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terça-feira, 25 de novembro de 2014

“Ele terá prazer em obedecer ao Senhor. Ele não julgará pela aparência, nem com base no que ouviu, mas fará justiça aos necessitados e defenderá aos pobres. Com sua palavra como se fosse um cajado ferirá a terra; e matará o perverso com um sopro de sua boca.” Isaías 11:3-4

O profeta Isaías descreve o Senhor, destacando um de seus atributos intrínsecos: a justiça. Mas como seres humanos limitados e falhos, embora tenhamos sido criados à imagem e semelhança do Criador e, portanto, deveríamos desenvolver e refletir esse atributo, estamos longe de compreender o verdadeiro sentido dessa justiça. Eis por que a justiça humana é falha, incompleta e cega, não no sentido de que não é tendenciosa, mas literalmente. Os dicionários definem justiça como sendo equivalente à equidade, bondade, prática e exercício do que é direito. Outro significado da palavra é retidão. É a justiça, ou o senso de justiça que está em nós que regula nossa convivência, possibilita o bem comum, defende a dignidade humana, respeita os direitos humanos. Sem ela esse mundo que jaz no maligno seria muito mais tenebroso. A justiça é a firme e constante vontade de dar aos outros o que lhes é devido. E imbuídos da justiça devemos em todos os sentidos buscar os nossos direitos e não privilégios, o que tem sido mais comum nessa sociedade em que vigora a lei do levar vantagem, em que o mais esperto e reverenciado, em detrimento do mais honesto. Mas não podemos pensar em justiça apenas quando se refere a atos judiciários. A busca e execução da justiça são ações cotidianas em todos os espaços de convivência e deve ser colocada em prática sempre. Quando assinamos um contrato com alguém, ou mesmo quando fazemos um compromisso com uma pessoa, seja ele informal, mas pactuado ainda que por uma simples declaração verbal, por justiça devemos cumprir esse contrato, a nossa palavra. Se pedirmos emprestado algum objeto a alguém, devemos devolvê-lo no tempo estipulado e em perfeito estado. Quando compramos algo, pagar pelo que levamos um preço justo é o correto. A justiça é uma virtude que acompanha aqueles que têm o caráter de Cristo e, como afirma Davi, o Senhor jamais deixará que um justo seja envergonhado. Se quisermos um tratamento justo, devemos agir com justiça e equidade com os outros. Esse é o princípio do segundo mandamento: se quisermos ser tratados com justiça devemos tratar aos outros com a mesma justiça que gostaríamos que nos tratassem. E, agindo com justiça, por consequência, jamais infringiremos os demais mandamentos do Senhor.

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