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sábado, 4 de fevereiro de 2017

E, indo um pouco mais para diante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres. Mateus 26:39

Essa passagem do Evangelho de Mateus nos mostra a intensa luta que Jesus travava na alma no Jardim do Getsemani. É um dos episódios mais tristes e ao mesmo tempo mais edificantes que conhecemos. Jesus levou consigo Pedro, Tiago e João, os mesmos três que tinham estiveram com Ele no monte da Transfiguração e ali lutou em oração. Ao ler o texto completo percebemos que Jesus estava agoniado com a perspectiva da morte iminente. Ele poderia retroceder, mas estava determinado a obedecer e a aceitar o que não podia compreender, pois a vontade de Deus o chamava de maneira imperiosa a continuar. Todos enfrentamos situações as quais não compreendemos. Mas é no Getsêmani que colocamos à prova nossa fé e nossa obediência. Vemos que Jesus, mesmo levando consigo seus três discípulos prediletos, enfrentava a dor da solidão. Eles enfrentavam as suas próprias dores e não conseguiram se manter acordados. No nosso Getsemani pessoal também temos que travar nossas lutas sozinhos, pois há momentos em que a ajuda fracassa e o consolo desaparece, mas podemos ter a certeza de que nessa solidão temos a presença do mesmo Deus que nunca abandonou Seu Filho. Seguro de que não estaria só, terminado o momento de oração e tendo que sair do jardim para o horror da cruz, Jesus enfrentou seus algozes. É na oração que buscamos forças para ir à ação. Com Ele aprendemos a ser perseverantes em oração, mesmo quando estivermos em nosso Getsemani particular, quando tudo parece desmoronar, quando nos sentirmos sozinhos e desamparados. Assim como o salmista, devemos clamar:

Ó Senhor, ouve a minha oração, inclina os ouvidos às minhas súplicas; escuta-me segundo a tua verdade, e segundo a tua justiça. Salmos 143:1

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