O apóstolo Paulo, ao escrever Efésios, mostra-nos
a soberania de Deus e nos faz refletir sobre o quanto é um privilégio para os
que Nele creem servir a Esse Deus magnífico e que tudo pode. Não há nada
impossível para Ele. E sendo magnânimo é um Deus de fartura e que tem sempre
mais para aqueles que O buscam e O amam sinceramente. E para esses tem sempre bênçãos
em abundância que vai sempre além do que pedimos ou pensamos. A Bíblia afirma
que não há impossível para Deus. Ele é o nosso pastor e nada nos faltará. Paulo
reconhece a soberania de Deus e a Ele glorifica, assim como faz o salmista e
como devemos fazer a cada instante de nossas vidas.
Ó Deus o Senhor, fortaleza da minha salvação, tu cobriste a minha
cabeça no dia da batalha. Salmos 140:7
A Bíblia diz que fomos edificados para
sermos a morada de Deus e que fomos criados à Sua imagem e semelhança de Deus e
criados para o louvor da Sua glória. Assim, nosso corpo deve refletir a
santidade Dele e por essa razão temos que cuidar dessa edificação com esmero. Precisamos
ter cuidado com nossas atitudes, atentando para o que vemos, pois nossos olhos
são a porta de entrada da nossa alma. Precisamos ter cuidado com o que ouvimos,
com o que falamos, com o que fazemos, uma vez que nossas atitudes revelam quem
somos. E se devemos cuidar de aspectos morais devemos também cuidar de nossa
estética corporal, pois sendo templo de Deus é necessário cuidar da saúde do
corpo. Nossa aparência reflete como estamos interiormente. Nossos trajes e
higiene corporal também dizem quem somos. Como templo onde Deus habita, devemos
ser exemplo de comportamento e de santidade para que a Glória de Deus seja
refletida, .
Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das
suas mãos. Salmos 19:1
A graça é algo que é dado gratuitamente
ao homem por seu Criador e não há requisitos além de recebê-la livremente. Ela
não é merecida, mas foi oferecida como dom gratuito de Deus. E se qualquer
mérito estiver envolvido, não pode ser graça, pois é um presente de Deus. O apóstolo
Paulo nos diz que nos diz que é pela graça que somos salvos. Portanto, se somos
salvos pela graça, não podemos requerer a salvação por nossas obras como querem
algumas religiões. Assim, é inútil qualquer tentativa de merecer a salvação por
meio de nossas obras, pois conforme nos diz a Tiago 2:10 “ qualquer que guarda
toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos”. Se dependêssemos
de nossos méritos, e de seguirmos a letra da Lei, seriamos todos condenados,
pois não há um só homem que não tenha pecado.
“A alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18.20); “
O Apóstolo Paulo faz uma oração pela Igreja
de Éfeso. Mas o que nos chama à atenção nessa oração é que ele se dirige a
pessoas que conhecem a verdade e os caminhos de Deus. São pessoas salvas, que
já tinham uma experiência com o Senhor. Entretanto, essas pessoas demonstravam
falhas em suas vidas. Por isso, Paulo orava para que o Espírito de Sabedoria e
de Revelação iluminasse os corações daquelas pessoas para que verdadeiramente
se regenerassem, pois apesar de serem seladas com o Santo Espírito da promessa,
não compreendiam alguns fatos espirituais. O que ocorria em Éfeso, nos tempos
do apóstolo, também acontece em nossos dias. Muitos ainda vivem como os da
Igreja de Éfeso. Ainda seguem leis e doutrinas e desviam o foco Daquele que
deve ser o único a ser honrado: Jesus Cristo. Paulo nos ensina que devemos dar
graças sempre, reconhecendo a ação de Deus em nossas vidas em todos os
momentos, assim como também faz o salmista.
