segunda-feira, 10 de julho de 2017

Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança. Romanos 15:4




A Bíblia foi escrita para todo aquele que a lê e compreende produza uma mudança prática em sua vida. Paulo, pelo Espírito Santo, nos apresenta algumas bênçãos que nos advém pela poderosa Palavra de Deus e que nos
 capacitam para viver uma vida espiritual vitoriosa. Pela Palavra escrita recebemos a benção do conhecimento espiritual, pois a Bíblia foi escrita para nosso ensino, para que pudéssemos aprender os segredos de Deus e receber Dele as revelações que nos edificam. O conhecimento espiritual que a Palavra de Deus produz é essencial na vida do crente e só com o conhecimento espiritual que nos proporciona as escrituras é que teremos condições de vencer o inimigo.. Isso está muito claro no alerta que nos faz o profeta Oséias:

 “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento...” (Oséias 4:6).

                    

domingo, 9 de julho de 2017

O que come não despreze o que não come; e o que não come, não julgue o que come; porque Deus o recebeu por seu. (Romanos 14:3)



O apóstolo Paulo nos ensina que não devemos julgar nem criticar a fé dos outros, pois isso cabe somente a Deus, e não a nós. Paulo nos mostra que mesmo dentro de uma mesma igreja podemos encontrar todo tipo de fé.  Se alguns foram instruídos dentro da Lei antes da sua redenção, provavelmente, guardam vestígios da sua antiga fé legalista. E isso não pode ser objeto de crítica ou de condenação. Se alguns se importam em selecionar alimentos e outros em guardar o sábado isso não pode ser motivo de separação entre os irmãos em Cristo. os que são do Senhor sabem que devem resolver essas diferenças em nossa fé na justiça de Deus e não criticando uns aos outros por assuntos tão pequenos que em nada edificam a Igreja ou elevam o Nome do Senhor. A Bíblia considera aqueles que foram redimidos dos seus pecados, pela crença na justiça de Deus, como pessoas preciosas de Deus e Deus apenas que não faz acepção de pessoas, apenas nos pede que amemos uns aos outros e que nos firmemos em Sua Palavra, não em dogmas e doutrinas. Ainda que existam diversidade entre os servos de Deus, a fé na salvação é a mesma. E a Palavra de Deus nos ensina que devemos glorificar a Deus pela fé na Sua justiça, em vez de exaltar a nossa própria justiça. Não devemos julgar a fé do outro e sim exercitar a nossa fé, afirmando como o profeta Habacuque 3:18

Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação.
                    

sábado, 8 de julho de 2017

E isto digo, conhecendo o tempo, que já é hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. Romanos 13:11


O apóstolo Paulo nos exorta a observar o tempo e despertarmos do sono porque a hora do Senhor se aproxima. Ele nos alerta, metaforicamente, para que não esperemos que amanheça o dia. Precisamos estar atentos aos sinais dos tempos. A Bíblia nos alerta que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite, contudo, aqueles que têm a Cristo já não estão em trevas. Paulo, entretanto, nos estimula a estarmos acordados para o grande dia.
Isso significa que devemos assumir nossa missão em Cristo. Devemos ser ativos em nossas responsabilidades, aproveitando todas as oportunidades, atentos aos desafios que nos são impostos. Precisamos conhecer primeiro o tempo de Deus e isso só é possível pelo conhecimento da Palavra. Depois precisamos despertar do sono e acordar do comodismo que nos cerca, pois, como nos lembra o apóstolo Paulo, a nossa salvação está mais próxima de nós. Em breve a Igreja será arrebatada, nós subiremos com o Senhor.

Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono? Provérbios 6:9

                    

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra. A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei. (Romanos 13:7-8)



A Bíblia traz grandes regras sobre finanças que excedem aos manuais de administração. Quem as obedecem testemunham uma vida plena e próspera. O apóstolo Paulo no texto em epígrafe nos ensina uma fórmula para sermos saudáveis financeiramente. Uma das orientações é pagarmos corretamente nossos impostos, ainda que os administradores não façam o seu papel e desviem os nossos recursos. A outra é devermos nada a ninguém. Aquele que toma emprestado e não paga se assemelha ao ladrão que furta ou que rouba o próximo, com a agravante de que também roubou a confiança daquele que lhe emprestou. Ainda que o mundo mostre que na impunidade e na ilicitude o homem prospera, a Bíblia deixa claro que este terá de prestar contas por seus atos. Ainda que aos olhos do mundo o desonesto pareça prosperar, o salmista nos lembra que

"Feliz é o homem que empresta com generosidade e que com honestidade conduz os seus negócios." Salmo 112:5.

