segunda-feira, 5 de março de 2012


“Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por Nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim” (Is 6:8).

O cumprimento de profecia é uma das provas mais fortes de que a Bíblia é inspirada por Deus e que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus. O profeta Isaias é um mensageiro da vinda do Salvador e foi enviado por Deus para trazer a mensagem de redenção aos de seu tempo. Isaías foi um enérgico profeta do século 8 a.C. que falou contra o pecado e a corrupção, ensinou a justiça e retidão e profetizou a vinda do Messias. Ele exortou o povo contra o pecado, a corrupção e a rebelião da nação contra Deus. A missão de Isaías foi além da reforma no reino de Judá. Ele profetizou que a missão de Judá seria representar Deus ao mundo. Judá tinha um propósito missionário para todas as outras nações. Isaías cita Deus dizendo: “Eu, o Senhor, te chamei em justiça, tomar-te-ei pela mão, e te guardarei, e te farei mediador da aliança com o povo e luz para os gentios” (Is 42:6). Isaias iniciou um missão que foi seguida por outros profetas canônicos até João Batista, mas na Igreja atual há o dom de profecia, concedido pelo Espírito Santo que habita naquele que faz a vontade de Deus e se deixa usar para glória de Deus. Todo cristão foi comissionado por Jesus, para transmitir sua mensagem.

Isaias se colocou à disposição para o serviço da obra de Deus e é isso que precisamos aprender com ele. Mas antes devemos refletir sobre o que em nossa tem sido empecilhos para que Deus nos use. Vemos que, ao ser chamado, Isaias respondeu imediatamente antes mesmo de saber os detalhes da tarefa.

Mesmo ciente de que se tratava de uma tarefa pouco atraente, mesmo sendo uma missão que ele não teria escolhido, era uma missão que Deus havia escolhido para ele e para tanto o capacitou. Com ele aprendemos que, se estivermos dispostos, Deus nos capacita e nos concede o poder de que precisamos para cumprir a missão que nos dá, assim como fez com todos aqueles que responderam ao seu chamado. Não somos diferentes das pessoas do tempo de Isaías ou de Jesus, então, que possamos dizer como ele, diante do chamado de Deus para fazer a sua obra: eis-me aqui!

Graça e Paz!



Bibliografia: http://www.icmv.org.br/BibliaOnline.aspx

















domingo, 4 de março de 2012



“Dispõe-te, e desce à casa do oleiro, e lá ouvirás as minhas palavras.” Jeremias 18:2


Essas palavras foram dadas por Deus ao profeta Jeremias que foi chamado ainda jovem a trabalhar para o Senhor, proclamando denúncias e temíveis julgamentos, em especial aos sacerdotes, aos profetas e aos governantes, e àqueles que seguiam no caminho do erro. Deus nos fala por meio dos profetas que Ele coloca em tempo determinado para nos exortar. Na Bíblia, encontramos vários exemplos de homens usados por Ele nos colocar ou chamar de volta ao caminho do Senhor.

Jeremias nos ensina o que acontece quando deixamos brechas espirituais, quando vivemos no pecado e não pedimos perdão a Deus. Jeremias nos ensina que não só aquele que peca, mas todos os que estão sobre a sua autoridade passam a ficar na mão do inimigo. É interessante observar que Deus pode falar conosco até mesmo por meio das situações mais inusitadas da vida. Assim aconteceu com o profeta Jeremias. Deus falou profundamente com ele, por meio de situações cotidianas e de igual modo continua falando conosco, mas nem todos estão dispostos a ouvir.

Na casa do oleiro, Deus continua falando conosco. Se estivermos dispostos, como Jeremias, a compreender a mensagem do Senhor e a nos deixar transformar, vamos ver que o oleiro é aquele profissional que se debruça sobre seu trabalho. O foco e a entrega garantem a qualidade da obra. Assim é Deus que trabalha em nossas vidas, até ver o vaso terminado! Quando observamos o oleiro trabalhando junto à roda vemos que a roda não pode parar.Mas o oleiro é quem determina a velocidade da roda. No momento em que a roda para, o barro seca e não há mais possibilidade de moldar o barro na forma que o oleiro quer. Deus está no controle de todas as coisas. E é Ele quem determina o tempo e a forma. Ele nunca deixou o controle das nossas vidas. Se assim como o profeta, também nós descermos à casa do oleiro iremos aprender algumas lições, imprescindíveis, pois Ele é o oleiro que trabalha em nossa vida; nós somos o barro que, trabalhado pode ser transformado num belo vaso. Mas é o relacionamento que estabelecemos com o Senhor é como o do vaso que não pode determinar sua forma e tamanho, mas apenas se deixa moldar. Só o Senhor pode nos moldar conforme a Sua vontade. Como vaso feito pelo oleiro que, ainda que se quebre durante a sua produção, pode ser refeito em um vaso novo, também podemos ser transformado de barro sujo, disforme em um vaso de honra. Ainda que a nossa vida tenha sido de frustrações, fracassos, decepções, vazio, incerteza, medos e sofrimento, o Senhor está disposto em fazer de nós um vaso novo. Mas para isso, precisamos obedecer à sua voz, que ainda hoje nos diz: “Dispõe-te, e desce à casa do oleiro, e lá ouvirás as minhas palavras. Precisamos ouvir a voz dos profetas, precisamos atender ao chamado de Deus, por meio de quem Ele escolhe usar.

Graça e Paz!



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sábado, 3 de março de 2012


“O SENHOR foi com Josafá, porque andou nos caminhos de Davi, e não procurou a baalins” (2 Crônicas 17:3).

A Bíblia conta que o pai de Josafá, Asa, apesar de ter sido determinado a seguir os caminhos do Senhor e mostrado muita fé no início de seu governo, nos últimos anos deixou de confiar no Senhor Deus para confiar no rei da Síria e não ouviu as admoestações do profeta de Deus que o repreendeu. Quantos são os que começam bem e, por algum motivo deixam de confiar Naquele que deu provas de fidelidade para confiar em algum homem ou mulher e, quando repreendidos ou instados a voltar para o caminho do Senhor, agem como Asa e tratam seu conselheiro como inimigo. A experiência dos homens bíblicos e as de muitos contemporâneos mostram-nos que a consequência desta atitude é a decadência pessoal. Contudo, aprendemos com a palavra de Deus que ela não volta vazia e aquele que é criado na orientação do Senhor traz em si a semente da verdade que germina a seu tempo, e contribui para o propósito de Deus. Asa se desviou do caminho de Deus e não demonstrou arrependimento e nem iniciativa para retornar, obstinou-se em seu orgulho e morreu distante de Deus. Entretanto, seu filho Josafá, que fora criado no temor do Senhor tinha a semente da palavra e dela não se desviou. Ele teve coragem, força e fé para buscar primeiro o reino de Deus, e foi vitorioso. Quando se tornou rei, o povo de Deus se encontrava numa situação complicada. O reino do norte estava nas mãos do perverso e incrédulo rei Acabe e sua esposa Jezabel, que acabaram com o culto a Deus no reino do norte e fizeram com que os filhos de Deus vivessem escondidos em poços e buracos.

Mas Josafá, ao tornar-se rei, não baixou a cabeça, não se acomodou, tampouco deixou de honrar os princípios com os quais fora educados, a despeito da mudança de atitude de seu pai no final da vida. vemos que ele tomou uma série de medidas para resgatar o povo de Judá. Enquanto em Israel a apostasia era geral, pois o rei Acabe e Jezabel, faziam de tudo para acabar com o verdadeiro culto a Deus e estimular o culto a Baal, Josafá agiu com firmeza para que o povo se voltasse para o Deus verdadeiro. Assim como nos nossos dias, a Palavra de Deus era negligenciada e a sensualidade e a imoralidade conquistavam cada vez mais espaço. Por isso, ele tomou uma atitude drástica: fechou a fronteira com o reino do norte e mobilizou o exército de Judá. O que fez a diferença na sua história pessoal e na de seu povo foi a sua coragem de se posicionar e de não aceitar a contaminação do povo. Josafá “Tornou-se-lhe ousado o coração em seguir os caminhos do SENHOR” (2 Crônicas 17:6).