Louvar-te-ei na grande congregação; entre muitíssimo povo te
celebrarei. Salmos 35:18
A mensagem de Paulo aos gálatas trata da
vaidade condenada por Deus. Contudo, Paulo não está falando aqui da vaidade
sinônimo de cuidado com o corpo, com a vestimenta, ou com adereços, posto que não
vimos na Bíblia nenhuma condenação de Deus ao fato de Seus filhos procurarem se
embelezar e cuidar bem do templo onde o Espírito habita. Deus não condena esse
tipo de vaidade, apesar de nos advertir que tudo isso passa e que não podemos
colocar nosso coração em coisas passageiras. O que Deus condena é a vaidade que
nos leva a menosprezar alguém ou a pensar que somos mais importantes ou mais
santos do que os outros. Nesse sentido, vaidade refere-se a coisas vazias. E Paulo
nos mostra que a própria vida se torna vaidade quando Jesus não é o seu
fundamento. Nada tem mais valor do que Jesus e assim dinheiro, status, joias e
aparências são vaidade, quando não são um fim em si mesmo e não um meio de
glorificar a Deus. Ser vaidoso é não ter humildade. Jesus chamou o orgulho dos
líderes religiosos de vaidade, por julgarem ser melhores do que os outros e o
salmista afirmou
“O SENHOR conhece os pensamentos do homem, que são vaidade”. Salmos
94:11.
A palavra de Paulo aos gálatas nos
convida a refletir sobre a tão aclamada liberdade. Precisamos entender que a
liberdade cristã é diferente da liberdade proposta pelo mundo. E uma coisa é a liberdade
que temos em Cristo e outra a maneira como a usamos. A liberdade cristã é o
sentimento interno que temos na presença de Deus em nossas vidas, em todas as
situações que vivemos e quando manifestamos esse sentimento diante dos homens
usamos a liberdade que nos é dada de graça. É na comunhão com o Pai e com os irmãos
que nos alegramos nesta liberdade certos de que estamos debaixo da graça e não
da lei. Contudo, a mensagem do apóstolo Paulo é um alerta à escravidão
religiosa que oferece salvação a preço dos méritos ou obras humanas. Precisamos
ter claro que Cristo nos tornou livres do domínio de qualquer lei que um preço ou
sacrifício para a salvação. O que existia Jesus já pagou por ela com Seu
precioso sangue e nos tornou livres de graça. Portanto, se já obtemos a
liberdade pelo sacrifício de Jesus na Cruz nada pode nos prender ao jugo da escravidão,
por isso, se estivermos firmes na Palavra, podemos afirmar como salmista
E andarei em liberdade; pois busco os teus preceitos. Salmos 119:45
Paulo registra em carta aos Gálatas uma
clara reflexão sobre a questão do legalismo que assola a Igreja. O legalismo coloca
as regras acima de Deus e das necessidades humanas e é o estilo de vida dos que
acreditam que o cumprimento das regras torna as pessoas merecedoras do favor e
da salvação eterna. Contudo, o legalismo é uma forma de escravidão e um pensamento
que contraria a Bíblia e foi condenado por Jesus. Paulo nos diz que todos que
estão debaixo dos rudimentos, são ainda meninos, e são tratados como infantis. Como
crianças que ainda não têm conhecimento e sabedoria. Assim, Paulo pondera que aqueles
que antes não conheciam a Deus e serviam aos que por natureza não são deuses; todavia,
agora que já tiveram a oportunidade de conhecer a Deus e sendo conhecido por Ele,
não podem outra vez retornar a esses rudimentos fracos e pobres. Jesus deixou
claro que não é por nossas obras que somos salvos, mas unicamente pela graça,
mediante a fé Nele. Que possamos sair da inércia que nos mantém meninos na fé e
nos erguer com os olhos em Deus.
Paulo faz uma alusão à história do
nascimento de Ismael e Isaque, conforme registrada no livro de Gênesis. Ele nos
lembra que Deus prometeu a Abraão um herdeiro que sairia de suas entranhas, e também
que a sua descendência seria tão numerosa quanto as estrelas do céu, apesar de
sua esposa, Sara, ser estéril. O problema foi que Abraão, percebendo que estava
ficando velho e que Sara continuava estéril, decidiu interferir nessa
circunstância e forçar a vinda do filho prometido sem intervenção de Deus.
