria. Muitos judeus esperavam Sua vinda porque conheciam as profecias. E dentre esses, em especial, havia um homem justo e temente a Deus chamado Simeão. Esse servo fiel já tinha recebido a revelação do Senhor de que ele veria o Messias e aguardava pacientemente para conhecer o menino que sabia já estar entre os homens. Ele recebeu um entendimento especial para reconhecer o Cristo, certo de que não morreria antes de ter visto o Senhor, conforme descreve o evangelista Lucas. A esperança desse homem nos faz reativar a nossa esperança, pois a nós também nos foi dada essa revelação, por meio da Palavra de Deus. Àquele que se dedica ao Senhor e pratica a Sua Palavra, demonstrando uma intimidade com o Pai, o Seu Espírito revela o que há de acontecer. O Senhor sempre revela aos seus o que há de vir. Simão esperava o Messias, sabendo que Ele nasceria na pequena cidade de Davi, conforme profetizou Miquéias 5:2

E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.

quinta-feira, 16 de março de 2017

E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem. Lucas 2:7


Lucas relata o momento em que Maria, a agraciada e escolhida por Deus para ser a mãe do Salvador, deu à luz o seu primogênito, Àquele que veio para remir os nossos pecados. E como profetizado o Senhor chegou ao mundo de maneira simples, sem a pompa e a circunstância a que os reis da terra chamavam a si e aos seus descendentes. Jesus entrou como homem nesse mundo como homem com a mesma simplicidade com que entra em nossas vidas. Ele chega na Sua hora e reflete a glória e o resplendor de Deus e traz a verdadeira alegria e o necessário temor aos que Dele se acercam. Mas há neste texto uma informação que precisa ser analisada para que desmitifiquemos a história criada ao longo dos séculos sobre a valorosa e digna mulher que trouxe à luz o Messias. Todos os evangelistas relatam que Maria concebeu, sendo virgem, e assim o foi até o nascimento de Jesus. Mas devemos nos atentar para o fato de que a Bíblia informa Jesus é o Filho Unigênito de Deus mas ao se referir a Maria, Lucas usa a expressão primogênito, quando narra o momento em que a virgem traz ao mundo o Salvador. Se Maria tivesse tido apenas um filho, essa palavra não faria sentido. Só se é primogênito em relação a outros irmãos. Além do mais há passagens na Bíblia que nos informam que Jesus teve quatro irmãos: Tiago, José, Simão e Judas, e também algumas irmãs (Mateus 12:46-50; 13:55-56; João 2:12; 7:3-10; Atos 1:14; 1 Coríntios 9:5; Gálatas 1:19). Marcos 6:3 descreve claramente que Jesus foi criado como filho do carpinteiro José, entre seus irmãos e irmãs. Mas na história do Salvador o que  importa é que Ele foi concebido pelo Espírito Santo e se fez homem por intermédio de uma santa mulher separada por Deus para que Seu plano salvífico se comprimisse, conforme se lê em Isaías 7:14.


"Portanto o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel."

quarta-feira, 15 de março de 2017

E aconteceu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel foi cheia do Espírito Santo. Lucas 1:41


Lucas relata a visitação de Maria a Isabel e nos mostra a relação entre os anúncios do anjo Gabriel a Zacarias e a Maria e o nascimento de João e de Jesus. No momento em que João salta de alegria no ventre de sua mãe e Isabel, quando esta ouve a saudação de Maria. João, cujo ministério visava preparar a vinda do Messias, reconheceu a presença e o senhorio de Jesus já quando ainda estavam ambos nos ventres de suas mães. Nesse momento, ocorre o marco divisor. A passagem da antiga religião, representada pelo sacerdote Zacarias, pai de João Batista, para a nova realidade anunciada pelo anjo com o nascimento de Jesus. O ventre de Maria se tornou o lugar do encontro entre o divino e o humano, na concepção e gestação de Jesus. Ali, Deus fez-se humano, e à humanidade é dada a condição de ser divina e eterna.
Vemos neste relato que muito antes de Maria contar qualquer coisa sobre o que lhe ocorrera e qual era o motivo de sua viagem, Isabel entende, pelo Espírito Santo, tudo o que acontecera. Ela sabe também que o fruto de seu ventre será grande perante o Senhor, mas reconhece com alegria que o fruto do ventre de sua jovem prima deve ser exaltado acima de todos. Por isso, ela cumprimenta a Maria, como a mais bem-aventurada e mais abençoada dentre todos os humanos. Isabel, movida pelo Espírito Santo, curva-se, humildemente, diante de seu Senhor ainda no ventre daquela serva jovem e humilde! Sabemos que essa expressão não é um louvor a Maria, mas à criança que ela trazia em seu ventre. Vemos em Isabel que ela reconhece a soberania de Deus na realização de seus propósitos. Conhecendo as profecias, ela entendeu que Deus também a escolheu, uma idosa estéril, para dar à luz ao último dos grandes profetas de Israel. Aquele que seria o responsável por preparar o caminho para o Salvador e sua gravidez seria  o cumprimento de diversas profecias já anunciadas ainda no Antigo Testamento

Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; e de repente virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais; e o mensageiro da aliança, a quem vós desejais, eis que ele vem, diz o SENHOR dos Exércitos. Malaquias 3:1





terça-feira, 14 de março de 2017

Porque para Deus nada é impossível. Lucas 1:37

Esta constatação está registrada pelo evangelista Lucas depois que o anjo apareceu a maria e anunciou que, por achado graças diante de Deus, ela seria a mãe do Salvador e conceberia por intermédio do Espírito Santo. Apesar da surpresa e de não entender como isso se daria, posto que Maria era virgem, como serva de fé, ela creu nessa palavra e se deixou ser usada para a magnifica Obra engendrada para a salvação da humanidade. Quando a bíblia diz não impossíveis para Deus, quer dizer que não há nada mesmo. Desde a criação do mundo a partir do caos, ou ainda que fosse da evolução das espécies como querem os darwinistas, à concepção de Jesus, pelo Espirito Santo, sendo Deus feito homem em um ventre humano. E tudo o mais que se apresente a nós como um problema sem solução, ou causa impossível. O mesmo Deus que agiu no passado ainda age nas nossas vidas, dos mínimos eventos, ao mais complexos. Mas a compreensão do que disse o anjo a Maria passa por nossa própria compreensão de como agir diante do problema enfrentado e, sobretudo, de nossa percepção de quem é Deus em nossa vida. Se Maria ficou assustada com a notícia recebida, ela agiu com fé e obediência e as atitudes dela colaboraram para que o impossível de Deus acontecesse na vida em sua vida. Ela creu e se colocou à disposição quando afirmou “Eis me aqui”. O impossível só acontece na vida de quem crê e de quem é servo de Deus. Deus não pode agir na vida de quem não se posiciona e de quem não se dispõe a obedecer. Para o impossível acontecer temos que obedecer a palavra de Deus. Depois de dar o recado de Deus, o anjo se ausentou dela. Isso nos mostra que Deus já fez a parte dele, e a partir daí seria com ela. Precisamos entender que além de pedir a Deus temos que fazer a nossa parte. Maria perguntou como esse impossível se daria e ele respondeu que sobre ela desceria o Espírito Santo de Deus. Essa é a chave da vitória: a presença do Espírito Santo de Deus. Assim como o salmista, não duvidemos do poder de Deus, pois Ele é o mesmo sempre.


Deus falou uma vez; duas vezes ouvi isto: que o poder pertence a Deus. Salmos 62:11


domingo, 12 de março de 2017

E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres. Lucas 1:28



Lucas relata o momento em que o anjo disse a Maria que ela era a mais abençoada de todas as mulheres, anunciando que ela seria a mãe do Salvador. Dentre as mulheres da terra, Maria foi separada por Deus e escolhida para ser a mãe de Jesus. Assim como todo aquele que é chamado por Deus também é um escolhido, Maria recebeu uma missão, bendita entre as mulheres ela deve ser honrada como a mãe do nosso Salvador, mas não deve ser idolatrada, pois a forma mais elevada de adoração é reservada apenas a Deus. e Maria, apesar de reconhecida por Deus como uma serva digna e pura, era humana e não divina. Ela própria confessou ser uma pecadora e que necessitava de um Salvador, tal como qualquer outra pessoa. (Lucas 1:46). Por tão nobre missão, Maria era abençoada entre todas as mulheres, mas jamais pode estar no lugar de Deus. E não há diferença entre adorar e venerar. Aquele que se ajoelha diante de uma imagem usada para representar Maria, ou a coloca em um altar ou pedestal, comete idolatria, pois outra pessoa está ocupando um lugar que pertence única e exclusivamente a Deus. O anjo revelou que Maria foi agraciada por Deus e separada, portanto, é santa e como tal deve ser alvo de nosso respeito e amor, mas nunca de adoração ou veneração, pois isso a colocaria no lugar de Deus e fere o mandamento expresso por Deus por meio de Moisés