A história registra que quando Josafá levantou a cabeça e tomou a posição de procurar o SENHOR, ele foi muito abençoado por Deus. A Palavra de Deus declara que “o SENHOR foi com Josafá” (2 Crônicas 17:3). E acrescenta: “o SENHOR confirmou o reino nas suas mãos e todo o Judá deu presente a Josafá, o qual teve riquezas e glória em abundância” (2 Crônicas 17:4). Com isso ele obteve o respeito até de seus inimigos. Com esse rei corajoso e temente a Deus, aprendemos que aquele que coloca o Senhor acima de todas as coisas jamais será envergonhado, ao contrário daqueles que mudam de postura de acordo com sua conveniência. Outros exemplos bíblicos e os de homens e mulheres de nossa geração podem confirmar o que está registrado no livro de Crônicas.

Graça e Paz!



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sexta-feira, 2 de março de 2012



E Asa fez o que era bom e reto aos olhos do SENHOR seu Deus. Porque tirou os altares dos deuses estranhos, e os altos; e quebrou as imagens, e cortou os bosques. E mandou a Judá que buscasse ao SENHOR Deus de seus pais, e que observasse a lei e o mandamento. Também tirou de todas as cidades de Judá os altos e as imagens; e sob ele o reino esteve em paz. E edificou cidades fortificadas em Judá; porque a terra estava quieta, e não havia guerra contra ele naqueles anos; porquanto o SENHOR lhe dera repouso. Disse, pois, a Judá: Edifiquemos estas cidades, e cerquemo-las de muros e torres, portas e ferrolhos, enquanto a terra ainda é nossa, pois buscamos ao SENHOR nosso Deus; buscamo-lo, e deu-nos repouso de todos os lados. Edificaram, pois, e prosperaram. (2 Crônicas 14:2-7)


A Bíblia conta que Asa foi um rei fiel a Deus e, tendo assumido o trono após a divisão do reino, Asa foi exortado pelo profeta Azarias, e fez remover de Judá os altares de deuses estranhos erigidos pelos reis idólatras que o antecederam e fez o povo observar a lei de Moisés. De acordo com a Bíblia, ele serviu fielmente a Deus durante trinta e cinco anos do seu reinado. Ele removeu altares estranhos, mandou que Judá buscasse ao Senhor, removeu os altos, edificou cidades, venceu batalhas em nome do Senhor. Ele não vacilou sequer em depor a própria mãe quando ela caiu em idolatria (2 Cr. 15:16). Entretanto, Asa começou bem, mas não perseverou até o fim. E quando foi admoestado pelo profeta, ao invés de se arrepender, fechou-se ainda mais em seu pecado.

As atitudes de Asa nos ensinam diversas lições. Uma delas é a que não precisamos permanecer nos erro porque já o recebemos como herança. Asa veio de uma sucessão de reis idólatras e não compactuou com essa forma de ser contrária à palavra de Deus. Também não é porque nossos familiares têm uma conduta é que devemos fazer o mesmo, se isso não agrada a Deus. Antes, devemos, pelo nosso exemplo, mostrar o caminho certo.

A Bíblia diz que Asa fez o que era bom e reto aos olhos do Senhor seu Deus. Diz também que ele foi prudente e edificou muros em um período em que não havia guerra contra ele e foi sábio em buscar a Deus, por isso prosperou. Com ele aprendemos que, para prosperarmos, antes precisamos fazer uma limpeza naquilo que está contaminando nossa vida. Asa fez uma faxina espiritual em seu reino, tirou todos os altares dos deuses estranhos e derrubou os ídolos. Vemos com isso que, no meio do povo de Deus havia a contaminação com deuses estranhos, o que acontece ainda hoje. Talvez seja por isso que o povo, apesar de buscar ao Deus verdadeiro, não prospera. Talvez porque o povo de Deus ainda precisa fazer uma faxina uma faxina em suas vidas. Pode ser que ainda existam altares edificados a deuses estranhos não em altares de bronze, ou prata, ou pedra, mas altares nos espirituais. Quantas pessoas estão deixando a sensualidade reinar em suas vidas, ou mesmo o apego ao dinheiro, ao poder e a outros valores, ou ainda cultuam pessoas que elegeram como seus ídolos. Quando Asa mandou que o povo buscasse ao Senhor e tirou das cidades de Judá as imagens e os altos, o povo colheu as consequências disto. O reino esteve em paz. E teve repouso de todos os lados. Aprendemos com esse rei que agradou ao Senhor que precisamos buscar a Deus e edificar muralhas contra o inimigo, antes que ele se apresente. Não é apenas em tempo de guerra que precisamos tomar cuidado, mas vigiar antes é o recomendado. O profeta Isaias 55:6exortou-nos:“Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”. Se buscarmos ao Senhor e nos dispusermos a ser fieis, limpando o que existe de errado em nossa vida, certamente, prosperaremos.

Aprendemos com os acertos de Asa, e também como seus erros. A primeira lição de seus erros é que, ainda que tenhamos começado e vivido a maior parte de nossa vida de caminhada com Deus, precisamos ficar atentos para continuarmos fiéis até o fim de nossas vidas. O que importa não é como começamos, mas sim como terminamos. A Bíblia informa em 2 Crônicas 15:19 que “não houve guerra até ao ano trigésimo quinto do reinado de Asa”. Se Asa reinou 41 anos, isso significa que o final de seu reinado foi diferente. E Asa dormiu com seus pais; e morreu no ano quarenta e um do seu reinado. (2 Crônicas 16:13). Aprendemos também com o final do reinado e da vida de Asa que algumas pessoas, ao se desviarem, não retornarão mais, não importa quantas coisas ruins lhe aconteçam. Por conta de sua desobediência, multiplicaram-se as guerras e as doenças. E nem assim ele voltou-se para Deus. Endureceu completamente o seu coração. Não voltou, nem pelo amor, nem pela dor, mesmo sabendo quem era Deus e tendo vivido experiências significativas com Ele. Há pessoas que se rebelam contra o Senhor, e, mesmo vendo sua vida indo de mal a pior, não se arrependem. O orgulho impede alguma pessoas de admitirem que erraram, e, de se convertem para serem curadas. Isso nos ensina que, o fato de começarmos bem não é garantia de terminarmos bem, se não perseverarmos em fidelidade. O fato de termos sido fiéis a maior parte de nossas vidas não nos dá, diante de Deus, maior direito de pecar do que qualquer outra pessoa. Se o justo cometer a injustiça, Deus se esquecerá do seu passado de justiça; se o injusto se arrepender de suas más obras, Deus se esquecerá do seu ruim passado.

Apesar de seus erros, com Asa aprendemos uma grande lição: podemos vir de um lar errado, ser filhos de pais idólatras, mas podemos servir ao Senhor em Espírito e em verdade, condenando a idolatria. Vamos lembrar que Asa fez o que era correto enquanto ouviu a exortação do profeta Azarias. Mas não atendeu à exortação do profeta Hanâni. As palavras do profeta foram mal recebidas pelo Rei Asa, que ficou indignado contra o profeta. Neste período Asa não agia mais da mesma maneira que no início de seu reinado, e oprimiu alguns do povo. É o que acontece com muitos ainda hoje que não ouvem a admoestação do profeta e seguem os próprios conselhos, ouvindo apenas o que lhe interessa. O resultado é obvio: a decadência física e a morte espiritual.

Graça e Paz!