Assim, ao gerar um filho com a escrava de sua mulher em vez de ter o
"filho da promessa", teve um "filho da carne". Em vez que
aguardar o filho de Sara, conforme Deus lhe disse, Abraão escolheu um atalho e
mudou o curso da história. Mas nós podemos escolher que caminho seguir: o de
Isaque ou de Ismael. Esperaremos pela promessa ou seguiremos a carne. O "filho
da promessa" é nascido pela vontade de Deus e é gerado de forma
sobrenatural e não segundo a carne.
Lembrou-se da sua aliança para sempre, da palavra que mandou a
milhares de gerações. Salmos 105:8
Paulo nos diz que quando recebermos Jesus
passamos a fazer parte de Seu Reino e conquistamos a posição de herdeiros
segundo a promessa. Mas para herdarmos as promessas dadas aos filhos precisamos
mudar a mentalidade de escravo. Precisamos nos reconhecer como filhos,
lembrando-nos de que somente os filhos têm direito à herança, pois a Palavra de
Deus é muito clara quando afirma que filho é somente aquele que foi gerado
mediante a fé em Jesus. Aquele que confessa pelo batismo que Jesus Cristo é o
Senhor toma parte na promessa. Promessa é o resultado da aliança firmada entre Deus
e Abraão e o batismo é a nossa parte na aliança. Se aceitamos o sacrifício de
Jesus e pela declaração de fé e batismos nos tornamos filhos e podemos afirmar
que somos descendência de Abraão, certos de que Deus
Lembrou-se da sua aliança para sempre, da palavra que mandou a
milhares de gerações. Salmos 105:8
Em carta aos Gálatas, Paulo fala sobre a
insensatez desse povo, por não entender a diferença entre o recebimento do
Espírito Santo, mediante o sacrifício de Jesus Cristo e o cumprimento da lei
como (im)possibilidade de salvação. Conhecedor das Escrituras, ele apresenta o
exemplo de justificação dado a Abraão, como consequência da sua fé nas
promessas de Deus. Paulo usa esse argumento para mostrar na comparação com o exercício
da fé, para deixar claro que o Espírito não é derramado pela prática da lei. Ao
contrário, é a fé em Jesus que nos torna participantes da bênção de Deus
prometida a Abraão e a mesma justificação concedida a ele. É a fé e não a lei
que nos torna filhos de Deus, garante o apóstolo. A fé nos edifica e nos abre
as portas das bênçãos, estabelecidas na promessa, enquanto a lei apenas regula
o comportamento humano, controla a carne pela imposição, sem necessariamente chegar
ao espírito. Os da fé e não da carne é que são filhos de Abraão e herdeiros da
promessa.
E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te
amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.
Ninguém é capaz de entender o
Cristianismo sem entender o significado de justificação. E essa palavra sintetiza
a essência das pregações do apóstolo Paulo. No versículo em epígrafe, parte do
texto no qual o apóstolo nos ensina a não poluir o princípio da graça,
mostrando-nos que uma pessoa não pode ser salva pela graça e depois viver no
pecado, cedendo aos impulsos carnais, com a justificativa de que está sob a
graça. O apóstolo nos faz ponderar sobre o fato de que se o homem que está sob
a graça também tem graça no coração e, portanto, não pode amar o pecado. Sabemos
que aquele que é nascido pela graça não é perfeito, é passível de erros,
contudo, odeia o erro e a si mesmo por errar, por isso se arrepende, e, assim, a
graça de Deus que nele está não o deixará viver na prática do pecado. Paulo também
nos faz ver que, assim como não podemos cair no erro de transformar a graça em
desculpas para a libertinagem, também não podemos negar a graça como se não precisássemos
dela para sermos salvos, pois a salvação não é mérito humano. Aqueles que assim
agem tornam sem efeito o sacrifício de Jesus na Cruz e assumem que Cristo viveu
e morreu por algo vão, se o próprio homem pode buscar e conquistar a sua salvação
pelas obras.
Se forem destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo? Salmos
11:3
O mesmo Paulo que, antes de sua conversão,
odiou e perseguiu os cristãos, com a mesma intensidade e determinação demonstrou
seu amor a Jesus, e reconhece que sua vida e missão são propósitos do Senhor.