Não terás outros deuses diante de mim; Deuteronômio 5:7



E Jesus, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios. Marcos 16:9


Sabemos que nenhuma palavra, ato ou gesto de Jesus foi por acaso. Do mais simples gesto ao mais complexo discurso, as atitudes do Mestre têm um objetivo e um alvo. Os evangelhos narram que, depois de Jesus ter ressuscitado, Ele apareceu primeiro a Maria Madalena e outras mulheres. E isso não foi um mero acaso. Jesus poderia ter aparecido primeiro a Pedro, André, João ou a qualquer outro dos onze discípulos. Mas em vez disso, Ele escolheu dignificar as mulheres permitindo que elas fossem as portadoras dessa magnifica notícia. Apesar de à época os judeus se prendessem ao preconceito de que as mulheres não podiam servir como testemunhas legais, Jesus escolheu aparecer para as servas que mesmo em silêncio jamais deixaram de segui-Lo e de servi-Lo. E, certamente, para evitar a veneração exacerbada que hoje vemos, Jesus também não escolheu aparecer primeiro para Sua mãe, concedendo-lhe, naturalmente, mais um privilégio a alguém que já tinha obtido o maior de todos os privilégios: gerar o Filho de Deus. Vemos com isso que Jesus não deu destaque especial à Sua mãe, não a colocou acima dos outros discípulos, mas escolheu aparecer para uma mulher comum, antes pecadora, todavia, liberta porque O reconheceu como Salvador e se comprometeu a segui-Lo, sem deixar de fazer isso até o último momento. Ela demonstrou uma enorme gratidão por ter sido liberta espiritualmente dos sete demônios que a atormentavam e era uma das mulheres que ajudaram Jesus e seus discípulos na pregação do evangelho, seguindo-O desde a Galileia até o final do Seu ministério. Ao escolher aparecer para Maria Madalena e para as demais que a acompanharam, Jesus realçou a importância da participação da mulher no Seu ministério e demonstrou o reconhecimento que Ele tinha a elas, mesmo em uma sociedade de cultura machista. Jesus desmitificou esse conceito. Deu às mulheres o seu devido valor e respeito.

Farei menção de Raabe e de Babilônia àqueles que me conhecem; eis que da Filístia, e de Tiro, e da Etiópia, se dirá: Este homem nasceu ali. Salmos 87:4



sábado, 11 de março de 2017

E Maria Madalena e Maria, mãe de José, observavam onde o punham. Marcos 15:47



Vemos pelo relato de Marcos que Maria Madalena foi uma das mulheres que ficaram de longe observando onde o corpo do Senhor seria sepultado. Sabemos que, por tradição, à época e em muitos lugares ainda hoje, as mulheres não podiam se expressar ou atuar publicamente, mas essas mulheres tinham um papel fundamental na sociedade e isso ficou bem claro também na trajetória de Jesus. Elas O acompanharam e o serviram até depois de Sua morte. Foram essas mulheres que, mesmo não podendo chegar mais perto nem estar perto dos homens, acompanharam o calvário de Jesus e se mantiveram presentes para testemunharem Sua ressurreição. E isso só foi possível porque elas não desistiram de segui-Lo de longe. Quando muitos já estavam em suas casas, lamentando o acontecido ou conformados com a situação, essas marias não desistiram de continuar servindo a Jesus. Maria Madalena conheceu o amor, a misericórdia e experimentou a liberdade quando foi transformada pelo Mestre. E de mulher endemoninhada ela passou a ser a porta-voz da ressurreição. Vemos, ao final de uma etapa da vida de Jesus, duas marias. Mulheres com histórias de vidas e caráteres diferentes, mas importantes na história do Senhor. Vemos que Maria foi escolhida para ser a mãe do Salvador por ser pura e irrepreensível diante de Deus, mas Maria Madalena era conhecida por seus pecados, no entanto foi transformada quando teve um encontro com Cristo. Ambas foram agraciadas com Sua presença e foram ricamente usadas por Deus na Sua Obra. Essa passagem nos dá uma lição preciosa: não importa como nos chegamos a Jesus, mas como nos deixamos transformar e ser usadas por Ele. Deus deu à mulher um papel especial e grandioso e que não pode ser comparado com as expectativas do mundo. O Senhor é misericordioso e nos enxerga acima das disputas de gêneros e de uma luta por um poder passageiro. A mulher do Senhor tem privilégios inimagináveis aos olhos humanos. E assim como disse por meio do profeta Isaías à nação de Israel, Ele diz a nós:  