Bibliografia: http://www.icmv.org.br/BibliaOnline.aspx

















quinta-feira, 1 de março de 2012


Porque também eles edificaram altos, e estátuas, e imagens de Asera sobre todo o alto outeiro e debaixo de toda a árvore verde. (1 Reis 14:23)

A Bíblia nos ensina em várias passagens que a idolatria é um grande mal e que leva à ruína tanto material, quanto espiritual. Entretanto, vemos exemplos de homens que tiveram a oportunidade de servir ao Deus verdadeiro, mas escolheram, por vaidade ou interesse em manter o poder, servir a outros deuses. Ainda hoje, pessoas inteligentes e que receberam de Deus dons que poderiam ser úteis à Obra do Senhor são usados de forma idólatra. Salomão em vez de usar sua tão conhecida sabedoria para edificar seu reino e sua família nas bases orientadas por Deus, preferiu se contaminar com deuses diversos e assim trouxe as consequências para a sua própria casa. Após sua morte o seu reino foi dividido e a partir de então vemos guerras e divisões entre o que deveria ser o povo de Deus e unido em adoração a um único Deus. Após a morte de Salomão, cuja sabedoria era apenas terrena, começou uma longa e dolorosa história de sofrimentos para o povo cujos reis cometeram práticas idolátricas e pecados contra a palavra de Deus. Mesmo tendo o Senhor enviado inúmeros profetas para consolar e aconselhar o povo e, principalmente, para criticar e condenar as atitudes erradas dos reis, muitos endureceram seu coração. Pelo pecado da idolatria, Israel voltou à escravidão no Egito e o reino nunca mais foi unido. Os dois reinos foram marcados por guerras contínuas entre Roboão e Jeroboão e entraram em franca decadência, fazendo com que se perdesse toda a glória dos tempos de Salomão. Isso nos ensina que nenhuma riqueza é permanente e que nenhuma sabedoria humana é superior àquela que vem do Senhor e que deve servir à edificação de Seus Reino, jamais de um reino perecível. A Bíblia narra que Roboão, filho de Salomão, tornou-se o rei de Judá, logo após a morte de seu pai. O seu grande erro e que também é cometido ainda hoje por pessoas que se acham inteligentes foi ouvir amigos insensatos e deixar de ouvir a voz de Deus, por meio de profetas idôneos. Vemos que Roboão, mesmo tendo ouvido os conselhos dos anciãos, que lhe relembram ser a função da autoridade servir ao povo, preferiu dar ouvidos aos jovens da corte, que o aconselharam a aumentar a opressão e a exploração para não perder a autoridade sobre o povo. Entretanto, foi por isso que perdeu sua autoridade e o poder que tanto desejou. Aprendemos com essa história uma lição antiga: quem quer reter o poder por estratégias humanas acaba perdendo, mas quem se baseia na palavra e no Espírito de Deus jamais perde o que lhe é dado por Ele, ou ainda, “quem tudo quer, tudo perde”.

Graça e Paz!



















quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012


Assim fez Salomão o que parecia mal aos olhos do SENHOR; e não perseverou em seguir ao SENHOR, como Davi, seu pai. (1 Reis 11:6)

Deus escolheu homens como Saul, Davi e Salomão para o bem de Israel. Entretanto, a forma de agir de cada um determinou o futuro de seu reinado. Nem sempre as suas escolhas como rei eram fundamentadas na palavra de Deus. Mas Deus continua nos ensinando por meio desses homens. Com Saul, aprendemos que a vaidade, o orgulho e a desobediência levam à decadência moral e também profissional. Com Davi aprendemos que os nossos erros trazem consequências e as nossas escolhas de hoje determinam até mesmo o futuro de nossa família. Com a história de Salomão vemos até onde as consequências dos erros de Davi alcançaram. O ambiente que criamos nossos filhos é determinante na formação de seu caráter. Salomão viveu num lar marcado por sucessivos problemas morais como o incesto entre seus irmãos Tamar e Amnom (2 Sm 13.1-17); o assassinato de Amnom (2 Sm 13.23-29), a usurpação do trono de Davi por seu filho Absalão (2 Sm 15.1-8), que se prostituiu com as concubinas de seu pai (2 Sm 16.20-23). Davi não teve em sua casa o mesmo pulso firme que demonstrou como guerreiro. Ele foi um grande rei em Israel, mas deixou muito a desejar como pai e isso comprometeu a base de formação de sua família. Nem todos os seus filhos foram tementes a Deus. A Bíblia deixa claro que Salomão amava ao Senhor, e seguia os conselhos de seu pai Davi até que se deixou corromper pelos costumes das mulheres com as quais se uniu em jugo desigual. Ainda hoje vemos famílias destruídas porque não observam as orientações bíblicas: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? (2 Coríntios 6:14); Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo? (Amós 3:3)

Por conta de sua associação com mulheres que não temiam a Deus, Salomão tornou-se idólatra. Então, Deus enviou Aías para profetizar contra a casa de Davi por causa da idolatria de Salomão (I Reis 11:29-31). Com isso, aprendemos que Deus está sempre atento e não deixa de enviar seus profetas para nos avisar sobre os nossos erros. Contudo, a decisão de mudar de vida e de nos arrependermos é exclusivamente nossa. Davi foi alertado por Natã e, com humildade, escolheu voltar aos caminhos do Senhor. Salomão teve a mesma oportunidade, assim como nós temos, quando Deus nos envia profetas que nos chamam ao arrependimento e à mudança de atitude, quando saímos do alvo. Salomão, ao final de sua vida, reconhece que tudo aqui é passageiro e é vaidade e deixa registradas as inúmeras orientações de como não perdermos o foco, porque nenhum bem terreno, nenhuma glória é maior do que a Salvação por intermédio de Jesus. Essa foi a grande lição de Salomão.

Graça e Paz!




Clique aqui e veja um vídeo sobre Salomão e a Rainha de Sabá





















terça-feira, 28 de fevereiro de 2012


Então disse Natã a Davi: Tu és este homem. Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Eu te ungi rei sobre Israel, e eu te livrei das mãos de Saul; (2 Samuel 12:7)

Ninguém está livre da queda. Esta é uma das grandes lições que aprendemos com o rei Davi, o homem segundo o coração de Deus. Aprendemos também com esse rei que apesar das suas falhas, a Bíblia apresenta Davi como um exemplo para aqueles que são fiéis a Deus. Vemos que Deus não fecha os olhos para as nossas fraquezas, pois Ele sabe quem nós somos e Ele não nos condena sem antes nos dar a oportunidade do arrependimento. Da mesma forma que Davi foi exaltado no livro de Samuel, os seus erros também foram expostos e severamente criticados. Isso nos ensina que Deus não faz vista grossa para o pecado, porém castiga devidamente àquele que ama. A Bíblia descreve os êxitos e a fama de Davi e narra com igual veemência o seu vergonhoso pecado e suas tristes conseqüências nos âmbitos na sua vida pessoal e pública. Davi, embora perdoado, não foi isento de assumir as conseqüências de seu pecado.

Vemos que ele caiu, justamente, no apogeu do seu poder. Com ele aprendemos que um homem pode ter total controle de um exército, estratégias para derrotar fortes inimigos, poder para tomar e destruir qualquer cidade ou fortaleza, mas pode não conseguir exercer controle sobre o seu próprio desejo, conforme lembra-nos Provérbios 25:28 “Como a cidade derrubada, sem muro, assim é o homem que não pode conter o seu espírito”. Além de adultério, Davi cometeu assassinato. Além de adultério, Davi cometeu assassinato. Foi desleal com alguém que demonstrou ser leal a ele e hipócrita, ao tentar camuflar seu erro com o pretexto de amparar Bate-Seba em sua viuvez, tornando-a oficialmente sua mulher. Davi também errou ao guardar segredo sobre seus crimes, pensando que jamais o saberia e não o confessou a ninguém. Contudo, as palavras de Natã, enviado por Deus, conduzem Davi ao arrependimento, que reconheceu imediatamente o seu pecado.

Aí aprendemos uma grande e exemplar lição com esse pecador que enxergou o seu egoísmo e ingratidão. Ele confessou o seu pecado e buscou o perdão. Vemos então a diferença entre Davi e seu antecessor: ele não só confessou seu pecado como admitiu publicamente seus erros e não perdeu a sua comunhão com Deus. Embora não ficasse livre das conseqüências de seus pecados, Davi não perdeu o que era mais precioso. A história de Davi nos serve como reflexão sobre a nossa responsabilidade pelas decisões que tomamos. O perdão divino sempre estará disponível para aqueles que pecam, mas Deus não desviará de nós os resultados dos nossos pecados.

