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sexta-feira, 10 de março de 2017

E o centurião, que estava defronte dele, vendo que assim clamando expirara, disse: Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus. Marcos 15:39



Ao percorrermos o caminho da Cruz, descrito pelos evangelistas vemos que vários foram os personagens citados, mas um centurião, anônimo, deu-nos uma declaração que ratifica a certeza de que o Homem crucificado entre os dois ladrões era verdadeiramente um inocente. Mais do que isso: era o Salvador. Dentre algumas pessoas citadas nesse episódio como e que de alguma forma participaram dessa história que mudou o curso da humanidade, lembramos Simão Cireneu, que sem saber foi obrigado aa carregar a cruz que nos liberta. O violento Barrabás, que ganhou algum tempo de vida porque foi escolhido pelo povo para ser livre da cruz, enquanto Aquele que poderia lhe dar a vida eterna morria em seu lugar. O covarde Pilatos que preferiu delegar à multidão a decisão que lhe cabia e na sua omissão sentenciou o Salvador à morte de cruz. O irônico ladrão, sentenciado à morte ao lado de Jesus, que preferiu aproveitar seus últimos minutos zombando Daquele que nenhum mal fez, e que, ao contrário de seu colega também condenado, morreu sem aproveitar a oportunidade de remissão de seus pecados. Os soldados que se preocuparam em lançar sorte sobre as vestes do Homem que crucificavam, sem se apropriarem de um tesouro muito maior que lhes era dado de graça. Sem falar daqueles mais conhecidos como as mulheres que apesar de sua condição inferior naquela sociedade escolheram dedicar a Jesus o que dispunham: serviço, amor, perfume... Mas não podemos nos esquecer daquele que converteria seus erros na base da Igreja, porque se arrependeu de suas fraquezas e se tornou pedra firme quando foi tocado verdadeiramente por Aquele que se deixou crucificar. Também é preciso lembrar de outro discípulo que forma contrária trocou a Verdade pela mentira e se vendeu por algo corruptível que o levou à morte. Alguém que decidiu abandonar os amigos, e que pagou o amargo preço da traição. Alguém decidiu caminhar sozinho e que trocou a amizade sincera pelo dinheiro e por uma causa obscura. Mas Marcos nos relata na passagem da Cruz uma confissão surpreendente. A do centurião que estava diante de Jesus no momento de Sua morte. Um oficial acostumado às crueldades da crucificação, responsável por garantir que a sentença de Jesus fosse executada. Aquele homem diante de Jesus não viu ou ouviu um mero condenado, mas o Filho de Deus, cedendo Sua vida por ele, por nós, pelo ladrão ao Seu lado. Ele foi testemunha do Salvador que oferecia perdão à multidão e esperança a um ladrão arrependido e se não viu os milagres que muitos outros presenciaram viu o milagre da morte de Jesus. Aquele centurião fez a confissão de fé que nos é possível ainda hoje. Aquele centurião viu o cumprimento da profecia de Isaías 53: 12.

Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores.


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