Embora não use a palavra
depressão, a Bíblia descreve, em muitos momentos, a tristeza profunda ou mortal
que acomete também os homens devotados a Deus. No texto em epígrafe, o salmista
demonstra nas suas palavras que está profundamente angustiado. Elias pode ser
considerado o exemplo clássico de alguém que passou pela “caverna da
depressão”. Muitas vezes, a tensão, o ressentimento, a mágoa ou o estresse com
as expectativas frustradas desencadeiam essa angústia e ninguém está livre de
passar por isso. Tanto a história de Elias, quanto a de Davi nos mostram que nos
momentos de tristeza e depressão é preciso ressignificar a vida, buscando o
cerne da questão para atacar a essência do problema. Muitas vezes é preciso
considerar os relacionamentos e, sobretudo, é importante entendermos que não
estamos sós. Há um Deus amoroso que nos valoriza e nos ama incondicionalmente. E,
assim, podemos entoar como o salmista
“Senhor, tu me sondas e me conheces. Sabes
quando me sento e quando me levanto; de longe percebes os meus pensamentos.
Sabes muito bem quando trabalho e quando descanso; todos os meus caminhos te
são bem conhecidos. Antes mesmo que a palavra me chegue à língua, tu já a
conheces inteiramente, Senhor. Tu me cercas, por trás e pela frente, e pões a
tua mão sobre mim. Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de
minha mãe. Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas
obras são maravilhosas! Disso tenho plena certeza” (Salmos 139:1-5, 13 e 14).
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