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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros. João 13:35


Jesus nos mostra qual é o sinal pelo qual o verdadeiro cristão é conhecido: o amor ao próximo. Esse amor é espiritual e é materializado pelas atitudes ou pela caridade para com o outro. De acordo com o que registra o apóstolo João, o discípulo de Jesus  não é conhecido por levar o nome de cristão,  por professar uma fé, por frequentar uma igreja, por praticar rituais de sua crença, religião ou culto, mas sim pela forma como se relaciona com os seus semelhantes, pelas atitudes cotidianas em relação tanto aos irmãos de fé, quanto aos desconhecidos, assim como Jesus nos ensinou com a parábola do bom samaritano. Nessa história, os personagens são caracterizados pelas funções e atitudes. Com ela podemos fazer uma analogia com os episódios da sociedade atual: o homem assaltado é anônimo. Pode ser qualquer um que passe por nós no dia a dia: um viajante, um desempregado; um mendigo... Qualquer pessoa desprotegida, marginalizada, sem ninguém que possa ajudá-lo em dado momento, como milhares de pessoas pelas quais passamos diariamente. Nessa história, contada por Jesus, mas ainda atual, passam por aquele homem desamparado várias pessoas que tinham a solução do seu problema: um sacerdote e um levita. Mas lemos que mesmo tendo condições nenhum dos dois parou para ajudá-lo. O sacerdote, ignorando aquela situação, procurou não envolver-se nem se incomodar com o pobre miserável. Como muitos, hoje, alegando pressa, cansaço ou preocupados apenas com seus problemas, com o celular, com a sua comodidade, passou de lado. Afinal o que tinha acontecido com aquele estranho não era da sua conta. Se o sacerdote sequer olhou para o ferido, com o levita não foi muito diferente. Ele se deteve por um instante, olhou-o, e como não o reconhecesse, seguiu em frente. Quantos hoje não passam por feridos, até reduzem a velocidade do carro, mas ao observarem que não se trata de algum amigo ou conhecido, seguem adiante.  Mas um estrangeiro, um samaritano, inimigo dos judeus, ao ver aquele ferido parou e se aproximou dele e se compadeceu dele. Aquele estranho curou-lhe as feridas,  o levou para uma hospedaria e tratou dele. Mais ainda, deu dinheiro ao hospedeiro, para que cuidasse do ferido se comprometendo a indenizá-lo caso tivesse mais gastos com aquele estranho. Jesus ensinou que o próximo do homem foi aquele que usou de misericórdia para com ele. Esse é um discípulo de Jesus, ao contrário de muitos se dizem religiosos ou cristãos, mas não desejam nenhum comprometimento com os problemas dos outros. Diferentemente de muitos  que se interessam apenas em ajudar aos seus familiares, seus parentes, colegas e amigos, e nada fazem pelos excluídos, rejeitados, pelos anônimos que estão à beira da estrada. Infelizmente o seu círculo de amor é  limitado, o seu próximo é restrito aos amigos. Contudo, para Jesus e por consequência, para os verdadeiros cristãos, o nosso próximo não está limitado à nossa família, nossas amizades, nossa raça. Nosso próximo é todo aquele que necessita de auxílio e quem podemos ajudar, mesmo que seja com um olhar amigo. Só podemos ser chamados discípulos do Senhor se nossas atitudes com nossos irmãos estão de acordo com a fé que professamos, pois os nossos atos falam mais alto do que as nossas  palavras. Pelos frutos de nossos atos seremos conhecidos, diz o Senhor.

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