                    

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.Romanos 12:20-21


O apóstolo Paulo nos ensina a lidar com aqueles que nos perseguem diferente da forma como o mundo faz. O mundo nos ensina a pagar com a mesma moeda, enquanto o apóstolo nos diz para surpreender os nossos inimigos agindo de forma contrária a lógica do mundo, conforme registrado no texto em epígrafe. Isso pode nos parecer totalmente ilógico, mas é o padrão de ação dado por Deus aos seus filhos. Sabemos que Deus não nos manda fazer coisas sem objetivo. Ele quer que mostremos ao mundo um grande exemplo para que fique perplexo diante do bem que estamos fazendo, e assim fique envergonhado diante do nosso bom procedimento. Surpreender positivamente o inimigo faz com que seja impactado de tal forma que veja diferença como o sal e a luz. Por isso o sábio nos diz

Não deixes de fazer bem a quem o merece, estando em tuas mãos a capacidade de fazê-lo. Provérbios 3:27
                    

quarta-feira, 5 de julho de 2017

De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; Se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; Ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria. Romanos 12:6-8



O apóstolo Paulo trata dos dons que recebemos segundo a Graça. Dom vem do grego chárisma e significa habilidades determinadas por Deus, as quais deveriam ser utilizadas para edificar os membros do corpo de Cristo. Esses   dons não são atributos ou conquistas pessoais. Eles vêm de Deus e não podem ser cancelados ou mudados, contudo, podem ser administrados e desenvolvidos por aquele que foi agraciado com eles. E o apóstolo ensina que que profecia se refere a todos os dons espirituais que envolvem o anúncio da Palavra de Deus e em um sentido mais estrito, significa a revelação da vontade de Deus em uma situação particular. Quando recebemos os dons, precisamos saber que não nos pertencem e que apenas nos cabe administrar e fazer bom uso daquilo que nos foi dado para o serviço e não para nosso deleite pessoal. Por isso o apóstolo exorta-nos a que façamos da melhor maneira aquilo que Deus colocou em nossas mãos. Ministério é serviço e para exercer esse dom devemos nos colocar na posição de servos e não de senhores. E para exercitar qualquer dos dons que o Senhor nos concede, a orientação do Espírito é que deve ser a nossa pauta, conforme nos ensina Moisés

Cada um, conforme ao dom da sua mão, conforme a bênção do Senhor teu Deus, que lhe tiver dado. Deuteronômio 16:17

                    

terça-feira, 4 de julho de 2017

Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. Romanos 12:1-2



Sacrifício pode ser entendido no sentido bíblico como "Qualquer coisa consagrada e oferecida a Deus." Nessa perspectiva, o apóstolo Paulo nos leva a refletir sobre como estamos nos comportando e como é que nós nos consagramos e oferecemos a Deus como sacrifício vivo. A Bíblia relata que, sob a Velha Aliança, Deus aceitou o sacrifício de animais como expiação de nossos pecados. Mas essa propiciação, com sacrifício completo e final de Jesus, o Cordeiro perfeito, tornou-se obsoleta e vazia de significado depois da morte de cruz em nosso lugar e em nosso favor. A Cruz revogou os sacrifícios do Antigo Testamento mostrando-nos que esses eram apenas uma sombra prenunciadora que apontavam para o sacrifício do Cordeiro de Deus, o Cristo. Por causa Dele nenhum outro mais têm nenhum efeito ou eficácia. Assim, o apóstolo nos mostra que para nós, os que estamos em Cristo, que recebemos a salvação pela Sua graça, a única adoração aceitável é nos oferecermos ao Senhor, sem nenhuma reserva. E como sacrifício vivo, não como um ritual simbólico não podemos nos conformar com este mundo, por isso devemos viver como diz o salmista

Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. 3 Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.” (Salmos 1:2-3
                    

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Porque quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém. (Romanos 11:33-36)


