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domingo, 2 de fevereiro de 2014

E era a preparação da páscoa, e quase à hora sexta; e disse aos judeus: Eis aqui o vosso Rei. Mas eles bradaram: Tira, tira, crucifica-o. Disse-lhes Pilatos: Hei de crucificar o vosso Rei? Responderam os principais dos sacerdotes: Não temos rei, senão César. João 19:14,15


O que o texto em epígrafe relata é parte do que conhecemos como a paixão de Cristo. O episódio dramático da crucificação de Jesus por escolha daqueles que caminharam com Ele, que viram seus milagres e ouviram suas pregações. Mais do que isso: testemunharam sua forma simples e coerente de viver e de amar a humanidade. Quando lemos esse trecho bíblico pensamos que isso aconteceu há mais de dois mil anos e que, a não ser por rememoramos o episódio em  eventos religiosos, essa cena ficou no passado. Contudo, se observarmos com mais profundidade o caminhar da sociedade e da Igreja, vemos que essa passagem continua acontecendo cotidianamente. Muitos estão aceitando “César” que figurativiza o mundo, ou satanás, como seu rei e seguem crucificando Jesus  em cada atitude, apedrejando-o, cuspindo em sua face, trespassando seu corpo com uma lança, vendendo-o por moedas de ouro. Isso acontece quando a opção pelos prazeres da carne é feita em detrimento do sacrifício do Senhor. O que vemos é grande carnaval, uma exaltação de que tudo que a carne pede é válido, mas, diferentemente de quando foi criado, o carnaval de hoje dispensa as máscaras. Não há mais a necessidade de se esconder para deixar fluir os desejos da carne, é chamado de herói aquele que “tem coragem de expor seus desejos”. Quem declara que “César”é o seu rei, rejeitando Jesus e sua cruz é aclamado. Quem se opõe ao mundo e às suas concupiscências, tendo crucificado os seus desejos é criticado e açoitado. Mas, conforme diz a Palavra de Deus: aquele que perseverar até o fim terá a coroa da vida.

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