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domingo, 5 de março de 2017

E o escriba lhe disse: Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que há um só Deus, e que não há outro além dele; E que amá-lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma, e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios. E Jesus, vendo que havia respondido sabiamente, disse-lhe: Não estás longe do reino de Deus. E já ninguém ousava perguntar-lhe mais nada. (Marcos 12:32-34)

Era incontestável que Jesus tinha muito conhecimento sobre as Escrituras e maior ainda era Sua habilidade em responder as questões que lhes eram propostas. Mas diante de um público admirado estavam também os escribas enviados pelo Sinédrio com a finalidade de pegar Jesus em algum deslize teológico para acusa-Lo de heresia ou blasfémia. Marcos descreve um episódio ocorrido na última semana antes da Sua crucificação, quando os conflitos entre Cristo e os líderes religiosos chegaram ao seu auge. Um desses doutores da Lei aproximou-se de Jesus, para, em uma pergunta capciosa, fazê-Lo tropeçar em Suas palavras, pois mesmo reconhecendo que Ele respondia com autoridade não era a sinceridade de coração e o desejo de obedecer a Deus que o movia; “Ao perguntar qual é o grande mandamento na lei?” aquele escriba queria por Jesus à prova, pois Jesus estava sendo acusado de ser um revolucionário e de ir contra a Lei dada por Moisés. Em várias passagens vemos que Jesus era acusado por não guardar o sábado, por comer com pessoas ‘impuras’, por não lavar as mãos cerimonialmente, dentre outras coisas que, para os escribas e fariseus, estariam acima da autoridade contida no Pentateuco. Se Jesus se colocasse acima de Moisés seria um excelente motivo para condená-Lo e para que o povo O odiasse. Como Jesus sempre respondia com autoridade e habilidade sem se comprometer, com essa pergunta, os seus inimigos esperavam que Ele tropeçasse, pois a questão do maior dos mandamentos era um assunto muito polêmico entre eles. Justamente porque eles próprios negligenciavam alguns mandamentos e exaltavam outros puramente dogmáticos esperavam que Jesus titubeasse na resposta. Mas vemos que, independente dos motivos escusos dos interrogadores, Jesus não citou dois da lista dos “Dez Mandamentos” do Antigo Testamento, tampouco ressaltou algum sobre o comportamento externo do homem. Embora não tenha citado o Decálogo, citou outros discursos de Moisés, devidamente registrados no Pentateuco, portanto, conhecidos pelos doutores da Lei. Com isso, Ele deixou claro que Deus deve estar acima do homem, e o serviço a Deus acima de causas humanitárias, sem, contudo, diminuir a importância de servir ao outro, pois é impossível amar a Deus sem amar ao próximo. Ao contrário do que os judeus esperavam, Jesus demonstrou que esses mandamentos não vêm da Lei, todavia, a Lei vem desses mandamentos e encontra respaldo no que disse Moisés.

Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. (Deuteronômio 6:5) e Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor.(Levítico 19:18)

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