Porque o Senhor te chamou como a mulher desamparada e triste de espírito; como a mulher da mocidade, que fora desprezada, diz o teu Deus. Por um breve momento te deixei, mas com grandes misericórdias te recolherei; -Isaías 54:6-7


sexta-feira, 10 de março de 2017

E o centurião, que estava defronte dele, vendo que assim clamando expirara, disse: Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus. Marcos 15:39



Ao percorrermos o caminho da Cruz, descrito pelos evangelistas vemos que vários foram os personagens citados, mas um centurião, anônimo, deu-nos uma declaração que ratifica a certeza de que o Homem crucificado entre os dois ladrões era verdadeiramente um inocente. Mais do que isso: era o Salvador. Dentre algumas pessoas citadas nesse episódio como e que de alguma forma participaram dessa história que mudou o curso da humanidade, lembramos Simão Cireneu, que sem saber foi obrigado aa carregar a cruz que nos liberta. O violento Barrabás, que ganhou algum tempo de vida porque foi escolhido pelo povo para ser livre da cruz, enquanto Aquele que poderia lhe dar a vida eterna morria em seu lugar. O covarde Pilatos que preferiu delegar à multidão a decisão que lhe cabia e na sua omissão sentenciou o Salvador à morte de cruz. O irônico ladrão, sentenciado à morte ao lado de Jesus, que preferiu aproveitar seus últimos minutos zombando Daquele que nenhum mal fez, e que, ao contrário de seu colega também condenado, morreu sem aproveitar a oportunidade de remissão de seus pecados. Os soldados que se preocuparam em lançar sorte sobre as vestes do Homem que crucificavam, sem se apropriarem de um tesouro muito maior que lhes era dado de graça. Sem falar daqueles mais conhecidos como as mulheres que apesar de sua condição inferior naquela sociedade escolheram dedicar a Jesus o que dispunham: serviço, amor, perfume... Mas não podemos nos esquecer daquele que converteria seus erros na base da Igreja, porque se arrependeu de suas fraquezas e se tornou pedra firme quando foi tocado verdadeiramente por Aquele que se deixou crucificar. Também é preciso lembrar de outro discípulo que forma contrária trocou a Verdade pela mentira e se vendeu por algo corruptível que o levou à morte. Alguém que decidiu abandonar os amigos, e que pagou o amargo preço da traição. Alguém decidiu caminhar sozinho e que trocou a amizade sincera pelo dinheiro e por uma causa obscura. Mas Marcos nos relata na passagem da Cruz uma confissão surpreendente. A do centurião que estava diante de Jesus no momento de Sua morte. Um oficial acostumado às crueldades da crucificação, responsável por garantir que a sentença de Jesus fosse executada. Aquele homem diante de Jesus não viu ou ouviu um mero condenado, mas o Filho de Deus, cedendo Sua vida por ele, por nós, pelo ladrão ao Seu lado. Ele foi testemunha do Salvador que oferecia perdão à multidão e esperança a um ladrão arrependido e se não viu os milagres que muitos outros presenciaram viu o milagre da morte de Jesus. Aquele centurião fez a confissão de fé que nos é possível ainda hoje. Aquele centurião viu o cumprimento da profecia de Isaías 53: 12.

Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores.


quinta-feira, 9 de março de 2017

Então Pilatos, querendo satisfazer a multidão, soltou-lhe Barrabás e, açoitado Jesus, o entregou para ser crucificado. Marcos 15:15



Marcos em um texto mais sintético do que os outros evangelistas narra o episódio da crucificação de Jesus. Como os demais mostra que o sacrifício que resultou na morte do Senhor Jesus na cruz é irrepetível, todavia, registra que Jesus para lembrá-lo instituiu às vésperas de Sua morte um memorial, a Ceia do Senhor. Nele apresenta o pão representando o corpo de Cristo e o vinho o Seu sangue que nos lava do pecado. Porque o próprio Jesus fez questão de apresentar a Sua morte como memorial, como Igreja, essa deve ser a mensagem que devemos anunciar. Não há outra. Não é a caridade, ou a boa intenção que nos redime, nem mesmo uma nova encarnação, ou a intercessão dos santos, mas o sacrifício de Jesus. É por intermédio de Sua morte e a ressurreição que obtemos o perdão dos pecados e a reconciliação com Deus, pois, como afirma o profeta Isaías


Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.
Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. (Isaías 53:4-5)



quarta-feira, 8 de março de 2017

E, estando ele em Betânia, assentado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher, que trazia um vaso de alabastro, com unguento de nardo puro, de muito preço, e quebrando o vaso, lho derramou sobre a cabeça. Marcos 14:3

É interessante observar que, dentre tantos episódios importantes, essa passagem foi destacada por Jesus como uma narrativa a ser lembrada por onde quer que o Evangelho seja pregado, através dos tempos. Uma mulher que derramou todo o conteúdo do frasco de um perfume caríssimo, comprado com sacrifício. Vemos que ela não deu a Jesus o perfume de presente, nem derramou apenas parte do conteúdo, mas ela escolheu perfumá-lo por inteiro e certamente aquele perfume era a única coisa de valor que possuía. Sem saber que era de fato uma ocasião especial, ela demonstrou seu amor a Jesus, que ao contrário dos homens da época, não a condenou por seus erros, não a olhou com superioridade, mas entendeu o seu gesto. Jesus reconheceu a sua intenção e demonstrou aos demais que compreendeu aquele gesto sincero. Assim como aquela mulher, devemos demonstrar nosso amor e gratidão ao Senhor derramando o nosso melhor perfume e que ele possa impregnar o ambiente que nos cerca. Metaforicamente, podemos associar o vaso de alabastro que não possui tampa ao nosso coração que só pode ser aberto para Deus por meio de quebrantamento e como afirma o salmista em Salmos 51:17b

“a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus”.



terça-feira, 7 de março de 2017

Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo. Marcos 13:33


O Senhor Jesus nos dá algumas orientações sobre como devemos nos comportar em relação aos sinais dos tempos. Em três verbos de ação que não podem ser negligenciados nos dias atuais quando tudo parece nos mostrar que o tempo do fim se aproxima: olhai, vigiai e orai. Jesus deixou claro que voltaria para arrebatar Sua Igreja, por isso devemos cuidar para que estejamos prontos, pois ninguém sabe o dia e a hora desse tremendo acontecimento. Observe que quando Jesus diz “olhai”  Ele usa o imperativo e isso indica que não devemos ser descuidados e nos fecharmos em um mundo à parte sem observamos o que o mundo nos indica. A TV, as redes sociais, os jornais e a sociedade em que convivemos nãos dão sinais claros de que os tempos estão mudando e o príncipe deste mundo tem exercido seu domínio de forma incontestável. Basta vermos que a sociedade tem aceito com naturalidade doutrinas e comportamentos os quais a Bíblia condena. Mas Jesus nos ensina a olharmos para Ele e meditarmos na Palavra, pois se olharmos para o homem encontraremos defeitos, falhas que não nos ajudarão a enxergar a verdade. Contudo, se olharmos para Jesus teremos o modelo de bondade e santidade que nos aproximarão de Sua estatura. O segundo verbo “vigiai” é extremamente importante, pois não basta olhar, se descuidarmos dos sinais que estão á mostra. Devemos vigiar com as nossas palavras, pois delas prestaremos conta. Devemos vigiar nossos olhares e nossos passos, pois Deus sabe tudo o que fazemos e pensamos. Com o terceiro verbo e não menos importante “orai” Jesus nos diz que a oração é a chave da vitória. É ela que abre a porta da benção e fecha a porta para o mal que nos ronda. Olhar com atenção, vigiar para não entrarmos em caminhos tortuosos e orar para que Deus nos abençoe e nos livre são as ações mais eficazes em tempos nos quais o inimigo age de forma frenética, pois também ele sabe que o fim se aproxima. Não podemos aceitar, tampouco compactuar com as mentiras deste mundo, ao ponto de achar normal aquilo que foge à Palavra de Deus. Não podemos simplesmente olhar, sem agir ou reagir e nossa reação deve vir em forma de oração.  Lembremo-nos do que nos disse Deus, por meio do profeta Isaías, sabendo que se atentarmos para esses três verbos Ele cuidará de nós

