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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

E, naqueles dias, apareceu João o Batista pregando no deserto da Judéia, E dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus. Porque este é o anunciado pelo profeta Isaías, que disse: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, Endireitai as suas veredas. Mateus 3:1-3


A Bíblia afirma que João Batista aparece unicamente no deserto, e o simbolismos dessa revelação nos diz muito sobre como devemos compreender o que o deserto representa em nossas vidas. Há também uma analogia preciosa e significativa a ser feita: antes de conhecer a terra prometida, os israelitas tiveram que atravessar o deserto. Antes de conhecermos o novo nascimento, por intermédio de Jesus, passamos pelo deserto com João Batista. O deserto representa o ambiente, a solidão, o recomeço, a transição e a chance. O ambiente é o espaço sem edificação, o terreno seco e árido que há nosso interior. Mas quando nos aparece João Batista reconhecemos onde estamos e reconhecemos que ali não há como sobreviver e que precisamos buscar a Fonte Viva para tudo ao nosso redor frutifique. Na solidão do deserto podemos despertar a consciência de que precisamos buscar algo além do que enxergamos. Vislumbramos um recomeço, quando saímos da aparente zona de conforto que antes pensávamos existir. Nesse conflito entre desconforto e solidão do deserto onde tudo é novo, pois para além do ambiente familiar tudo é deserto, e nesse espaço é preciso construir. O deserto é o ponto da transição e da tentação, e o nosso desafio é olhar em frente. Ali está a chance de mudança, quando olhamos para Cristo e deixamos de lado as areias que nos cegam os olhos. Aqueles que nos apresentam Jesus e nos faz enxergar o deserto que vivemos é para nós um Joao Batista como profetiza Isaias 40:3:

Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus. 

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