Graça e Paz!



















segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012



E todo o povo partiu para Gilgal, onde proclamaram a Saul por rei perante o SENHOR, e ofereceram ali ofertas pacíficas perante o SENHOR; e Saul se alegrou muito ali com todos os homens de Israel. (I Samuel 11:15)

Saul entra para a história dos reis de Israel como o primeiro rei, mas também como o primeiro da lista dos reis maus e perversos. Ele, que foi escolhido por Deus e ungido por meio do profeta Samuel, transformou-se em um assassino cruel, que vivia possesso por espíritos malignos. Com a história de Saul e podemos tirar lições várias e importantes lições para a nossa vida. A primeira é que, mesmo sendo eleitos de Deus, não podemos nos deixar levar pela vaidade e pela desobediência. Saul foi devidamente ungido por Samuel e começou muito bem o seu governo, e acabou muito mal, porque, preferiu ouvir a voz do seu próprio coração, e fazer apenas a sua vontade, desobedecendo a Deus. Isso ocorreu porque Saul se engrandeceu com o peso da coroa e passou a tratar o pecado com negligência. Vemos que, por várias vezes, ele se desculpava, ou atribuía a culpa aos outros, mas jamais se arrependeu verdadeiramente. Diferentemente de Davi, que também pecou, Saul jamais teve seu coração contristado pelos seus erros. Deus espera que a nossa obediência e que busquemos a santificação. Outra importante lição que aprendemos com esse rei é que jamais podemos nos levantar contra um ungido de Deus. A Bíblia narra em I Samuel 16:14-15que, um espírito maligno se apossou de Saul e ele passou a perseguir o ungido de Deus, Davi. E nessas perseguições, ele também assassinou covardemente os sacerdotes de Deus e seus descendentes. Por vaidade, por não aceitar que outro ocupasse o lugar que já não mais lhe cabia, Saul destruiu a casa do Senhor e a sua própria casa, pois todo aquele que se levanta contra os ungidos de Deus, certamente, perecerá! Tivesse Saul aprendido com Samuel a ter um espírito humilde, talvez o seu fim fosse outro.

Saul cometeu outros erros, com os quais devemos aprender. Ele desobedeceu a Deus, consultando demônios numa sessão de necromancia (I Samuel 28:8-10), e encerra o seu reinado e a sua vida cometendo suicídio. Antes disso viu toda a sua casa ser destruída e a sua descendência ser assassinada pelos inimigos (I Samuel 31:1-4). A vaidade e o orgulho de Saul expuseram a sua família e o povo que deveria proteger.

Quando Deus escolheu Saul, Ele certamente tinha o propósito de que a sua vida fosse um grande sucesso, mas ele preferiu trilhar o seu próprio caminho e em consequência disso chamou para si um fim trágico. Saul não fez o que Deus ordenou e ainda procurou ajuda de falsos deuses e se deixou dominar por espíritos malignos.

Vemos que Saul não fracassou imediatamente, mas passou por um processo de declínio espiritual de forma gradual. No início de seu reinado, ele era um homem humilde, mas aos poucos foi deixando que o mal tomasse conta dele. Davi era seu aliado, mas o orgulho e a inveja fizeram com que fosse um inimigo. Quem trata os ungidos de Deus como inimigos, mesmo que tenham recebido provas de afeição perece como Saul,

Graça e Paz!



















domingo, 26 de fevereiro de 2012


Porém o povo não quis ouvir a voz de Samuel; e disseram: Não, mas haverá sobre nós um rei. (1 Samuel 8:19)

Após o cativeiro no Egito e a fuga pelo Mar Vermelho, depois de ser conduzido por Moisés, o povo de Israel era julgado por Juízes contituídos por Deus. O primeiro deles foi o próprio Moisés, substituído por Josué. Cronologicamente podemos mencionar os seguintes líderes que teriam julgado Israel, com suas respectivas tribos de origem e referências bíblicas:Moisés (Levi) Ex 2:1-2; Josué (Efraim) - Js 1:1-9; Otniel (Judá) - Jz 1:11-15; Jz 3:7-11; Eúde (Benjamim) - Jz 3:12-30; Jz 4:1; Sangar (desconhecido a origem) - Jz 3:31; Jz 5:6; Débora (Efraim) - Jz 4:1; Jz 5:31; Gideão (Manassés) - Jz 6:1-8; Jz 6:32; Tola (Issacar) - Jz 10:1-2; Jair (Manassés) - Jz 10:3-5; Jefté (Manassés) - Jz 10:6-12; Jz 7; Ibsã (Judá ou Zebulom) - Jz 12:8-9; Elom (Zebulom) - Jz 12:11-12; Abdom (Efraim) - Jz 12:13-15; Sansão (Dã) - Jz 13-16 e, por último, Samuel (Efraim) - I Samuel 1-25. Por muitos anos Samuel julgou com toda a justiça, mas ao envelhecer, colocou os seus filhos como juízes sobre o povo, e esses não andaram segundo os seus caminhos. Porque perverteram o juízo (I Sm 8:1-3), os anciãos de Israel se congregaram e exigiram de Samuel que colocasse sobre o povo um rei. Na verdade, isso foi apenas um pretexto, pois o que o povo queria era se igualar às demais nações. Samuel, instruído por Deus mostrou ao povo os perigos e as desvantagens do que pediam. Mas, mantendo um espírito vaidoso e rebelde, o povo insistiu nessa petição. Em respeito à liberdade de escolha, Deus ordenou a escolha do rei. Vemos pela narrativa bíblica que Saul é ungido e aclamado rei, depois de encontrado por Samuel, quando ele procurava uns animais de sua fazenda. Saul, descrito como belo e majestoso, era, então, possuidor de excelentes qualidades, que o fariam um bom rei: humildade e coragem. Entretanto, com Saul e o desenrolar de seu reinado, vemos que se não tivermos sempre os olhos em Deus e não nos deixarmos corromper pela vaidade, não há qualidade humana que sobreviva. Se dermos espaço à vaidade e pretenção, deixarmos os melhores caminhos que Deus tem escolhido para nós para seguirmos os nossos próprios planos. Podemos refletir sobre isso, inicialmente pela própria condução de Saul ao trono. Israel já tinha um Rei. Não seria necessário outro rei, se o povo realmente tivesse compreendido que “Bem aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor, e o povo que ele escolheu para sua herança (Salmo 33:12).”. Ao desejar se igualar aos outros povos que tinham um rei, o povo de Israel deixou de considerar o que era um privilégio e desejou se submeter a um homem. Vemos que nessa decisão o povo está sendo desleal com Deus. O reinado de Saul nasceu da rebelião do povo. Deus havia tirado o povo do Egito e o tinha protegido até ali. Não precisariam de um rei. O plano de Deus para Israel era o de um reino teocrático, um reino em que Deus governaria por meio de servos de sua escolha. Contudo, Deus permitiu ao povo ter a sua própria forma de governo, porque Ele é um Deus democrático e respeita o livre arbítrio do ser humano. Além de permitir, ainda ajudou-o na escolha do rei. Isso nos ensina mais uma lição e aumenta a nossa responsabilidade: se temos um Deus que nos ama e que nos quer guiar, e escolhemos outros líderes, temos que assumir as consequências de nossas escolhas. Por isso precisamos aprender sondar a vontade de Deus em tudo o que fizermos. Mas nesta história também temos um exemplo digno de ser seguido. Samuel nos dá um belo exemplo de humildade e obediência, quando renuncia a liderança da nação e unge o jovem Saul para reinar em seu lugar. Ele mesmo cooperou humildemente na escolha e na unção do rei, e na organização do reino. Ele foi avisado por Deus que a rejeição a sua liderança foi considerada como rejeição ao próprio e demonstrou humildade ao abdicar de sua liderança para procurar e ungir um rei em seu lugar. Com ele aprendemos que o Reino é de Deus e não nosso, ainda que ocupemos temporariamente uma posição deliderança. Se houver necessidade de deixarmos o nosso lugar para que outro ocupe, devemos deixá-lo imediatamente, sem amargura ou ressentimentos. E sem vaidade, devemos ajudá-lo no início da carreira. Samuel mostrou que não era um desses líderes cheios de vaidade e egoísmo, capazes de quebrar lanças e de colocarem o mundo abaixo para permanecerem no cargo de poder, assim como foi Saul, quando soube que outro o substituiria no trono. Samuel não colocava a si mesmo em primeiro lugar, mas sim o interesse do Reino de Deus e a vontade do povo.