Eu, o Senhor, a guardo, e cada momento a regarei; para que ninguém lhe faça dano, de noite e de dia a guardarei. Isaías 27:3


segunda-feira, 6 de março de 2017

E, respondendo Jesus, disse-lhe: Vês estes grandes edifícios? Não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada. Marcos 13:2


O templo, na época de Jesus, era um edifício imponente, grandioso e o lugar mais importante para os judeus. Foi planejado por Davi e construído por seu filho Salomão, após a sua morte, em atendimento a uma ordem de Deus. a Bíblia conta que recebeu várias depois das inúmeras invasões e cativeiros sofridos por Israel por outros povos, em razão da desobediências a Deus. O evangelista Marcos narra de forma sucinta o episódio em que Jesus profetiza a destruição daquele templo cuja finalidade estava sendo desvirtuada desde o tempo de Jesus. Sabemos que a profecia se cumpriu e esse templo foi completamente destruído, e até hoje suas ruínas são usadas pelos judeus, o muro das lamentações, para fazerem suas preces. Quando Jesus disse que não ficaria pedra sobre pedra, não dizia somente do edifício físico, mas também sobre o verdadeiro templo onde Deus habita, conforme a Palavra de Deus que diz que Ele não habita em templo feito por mãos humanas, pois Deus é Espírito e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade. Quando Jesus disse que destruiria o templo e o edificaria em três dias, falava dessa passagem do templo físico para o templo espiritual. Dizia de Sua missão na terra em fazer cumprir o Plano de Deus, transformando a Lei pela Graça. Toda e qualquer adoração para ter valor diante de Deus, tem que ser verdadeira, o culto deve ser do Espírito. Deus não olha a aparência, a suntuosidade do edifício, mas a santidade, a sinceridade e o temor a sua santa Palavra. O que Jesus nos diz é que assim como o templo foi derrubado não ficando pedra sobre pedra, todos aqueles que adoram outros deuses quando a Bíblia é clara em dizer que só ao Senhor nosso Deus devemos adorar e só a ele devemos servir.


Após o Senhor vosso Deus andareis, e a ele temereis, e os seus mandamentos guardareis, e a sua voz ouvireis, e a ele servireis, e a ele vos achegareis. Deuteronômio 13:4


domingo, 5 de março de 2017

E o escriba lhe disse: Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que há um só Deus, e que não há outro além dele; E que amá-lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma, e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios. E Jesus, vendo que havia respondido sabiamente, disse-lhe: Não estás longe do reino de Deus. E já ninguém ousava perguntar-lhe mais nada. (Marcos 12:32-34)