Ele entendia que nada do que passou foi um acaso, ou mera opção sua, mas compreendia
que Deus o havia escolhido e separado desde antes da criação do universo. Também
nós não estamos neste mundo por acaso. Somos parte importante do plano do Criador
e não podemos declinar esse desafio. Se fizermos uma analogia e nossa vida com
a vida de Paulo, podemos considerar que fomos Saulo, com um passado tão
corrompido quanto o perseguidor dos cristãos. Nossa vida antes de aceitarmos
Jesus como nosso Senhor e Salvador é tão despropositada quanto a daquele que
julgava estar cumprindo a Lei. Mas ao cairmos e olharmos para o alto, quando
enxergamos a mão redentora Daquele que nos aceita como estamos, tornamo-nos como
Paulo e podemos ter a consciência de que deixamos para trás nossa condição e
para nos tornamos servos, certos de que fomos escolhidos desde o ventre como
diz o profeta Jeremias 1:5
.
“Antes que Eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e antes
que saísses da madre, te consagrei e te constituí profeta às nações“.
A Bíblia nos mostra que satanás é o “pai
da mentira”, e o próprio Jesus eixa isso bem claro nas passagens de Sua experiência
terrena. Então, lutar contra a mentira é lutar contra satanás e seus asseclas,
contudo, precisamos entender que não temos o poder de vencer essa luta. O único
capaz de lutar e vencer a guerra contra mentira, ou contra aquele que a usa
como estratégia, é o próprio Jesus Cristo. Ele mesmo o declarou em João 16:33:
“Eu venci o mundo”. No texto em epígrafe, o apóstolo Paulo nos ensina como podemos
vencer essa luta. Primeiro, reconhecendo que essa batalha não é nossa e que nela
não podemos usar nossas próprias estratégias ou armas. Estaremos nos enganando
se pensarmos que combateremos a mentira e os mentirosos com nossas próprias forças.
Paulo nos dá o caminho: só podemos vencer a mentira, com a Verdade. Verdade
aqui deve ser registrada com maiúscula, pois trata-se do próprio Senhor Jesus
em pessoa. Trata-se Daquele que disse “eu sou a verdade, o caminho e a vida...”
(João 14:6). E porque Ele é o Caminho para nos garantir para sempre a Vida, é também
a única e poderosa arma para vencer a mentira, o mundo e seu príncipe.
Desvia de mim o caminho da falsidade, e concede-me piedosamente a
tua lei. Salmos 119:29
Paulo nos recomenda a buscar o
autoconhecimento, amparados pelo Espírito Santo, pois não existe um
conhecimento que traga mais conforto e segurança a uma pessoa do que
compreender que é o Espírito de Deus presente em nossa vida que a dirige e exerce
Sua influência sobrenatural sobre nossas ações. É o Espírito Santo que nos leva
a agir de forma coerente com nossas palavras. Mas se aquilo que dizemos está em
dissonância com o que fazemos, se nossas ações não condizem com o que professamos
com os lábios, certamente, algo está errado. Mas vemos que o apóstolo Paulo não
condenou os cristãos de Coríntios que assim agiam. Todavia, pediu-lhes que fizessem
um autoexame. Sabemos que quando o Espírito Santo habita em um indivíduo, Sua
presença não fica oculta. Ela é percebida pelos outros, mesmo sem alarde, por
isso Jesus nos diz em Mateus 5:15 "Nem se acende a candeia e se coloca
debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa." A
luz de Deus sempre brilhará apor meio de um filho de Deus. Entretanto, se
aquele que confessa ser cristão e não resplandece essa luz, possivelmente ele
fez uma falsa profissão de fé. Paulo desafiou a fidelidade de outras pessoas,
sem julgar os vários erros na igreja de Corinto, mas ordenou claramente a estes
irmãos que se julgassem, comparando suas ações com as ordens de Deus. Atendendo
a recomendação do apóstolo, façamos também nosso autoexame, lembrando-nos do