Graça e Paz!


Veja um vídeo sobre Samuel e Saul, clicando em:







sábado, 25 de fevereiro de 2012


“E quero, irmãos, que saibais que as coisas que me aconteceram contribuíram para maior proveito do evangelho”. (Filipenses 1:12).

O apóstolo Paulo é um dos maiores exemplos de transformação que a Bíblia nos mostra. Sendo fariseu, conhecedor profundo do Antigo Testamento e das tradições de seu povo, Saulo de Tarso, era considerado um dos homens mais versados na religião de Israel. Vemos que, de perseguidor de Cristo, transformou-se no apóstolo mais aguerrido à causa do Evangelho. No caminho para Damasco o apóstolo, o implacável perseguidor da Igreja Primitiva, teve um encontro que mudou a sua história por completo. Ele se deparou com a pessoa do Senhor Jesus Cristo. Uma frase célebre marca a importância desse encontro: “Saulo, Saulo, porque me persegues?”. A partir de então Jesus faria de Paulo um evangelista usado por Deus na expansão mundial do evangelho e no fortalecimento das bases da Igreja já iniciadas pelos doze apóstolos. Ele se tornou o maior apóstolo que o mundo conheceu. Saulo transformou-se em Paulo, uma testemunha incansável de Cristo Jesus. Aprendemos com o Apóstolo Paulo que a nossa vida está nas mãos de Deus, que é Ele quem cuida de nós, e que precisamos aprender a ouvir conselhos, que vêm do Senhor, pois quando nos fazemos de surdos á voz de Deus, corremos o risco de colocar a nossa própria vida, e de outras pessoas, em risco. Paulo soube suportar as frustrações da caminhada cristã. Ainda hoje, Paulo é modelo de vida para todos nós, pois, ao ter um encontro verdadeiro com Deus, mudou radicalmente a sua vida, suas atitudes, sua forma de pensar e de falar. Precisamos entender que não basta encontrar Jesus. Isso Saulo havia feito por diversas vezes, tanto que o perseguia. É necessário deixar que Jesus nos encontre. A transformação só acontece quando nos deixamos encontrar. No caminho de Damasco, Saulo deixou o velho homem, o erudito conhecedor das leis e perseguidor de Cristo e, ao ser encontrado por Jesus, encontrou Paulo, o servo humilde e determinado a seguir, não a perseguir, o Evangelho. Aprendemos com o apóstolo Paulo algumas estratégias e posturas que, se observadas, possibilitarão ao cristão alcançar melhores resultados e levar o prêmio.

Aprendemos com Paulo que nós também podemos encontrar o perdão e salvação, apesar de nossas limitação e do nosso passado. Admitir nossas fraquezas não é falta de espiritualidade ou fraqueza. É sinal de nossa humanidade.




Veja um vídeo sobre a vida do apóstolo Paulo, clicando em:






sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012


Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram. (João 20:29)

Dos doze discípulos de Jesus, Tomé destacou-se por seu conhecido ceticismo. Mas podemos perceber na história de vida deste apóstolo que Jesus queria nos ensinar algo com essa característica que não apenas de Tomé. Os outros discípulos também não acreditaram de imediato que Jesus havia ressucitado. A diferença é que Tomé, por seu espírito crítico questionava abertamente e pedia provas concretas. Tomé era extremamente honesto e não guardava para si as dúvidas. Era sincero e verdadeiro, e, talvez, por isso tenha sido tomado por incrédulo. O que de fato ocorria é que apresentava uma tendência natural para o pessimismo e para encontrar erros em tudo. Jesus sabia disto, quando o aceitou em seu grupo e sabia também que essa característica poderia ser usada para o bem. A admissão de Tomé no grupo dos doze demonstra claramente que Jesus ama até mesmo àqueles que duvidam sinceramente. Aprendemos com Tomé que a dúvida pode até existir, só não pode permanecer quando Jesus entra em cena.

Vemos que Tomé era sempre cauteloso, cuidando em primeiro lugar de uma segurança, sempre necessária para não ser alvo dos falsos profetas sobre os quais Jesus havia alertado , mas não se negava a executar uma obra depois de convencido de seu objetivo. Muitas pessoas, ao contrário de Tomé, embarcam em qualquer situação, por mais temerária que se apresente e só depois de se depararem com os absurdos que sobrevêm é que passam a questionar o que deveria ter sido feito antes. Tomé nos ensina a duvidar até que a certeza se apresente. Podemos duvidar dos falsos profetas, das falsas aparências. Só não podemos negar que Jesus vive e é a nossa salvação. O mesmo Tomé que precisou ver para crer, foi enfático em afirmar que iria com Jesus até morrer com Ele. Embora seja conhecido pela incredulidade, Tomé foi verdadeiramente um homem de fé. Vemos nas narrativas dos Evangelhos que Tomé passou por momentos difíceis durante os dias do interrogatório e da crucificação. Mas foi corajoso e permaneceu solidário com os demais apóstolos, estando firme com eles para acolher Jesus no mar da Galiléia.

Tomé é o grande exemplo de um ser humano que tem dúvidas, que se confronta com elas, mas que as vence. Tomé, por seu espírito cético e analítico, serve ao Evangelho e a Jesus com mais intensidade do que os que se juntam a um grupo por curiosidade, pois mostra a seriedade do propósito de Jesus. Uma pessoa com as caracterísiticas de Tomé jamais se permaneceria em um projeto como o de Jesus se a sua obra não fosse verdadeira. Ao primeiro sinal de fraude ou de ilusão, Tomé teria se afastado e mais ainda, teria convencido aos outros do equívoco. Podemos afirmar que Tomé tinha um espírito cientista e ao contrário do que muitos pensam, a ciência não nega Deus, mas O afirma. A ciência nasce da dúvida. É da pergunta, do questionamento que surgem as comprovações e Jesus conhecia esse aspecto, por isso fez da dúvida de Tomé uma grande lição para aqueles que não se permitem nem ao menos questionar. Quantos têm insistido em não ver Jesus, mesmo depois de tantas provas?








quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012


"Até o meu amigo íntimo, em quem eu confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o calcanhar" (Salmo 41:9).

Judas Iscariotes foi escolhido como um dos 12 apóstolos de Jesus Cristo, com os demais aprendeu com o Mestre, mas tornou-se infiel e iníquo, conforme apresentado no Novo Testamento. Ele era o encarregado da bolsa do dinheiro dos apóstolos e mostrou-se mais apegado ao dinheiro do que propriamente aos gestos concretos com que Jesus demonstrava a sua missão. Na atitude de Judas, podemos construir analogias com várias situações atuais. Muitos sofrimentos são causados por conta da ingratidão e da deslealdade. O salmista declara essa dor: “Pois não era um inimigo que me afrontava; então eu o teria suportado […] Mas eras tu, homem meu igual, meu guia e meu íntimo amigo”. (Salmo 55, 12-13).

Jesus lavou os pés de Judas, deixou que molhasse o pão em Seu próprio cálice, e o tornou Seu tesoureiro. Contudo, mesmo sabendo quem era Jesus e tendo conhecido o melhor Dele, Judas o traiu com um beijo no Jardim do Getsêmane.

Com Judas podemos aprender que é possível começar bem e terminar muito mal a vida cristã, se não deixarmos que Deus transforme nosso caráter. Também aprendemos que não é por fazer parte de um grupo cristão, ou de uma Igreja que uma pessoa é santificada. Nenhum pastor, nem Igreja, é o responsável pela falta de caráter de parte de seus membros. Geralmente o traidor é também ingrato e não se incomoda em ser desleal com quem come com ele á mesa. A dissimulação é uma característica do traidor e quase sempre vem acompanhada de um comportamento que oscila entre a extrema educação e inteligência carismática e a hostilidade e indiferença, por isso é um dos recursos dos hipócritas. Com a história de Judas, aprendemos que a máscara engana os desavisados dentro da Igreja, mas não engana o Senhor. Um dia, a máscara se desfaz e o próprio mascarado se vê diante da personalidade que tentou esconder. Assim como Judas foi confrontado pelo remorso, aquele que se deixa manipular pelo diabo, tomando decisões egoístas, levado pela ganância, acaba colhendo o que plantou. Sem desfrutar daquilo em que colocou seu coração e lhe roubou a paz, o desviado, que não se arrepende, acaba vítima de sua armadilha. Ninguém é tão infeliz quanto um desviado.