Era incontestável que Jesus tinha muito conhecimento sobre as Escrituras e maior ainda era Sua habilidade em responder as questões que lhes eram propostas. Mas diante de um público admirado estavam também os escribas enviados pelo Sinédrio com a finalidade de pegar Jesus em algum deslize teológico para acusa-Lo de heresia ou blasfémia. Marcos descreve um episódio ocorrido na última semana antes da Sua crucificação, quando os conflitos entre Cristo e os líderes religiosos chegaram ao seu auge. Um desses doutores da Lei aproximou-se de Jesus, para, em uma pergunta capciosa, fazê-Lo tropeçar em Suas palavras, pois mesmo reconhecendo que Ele respondia com autoridade não era a sinceridade de coração e o desejo de obedecer a Deus que o movia; “Ao perguntar qual é o grande mandamento na lei?” aquele escriba queria por Jesus à prova, pois Jesus estava sendo acusado de ser um revolucionário e de ir contra a Lei dada por Moisés. Em várias passagens vemos que Jesus era acusado por não guardar o sábado, por comer com pessoas ‘impuras’, por não lavar as mãos cerimonialmente, dentre outras coisas que, para os escribas e fariseus, estariam acima da autoridade contida no Pentateuco. Se Jesus se colocasse acima de Moisés seria um excelente motivo para condená-Lo e para que o povo O odiasse. Como Jesus sempre respondia com autoridade e habilidade sem se comprometer, com essa pergunta, os seus inimigos esperavam que Ele tropeçasse, pois a questão do maior dos mandamentos era um assunto muito polêmico entre eles. Justamente porque eles próprios negligenciavam alguns mandamentos e exaltavam outros puramente dogmáticos esperavam que Jesus titubeasse na resposta. Mas vemos que, independente dos motivos escusos dos interrogadores, Jesus não citou dois da lista dos “Dez Mandamentos” do Antigo Testamento, tampouco ressaltou algum sobre o comportamento externo do homem. Embora não tenha citado o Decálogo, citou outros discursos de Moisés, devidamente registrados no Pentateuco, portanto, conhecidos pelos doutores da Lei. Com isso, Ele deixou claro que Deus deve estar acima do homem, e o serviço a Deus acima de causas humanitárias, sem, contudo, diminuir a importância de servir ao outro, pois é impossível amar a Deus sem amar ao próximo. Ao contrário do que os judeus esperavam, Jesus demonstrou que esses mandamentos não vêm da Lei, todavia, a Lei vem desses mandamentos e encontra respaldo no que disse Moisés.

Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. (Deuteronômio 6:5) e Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor.(Levítico 19:18)

sábado, 4 de março de 2017

E, chamando os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro; Marcos 12:43


Jesus declara sua admiração pela doação da viúva, deixando claro que não é o valor intrínseco da oferta e sim a disposição em ofertar que é levada em conta nesse momento. Ela depositou tudo o que possuía no cofre do templo, sendo à época uma representante das partes mais frágeis da sociedade israelita. A viúva em uma sociedade patriarcal era dependente do homem, que provia a casa e este quando falecia, se não houvesse outro homem na família para ampará-la ficava totalmente desprovida e perdia todos os “direitos”, assim como acontecia também com os órfãos e os estrangeiros. No entanto, aquela viúva demonstrou o seu amor pela causa de Jesus. Ela não deu o que sobrava e sim tudo o que tinha. Jesus ao afirmar que ela deu muito mais do que os outros nos mostra que não considera o valor material, mas sim a inteireza e a disposição em doar. Essa atitude de desprendimento é que estava em pauta, pois é muito mais importante para a Obra do que os valores materiais. Quando damos do que nos é essencial e não do que nos sobra demonstramos a importância que o Senhor tem em nossa vida. Essa foi a grande lição da viúva. Não importa o quanto ofertamos e sim com disposição ofertamos. Assim como aquela viúva, não precisamos temer a falta quando o Senhor é conosco. Atentemos para o que nos diz Salomão:
  
Ao que distribui mais se lhe acrescenta, e ao que retém mais do que é justo, é para a sua perda. Provérbios 11:24

sexta-feira, 3 de março de 2017

E, chegando eles, disseram-lhe: Mestre, sabemos que és homem de verdade, e de ninguém se te dá, porque não olhas à aparência dos homens, antes com verdade ensinas o caminho de Deus; é lícito dar o tributo a César, ou não? Daremos, ou não daremos? Então ele, conhecendo a sua hipocrisia, disse-lhes: Por que me tentais? Trazei-me uma moeda, para que a veja. E eles lha trouxeram. E disse-lhes: De quem é esta imagem e inscrição? E eles lhe disseram: De César. E Jesus, respondendo, disse-lhes: Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. E maravilharam-se dele. Marcos 12:14-17



