Por mais que tenham bens e condições dignas
de vida, nem todos vivem bem, e muitos são infelizes porque não se contentam
com o que têm. Há quem se queixe de não ter dinheiro para o supérfluo, enquanto
muitos não têm para as necessidades básicas. Há quem se queixe de não ter o corpo
de acordo com o padrão da mídia, outros de não terem roupas da última coleção,
o carro do ano, a casa maior... Ainda que tenham o necessário, o que vemos é que os
homens estão sempre insatisfeitos. Depois de lutar tanto para conseguir algo,
observamos que as pessoas tão logo consigam estão insatisfeitas e desejosas de
algo mais. Mas Salomão nos traz no Livro de Eclesiastes uma reflexão acerca da
vida e dos problemas humanos. E ele resume essa busca incessante pelo perecível
e que não é capaz por si de completar a essência humana chamando de vaidade
aquilo que tem o sentido de vazio, sem valor. Para Salomão isso é o mesmo que correr
atrás do vento. E essa reflexão nos faz pensar que a vaidade dessa vida não nos
leva a lugar algum no futuro, tampouco nos preenche no tempo presente por isso
nos deixa em Eclesiastes 1:16-17
Falei eu com o meu coração,
dizendo: Eis que eu me engrandeci, e sobrepujei em sabedoria a todos os que
houve antes de mim em Jerusalém; e o meu coração contemplou abundantemente a
sabedoria e o conhecimento. E apliquei o meu coração a conhecer a sabedoria e a
conhecer os desvarios e as loucuras, e vim a saber que também isto era aflição
de espírito.

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