Traduza este blog

sábado, 8 de abril de 2017

E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles? Lucas 18:7


Essa pergunta feita por Jesus para nossa reflexão está contida no registro de Lucas da parábola conhecida como o Juiz Iníquo. Nela o Senhor nos apresenta dois personagens principais: uma viúva cuja causa justa era insistentemente apresentada contra um adversário que não é revelado e um juiz que desprezava continuamente os apelos da viúva para que a justiça lhe fosse feita. No entanto, pela importunação que lhe causava em vista da insistência ele resolve julgar a causa da pobre mulher, apesar de ficar claro que não se importava com ela, não temia a Deus e tampouco tinha consciência de seus deveres profissionais e para com a sociedade. Nessa parábola, os personagens representam dois lados extremos da sociedade. De um lado, o juiz que é parte do lado mais forte e privilegiado, exercendo o poder sem temer a ninguém e, de outro, a viúva representante do lado mais frágil, pois, sem recursos e marginalizada pela sociedade, dependia da justiça e da solidariedade das pessoas. E Jesus nos mostra que ela não obteve êxito em sua causa pela posição que ocupava, tampouco porque encontrou respeito e solidariedade por sua condição. Ela conseguiu que a justiça lhe fosse feia pela perseverança. E assim o Senhor nos ensina que devemos ser perseverantes na oração. Já no início Jesus no dá a chave da lição dessa parábola: “Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer” (Lucas 18:1). Certa de estava correta, a viúva busca que o juiz dê o ganho de causa a ela e insiste na petição, demonstrando fé. E o juiz, mesmo sendo iníquo fez-lhe justiça pela perseverança que ela demonstrou. Então Jesus nos leva a refletir: se esse juiz, como muitos que temos na sociedade atual, ouviu e julgou a causa de uma pessoa humilde, Deus, o Juiz Justo e Todo Poderoso, em Seu tempo, fará muito melhor do que isso a nós que perseveramos em oração e pedido para julgue nossa causa. Jesus nos ensina a não sermos imediatistas e a continuarmos insistindo com nossas petições diante de Deus, com a mesma fé dessa viúva


Deveras orará a Deus, o qual se agradará dele, e verá a sua face com júbilo, e restituirá ao homem a sua justiça. Jó 33:26

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Agradecemos o seu comentário!