Graça e Paz!


Veja um vídeo sobre Judas, clicando em:







quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012



"E Jesus, passando adiante dali, viu assentado na alfândega um homem chamado Mateus e disse-lhe: Segue-me. E ele, levantando-se, o seguiu" (Mateus 9:9).

Vemos na história da Igreja que os doze discípulos chamados inicialmente e feitos apóstolos após a ascensão de Jesus aos Céus eram homens comuns, porém, usados de forma extraordinária. Eram na sua maioria pescadores, mas havia também um coletor de impostos. Mateus, o cobrador de impostos, era discriminado pela sociedade, era um homem pecador que precisa se arrepender dos seus pecados e mudar de vida. Quando foi convidado por Jesus, ele não titubeou, mas viu que naquele convite estava a sua grande chance de mudar de vida e ser feliz. Então, não perdeu tempo, não hesitou e “deixando tudo, levantou-se e o seguiu” (Lucas 5:28). Precisamos considerar que atender ao chamado de Jesus, especialmente para Mateus não era uma decisão tão simples, ou pelo menos, podemos afirmar que era mais complicada do que a dos demais discípulos. Mateus era cobrador de impostos, odiado pela sociedade. Talvez por isso podemos ser induzidos a pensar que, para ele, mesmo sem considerar a incalculável dádiva de ser chamado pelo Salvador, sair dessa vida era uma vantagem. Ao abandonar sua profissão para seguir Jesus, Mateus não poderia voltar atrás, ao contrário dos demais que eram profissionais autônomos. Mas ele não hesitou e tomou a decisão mais acertada de sua vida: deixou a sua velha vida para receber a nova vida em Cristo. E isso se deu de duas formas. Primeiro, passou a fazer parte de um grupo muito especial. Depois, passou a ser aceito por aqueles que o desprezavam. É interessante observarmos que, mesmo mudando de vida, as habilidades que trazia de sua velha foram empregadas para um novo propósito. Ao seguir Jesus, Mateus registrou o que viu a seu redor. E, como um hábil guardião dos registros, um observador perspicaz, ele pode usar suas habilidades para registrar o Evangelho. De discípulo (aluno), Mateus passou a apóstolo (enviado) e a evangelista (o que escreveu as Boas Novas).

Com Mateus aprendemos que Deus nos concede muitos dons, para que possamos usá-los em algum momento, respondendo conscientemente ao Seu chamado. As mesmas habilidades que usadas na vida secular, ou até mesmo com foco no pecado, podem ser usadas de forma exemplar a serviço da Obra de Deus. Deus tem um propósito significativo para cada um de nós. Não há ninguém absolutamente desprovido de dons que não possa colocá-los a serviço Daquele que os concedeu. Uma vez aceito por Jesus, Mateus imediatamente usou seus dons a serviço da Obra, e por meio deles pode colocar outras pessoas em contato com o Mestre.

Graça e Paz!


Veja um vídeo sobre o chamado de Mateus, clicando em:




















terça-feira, 21 de fevereiro de 2012


Filipe achou Natanael, e disse-lhe: Havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José. Disse-lhe Natanael: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? Disse-lhe Filipe: Vem, e vê. (João 1:45-46)


A narrativa dos evangelhos sobre a constituiçao do grupo de apóstolos que seriam a base da Igreja, após terem aprendido do Senhor as bases do Reino de Deus, ensina-nos que Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos. Vemos que Ele escolheu pessoas simples e limitadas em alguns aspectos, mas ensinou-lhes, conforme a Sua vontade. Jesus poderia ter selecionado doze, segundo os Seus critérios, mas preferiu dividir essa tarefa, deixando que cada um contribuisse a seu modo para a constituição desse grupo. Isso nos mostra que Deus espera que sejamos participantes da construção do Reino e não apenas expectadores. André trouxe Pedro. Filipe trouxe Natanael. Aprendemos com esse grupo que não é necessário títulos ou posição social, mas disposição e vontade de servir e de seguir o Mestre. Vemos que em princípio Natanael relutou. Agiu preconceituosamente, questionando o fato de o Messias vir de Nazaré. Ele estava afirmando que aquele não seria o Messias, uma vez que nada foi profetizado que seria de Nazaré que Ele viria, nenhum profeta havia escrito isto, e Natanael, sendo fariseu, era um grande conhecedor das escrituras. Mas as palavras de Jesus e a forma como Ele mostrou conhecê-lo profundamente fizeram com que Natanael decidisse mudar o curso de sua vida e se juntasse áquele grupo que faria a diferença no mundo. Esses homens, tão diferentes entre si, mas com um objetivo comum teriam uma importante responsabilidade: continuariam a representar Jesus depois que Ele voltasse para o céu. A sua conduta e reputação continuaria a influenciar a Igreja. Vemos que o convite foi feito individualmente, e cada um teve a oportunidade de decidir. Filipe disse a Natanael: "Vem, e vê." (João 1:46). Ele não pediu ao amigo que aceitasse o seu testemunho, mas que fosse a Cristo por si mesmo. Aprendemos com isso que de nada adianta fazermos belos discursos sobre o que pensamos acerca de alguém, pois nossa influência sobre outros não depende tanto do que dizemos, mas do que somos. Se formos capazes de convencer os nossos amigos de que Jesus transforma é porque Ele fez isso primeiramente em nós. Natanael seguiu primeiro a Filipe, que o levou até Jesus. Ele foi e viu, não apenas ouviu. Aquele que viu Natanael debaixo da figueira, também vê a nós no nosso lugar secreto e sabe quem somos mesmo antes de sermos apresentados a Ele.

Graça e Paz!


Veja um vídeo sobre os doze apóstolos, clicando em:















segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012


No dia seguinte quis Jesus ir à Galiléia, e achou a Filipe, e disse-lhe: Segue-me.
E Filipe era de Betsaida, cidade de André e de Pedro. (João 1:43-44)

Vemos neste trecho bíblico que Jesus encontrou Filipe e convidou-o a segui-Lo e mais adiante a Bíblia narra que este homem também testemunhou de Jesus a outro e fez com que fosse atrás de Jesus. Esse foi seu primeiro ato, registrado na Bíblia, mas extremamente importante para a missão que Jesus iniciava ao convidar homens do povo a seguir Seus passos e aprender com Ele. Vemos também que Filipe não tinha grandes conhecimentos e que nem mesmo teve a percepção de quem era Aquele homem que o convidava, pois se referiu a Jesus, como o filho de José, conforme nos mostra João 1:45. Na passagem da multiplicação dos peixes e pães, também podemos perceber que Filipe não fazia ideia do poder sobrenatural Daquele homem a quem seguia. Ele demorou a perceber a divindade de Jesus Cristo, mas colocou sua ignorância diante Dele e obteve respostas. Podemos aprender com Filipe algo muito simples, mas nem sempre realizado pelos por aqueles que são convidados a seguir a Cristo nos dias atuais: Filipe, depois de conhecer o Salvador, levou a Ele o seu irmão Natanael, ou Bartolomeu, como também é conhecido. Muitos são os que conhecem a Jesus, recebem a oportunidade da conversão, mas não se empenham em testemunhar sobre Ele aos seus familiares. Aprendemos com Filipe que, para ser discípulo de Jesus não precisamos ter a verve de Pedro, mas podemos fazer como André e Filipe e levando nossos irmãos a Jesus. Jesus nos enviou a pregar desde Samaria até os confins da Terra, numa grande comissão. Samaria é a nossa casa. Não precisamos começar do outro lado do mundo. Porém, podemos começar com nossa família, nossos amigos, nossos colegas de trabalho. A história do início da missão apostólica, formada por homens simples e comuns nos ensina grandes coisas e uma delas é fazer o que está ao nosso alcance, mas com determinação e responsabilidade. Vemos nesses homens simples características comuns a nós e com eles podemos aprender muito. Os Evangelistas mostram situações corriqueiras protagonizadas por eles que nos servem também de alerta. Na personalidade de André, o primeiro a ser convidado por Jesus, o que levou seu irmão Pedro a seguir o Mestre, podemos perceber que era hábil para se aproximar das pessoas e conquistá-las. Pessoas como ele, que demonstram certa facilidade de um contato inicial, geralmente apresentam superficialidade nos relacionamentos. Inicialmente são bastante amáveis, solícitas e comunicativas, mas nem sempre se mantêm firmes nos relacionamentos que cativam. Assim como André, que participava da mesa de Cristo, que estava com Ele nas atividades cotidianas, também podem desaparecer no momento da Cruz. A Bíblia conta que ele sumiu, assim como os outros discípulos. Mas a história também nos mostra que, assim como Pedro se converteu verdadeiramente e assumiu a sua missão, mesmo depois de negar a Cristo por três vezes. André também mudou sua postura. De acordo com narrativas históricas, na tradição da Igreja, esse discípulo foi crucificado e da cruz pregou ao povo até morrer, reconhecendo de forma definitiva que da cruz não poderia fugir.