O apóstolo Paulo nos mostra na Carta aos Romanos que Deus quer que estejamos em sintonia com Ele, compreendendo a nossa inserção como filhos e, por meio de Jesus Cristo, sendo capazes de viver a prática moral requerida para os escolhidos. Riquezas,  sabedoria e conhecimento de Deus são insondavelmente profundos e por mais que nos esforcemos com nosso entendimento, sem a inspiração do Espírito jamais conseguiremos nos aprofundar no conhecimento ou na sabedoria de Deus, pois nada há abaixo nem acima de Deus. Isso significa que nada há diante Deus entre Sua profundeza e altura, por essa razão o apóstolo Paulo sentencia no versículo 36, “Porque dele e por meio Dele, e para ele, são todas as coisas.” Por isso, nenhum ser pode se imaginar capaz de dar nada a Deus algo que já não seja Dele.

Porque o Senhor Altíssimo é tremendo, e Rei grande sobre toda a terra. Salmos 47:2
                    

domingo, 2 de julho de 2017

E, se as primícias são santas, também a massa o é; se a raiz é santa, também os ramos o são. Romanos 11:16


O Dicionário Aurélio registra que primícias é: “Primeiros frutos; primeiras produções; primeiros efeitos; primeiros lucros; primeiros sentimentos; primeiros gozos; começos, prelúdios”. Nesse sentido, primícias à luz da Bíblia significa que a Deus pertencem os primeiros frutos. As Escrituras nos mostram a importância que Deus dá ao nosso ato de entregarmos a Ele as nossas primícias, ou a primeira parte de tudo o que fazemos ou temos. Deus não instituiu as ofertas porque precisa de algo que venha de nós, mas para provar o nosso coração numa das áreas em que demonstramos um grande apego. De igual modo Deus não precisa de nossos primeiros frutos. Ele é soberano e senhor de todas as coisas. Nós é que precisamos Dele em primeiro lugar em nossas vidas. E se entregamos a Deus nossos primeiros frutos, seja em dinheiro, tempo, pensamento... na verdade estamos dando-Lhe honra. Demonstramos o lugar especial que Ele ocupa em nossas vidas.

A Bíblia está repleta de histórias de pessoas que mantiveram Deus em primeiro lugar em suas vidas a despeito do preço a ser pago, como Abraão,  José, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego  e Daniel. Todos esses se recusaram a obedecer a vontade humana e deram honra a Deus. Estes  exemplos nos inspiram a seguir os mesmos passos e a atender a exortação de Salomão em Provérbios 3:9-10

sábado, 1 de julho de 2017

De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus. (Romanos 10:17)



  A Bíblia diz que sem fé é impossível agradar a Deus, e o apóstolo Paulo nos ensina que todos precisamos de fé, para nos chegarmos a Deus. E isso significa que todos precisamos de ouvir e refletir na Palavra de Deus para fazer brotar e crescer em nós a fé e na comunhão com Deus prosperarmos em fé. Neste texto Paulo nos informa que o plano de salvação está submissa à Palavra. A fé que nos salva vem pela audição do que Deus está nos falando, e isso nos é dado sentir pelo Espírito. Paulo deixa claro, ainda que nas entrelinhas, que ninguém será salvo pelas boas obras, nem por ter um bom comportamento, tampouco por pertencer a uma igreja ou ser religioso. Para que uma pessoa seja salva, livre de condenação eterna precisará ouvir a Palavra. Mais do que ouvir, ela precisará colocar em prática a Palavra, pois quem ouve e vive o Evangelho está sujeito a uma transformação radical. E quem assim o faz agrada a Deus. Quem busca a Palavra e Nela se aprofunda encontra a Verdade e a Salvação, pois como nos diz o profeta Isaías 55:11

 É que a "Palavra que sai da boca de Deus não voltará vazia para Ele, antes que tenha feito no coração do homem a obra para que foi enviada" (Isaías 55:11).