que nos diz o sábio em Provérbios 12:15
"O caminho do insensato aos seus próprios olhos parece reto,
mas o sábio dá ouvidos aos conselhos"
O apóstolo Paulo, incansável defensor do
Evangelho e da conduta cristã coerente, faz uma reflexão sobre a forma como a
Igreja tem se conduzido e pondera sobre a sua condição de líder se seus filhos
na fé não vivem como deveriam, de acordo com a Palavra. Ele ficaria humilhado, e
essa conduta contrária à sã doutrina faria com que o apóstolo chorasse, não
podendo gloriar-se neles, por isso afirmou que, em vez de ir ter com eles em
alegria (2 Coríntios 3.2), teria de apresentar-se em tristeza (2 Coríntios
2.1-3). Paulo se refere à imoralidade sexual com a qual os coríntios haviam se
envolvido antes de converterem-se e, provavelmente, temia que alguns já
estivessem outra vez envolvidos com esses pecados e não tivessem se
arrependido. A ponderação do apóstolo cabe também em nossos dias, quando vemos,
com tristeza, que a imundícia tem contaminado a Igreja atual. Muitos ainda são levados
a pensar que não podem ser diferentes do mundo e que não há mal em se adequar
ao que vive a sociedade. Mas nem sempre o que é normal ou legal é moral. E precisamos
nos lembrar que são homens falhos e pecadores que fazem as leis, e tornam legal
o que é contrário à Palavra de Deus. O fato é que, na aparência da normalidade muitos
se perdem, por isso o cristão deve ter discernimento e pedir ao Senhor como fez
Davi
Esconde-me do secreto conselho dos maus, e do tumulto dos que
praticam a iniquidade. Salmos 64:2
A Bíblia nunca omitiu que os servos do Senhor
enfrentam perseguições, angústias, fraquezas, necessidades etc. Assim como
Paulo enfrentou espinho na carne, de modo a aperfeiçoar seu caráter cristão, também
estamos sujeitos a enfrentar lutas e adversidades permitidas por Deus. O apóstolo
nos dá uma lição de coragem e de perseverança e mostra que devemos aproveitar essas
situações, com fé e coragem para crescermos espiritualmente. Paulo compreendeu
que a graça do Senhor lhe bastava e que o poder se aperfeiçoa na fraqueza. Entendeu
que não há merecimento, mas a graça de Deus é o bastante. A tribulação nos
ensina a depender da graça do Senhor e nos livra da prepotência e de nos
ensoberbecer, quando sentimos que temos tudo sob controle por causa da nossa
própria capacidade. Compreender que a graça de Deus supera nossas fraquezas nos
aproxima do Senhor. Paulo usou seu próprio sofrimento para se fortalecer, tal
como fez o salmista quando clamou ao Senhor
A minha alma consome-se de tristeza; fortalece-me segundo a tua
palavra. Salmos 119:28
Paulo nos ensina a sermos cuidadosos com
a nossa avaliação sobre aquilo que nos é apresentado como sendo bom ou da parte
de Deus, pois muitas vezes a aparência nos engana e caímos em uma cilada. A estratégia
do inimigo é a do engano e, obviamente, satanás não se apresenta como de fato
é. O pecado é enganoso- nem sempre aparenta ser mau. Sutilmente, sob a aparência
da normalidade ele se insere em nossas vidas e quando nos damos conta já fomos
envolvidos. O que é aceito como certo por um grupo, ou uma sociedade nem sempre
é o correto diante de Deus. A estratégia do diabo tem sido a de nos fazer adotar
uma mentalidade de grupo que justifica certos pecados porque a maioria das
pessoas os considera comportamento normal. O que a cultura ou a moral determina
como certo pode ser contrário à Palavra de Deus. Vemos, historicamente, que o
cristianismo, pela sua própria natureza, é uma contracultura. Precisamos racionalizar
o nosso pecado por incluir-nos na multidão, pois o diabo vai tentar nos fazer
pensar que não há pecado em fazer como os outros, mas quando nos guiamos pelas
Escrituras podemos ter segurança em nossos passos, pois .