Graça e Paz!









domingo, 19 de fevereiro de 2012


Era André, irmão de Simão Pedro, um dos dois que ouviram aquilo de João, e o haviam seguido. Este achou primeiro a seu irmão Simão, e disse-lhe: Achamos o Messias (que, traduzido, é o Cristo). (João 1:40-41)
 
André foi um dos discípulos de Jesus e era irmão de outro discípulo, conforme registra Mateus 4:18 “E Jesus, andando junto ao mar da Galiléia, viu a dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores”.
 
A Bíblia não destaca especialmente as ações deste discípulo, mas há alguns traços dele que justificam por que foi um dos doze e por que com ele temos algo a aprender. Vemos que ele ouvira falar do Messias por intermédio de João, o batista, e por Ele ansiava, mesmo antes de tê-Lo encontrado. Ao ser apresentado a Jesus não hesitou em segui-Lo, conforme descreve João 1:35-40. Outro fato que nos leva a ponderar sobre a importância deste discípulo é que foi ele quem levou Pedro a Jesus. A Bíblia descreve a grande obra realizada por Pedro, considerado o pai da Igreja, o mesmo Pedro que, embora tivesse convivido com Jesus e presenciado seus milagres e ouvido suas palavras, negou-O antes de se entregar verdadeiramente sua vida a Ele. Podemos entender, no lapso de tempo em que Pedro era apenas um homem que conhecia o Mestre e foi transformado por Ele, após se converter genuinamente, que seu irmão pode ter sido o grande mensageiro da semente que produz muitos frutos até os dias de hoje.
André não foi citado na Bíblia por nenhuma mensagem dirigida a multidões. Não se sabe de nenhum registro sobre grandes milagres que tenha realizado particularmente. Sabemos dele que era um dos doze, mas podemos imaginar que, antes de levar Pedro a Jesus, ele tenha feito um sólido trabalho de evangelização e de persuasão. Pedro, como é sabido, não tinha um temperamento fácil. Imaginemos, então, que ele não se deixaria convencer com facilidade e isso nos faz pensar o quanto o trabalho de André nos bastidores tenha sido eficaz. André não foi tão conhecido como seu irmão, mas foi por ele que Pedro se tornou o grande baluarte da Igreja. Isso nos faz pensar que para fazermos a obra não precisamos de destaque, pois a nossa importância não precisa ser conhecida dos homens. Ela precisa ser eficaz e repercutir na vida dos outros, ainda que não nos traga louros. Não lemos muito sobre esse discípulo, nem que tenha feitos coisas maravilhosas, mas sabemos por outros discípulos que Andre foi um fiel mensageiro do Senhor. Em João 6:8-9 lemos que ele não fez o milagre da multiplicação, mas foi o mensageiro que levou a Jesus a notícia de que havia alguns pães e dois peixes “E um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe: Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isto para tantos? “ Depois dessa informação Jesus realizou o milagre. Aprendemos com o exemplo de André que, para o milagre acontecer não é necessário grandes coisas, mas é preciso que alguém creia que o Senhor possa fazer muito do pouco que se apresenta. André, certamente, foi o portador da possibilidade e Jesus realizou o milagre. Muitos estão esperando ser como Pedro, mas podem ser como André. Nas pequenas coisas, podemos ser os portadores do evangelho e fazer a nossa parte.


Graça e Paz!

Bibliografia: http://www.icmv.org.br/BibliaOnline.aspx

 
Veja um vídeo sobre André, clicando em:






sábado, 18 de fevereiro de 2012


“E aconteceu que numa tarde Davi se levantou do seu leito, e andava passeando no terraço da casa real, e viu do terraço a uma mulher que se estava lavando; e era esta mulher mui formosa à vista. (2 Samuel 11:2)

Na história de Davi e Bate-Seba podemos ver como mesmo o pecado perdoado pode trazer consequências terríveis e tirar uma lição para as tentações diárias as quais todos estamos sujeitos, se não vigiarmos. Mesmo um homem segundo o coração de Deus, cheio de virtudes e temente ao Senhor como Davi pode, por conta de um olhar, trazer sérias conseqüências para a sua vida e a de outras pessoas. Vemos como um momento de paixão descontrolada levou um homem de Deus a cometer um crime e a se enredar numa espiral de pecado. Quando não resistimos às paixões e não controlamos nossos desejos, podemos nos colocar em uma posição que nos tira do caminho e nos leva a uma série de erros, pois o pecado nunca acontece em isolamento. Cedo ou tarde, de uma forma ou de outra, as conseqüências dos nossos erros aparecem e muitas vezes fazem vítimas inocentes. Porque estava ocioso Davi se deixou controlar pelo seu olhar e porque não vigiou deixou que seus olhos levassem à mente e ao coração o desejo de pecar. E um pecado foi levando a outro. Ao cobiçar a mulher de outro e materializar esse desejo, Davi não só agiu com lascívia, quebrando o décimo mandamento: "Não cobiçarás", como também quebrou o sétimo mandamento: "Não adulterarás". Quando soube das conseqüências de sua atitude, a gravidez da mulher de seu soldado, passou a agir de forma dissimulada e traiçoeira, mandando seu guerreiro para a morte e assim quebrou o sexto mandamento: "Não matarás";na sequência infringiu o nono mandamento: "Não dirás falso testemunho contra o teu próximo". Por outro lado, a mulher também teve sua participação nessa série de pecados porque se expôs de tal modo a atrair a atenção, sendo comprometida.

Com a história de Davi e Bate-Seba, aprendemos que, por mais inocentes que possam parecer, toda atitude leva a consequências. Ainda que fosse desprezada pelo marido, a exposição a outro homem fez com Bate Seba se tornasse alvo do pecado e ela não pode se isentar deste fato, ainda que não tenha compactuado com a estratégia de Davi para que seu marido fosse morto posteriormente. Vemos que se o marido tivesse aceitado a proposta de Davi de ir para casa e ficar com sua mulher, poderia ter assumido o filho do adultério. Mas isso também seria um grave pecado porque seria fruto de uma mentira. Aprendemos com essa história que o pecado nunca é satisfeito. Quanto mais nos familiarizamos com ele, mais ele se acomoda a nós. E um pecado leva a outro. Quanto mais somos condescendente com ele, mais o desejamos e assim fica mais fácil desculpá-lo, até ser escravizado por ele. Por isso Jesus afirmou: "Todo o que comete pecado é escravo do pecado.

