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sexta-feira, 3 de setembro de 2010


“O justo florescerá como a palmeira; crescerá como o cedro no Líbano. Os que estão plantados na casa do Senhor florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e vigorosos.” (Salmos 92:12-14.)


Amado(a) vemos que a Bíblia utiliza muitas figuras de linguagem, especialmente metáforas e comparações, para expressar princípios espirituais. Em seu ministério, Jesus empregou esses recursos para falar tanto com uma multidão quanto a uma única pessoa. Não só Jesus, mas diversos personagens bíblicos, desde o Antigo Testamento, fazem uso dessas estratégias de comunicação. Um exemplo é a comparação entre o justo e a árvore. “Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, cujas folhas não caem, e tudo quanto fizer prosperará. Não são assim os ímpios, mas são como a palha que o vento dispersa.” (Salmos 1.3-4.). No texto em epígrafe, vemos que o justo é comparado à palmeira e ao cedro do Líbano. A metáfora é um recurso estilístico que leva o interlocutor a compreender a mensagem porque emprega elementos de um universo conhecido para levar a outro universo. Quando a Bíblia nos compara com árvores, ela retira elementos da natureza da árvore para associá-los a nós. No caso do cedro, entendemos que o salmista que enfatizar o fato de ser uma das árvores mais imponentes, símbolo de força e eternidade. É uma árvore que nos primeiros anos de vida, externamente apresenta-se bem pequena, mas suas raízes são bem maiores que ela. Aos olhos do mundo, parece uma plantinha, mas não se pode arrancá-la, porque seu crescimento interior é bem maior que o exterior. Depois de quarenta anos produz sementes e não depende da chuva, pois suas raízes profundas buscam água diretamente dos lençóis freáticos. Se trazemos esses elementos para compará-los ao homem, entendemos que aquele que busca seu crescimento interior, pode até parecer pequeno aos olhos do mundo, mas desde jovem já é firme e não se abala com as tempestades. Quem se abastece na profundidade do manancial não depende das condições externas para sobreviver, porque tem a força que vem das raízes profundas.
Amado(a), em outras palavras, o salmista está dizendo que, quando buscamos o nosso crescimento espiritual, fincando raízes profundas na palavra de Deus, cresceremos como o cedro e produziremos frutos por longos anos. O cedro cresce mais de quarenta metros, tem beleza, perfume e força. Ele resiste aos desafios da água e do vento, por isso é muito confiável.
Amado(a), esse é o desejo de Deus: que cresçamos como o cedro do Líbano. Que sejamos, pela graça do Senhor, fortes, firmes, confiáveis, apresentando a beleza da vida cristã em todas as áreas de nossas vidas, sendo resistentes diante das dificuldades. Ele espera que nossa relação com Ele não dependa de fatores exteriores, pois a profundidade será característica da nossa espiritualidade. Nossas raízes serão maiores do que nossa aparência. Por maior que seja a tempestade, o justo, porém, não deixará sua posição, pois está enraizado no amor, no conhecimento, da experiência, na fé, no compromisso, com determinação inabalável.
Graça e Paz!

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