O caminho de Deus é perfeito, e a palavra do Senhor refinada; e é o
escudo de todos os que nele confiam. 2 Samuel 22:31
Vemos que desde Gênesis satanás usa as
mesmas estratégias para enganar as pessoas e as mentiras são o seu principal
instrumento para levar a humanidade à ruína e destruição. Um dos métodos que o
diabo usa para desviar as pessoas de Cristo é a corrupção da mente. Por essa
razão é imperativo desmascararmos as suas artimanhas para não aceitarmos as suas
mentiras. A primeira mentira é que o pecado traz realização. Muitos são os
pensam que o pecado nos torna mais felizes, enquanto a realidade mostra que ele
é a causa principal de toda a miséria e infelicidade, tanto nesta vida como na
vida por vir. A segunda mentira é que podemos derrotar o pecado facilmente. Pensando
assim, diminuímos nossa vigilância e nos expomos a esse inimigo perigoso. Precisamos
saber que não podemos lidar com o pecado sem recorrer a cristo. Ninguém é capaz
de vencer o pecado sem Cristo e o Espírito Santo. Outra mentira é que não precisamos
tratar com o pecado imediatamente. Não podemos adiar a nossa atitude de deixar
o pecado imediatamente, pois a demora nas coisas espirituais pode ser fatal e não
há como pecar sem sofrer consequências, acreditando na mentira de que Deus não
vai nos julgar, porque todo o mundo faz o mesmo. O pecado alheio não justifica
o nosso, a normalidade do ato não o torna legal ou moral e se estamos fazendo o
mesmo que os outros isso deveria ser um sinal de alerta e não de acomodação. Não
podemos aceitar a mentira de que Deus vai sempre nos perdoar e com isso
continuar pecando. Tampouco continuar pecando pela justificativa oposta de que se
Deus jamais nos perdoará então não nos resta mais nada do que continuar no
pecado. A verdade é que Cristo perdoará todo aquele que vem a Ele. E a chave
para derrotar o diabo é nos apegarmos à Palavra de Deus, pois como afirma o
sábio
Toda a Palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam nele.
Provérbios 30:5
Paulo tinha o desejo de estar onde Deus
queria que ele estivesse a fim de fazer aquilo que o Senhor queria que ele
fizesse. Por isso sua maior preocupação não sua própria pessoa e sim era levar
a verdade para as pessoas em Corinto. E, assim, na carta que escreve aos coríntios,
Paulo nos ensina acerca da atitude que deve motivar todos os que estão
envolvidos na obra do Senhor, sabendo que estamos exatamente onde Deus nos quer
e que estamos fazendo exatamente o que Ele quer! Entretanto, vemos com tristeza
que sempre há pessoas que estão cobiçando cargos e posições de comando, que
anseiam por posições de poder, em vez de se colocarem como servos simplesmente
para servir ao Senhor conforme os seus dons. Infelizmente, há pessoas que não se
conformam em apenas servir a Deus e demonstram que seu propósito maior é ocupar
um lugar de destaque como se o importante não fosse ser pessoas que são
louvadas por Deus e não por causa das posições que ocupa. Deus que sonda e
conhece nossos corações sabe quem está preocupado em louvar a si mesmo e quem
verdadeiramente pode ser louvado pelo Senhor. Mas Paulo nos leva a refletir que
o importante é ser aprovado pelo Senhor e não ser visto e reconhecido pelos
homens. Ainda que estejamos entre aqueles que buscam a sua própria glória,
sejamos como nos ensina o apóstolo e declaremos como faz o profeta Habacuque
3:18
Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha
salvação.
Semear é uma atitude de fé e significa
acreditar no que se planta. É um princípio de economia que o apóstolo Paulo nos
ensina e que nos leva a pensar sobre onde e como estamos semeando nossas
economias. Mas também precisamos nos lembrar de que esse princípio de economia não
se trata apenas de valores financeiros ou materiais. Nosso tempo e nossas
prioridades são também sementes que devem ser semeadas em terreno fértil para
que produzam na proporção de nosso investimento. Aquele que investe seu tempo,
seus dons e suas finanças de forma certa, no lugar ideal e com abundância,
certamente, colherá na dimensão de seu empenho. Aquele que pouco investe tanto
o seu dinheiro, quanto seu tempo, seu amor e dedicação a algo, obviamente,
pouco receberá como retorno. Paulo nos ensina a plantar para colher, na devida proporção
do que semeamos, em todas as áreas da nossa vida e Jó nos lembra de que a
colheita é consequência direta e inevitável do que plantamos.
Segundo eu tenho visto, os que lavram iniquidade, e semeiam mal,
segam o mesmo. Jó 4:8