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quinta-feira, 27 de março de 2014

"Eis o homem!" Ao vê-lo, os chefes dos sacerdotes e os guardas gritaram: "Crucifica-o! Crucifica-o!" Mas Pilatos respondeu: "Levem-no vocês e crucifiquem-no. Quanto a mim, não encontro base para acusá-lo". João 19:4-6


A Bíblia relata que Pilatos não queria condenar Jesus. Na verdade, ele não entendia porque o povo queria condená-Lo, uma vez que nada havia que pudesse incriminá-Lo. Em João 18:38, vemos que ele disse aos judeus: “Não acho Nele crime algum” e até mesmo argumentou com Jesus afirmando que não via mal algum Nele. No diálogo que travou com Jesus, podemos perceber que ele queria libertá-Lo e que tentava induzir o povo a consentir nisso, porque era costume soltar alguém por ocasião da Páscoa. Mas sabemos que os religiosos preferiram soltar um ladrão, notório criminoso a absolverem Jesus. Pilatos lavou as mãos, mas os principais dos sacerdotes assumiram sua posição gritando “reiteradas vezes: “Crucifica-O! Crucifica-O!”.E o argumento no qual se baseavam era porque Jesus se declarou Filho de Deus. Interessante observar que a mulher de Pilatos já o havia prevenido sobre a possibilidade de estar condenando um inocente. a Bíblia narra a hesitação de Pilatos em relação à insistência dos judeus e nos mostra que ele só lavou as mãos e O entregou para ser crucificado quando os religiosos ameaçaram-no colocá-lo contra César. Nessa atitude, percebemos que ele até se manteve reticente e não intencionava condenar um justo, mas se deixou corromper pela ameaça de perder vantagens políticas. Lavar as mãos não tira a responsabilidade de ter crucificado um inocente, pois ele não teve coragem de enfrentar e assumir a sua postura e livrá-Lo da morte. Tiago 4:17 afirma que “aquele que pode fazer o bem e não faz comete pecado”. Quantas vezes agimos como Pilatos, covardemente, lavamos nossas mãos, e julgamos que nos eximimos da culpa, quando não tomamos certas atitudes, quando não defendemos alguém que sabemos estar sendo injustiçado. Muitas vezes para garantir nossa estabilidade ou nosso conforto, fechamos os olhos, ou a boca, como se não tivéssemos nada a ver com isso e não lutamos para fazer o que é certo e justo, simplesmente porque preferimos não nos expor. Quantas vezes vemos as coisas erradas e nos calamos para não ficarmos mal perante os outros, ou porque julgamos que nada temos a ganhar com uma reação de defesa e assim agimos como Pilatos, lavando nossas mãos e deixando o erro prosseguir, mas somos hipócritas o suficiente para pensar que os culpados são apenas os que declaram: “crucifica-O”.

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