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terça-feira, 25 de abril de 2017

E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? (João 9:1-2)


O apóstolo João registra em seu Evangelho um importante milagre de Jesus, dentre os muitos relatados ou não na Bíblia. Se hoje temos um tratamento diferente aos cegos, no tempo de Jesus os cegos não tinham valor algum e sua cegueira era tida como castigo por algum pecado. A Bíblia relata que Jesus notou no meio da multidão um homem cego, relegado à indiferença da sociedade de Jerusalém, assim como ainda acontece nas grandes atualmente. O entendimento era de que se nascera cego, estava sendo castigado por algum pecado e por isso permanecia abandonado, sozinho, dependendo da caridade e da compaixão de quem por ele passasse. Todavia, ele recebeu a graça de ser notado por Jesus que não vê multidões. E sim a pessoa em profundidade. E quando Jesus prendeu sua atenção naquele pobre homem seus discípulos, condicionados pela crença da "causa e efeito", questionaram o Mestre sobre quem haveria pecado se ele nascera cego. Percebemos que havia um preconceito claro ali, pois o julgamento não olhava a pessoa e sim o que a sociedade estabelecia como pecado. Mas Jesus quebrou esse paradigma, primeiro porque parou para dar atenção àquele que sequer era notado pelos outros. Isso nos mostra que Jesus se importa com cada ser humano, sem distinção ou julgamento e assim mostra aos seus discípulos que não havia nenhum castigo e nenhuma maldição hereditária na vida daquele homem. E Jesus nos mostra que a cegueira maior era da sociedade que se prendia muito mais a legalismos, por isso os fariseus se incomodaram com o fato de que Jesus curara o cego em um sábado. Pouco importava se aquele era o momento de luz para alguém que passou a vida toda na escuridão. O ritual era mais importante do que a vida ou a saúde daquele homem. Nisso, a sociedade atual continua a mesma. As leis beneficiam, por seus rituais, os corruptos, os ladrões, enquanto os doentes continuam à margem da sociedade. Vemos que Jesus queria não só curar a cegueira física, mas também abrir os olhos espirituais do cego e de todos demais. O Senhor ainda chama

Trazei o povo cego, que tem olhos; e os surdos, que têm ouvidos. Isaías 43:8

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