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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Maná: Palavra Diária para Edificação



"E, respondendo Jesus, disse; Não foram dez os limpos? E onde estão os nove?" (Lucas 17:17).

Amado(a), nesta passagem bíblica, quando Jesus, passando por Samaria, encontrou dez leprosos e os curou, retrata uma característica humana que muito desagrada a Deus: a ingratidão. Na pergunta em epígrafe, está subentendida a crítica de Jesus, sabendo-se que Ele havia curado dez, mas apenas um voltou para agradecer. Onde estão os nove, perguntou. Nessa pergunta está uma lição para nós sobre a ingratidão. Há coisas, no coração humano, que, sem a graça de Deus, não encontram solução. Uma delas é a ingratidão é. Somos ingratos, eis uma constatação evidente. Em geral somos prontos a retribuir uma ofensa, uma palavra dura, mas dificilmente retribuímos um benefício. Ser grato é mais difícil do que ser ingrato. É o que constatamos em muitas pessoas. Foi isso que os discípulos que viajavam com Jesus puderam perceber. O benefício realizado por Jesus na vida daqueles dez homens leprosos mostrou o coração de cada um. Todos receberam o mesmo benefício, a cura para seu mal, mas nove deles escolheram seguir seus caminhos, após ter clamado pela piedade de Jesus. Depois de curados, festejavam a cura, muito longe de Jesus. Quantos não agem assim: são prontos para pedir, tardios para agradecer. Apenas um demonstrou um coração grato e pronto a retornar para os pés daquele homem que teve piedade dele. Trazendo essa passagem para nossas vidas, vemos que quando em desespero, somos rápidos em cobrar, reclamar, justificar, orar, pegar o telefone e pedir ajuda. Todavia, quando abençoados, sequer pensamos em agradecer, testemunhar, bendizer, louvar.
O coração ingrato não mantém uma verdadeira comunhão com Deus e com os irmãos, mas uma relação de aparência espiritual, pois é incapaz de agradecer. Esquece tão rápido quanto foi para pedir, daquele que foi tão pronto em responder.
A melhor forma de conhecer o caráter de uma pessoa é verificando quão grata ou ingrata ela é. Quem é ingrato, trai, mente, machuca e não faz isso uma única vez. É sempre reincidente. Suas relações nunca são de confiança porque o ingrato não tem uma atitude firme, mas de conveniência como foi a dos nove leprosos que seguiram sem agradecer a cura recebida. A gratidão está intimamente ligada ao reconhecimento e à fidelidade. Quem não estabelece relações solidas, de reconhecimento, não consegue ser fiel. E essa fidelidade está ligada a valores, á firmeza de atitudes, ao respeito e consideração aos outros. Em geral quem não é fiel aos irmãos, também não é fiel a Deus. Quem é fiel não trai porque respeita e admira e é grato.
Amado(a), que Deus livre nosso coração da ingratidão e de sermos como aqueles que só O buscam quando precisam, quando estão desesperados, quando doentes, quando enlutados. Mas quando pensam que encontraram o que estavam buscando, viram as costas e sequer voltam para agradecer. Mas é bom não se esquecer de que colhemos o que plantamos e quem espalha ingratidão pode colher solidão.
Faça um auto exame: você tem sido grato(a) a Deus e aos seus irmãos? Tem se disposto a retribuir com amor o amor e a atenção que recebeu? Você tem colocado seus dons e habilidades a serviço da obra de Deus?

Graça e Paz!

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