Davi poderia ter resistido aos apelos da carne, desviando o olhar, ou comportando-se como fez José sob a sedução da mulher de Potifar, mas escolheu pecar. Bate-Seba, por sua vez não se opôs à sedução de Davi. Com ela aprendemos que nossa forma de reagir aos olhares, nossa forma de nos apresentar ou de nos vestir determinam também a forma como as pessoas reagem a nós. Nossas palavras, nosso vestuário, nossa linguagem corporal falam sobre nós. Precisamos estar cientes de quais mensagens estamos enviando aos outros por nossa forma de falar, de vestir e de nos expor.

Vemos nesta sucessão de pecados o quão grande e misericordioso é o nosso Deus pois, apesar de ter cometido crimes, Davi recebeu o perdão. Mas uma lição positiva e que nos ensina a forma correta de agir quando nos desviamos dos caminhos de Deus também foi-nos passada por esse homem que muito errou: Davi se arrependeu genuinamente e se humilhou com sinceridade e não tornou a cometer os mesmos erros.





Graça e Paz!

Bibliografia: http://www.icmv.org.br/BibliaOnline.aspx



Veja um vídeo sobre o pecado de Davi, clicando em:



http://www.youtube.com/watch?v=1ZdNeYJixzs





sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

“E será que, se ouvires a voz do SENHOR teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu hoje te ordeno, o SENHOR teu Deus te exaltará sobre todas as nações da terra. (Deuteronômio 28: 1)


Da história de Moisés é possível extrairmos grandes lições, a começar pela forma como foi salvo da morte, destinada a todas as crianças hebreias nascidas no cativeiro do Egito, a mando de Faraó. De condenado à morte pela sua nacionalidade, a filho adotivo da filha de Faraó e, por isso, com direito a desfrutar as regalias de um príncipe. Mas a grande lição que aprendemos com Moisés é a sua disposição para ouvir a voz de Deus. O Senhor nos diz que, se ouvirmos a Sua voz e se guardarmos os Seus mandamentos, seremos exaltados. Com Moisés aprendemos a lista de bênçãos que decorrem da obediência que alcançarão aquele que ouve e atende a voz do Senhor. Mas também com esse homem de espírito manso e amigo de Deus aprendemos que aquele que não obedece às ordens do Senhor não contempla a Terra Prometida. O próprio Moisés não chegou à Terra. Ele a contemplou de longe, mas não pode vê-la de perto porque desobedeceu a Deus. Em certa ocasião, Deus mandou que Moisés apenas falasse à rocha para que dela saísse água a fim de saciar a sede do povo de Israel. Mas em vez fazer como o Senhor lhe ordenara, movido pela raiva pela reclamação do povo, ele ‘bateu na rocha’. Moisés não entrou na terra prometida porque desobedeceu a Deus que o mandou falar à rocha e ele a feriu. Mas Deus é fiel e não quebra a Sua aliança nem as Suas promessas e fez Moisés ver a terra, Canaã. Se atentarmos para o simbolismo de falar à Rocha e ferir a Rocha, veremos que o significado disso não é literal como parece. Deus não se zangaria por uma pedra. O que está por detrás disso, além do fato de Moisés ter feito diferente do que Deus ordenou é o que esta Rocha significa. A Rocha é Jesus. Para saciarmos nossa sede, para bebermos da água viva e chegarmos à Terra Prometida não precisamos ferir a Rocha. Precisamos falar a Ela. Em Seu nome tudo se dará. Os nossos pecados ferem a Rocha. Mas tudo que pedimos em Seu nome, estando segundo a vontade de Deus será atendido. Essa é a promessa. Moisés nos ensina que não devemos sair do Egito, caminhar pelo deserto por anos a fio e apenas ver a Terra, sem nela poder entrar. Não podemos ser apenas um evangélico nominal, ou um espectador de milagres, precisamos ser os instrumentos para que os milagres aconteçam, pois o Senhor promete àquele que o obedece que será honrado e respeitado e terá diante de si os inimigos, que se levantarem contra ele.


Graça e Paz!


Bibliografia: http://www.icmv.org.br/BibliaOnline.aspx

Veja um vídeo sobre Moisés, clicando em:

http://www.youtube.com/watch?v=-XPpAumsB60&feature=related


Veja o filme completo sobre Moisés, clicando em:


http://www.youtube.com/watch?v=BT_AMrQlpRQ










quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012


Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal. (1 Timóteo 1:15)

A palavra de Deus expressa pelo apóstolo Paulo em I Timóteo confirma a história narrada no livro de Josué, que nos ensina uma grande lição sobre a vontade de Deus em transformar vidas. Vemos como Deus transforma Raabe de prostituta a uma heroína da fé. Esta história bíblica demonstra que Deus não vê o homem como as pessoas, mas o potencial e a fé. Raabe é um exemplo de que o Senhor usa as coisa loucas do mundo para confundir as sábias. Raabe era uma prostituta cananéia, uma mulher sem honra e totalmente desrespeitada na sociedade em que vivia. Contudo, era uma mulher de fé e coragem, cujo espírito e bravura fundamentaram a vitória em uma grande batalha. Apesar de ser uma meretriz, ela fez parte do plano divino antes mesmo deste começar. Lemos sobre Raabe no livro de Josué 2:1, “E Josué, filho de Num, enviou secretamente, de Sitim, dois homens a espiar, dizendo: Ide reconhecer a terra e a Jericó. Foram, pois, e entraram na casa de uma mulher prostituta, cujo nome era Raabe, e dormiram ali”. Mas sua história não termina ali, ao final da batalha em que o povo de Israel sai vitorioso, devido a sua fé e coragem. Seu nome é citado em Hebreus 11:31, como heroína da fé, ao lado de outros grandes nomes “Pela fé, Raabe a meretriz, não pereceu com os incrédulos, acolhendo em paz os espias”, e com grande honra em Mateus 1:5.

Pela sua profissão, vemos que Raabe era apenas um instrumento de uso a vontade de homens. Mas a história mostra que ela mudou o curso da própria vida e também o destino da humanidade quando se deixou ser usada por Deus. Apesar de ter um nome manchado na sociedade da época, ela foi escolhida para fazer diferença. O nome Raabe significa orgulho, contudo, somente Raabe se humilhou diante dos dois espias e reconheceu o senhorio de Deus. Raabe arriscou tudo para salvar-se, à sua família e aos Israelitas e mostrou grande força de caráter porque Deus tocara a sua alma. Assim como Raabe, devemos considerar a nossa dependência de Deus, deixando de lado o orgulho e assumindo a necessidade de nos mantermos na vontade e submissão do Todo Poderoso. A sociedade atual não é diferente daquela em que vivia Raabe. Os apelos da carne, a disseminação da sensualidade, o culto ao corpo, a apologia à liberdade sexual, a desmoralização da família, a intensificação da violência, intolerância e tantos outros males marcam nossa geração. Raabe mesmo não vivendo uma vida de santidade, ouvia falar das maravilhas que o Senhor fizera a seu povo e desejou uma mudança em sua vida, de tal forma que foi verdadeiramente transformada. Isso nos ensina que Deus não olha para as nossas falhas, tampouco para o nosso passado. Ele olha para a sinceridade de nosso coração, por isso não há pessoa que esteja fora do alcance do milagre da fé. Vemos também em Josué que a casa de Raabe era construída sobre o muro da cidade. Isso nos leva a refletir que a posição privilegiada de sua residência determinou a estratégia vitoriosa naquela batalha. Devemos pensar que é do lugar onde estamos que podemos servir a Deus. A nossa posição na sociedade é também estratégica e se há em nós algum pecado, a vida de Raabe e a sua descendência nos mostram que, quando nos colocamos em pocição humilde e de entrega a Deus, Ele nos lava e purifica totalmente, fazendo de nós um instrumento Seu. Ele esquece o passado e determina um novo futuro. Deus usou uma mulher pecadora para trazer o Salvador do mundo, por que não pode nos usar para levar o nome do Salvador a outras vidas?

Graça e Paz!

Vídeo para reflexão: veja um vídeo sobre a batalha de Jericó clicando em:

http://www.youtube.com/watch?v=Nv4FdbQAtD0&feature=related


For.Bibliografia: http://www.icmv. org.br/BibliaOnline.aspx














Alimento para o espírito: segurança

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