                    


sexta-feira, 30 de junho de 2017

Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê. Romanos 10: 4



Paulo faz no texto em epígrafe uma importante declaração a respeito de Cristo e da Lei. E várias tem sido as interpretações sobre essa afirmação, gerando doutrinas diversas. O apóstolo nos mostra que os gentios alcançaram a justificação pela fé, enquanto Israel, nação eleita, falhou em atingir a lei de justiça porque se pautaram pelas obras e não pela fé. Quando Paulo diz que Israel tropeçou na pedra que é Jesus ele nos leva a refletir que o problema não era lei em si, mas a forma como Israel se relacionava com ela, uma vez que o próprio Jesus mostrou-nos guardar a Lei era desejável. Contudo, a nação Israelita, por desconhecer que a justiça é fruto da graça, buscava estabelecer pelas obras a sua própria justiça e não se sujeitaram a de Deus. Assim, Paulo nos convida a compreender que Cristo é o alvo para o qual a Lei foi intencionada e que a justiça não está na Lei, mas em seu alvo: Jesus. E todo aquele que crê Nele é justificado e pode se alegrar como faz o salmista.

Cantem e alegrem-se os que amam a minha justiça, e digam continuamente: O Senhor seja engrandecido, o qual ama a prosperidade do seu servo. Salmos 35:27




quinta-feira, 29 de junho de 2017

Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim? Romanos 9:20


Paulo pondera sobre a atitude da criatura humana de contestar o Criador. A ideia de que o homem possui livre-arbítrio pleno e que pode escolher livremente os seus caminhos, segundo os desígnios do seu coração, é uma heresia muito antiga chamada universalismo que ensinava que todos no fim seriam salvos.  Ao negar a existência do inferno, os universalistas, vão contra as Escrituras. Essas doutrinas colocam a criatura no centro e autor de seu destino, enquanto a Bíblia mostra claramente que o homem é escravo do pecado (João 8:34-35. Ignoram que Deus é Soberano e que nada em todo o universo foge do Seu controle. Enquanto os humanistas exaltam a vontade humana e, de forma exacerbada, atualmente, pregam que a criatura é soberana para decidir sobre o que ser e quem ser, Paulo nos lembra que


"O coração do homem planeja o seu caminho, mas o SENHOR lhe dirige os passos." (Provérbios 16:9)



quarta-feira, 28 de junho de 2017

Os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios? Os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios? Como também diz em Oséias: Chamarei meu povo ao que não era meu povo; E amada à que não era amada. E sucederá que no lugar em que lhes foi dito: Vós não sois meu povo; Aí serão chamados filhos do Deus vivo. Romanos 9:24-26



Desde os dias da Igreja Primitiva, com a missão do apóstolo Paulo até os dias atuais, Deus pelo Seu Espírito Santo tem feito tanto a judeus como a gentios o chamado a que se tornem Seus filhos. Paulo afirma que "Deus não faz acepção de pessoas" (Romanos 2:11) e ele mesmo se considerava devedor a gregos, a bárbaros e a judeus, ainda que, como estudioso das Escrituras Sagradas, estivesse consciente das vantagens que os judeus tinham sobre os outros povos, porque sabia que "as palavras de Deus lhe foram confiadas". (Romanos 3:2), primeiramente e que a um judeu foi feita a promessa. Contudo, esse apóstolo nunca se omitiu em anunciar que o Evangelho "é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé." Romanos 1:16-17. Paulo deixa claro em sua carta aos romanos que o Evangelho de Cristo é destinado e igualmente eficaz a judeus e gentios e ele o faz também fundamentado nas palavras dos profetas, como se pode verificar em Oséias 2:23b.

e eu direi àquele que não era meu povo: Tu és meu povo; e ele dirá: Tu és meu Deus! Oséias 2:23b

terça-feira, 27 de junho de 2017

Nem por serem descendência de Abraão são todos filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência. 8 Isto é, não são os filhos da carne que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa são contados como descendência. Romanos 9: 7-8