A obrigação de pagar tributos existe desde que as sociedades se organizaram sob o comando de um governo, embora ninguém goste disso, justamente por saber que nossos impostos são desviados de seu propósito legítimo para o deleite de poucos. Nos tempos de Jesus, quando Israel estava sob o comando do Império Romano, os judeus pagavam altos tributos a César, imperador romano e nada do que era recolhido voltava ao povo em forma de serviços públicos, assim como vem acontecendo em nossa sociedade atual. Os fariseus e herodianos tentaram pegar Jesus nessa questão dos impostos, usando falsos elogios e pergunta capciosa para pegá-Lo. Se Jesus dissesse que seus patrícios deveriam pagar tributos ao Imperador que os oprimia causaria uma revolta. Se dissesse que não deveriam pagar seria acusado de crime contra Roma que dominava Galiléia. Mas Jesus conhecia a intenção desses homens e por isso, usando de sabedoria pediu que lhe trouxessem a moeda com a imagem de César. O recurso retórico usado por Jesus foi perfeito e fez com que saíssem maravilhados aqueles que O foram tentar. Jesus deixou seu auditório deduzisse e respondesse a pergunta formulada por eles próprios. Assim, Ele deu uma lição aos hipócritas religiosos, ensinando-nos a não misturarmos as coisas. Não devemos usar as coisas de Deus em nosso próprio benefício, assim como não podemos deixar de cumprir nossos deveres com o governo, mesmo sabendo que não fazem a sua parte. Cumprir nossas obrigações seculares é a parte de César, mas também não podemos negligenciar a parte de Deus, ajudando financeira e espiritualmente na Obra, cumprindo os mandamentos que o Senhor nos deixou

E declara-lhes os estatutos e as leis, e faze-lhes saber o caminho em que devem andar, e a obra que devem fazer. Êxodo 18:20


quinta-feira, 2 de março de 2017

E começou a falar-lhes por parábolas: Um homem plantou uma vinha, e cercou-a de um valado, e fundou nela um lagar, e edificou uma torre, e arrendou-a a uns lavradores, e partiu para fora da terra. Marcos 12:1

Nesta parábola, Jesus faz uma analogia com o fato de os líderes judeus terem rejeitado os profetas de Deus e estarem se preparando para rejeitar e matá-Lo. Os servos enviados à vinha para receberem os frutos da colheita eram maltratados e mortos pelos lavradores, tal como os profetas do Senhor. O mesmo foi feito quando o dono da vinha decidiu enviar seu filho amado, pensando que eles o respeitariam. Assim como os judeus fizeram a Jesus, aqueles homens mataram o herdeiro do senhor da vinha. Jesus mostrava por parábola que Deus, o dono da vinha, destruiria os maus lavradores, pois Israel era comparada à videira e os líderes judeus entenderam que ele estava falando deles. Contudo, em vez de se arrependerem, quiseram matá-lo. Jesus deixa claro para eles que tudo que estavam fazendo era previsto e havia sido profetizado. Aqueles homens entenderam que Jesus falava do texto do profeta Isaias. Com essa parábola entendemos que Jesus também quer nos mostrar que a sede de poder, dinheiro, status etc, são inclinações que podem nos arruinar. A cobiça cega o entendimento, endurece os corações e nos levam a atos terríveis, pois o homem, uma vez corrompido se inclina para o mal. Contudo, apesar de Deus ser longânimo e amoroso Ele não se isenta de ser justo e de aplicar o juízo. Por isso enviou mensageiros, profetas e até seu próprio Filho para dando oportunidade para que se arrependessem, mas a ele também mataram.

Porque a vinha do Senhor dos Exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta das suas delícias; e esperou que exercesse juízo, e eis aqui opressão; justiça, e eis aqui clamor.
Isaías 5:7


quarta-feira, 1 de março de 2017

Por isso vos digo que todas as coisas que pedirdes, orando, crede receber, e tê-las-eis. Marcos 11:24


A palavra de Jesus registrada pelo evangelista Marcos nos faz refletir sobre o poder da oração. Mas é importante compreendermos que a oração só é a chave mestra para a benção se ela for feita com fé. Oração segundo a Jesus não é um mantra que funciona como uma varinha de condão, não são palavras ou frases que se repetem mecanicamente, mas a apreensão da força do diálogo com o Pai. Jesus disse que receberemos o que pedirmos se crermos no que pedimos. E para ter fé é necessário conhecer a Deus e com Ele ter intimidade. Só podemos confiar quando conhecemos e para conhecermos precisamos dedicar um tempo para estabelecer uma relação sincera. Jesus nos garante que a resposta de nossa oração depende de nós. Teremos o que pedirmos se acreditarmos naquilo que esperamos.

Aguardo ao Senhor; a minha alma o aguarda, e espero na sua palavra. Salmos 130:5