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terça-feira, 11 de outubro de 2011



"Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes" (1 Coríntios 15:33).


Amado(a), quantas pessoas seguem uma vida errada e se desviam dos bons propósitos porque se deixam enganar por companhias erradas. Paulo mostrou aos coríntios que, mesmo dentro das igrejas é imprescindível evitar as influências negativas. Nem todos que estão nas igrejas vivem em santidade. Assim como no tempo dos coríntios, a igreja ainda é um lugar de pessoas em busca de tratamento. Isso significa que o fato de estar ou de freqüentar uma igreja não faz instantaneamente com que essa pessoa esteja livre de influências negativas ou que seja uma pessoa espiritualmente liberta. Eis porque precisamos pedir a Deus o discernimento para identificarmos o que vem do Senhor e o que nos afasta Dele. O fato de alguém participar de uma igreja ou se dizer cristão não é garantia de uma amizade saudável e edificante. Alguns se aproveitam do rótulo de cristão para induzir outros a crer que podem ser seguidos. A Bíblia está cheia de exemplos que nos mostram que as aparências enganam até mesmo no meio do povo de Deus. Em Deuteronômio 13:6-8 vemos que Moisés avisou sobre parentes e amigos que incentivam os servos de Deus a servir outros deuses e mandou que não concordassem, nem ouvissem, nem olhassem com piedade para aqueles falsos professores. Mas Jesus nos ensina em Mateus 7:15-20 a julgar a árvore pelos frutos, retendo o que é bom e nos abstendo de toda forma de mal, como reforça Paulo em 1 Tessalonicenses 5:21-22.
Um cego não pode guiar outro cego, nos diz a sabedoria popular e na vida cotidiana precisamos estar atentos. Como pode alguém que não tem estabilidade espiritual orientar quem está doente da alma? Como pode alguém que não domina a própria vida, não tem controle de suas finanças ou vive em total descontrole emocional guiar outra pessoa que precisa de uma orientação segura?
Deus nos ensina, também, por exemplos. Ele fez isso pelas histórias bíblicas e continua nos mostrando nas nossas relações em quem podemos ou não confiar e nos espelhar. Vemos três gerações da mesma família como exemplos de amizades boas e más. A história de Davi e Jônatas nos mostra como a verdadeira amizade está acima de interesses pessoais. Jônatas seria rei depois da morte de Saul, se Davi não tivesse sido o escolhido por Deus. Mas Jônatas manteve uma amizade especial com Davi durante toda a sua vida, mesmo tendo perdido o direito ao trono. Quando Saul tentou matar Davi, foi Jônatas quem protegeu o seu amigo (1 Samuel 20). Davi depois da morte de Jônatas soube ser grato e mostrou bondade para com Mefibosete, filho aleijado de seu amigo. (2 Samuel 9). Contudo, escolher amigos e preservar bons amigos é uma escolha pessoal. Vemos que um dos filhos de Davi, Ammon, não escolheu seus amigos como o fez o seu pai. Em vez de cultivar amizades boas e saudáveis, ele escolheu como companheiro seu primo Jonadabe (2 Samuel 13:3) que não lhe deu bons conselhos. Em vez de corrigir e ajudar o seu primo, sua atitude fez com que Amnon fosse incentivado a agir de maneira errada de forma a magoar profundamente o seu pai (2 Samuel 13:4-21). O desfecho desta história mostra que o conselho de Jonadabe levou, afinal, à morte do próprio Amnon (2 Samuel 13:22-36). Vemos também que um neto de Davi, que se tornou rei depois da morte de Salomão em vez de procurar conselhos entre os homens mais velhos e experientes (1 Reis 12:7-11) preferiu valorizar a amizade de seus colegas. A "ajuda" destes amigos contribuiu para a divisão do reino e diminuiu muito a influência de Roboão.
Amado(a), Deus sempre nos permite escolher, por isso devemos ficar atentos aos bons testemunhos antes de fazer nossas escolhas para que não venhamos a colher os frutos amargos das conseqüências de darmos ouvidos a pessoas erradas. Por isso devemos escolher cuidadosamente os nossos amigos, evitando amizades que nos levariam ao pecado; valorizar amigos que nos corrigem quando erramos; cortar amizades que prejudicam a nossa vida espiritual, especialmente quando os "amigos" incentivam o pecado e nos desviam dos princípios de Deus.
Graça e Paz!


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