Paulo nos mostra que há uma grande diferença entre os filhos da carne e os filhos da promessa. Ainda que ambos tenham os mesmos pais, para Deus uns são filhos e os outros não. E ilustra com a referência aos três patriarcas, Abraão, Isaque e Jacó, e aos seus descendentes. A Bíblia relata que Abraão teve dois filhos: Ismael e Isaque. O primeiro segundo a carne, e outro segundo a promessa. Em Isaque é chamada a descendência de Abraão. E Isaque também teve dois filhos: um segundo a carne, Esaú, e um segundo a promessa, Jacó. De igual modo, Jacó teve filhos segundo a carne e filhos segundo a promessa, pois nem todos os que descendem de Israel são israelitas.
Desse argumento, podemos afirmar que os filhos de Deus não são os filhos segundo a carne, mas sim segundo a promessa. Os filhos gerados por Deus e não pela carne são os escolhidos. Isso significa que podemos ter muitos filhos, mas nem todos talvez sejam filhos de Deus. Os filhos da promessa chegam depois de uma espera, enquanto os filhos da carne não, pois a carne lança mão dos recursos próprios, e não espera em Deus, e então fracassa. Por isso Deus nos exorta por meio do Salmista:

"Aquietai-vos, e conheçam que eu sou Deus; serei exaltado entre as nações; engrandecido serei na terra" (Salmos 46:10).



segunda-feira, 26 de junho de 2017

Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. (Romanos 8: 20-21)



Paulo já dizia em seu tempo que a criação foi corrompida pela vaidade herdada da natureza daquele que desde o início tem sujeitado a humanidade ao pecado. Ainda hoje se pode perceber as consequências dessa sujeição ao pecado, por isso o tempo presente na citação do apóstolo continua oportuno. Paulo afirma que “(...) que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora”. E por extensão também nós, feitos filhos por adoção, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos. Mas a diferença exposta por esse homem de Deus que viveu de uma maneira profunda a transformação em sua vida é que, diferentemente das criaturas, os filhos em esperança são salvos. E esperamos com paciência, cientes de que o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis, pois Aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito e intercede pelos santos. Ainda que passemos por circunstâncias adversas, sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. (Romanos 8:28), por isso podemos afirmar como o salmista:

Porque em ti, Senhor, espero; tu, Senhor meu Deus, me ouvirás. Salmos 38:15


domingo, 25 de junho de 2017

Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Romanos 8:15-16



A adoção pode ser entendida como a outorga da posição de direitos, privilégios, honras de filho de Deus. Assim, outorgar filiação é colocar alguém na posição de Filho de Deus. Nesse prisma, o apóstolo Paulo afirma que se recebemos o Espírito de adoção somos inseridos na família de Deus, pois fomos feitos filhos de Deus. Desse modo, temos nossa natureza regenerada de criatura para recebermos a posição de filho de Deus. Essa mudança de natureza vem com a justificação, com nossa mudança de situação perante a lei. Nossa regeneração pressupõe a santificação, com nossa mudança de caráter, porque somos separados para viver segundo o Espírito e não segundo a carne. Pela adoção, nossa posição de rejeitados é alterada para sermos aceitos e amados como filho. Pela regeneração de nossa natureza pecaminosa recebemos uma nova vida. Pela adoção, recebemos a natureza do Pai e temos intimidade com Ele. E o Espírito confirma em nós que somos filhos de Deus. Sendo filhos estamos libertos da escravidão da lei. E recebemos o penhor da herança pelo próprio Espírito Santo, temos o testemunho do Espírito que nos garante a segurança e a comunhão com o Pai. Antes mesmo da fundação do mundo o Senhor já havia decidido adotar como Seus filhos algumas criaturas. Mas para sermos adotados a condição fundamental é atitude de fé. Pela fé recebemos o poder de nos tornarmos filho de Deus. Por isso, não podemos jamais nos esquecer de que Deus não abandona Seus filhos e mesmo em face das piores circunstâncias não somos abandonados, pois temos  um Pai e podemos dizer: Aba, Pai.


