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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

“Se eu atender à iniquidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá.” (Salmos 66:18).”

  Quantas vezes desejamos muito receber uma benção, pedimos insistentemente ao Senhor que nos abençoe, e não somos agraciados com o que sonhamos. Isso não acontece porque Deus não deseja nos atender, mas porque Ele vê em nosso coração algo que não lhe agrada. Às vezes pedimos porque achamos que é para o nosso bem, para nosso deleite, mas deixamos de considerar que nosso pedido tem consequências e que pode afetar também outras vidas. Precisamos também nos lembrar de que Deus não pode atender a oração de quem está em pecado, conforme nos mostra o salmista. Ele só ouve a oração quando não há mal praticado de propósito deliberado. Quando nos arrependemos e deixamos de praticar o mal, o Senhor não só nos perdoa, mas atende a nossa oração. Ela é inocente daquele mal. E isso é uma das condições para que a oração seja atendida. Para que a oração seja atendida há que existir uma disposição interior de obedecer à Lei do Senhor, com o desejo de ter o amor verdadeiro para com nossos irmãos. Isto, para Deus, vale muito mais do que passarmos o dia e a noite em altos clamores e depois, saindo dali, nos deixarmos levar pela falta de perdão, pela soberba, pela maledicência, pela indiferença e pela impiedade, ou concupiscência. Quando pedimos que Deus nos abençoe sem acertarmos nossas dívidas, sejam elas de que natureza for, é natural que fiquemos na espera somente, porque a vida verdadeiramente cristã é a vida de atos, vida de coerência e não de palavras somente. E Deus não é incoerente como os homens. A vida cristã é feita de obras, não de fé somente. Portanto, o recado do salmista deve nos servir como reflexão: antes de insistir em nossos pedidos, devemos  observar nossas atitudes e refletir sobre o porquê de o Senhor ainda não ter nos atendido. Onde está o bloqueio que impede que a nossa oração seja aceita?

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