Abençoará os que temem ao Senhor, tanto pequenos como grandes. Salmos 115:13



sábado, 24 de junho de 2017

Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. Romanos 8:6




O apóstolo Paulo nos mostra que quando pautamos nossa vida pelo Espírito Santo, que nos convence do pecado, e nos mostra qual o caminho podemos seguir. O caminho que trilhamos seguindo os passos do Senhor Jesus nos leva à paz, apesar das turbulências dessa vida, e à salvação que nos leva à vida eterna na Glória, ao passo que os caminhos deste mundo somente nos oferecem a angústia, a incompletude nesta vida e o tormento n a morte eterna. Portanto, ao nos inclinarmos para o Espírito, podemos ter a confiança de recebermos a nossa recompensa garantida pelo sacrifício de Cristo Jesus para todo aquele que Nele crer. Embora na Graça não somos cobrados a nenhum pagamento, é necessário crescermos pela inspiração do Espírito, pois temos uma dívida de amor para com o Senhor e de sujeição para com o Espírito por causa da obra consumada. Assim, quando deixamos todo embaraço e o pecado que nos rodeia, somos instados pelo Espírito a sermos perseverantes na missão que nos está proposta, olhando firmemente para Jesus, autor e consumador da nossa fé. E, despojando das coisas do velho homem, revestidos do novo, podemos viver na inclinação do Espírito, sendo renovados a cada dia, como nos diz o profeta Jeremias 42:3

Para que o Senhor teu Deus nos ensine o caminho por onde havemos de andar e aquilo que havemos de fazer. Jeremias 42:3


sexta-feira, 23 de junho de 2017

Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. (Romanos 8:1)



O apóstolo Paulo nos lembra que embora nem todos os homens são justificados, para aqueles que estão em Cristo Jesus não há condenação. Porque pertencemos a Cristo, Ele intercede por nós como nosso advogado lá. Cristo é a nossa justiça. Ele é justo e chamou sobre si as nossas dores e pecados, quando venceu a morte. Jesus é o nosso advogado no céu. É o nosso intercessor e nos abençoa. Aqueles que não andam segundo a carne, que escolhe viver de acordo com o Espírito encontra a paz e a libertação. Viver segundo o Espírito significa aceitar a disciplina e o senhorio de Jesus. Ser cristão é estar em Cristo e, portanto, viver segundo o espírito, com a orientação do Espírito, enquanto viver segundo a carne é o oposto de ser cristão. Paulo afirma que fomos chamados para a liberdade. E Cristo é a verdade que liberta. E aquele que busca a Verdade é livre, como afirma o salmista

E andarei em liberdade; pois busco os teus preceitos. Salmos 119:45


quinta-feira, 22 de junho de 2017

Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Romanos 7:19



A reflexão feita pelo apóstolo Paulo é também a nossa constatação quando erramos. Queremos fazer o bem, andar no caminho certo, ser mais pacientes e tolerantes com as pessoas, mas nem sempre conseguimos domar o velho homem que habita em nós, apesar de conhecermos a novidade de vida, pela graça do Evangelho de Jesus Cristo. Mas o fato é que, se temos o Espírito Santo, Ele nos constrange a fazer o bem e nos faz sentir incomodados quando não o fazemos. Muitas vezes achamos mais fácil criticar, responder com rispidez e intolerância do que agir com amorosidade e paciência com aqueles que nos incomodam. Se fizemos ao outro como Deus faz conosco seria diferente. Apesar de sermos maus, Deus nos ama e nos perdoa. Falta-nos domínio próprio para vivermos conforme o Senhor nos ensina. Mas domínio próprio é um dom do Espírito Santo. E se buscarmos esse dom, o Espírito nos guiará. E assim seremos capazes de resistir ao que nos faz vítimas das próprias fraquezas pois, conforme nos ensina Salomão em Provérbios 25:28

Como a cidade derrubada, sem muro, assim é o homem que não pode conter o seu espírito.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor. Romanos 6:23


O apóstolo Paulo nos mostra como é a vida sem Cristo e a vida com Cristo. Sem Cristo, somos dominados pelo pecado e recebemos, por isso, o pagamento por termos uma vida que desagrada a Deus. Esse salário do pecado é a morte, a condenação eterna para quem permanece distante de Deus, insistindo em uma vida de pecado. Todavia, há uma forma de não recebermos esse pagamento: recebendo a salvação por meio de Jesus Cristo, a graça de Deus derramada sobre aqueles que creem. O dom gratuito de Deus nos é ofertado para que nos libertemos da escravidão do pecado e nos tornemos filhos de Deus. Pela graça e misericórdia do Senhor derramada sobre todos aqueles que receberam Jesus Cristo em suas vidas e creram de fato e de verdade temos a oportunidade de escapar da morte espiritual e do sofrimento eterno, pois Deus nos deu a possibilidade de trocar o sofrimento eterno pela vida eterna, como nos lembra o profeta Daniel 12:2


E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno.



Alimento para o espírito: segurança

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